PF faz operação em banco de bispo Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2026
  • 12:29h

Foto: Reprodução

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um complexo esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão de instituição financeira Digimais, do grupo do bispo Edir Macedo.

 

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial também autorizou o afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 670.348.945,70.

 

Durante as investigações, a Polícia Federal teve acesso a relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira.

 

As apurações indicam que o esquema envolveria a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis, com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle. A prática teria permitido ainda a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais.

 

Também são investigadas operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador.

 

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Em atualização

Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas é preservada em cidade baiana após 30 anos de legado

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2026
  • 10:27h

Foto: Reprodução / Calila Notícias

A histórica Brasília Amarela associada aos Mamonas Assassinas continua preservada em Irecê, no Centro Norte baiano e mantém viva a memória de Alecsander Alves da Silva, o Dinho, natural da cidade e vocalista da banda que marcou época nos anos 1990.

 

Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, após a passagem da banda cover que celebra o legado do grupo pelo município durante os festejos juninos, a cidade voltou a ser palco de homenagens ao artista nascido em Irecê.

 

O grupo, formado por atores que participaram do filme sobre a trajetória da banda, visitou a Praça Alexsander Alves, inaugurada em 2019 em homenagem ao cantor, além de realizar apresentação durante o São João do Centenário.

 

Natural do bairro Boa Vista, em Irecê, Dinho se mudou ainda na infância para São Paulo com a família. De acordo com o pai do cantor, Hidelbrando Alves, Dinho mantinha uma relação próxima com a cidade natal e costumava retornar ao município durante períodos de férias.

 

Entre os símbolos que preservam a memória do artista está a Brasília Amarela, eternizada na música “Pelados em Santos”, um dos maiores sucessos dos Mamonas Assassinas. O carro se tornou um dos principais ícones da cultura pop brasileira após aparecer em videoclipes, programas de televisão e, mais recentemente, na produção cinematográfica que retratou a história da banda.

 

Atualmente, o veículo permanece sob os cuidados de Hidelbrando Alves. Segundo informações da família, a documentação do automóvel continua registrada em nome de Alecsander Alves da Silva, característica que reforça seu valor histórico e afetivo.

 

A Brasília participa regularmente de eventos culturais e desfiles no município. Neste ano, o carro esteve entre os destaques do tradicional desfile de carroças que marcou a abertura dos festejos juninos de Irecê. Sempre que é exibido em público, o veículo atrai a atenção de moradores, visitantes e admiradores da trajetória dos Mamonas Assassinas.

 

Para os fãs, o veículo representa um dos principais símbolos da irreverência e do estilo que levaram a banda ao sucesso nacional. Em menos de dois anos de carreira em escala nacional, os Mamonas Assassinas alcançaram milhões de discos vendidos, realizaram apresentações lotadas e se consolidaram como um fenômeno cultural antes da interrupção da carreira em decorrência do acidente aéreo ocorrido em março de 1996.

 

Três décadas depois, a memória de Dinho segue presente em Irecê por meio de homenagens como a praça que leva seu nome, dos relatos da família, das apresentações do projeto “Mamonas Assassinas O Legado” e da preservação da histórica Brasília Amarela.

 

O registro do veículo foi realizado na tarde de segunda-feira (22), na Rua Goiás, em frente à residência de Terezinha Alves Leite, de 94 anos, irmã de Cleonice Maria Leite, mãe de Hidelbrando Alves e avó de Dinho.

Defesa de ex-presidente do BRB pede liberdade provisória ao STF e critica PGR por travamento de delação

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2026
  • 08:50h

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de liberdade provisória, argumentando que o executivo, preso preventivamente desde abril, tenta colaborar com as investigações sem obter sucesso nas negociações com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O advogado Davi Tangerino encaminhou a petição ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

 

Na manifestação, Tangerino relata que cobrou formalmente da PGR, no início de junho, uma posição sobre a intenção de seu cliente de firmar um acordo de delação premiada, mas não obteve resposta. De acordo com as informações do O Globo, Paulo Henrique Costa, conhecido como PH Costa, sequer chegou a assinar um acordo de confidencialidade com o Ministério Público Federal (MPF), etapa inicial das tratativas, diferentemente do que ocorreu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

A avaliação interna do MPF é de que, assim como no caso de Vorcaro, o conteúdo que o ex-presidente do BRB se propõe a revelar não traria informações adicionais ao que a investigação já apurou, além de não incluir confissão dos crimes. Embora nos bastidores a negativa do MPF seja considerada certa, a defesa afirma que ainda não recebeu qualquer sinalização oficial e que o ex-dirigente permanece detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha.

 

Costa tentou se antecipar à Justiça e redigiu parte dos anexos de sua eventual proposta de delação diretamente da cadeia, antes mesmo de obter o sinal verde do MPF. Nesse período, Vorcaro teve duas propostas de colaboração rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela PGR.

 

O pedido para revogar a prisão preventiva, formalizado no último dia 12, destaca que as tentativas de negociar a colaboração com o MPF tiveram início em 19 de abril, com uma reunião formal ocorrida em 28 de maio, mas sem avanço por parte da PGR. O advogado também ressalta que Costa nunca foi interrogado desde que se tornou alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado.

 

Na petição, a defesa compara a situação de Paulo Henrique Costa à de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. O documento foi protocolado antes da nona etapa da Compliance Zero, realizada na última quinta-feira (18), que mirou o empresário e o líder do governo Lula no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA). Lima não foi alvo de pedido de prisão, apenas de busca e apreensão, mas já era monitorado por tornozeleira eletrônica desde o ano passado.

 

“Não se pode deixar de registrar que investigados com efetivo potencial de continuidade delitiva, a exemplo de Augusto Lima, seguem soltos”, escreveu Tangerino.

 

Segundo o O Globo, as críticas mostram o clima de tensão entre as equipes de defesa do chamado "caso Master" e os investigadores, que teve como ápice a rejeição das propostas de delação de Vorcaro. Caso o pedido de liberdade provisória não seja atendido por Mendonça, o advogado solicita como alternativa a concessão de prisão domiciliar.

 

Na petição, a defesa sustenta que não há elementos novos que justifiquem a manutenção da prisão. Tangerino classificou como "leviana e assustadora" a posição da PGR, que apontou "indícios de continuidade de práticas delitivas" ao concordar com a prisão de PH Costa. O advogado alega ainda que as condutas atribuídas ao ex-presidente do BRB se referem ao período em que ele exercia o cargo, do qual foi afastado pela Justiça em novembro e posteriormente demitido.

 

“Não há rigorosamente nada que se apure no inquérito que diga respeito a qualquer atuação após o afastamento do requerente do BRB”, argumenta o advogado.

 

Na decisão que autorizou a prisão preventiva, o ministro André Mendonça afirmou que PH Costa foi "peça essencial" na compra de títulos podres do Master, cuja contrapartida seria o pagamento de seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146 milhões. Ao Supremo, Tangerino afirma que o ex-dirigente nunca foi dono dos apartamentos e que as mensagens trocadas com Vorcaro para escolher as unidades que lhes interessavam eram de 2024, período anterior à imposição de medidas cautelares contra ele. Esse é um dos pontos que a defesa sustenta na proposta de delação, mas que não convence nem a PF nem a PGR.

 

Em um dos diálogos mencionados, Costa chega a dizer ao dono do Master que eles estavam "construindo uma vida juntos". Segundo a decisão de Mendonça que determinou a prisão de PH Costa, após a instauração de uma apuração do MPF sobre as fraudes nas carteiras de crédito adquiridas do Master pelo banco de Brasília, Vorcaro teria orientado o advogado Daniel Monteiro a "travasse tudo e não realizasse mais nenhum pagamento e nem prosseguisse com a formalização registral das transações então acordadas com Paulo Henrique". Monteiro é apontado pela investigação como operador do desvio de recursos do Master e do pagamento de propina para políticos e autoridades. Até aquele momento, os pagamentos feitos somavam R$ 74 milhões, conforme a decisão de Mendonça.

Enem 2026: prazo para pagar taxa de inscrição termina nesta segunda

  • Bahia Notícias
  • 22 Jun 2026
  • 12:13h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Os candidatos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm até esta segunda-feira (22) para pagar a taxa de inscrição e garantir a participação na prova. O valor é de R$ 85 e pode ser pago por boleto, Pix, cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança, dependendo da instituição financeira.


Para fazer o pagamento, o estudante deve gerar a GRU Cobrança pela Página do Participante.
 

Neste ano,  as provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro.

 

A taxa é obrigatória para todos os candidatos que não conseguiram a gratuidade. Tem direito a isenção:

  • Matriculados no 3ª série do ensino médio em escola pública em 2026;
  • Aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa;
  • Pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal);
  • Participantes do programa Pé-de-Meia. 

Brumado perde Dona Ana, uma das moradoras mais antigas do bairro Ginásio Industrial

  • Brumado Urgente
  • 22 Jun 2026
  • 10:28h

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente

Faleceu na noite deste domingo (21), no Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, em Brumado, Ana Donatila da Silva Lima, carinhosamente conhecida como “Dona Ana”, uma das moradoras mais antigas e respeitadas do bairro Ginásio Industrial. Aos 89 anos, ela deixa um legado marcado pela dedicação à família, pelo trabalho e pelos valores que transmitiu às gerações que ajudou a formar.

 

Mulher guerreira e batalhadora, Dona Ana criou seus filhos e filhas pautando a educação nos princípios da dignidade, do respeito ao próximo, do carinho e da honestidade. Grande parte dessa missão foi desempenhada praticamente sozinha, já que seu esposo trabalhava como caminhoneiro e passava a maior parte do tempo viajando pelas estradas do Brasil. Com firmeza nas decisões, mas sem jamais perder a ternura, tornou-se o alicerce de sua família.

 

Além dos filhos, também assumiu a criação de um neto, após a filha mudar-se para São Paulo em busca de trabalho. Esse neto é hoje o advogado Igor Lima, por quem tinha um carinho especial, assim como por seu filho caçula, o enfermeiro Geraldo Lima. Ambos eram considerados seus “xodós”, embora Dona Ana jamais deixasse de demonstrar amor e atenção aos demais filhos, filhas, netos, bisnetos e tataranetos. Sua dedicação à família era admirável e evidenciava a devoção de uma mãe e matriarca por toda a sua descendência.

 

Conhecida pelo espírito alegre e pela disposição contagiante, Dona Ana fazia questão de participar das celebrações familiares, especialmente de seu aniversário. Embora tenha nascido em 18 de agosto de 1936, ela escolheu comemorar a data em 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, santa de sua devoção. Nessa ocasião, reunia a numerosa família em torno da matriarca, contando piadas, relatando causos, dançando e demonstrando toda a felicidade por estar cercada daqueles que amava. Era comum vê-la com as mãos erguidas aos céus, agradecendo a Deus por mais um ano de vida.

 

Autodidata, Dona Ana aprendeu a tocar sanfona e violão de ouvido. Segundo ela, participou da animação de diversas festas familiares ao lado do pai. Sempre que recordava esse período de sua vida, emocionava-se profundamente, evidenciando que seu maior patrimônio sempre foi a família.

O velório acontece em sua residência, localizada na Rua Coronel Fidelcino Santos, nº 137, no bairro Ginásio Industrial. O sepultamento está marcado para esta segunda-feira (22), às 17h, no Cemitério Jardim Santa Inês.

 

Neste momento de dor e despedida, o Brumado Urgente manifesta seus mais sinceros sentimentos a todos os familiares e amigos. A homenagem também é estendida pelo editor deste veículo, que, mesmo não sendo neto consanguíneo de Dona Ana, era por ela considerado como um verdadeiro neto. Sua memória permanecerá viva no coração de todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com sua alegria, generosidade e amor incondicional pela família.

Petróleo abre em alta após Irã anunciar fechamento de Hormuz

  • Por Maeli Prado via Bahia Notícias
  • 22 Jun 2026
  • 10:17h

Foto: Ilustrativa / Petrobras

Os preços do petróleo abriram as negociações deste domingo (21) em alta, um dia após o Irã anunciar que fechou novamente o estreito de Hormuz ao tráfego de embarcações.
 

Às 19h15, os contratos futuros do barril Brent, referência internacional, eram cotados a US$ 81, alta de 1,3% em relação ao fechamento de sexta-feira (19).
 

Apesar do anúncio, milhões de barris de petróleo passaram pelo estreito de Hormuz neste fim de semana, mesmo depois de o Irã afirmar ter fechado a via marítima novamente, segundo informações da agência Bloomberg.
 

Segundo a Guarda Revolucionária do Irã e o comando militar do país, a passagem de navios será interrompida por violações do acordo de cessar-fogo firmado com os Estados Unidos e Israel.
 

Em comunicado, a Guarda orientou as embarcações a evitar o caminho marítimo sob risco de comprometerem sua segurança. Os iranianos citaram os ataques israelenses ao Líbano, que deixaram 20 mortos no sul do país, como estopim para a medida em Hormuz.
 

Na semana passada, o petróleo havia encerrado a segunda semana consecutiva de queda de preços, com os investidores avaliando as perspectivas de uma trégua entre Estados Unidos e Irã. O barril Brent teve queda semanal de 7,96%, superando a desvalorização de 6,19% da semana anterior. A commodity encerrou a sessão cotada a US$ 80,38.
 

Durante a semana, o barril chegou a cair a US$ 76,64 na quinta-feira (18), menor valor desde 2 de março -o primeiro dia de negociação após o início da guerra no Irã- quando atingiu US$ 75,75.
 

O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que se o acordo permanecer no papel, o fornecimento de energia do Oriente Médio vai continuar interrompido.
 

Apesar do anúncio de Teerã, os EUA afirmam que a passagem está aberta. Segundo o Exército americano, 55 embarcações navegaram pelo estreito neste sábado (20), levando 17 milhões de barris de petróleo.
 

De acordo com a Bloomberg, cinco supernavios-tanque carregados de petróleo, com uma capacidade de transporte combinada de 8 milhões de barris, puderam ser vistos entrando ou navegando dentro do estreito no sábado e no domingo, por meio de uma rota que margeia a costa de Omã, antes de "ficarem no escuro" (desligarem os rastreadores).
 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o governo americano pode cobrar um pedágio de passagem no estreito se não houver acordo com o Irã nas negociações de paz em curso.
 

O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou em entrevista à Fox News nesta manhã que não há evidências de que o tráfego em Hormuz tenha sido interrompido pelo Irã.
 

Vance chegou neste domingo à Suíça para as tratativas com o Irã a respeito do acordo que poderá colocar fim à guerra no Oriente Médio.
 

Antes do voo para a Europa, Vance disse a jornalistas que esperava ter avanços na questão nuclear e no tema do cessar-fogo no Líbano, sobre os quais as conversas estariam centradas.

Candidato do PL é o mais votado em Roraima, mas TRE diz não poder declará-lo eleito

  • Por Catarina Scortecci | Folhapress
  • 22 Jun 2026
  • 08:29h

Foto: Leo Costa / SEMUC

O ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique Brandão Machado (PL) foi o nome mais votado para o cargo de governador de Roraima na eleição suplementar realizada neste domingo (21), com 60,87% dos votos. Mas a posse na cadeira é incerta e o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Roraima ainda não proclamou o vencedor da eleição.

 

"Como houve candidato com votação nula sub judice, cuja votação nominal ultrapassou 50% da votação, a legislação eleitoral impede a proclamação do resultado até a decisão final das instâncias superiores", comunicou o TRE.
 

Arthur Henrique concorreu ao pleito com sua candidatura sub judice. Isso porque um recurso contra o indeferimento do seu registro para a disputa ainda não teve desfecho no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
 

Mesmo com a indefinição, ele foi às ruas comemorar o resultado da votação ao lado de eleitores. Em uma rede social, escreveu que "a vontade do povo prevaleceu".
 

A apuração terminou por volta das 21h30 no horário de Brasília (20h30, no horário local). Neste domingo, 384.582 eleitores de Roraima estavam aptos para votar neste domingo.
 

O bolsonarista Arthur Henrique obteve 160.004 votos. Já Soldado Sampaio (Republicanos), que é o atual governador interino de Roraima e, antes disso, presidente da Assembleia Legislativa, ganhou 93.897 votos (35,72%). Em terceiro lugar, ficou a candidata do PT, a socióloga Nelita Frank, que obteve 8.948 votos (3,40%).
 

Já que a proclamação definitiva do resultado da eleição depende da conclusão do julgamento envolvendo Arthur Henrique nos tribunais em Brasília, a corte regional também afirmou que Soldado Sampaio segue no cargo de governador interinamente.
 

Segundo o TRE, dez urnas eletrônicas precisaram ser substituídas. O número representa 0,67% das 1.483 urnas utilizadas em todo o Estado. A corte regional informou não ter registrado ocorrências graves ao longo do dia.
 

O imbróglio em torno da candidatura de Arthur Henrique começou quando o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou uma resolução do TRE de Roraima e assinou uma liminar entendendo que os prazos de desincompatibilização dos candidatos deveriam ser os mesmos de uma eleição comum, de três a seis meses antes da data do pleito, dependendo do cargo que a pessoa ocupa.
 

Já os prazos estabelecidos pelo TRE eram outros, considerando que se tratava de uma eleição atípica. No caso de Arthur Henrique, a data em que ele deixou o cargo de prefeito de Boa Vista atendia à regra regional, mas descumpria o prazo de desincompatibilização apontado pelo STF.
 

A liminar de Dino já foi confirmada, por maioria de votos, na Primeira Turma do STF, mas a campanha de Arthur Henrique ainda espera levar o caso ao plenário da corte.
 

O pleito suplementar em Roraima acontece por determinação do TSE, que no final de abril cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e tornou o ex-governador Antonio Denarium (PP) inelegível.
 

Eleito vice-governador em 2022, Damião ocupava a principal cadeira do Executivo na época da decisão do TSE . Ele substituia Denarium, que havia renunciado ao cargo no mês anterior com a pretensão de concorrer ao Senado este ano. A dupla foi condenada pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico no pleito de 2022.
 

Denarium apoiou o nome de Arthur Henrique para o mandato-tampão. Já o pré-candidato do PL ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro, divulgou vídeos em apoio ao ex-prefeito de Boa Vista. No segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Jair Bolsonaro (PL) obteve 76,08% dos votos em Roraima, contra 23,92% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 

Além da disputa pelo governo de Roraima, também houve eleição suplementar neste domingo para as prefeituras de Reginópolis (SP), Tuiuti (SP), Joviânia (GO), Amparo da Serra (MG) e Bonito de Minas (MG).
 

ENTENDA A ELEIÇÃO SUPLEMENTAR EM RORAÍMA
 

Entenda a eleição suplementar em Roraima
 

27 de março – Governador de Roraima eleito em 2022, Antonio Denarium (PP) renuncia ao mandato para concorrer ao Senado e o seu vice, Edilson Damião (União Brasil), assume a principal cadeira do Executivo
 

28 de abril – Tribunal Superior Eleitoral confirma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima e condena Denarium e Damião por abuso de poder econômico e político na campanha de 2022. Damião perde o mandato e Denarium fica inelegível
 

30 de abril – Por conta da decisão do TSE, o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Soldado Sampaio (Republicanos), assume interinamente o Governo de Roraima até a conclusão de uma eleição suplementar. Soldado Sampaio é um dos candidatos ao mandato-tampão
 

03 de maio – TRE-RR divulga resolução em que estabelece regras para a eleição suplementar, marcada para 21 de junho. Um dos artigos define que, nos casos de necessária desincompatibilização, os candidatos devem se afastar do cargo nas 24 horas subsequentes à convenção partidária
 

25 de maio – TRE divulga plano de propaganda no rádio e na televisão com os três nomes que se habilitaram para a disputa: Antonia Pedrosa (PT), da coligação Roraima da Esperança (PT, PCdoB, PV e Psol-Rede); Arthur Henrique (PL); e Soldado Sampaio (Republicanos), da coligação Roraima Segue em Frente (Republicanos, PDT, MDB, Podemos, PSD e PSDB-Cidadania)
 

27 de maio – Uma decisão liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derruba trecho da resolução do TRE e define que os prazos de desincompatibilização devem ser os mesmos de uma eleição comum, ou seja, os candidatos devem deixar seus postos faltando de três a seis meses da data da eleição (a variação no tempo depende do cargo que ocupa e do cargo que pretende ocupar)
 

02 de junho – Com base na decisão do STF, o TRE indefere o registro de duas candidaturas, de Arthur Henrique e de Antonia Pedrosa. O primeiro tinha renunciado ao mandato de prefeito de Boa Vista em 2 de abril, cogitando disputar a eleição geral de outubro. A segunda se afastou do cargo de professora da rede estadual em 16 de maio. Ou seja, ambos não atendiam ao prazo de desincompatibilização de 3 meses antes da data da eleição (21 de junho)
 

03 de junho – A coligação encabeçada pelo PT opta por trocar a candidata para se manter na disputa. No lugar de Antonia Pedrosa, entra a socióloga Nelita Frank (PT). Já o PL opta por recorrer da decisão e insistir na candidatura de Arthur Henrique, que agora se torna candidato sub judice
 

19 de junho – Em sessão virtual, os ministros da Primeira Turma do STF confirmam a liminar de Dino. Houve apenas um voto divergente, da ministra Cármen Lúcia. Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin seguiram o relator. A expectativa da defesa de Arthur Henrique é levar o caso ao plenário da corte.

Ministério da Justiça pediu devolução de policiais cedidos ao gabinete de André Mendonça, afirmam colunistas

  • Bahia Notícias
  • 20 Jun 2026
  • 12:30h

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Ministério da Justiça enviou ofícios ao Judiciário solicitando a devolução de policiais federais cedidos para auxiliar magistrados. A informação foi publicada pelos jornalistas Roseann Kennedy e Aguirre Talento, do Estadão. Segundo a reportagem, a medida atinge diretamente a equipe do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável por conduzir investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no Banco Master.

 

Os documentos foram assinados na última quarta-feira (17) pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges. Nos bastidores do Judiciário e da Polícia Federal, a iniciativa é interpretada como uma possível retaliação do governo federal, já que as duas investigações conduzidas por Mendonça avançaram sobre pessoas próximas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

A apuração sobre os desvios no INSS citou Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Já a investigação envolvendo o Banco Master resultou, nesta semana, em uma operação contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

 

Um dos nomes que podem ser afetados pela medida é o do delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira, que integra a equipe de assessoria de André Mendonça desde o ano passado. Segundo a publicação, integrantes da PF avaliam que o governo optou por uma medida mais ampla porque não poderia determinar a retirada de apenas um integrante do gabinete do ministro.

 

Ademar Borges afirmou que a iniciativa faz parte de uma diretriz presidencial voltada ao fortalecimento do combate ao crime organizado. Segundo ele, cerca de 100 pedidos de retorno foram enviados a mais de 50 órgãos da administração pública federal, estadual e municipal. “O processo de retorno dos policiais federais, rodoviários federais e policiais penais, seguindo a diretriz presidencial amplamente divulgada, para reforço e valorização das atividades finalísticas e de combate ao crime organizado teve início no fim de abril e continua em curso”, afirmou ao Estadão.

 

Em abril, o presidente Lula já havia defendido publicamente o retorno dos delegados cedidos. “Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, declarou à época.

Justiça limita cachês de bandas contratadas para São João de Anagé após ação do MPBA

  • Bahia Notícias
  • 20 Jun 2026
  • 10:25h

Reprodução/Google Street View

A Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público da Bahia (MPBA) e determinou que a Prefeitura de Anagé não efetue, neste São João, pagamentos às bandas Magníficos e Cacau com Leite acima dos valores de referência calculados com base na média dos contratos firmados pelos artistas em 2025, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (19) em ação civil pública movida pelo promotor de Justiça Leandro Carvalho Duca Aguiar. O processo questiona os valores contratados para as apresentações no "Arraiá do Gaviões", programado para ocorrer entre os dias 21 e 23 de junho.

 

Segundo o MPBA, a Banda Magníficos foi contratada por R$ 413 mil e a Banda Cacau com Leite por R$ 160 mil. No entendimento do órgão, os valores ultrapassam os parâmetros considerados razoáveis pela Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, elaborada pelo Ministério Público da Bahia, Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA).

 

Além de limitar os pagamentos, a Justiça determinou que o município deposite em juízo, no prazo de 24 horas, R$ 107.711,42, referentes à diferença entre os valores contratados e os considerados compatíveis. Desse total, R$ 80.443,73 correspondem ao contrato da Banda Magníficos e R$ 27.267,69 ao da Banda Cacau com Leite.

 

De acordo com a ação, as justificativas apresentadas pela administração municipal não demonstraram fatos novos ou aumento de notoriedade dos artistas que justificassem os reajustes. A decisão também levou em conta a situação de emergência decretada em Anagé devido à estiagem prolongada que afeta a população rural.

Petróleo cai pela segunda semana consecutiva com acordo entre EUA e Irã em foco

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 20 Jun 2026
  • 08:22h

Imagem Ilustrativa: Divulgação / Petrobras

O petróleo encerrou nesta sexta-feira (19) a segunda semana consecutiva de queda de preços, com os investidores avaliando as perspectivas de uma trégua entre Estados Unidos e Irã, após o cancelamento das negociações e a intensificação dos ataques de Israel no Líbano.

 

O barril Brent, referência global, teve queda semanal de 7,96%, superando a desvalorização de 6,19% da semana anterior. No pregão do dia, houve alta de 0,66%, e a commodity encerrou a sessão cotada a US$ 80,38.
 

Durante a semana, o Brent chegou a cair a US$ 76,64 na quinta-feira (18), menor valor desde 2 de março -o primeiro dia de negociação após o início da guerra no Irã- quando atingiu US$ 75,75.
 

Após os novos ataques no Líbano ameaçarem os avanços das negociações de paz no Oriente Médio, Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo nesta sexta. A trégua foi confirmada pelas duas nações à agência Reuters.
 

As negociações entre EUA e Irã na Suíça, no entanto, já haviam sido canceladas. A Casa Branca não deu uma razão detalhada para o adiamento, mas disse em um comunicado na noite de quinta que a logística das negociações "nunca foi simples ou previsível".
 

A situação aumentou a incerteza quanto às perspectivas de uma trégua duradoura. O conflito no Líbano pode pesar nas negociações porque encerrar os combates na região é uma condição para o acordo mais amplo entre EUA e Irã.
 

"Isso deixa à mostra o caminho difícil que temos pela frente para alcançar uma retomada plena e ininterrupta do fluxo de petróleo pelo estreito [de Hormuz]", afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates. "Sem dúvida, as notícias sobre o acordo de cessar-fogo prolongado continuarão a moldar o sentimento do mercado".
 

Analistas esperam que o acordo libere mais de 85 milhões de barris de petróleo retidos no golfo Pérsico para os mercados globais. O acordo também inclui o fim das sanções dos EUA ao petróleo iraniano, o que aumentaria ainda mais a oferta.
 

Cerca de 20% da oferta global de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passa pelo estreito de Hormuz, mas a recuperação dos fluxos e da produção após o acordo entre os EUA e o Irã pode levar vários meses.
 

O Citi afirmou que seu cenário base, com 60% de probabilidade, prevê uma normalização sustentada nos fluxos, com os mercados de petróleo entrando em superávit e os preços apresentando tendência de queda nos próximos seis a 12 meses, para cerca de US$ 60 a US$ 65 por barril até o primeiro trimestre de 2027.
 

O Commerzbank afirmou que a oferta de petróleo deve se recuperar gradualmente, reduzindo sua previsão para o Brent de US$ 85 para US$ 80 por barril até o final do ano, embora espere que os preços permaneçam acima dos níveis pré-guerra durante a maior parte do próximo ano.
 

Os campos petrolíferos do Iraque estão prontos para retomar a produção, e a produção voltará gradualmente ao normal, restaurando os níveis anteriores, afirmou o ministro do Petróleo, Basim Mohammed.
 

No que diz respeito à demanda, a demanda mundial subirá de 105,1 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2025 para 113,3 milhões de bpd em 2030, informou a Opep em seu "World Oil Outlook 2026".
 

No entanto, Israel continua sua guerra contra o Hezbollah no Líbano, levantando dúvidas sobre se o acordo de paz entre os EUA e o Irã se manterá.

STF anula absolvição de empresário acusado de estuprar Mariana Ferrer, e caso será reiniciado em SC

  • Por Luísa Martins e Ana Pompeu | Folhapress
  • 19 Jun 2026
  • 16:24h

Foto: Divulgação

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, anular a sentença que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a influenciadora Mariana Ferrer, devido aos constrangimentos sofridos pela jovem durante audiência de instrução do processo. Com a decisão, o caso será reiniciado na primeira instância, em Santa Catarina (SC).

 

O relator, ministro Alexandre de Moraes, afirmou não ter dúvidas de que Mariana foi humilhada pelo então advogado do réu —sem que houvesse interferência do promotor ou do juiz para interromper o abuso— e que isso contaminou a produção de provas e, consequentemente, a elaboração do convencimento do magistrado.
 

Os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin seguiram o relator.
 

O ministro André Mendonça não participou da sessão por problemas de saúde. Já o ministro Cristiano Zanin se declarou impedido de votar no mérito, pois advogou para pessoas que foram processadas pelo promotor e pelo magistrado após críticas às suas posturas no episódio.
 

O plenário analisou o caso específico da influenciadora, mas fixou uma tese de repercussão geral para servir de parâmetro a todos os tribunais do Brasil. Como ponto central da decisão, ficou definido que, em processos sobre crimes sexuais, são nulas as provas obtidas mediante desrespeito aos direitos fundamentais da vítima, notadamente sua dignidade, honra, intimidade e integridade psicológicas.
 

Os juízes, promotores, advogados ou defensores públicos que violarem essa norma estão, a partir de agora, obrigatoriamente sujeitos a apuração disciplinar, civil e criminal.
 

As audiências em casos de crimes sexuais também precisarão ser gravadas, mediante concordância da vítima. A tese também estabelece que não serão anuladas sentenças amparadas em provas independentes ao depoimento da vítima.
 

Em audiência realizada em 2020, a defesa de Aranha tentou descredibilizar Mariana mostrando fotos do período em que ela trabalhou como modelo, sugerindo que as imagens mostravam a jovem em "posições ginecológicas".
 

O advogado também disse que "jamais teria uma filha do nível" dela e interrompeu seu depoimento diversas vezes, afirmando que seu choro era "dissimulado e falso".
 

Moraes disse que o juiz deu uma sentença baseada em provas nulas, pois Mariana teve o seu depoimento cerceado —sendo que as jurisprudências do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) são pacíficas no sentido de que a palavra da vítima tem grande relevância em investigações sobre violência sexual.
 

"Se cada vez que a vítima falava ela era humilhada pelo advogado, não houve depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes é o depoimento da vítima, temos aqui um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula, pois a prova do depoimento foi obtida em desrespeito total aos direitos fundamentais da vítima", afirmou o relator.
 

Segundo o ministro, houve conduta omissiva por parte do juiz do caso e do integrante do Ministério Público, que não agiram para reprimir a prática abusiva, o que comprometeu a integridade do processo.
 

Ao acompanhar o voto do relator, Toffoli sugeriu que o prazo de prescrição fosse suspenso, para que o empresário não pudesse ser favorecido por uma circunstância de ilegalidade que a sua própria defesa provocou. Porém, os ministros optaram por deixar esse ponto de fora da tese final, já que ainda faltam cinco anos para a prescrição do caso Mariana Ferrer.
 

Única mulher da composição do STF, Cármen afirmou considerar que as condutas foram dolosamente voltadas à fragilização da vítima, em desrespeito à dignidade da pessoa humana. "Não foi um descontrole eventual, não foi uma palavra, foi a reiterada prática de descrédito, de desvalor, que continuava e continuava e se repetia."
 

"[O advogado dizia] 'Pare de chorar', até porque homem não chora, quem chora são as mulherzinhas, é o 'mimimi' dessas mulheres, e é assim que é ainda hoje. E, por isso, quando a vítima naquele momento chora, há também uma desqualificação do choro. Quando a mulher chora, isso é motivo de deboche, de brincadeira. Nós, mulheres, temos o direito de chorar, como todo ser humano teria que ter o direito de chorar", continuou a magistrada.
 

Fux disse que "o que houve foi a realização de uma audiência em contrariedade aos dispositivos constitucionais", e que isso leva à anulação desse ato e à necessidade de devolver os autos à instância de origem.
 

O caso chegou ao Supremo pela defesa da influenciadora, que afirma ter sido tratada com sarcasmo, ironia, ofensas, humilhações e insinuações sexuais "do mais baixo nível" por parte do advogado de Aranha, sem que houvesse qualquer intervenção por parte do juiz, do promotor de Justiça ou do defensor público, presentes na audiência.
 

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) puniu o magistrado Rudson Marcos, do TJ (Tribunal de Justiça) de Santa Catarina, com advertência —a sanção disciplinar mais branda.
 

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) arquivou o PAD (processo administrativo disciplinar) contra o promotor Thiago Carriço de Oliveira. O advogado de Aranha na ocasião, Claudio Gastão Rosa Filho, não sofreu punição.
 

Mariana acusa Aranha de tê-la dopado e estuprado em uma festa no Café de La Musique, em Florianópolis (SC), em 2018. Ele foi absolvido tanto em primeira quanto em segunda instância. Com a decisão do STF, o processo vai ser reiniciado.
 

Após a conclusão do julgamento, a advogada do empresário, Dora Cavalcanti, afirmou à reportagem que a anulação da audiência pelo STF decorreu não do comportamento do réu, mas da atuação dos profissionais do sistema de Justiça.
 

"André Aranha aguarda serenamente a renovação do ato processual, reafirmando, uma vez mais, sua inocência, já refletida nas provas periciais, técnicas e testemunhais anteriormente produzidas", disse ela.
 

Em novembro do ano passado, a lei originada da repercussão do caso completou quatro anos em vigor. O texto leva o nome da ativista e foi criado para proteger a integridade de vítimas de crimes sexuais durante audiências, proibindo práticas de revitimização —ou seja, de repetição da violência sofrida. Atualmente, a influenciadora é assessora da presidência do STM (Superior Tribunal Militar).

 

Arraiá da Escola Artinfância lota salão da AABB em Brumado

  • Tradição, cultura e emoção marcaram mais uma grande festa junina da educação brumadense
  • Brumado Urgente
  • 19 Jun 2026
  • 14:19h

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente

O São João da Bahia é uma das manifestações culturais mais importantes do país, reunindo música, dança, gastronomia típica e tradições que atravessam gerações. Durante o mês de junho, cidades de todas as regiões do estado se transformam em verdadeiros arraiais, celebrando a cultura nordestina com alegria, cores e muito forró.

Em Brumado, a tradição ganhou ainda mais brilho com a realização do Arraiá da Escola Artinfância, que lotou o salão da AABB. O evento reuniu alunos, familiares, professores e convidados em uma noite repleta de emoção e encantamento. Cada apresentação foi cuidadosamente preparada pelas professoras, que se dedicaram aos ensaios e à valorização das tradições juninas junto às crianças.

No palco, os estudantes deram um verdadeiro espetáculo. Vestidos a caráter, eles apresentaram quadrilhas, coreografias temáticas e números culturais que arrancaram aplausos do público. O envolvimento das famílias também foi um dos grandes destaques da festa, demonstrando a parceria entre escola e comunidade na construção de momentos especiais para o desenvolvimento e a formação dos alunos.

Ao final do evento, a diretora Célia Regina agradeceu a presença e o apoio de todos que contribuíram para o sucesso da celebração. Em sua mensagem, ela destacou a dedicação do corpo docente, o empenho dos colaboradores, a confiança dos pais e responsáveis, além do entusiasmo dos alunos, verdadeiros protagonistas da noite. “Nossa gratidão a cada família, amigo, professor e colaborador que esteve conosco. O carinho, a participação e a união de todos fizeram deste Arraiá um momento inesquecível, fortalecendo os laços da nossa comunidade escolar e celebrando com alegria a riqueza da cultura nordestina”, afirmou a diretora.


Justiça aceita denúncia e Deolane vira ré sob acusação de lavar dinheiro do PCC

  • Por Rogério Gentile e Bárbara Sá | Folhapress
  • 19 Jun 2026
  • 12:32h

Foto: Reprodução / Record

A Justiça paulista aceitou a denúncia contra a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra sob acusação de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

Com isso, Deolane, que está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, passa a ser ré no processo e terá dez dias para apresentar resposta à acusação.
 

Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, principal chefe da facção criminosa, o irmão dele, Alejandro Herbas Camacho Júnior, e Everton de Souza, apontado como operador financeiro do esquema, também passaram a ser réus na ação, de acordo com a decisão judicial da 3ª Vara de Presidente Venceslau.
 

A denúncia é desdobramento da Operação Vérnix, realizada a partir de suspeitas de que uma transportadora de fachada era usada para lavar dinheiro do PCC. A operação resultou na prisão de Deolane e de Everton de Souza.
 

Também foram denunciados Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches, sobrinhos de Marcola, que estão foragidos.
 

A defesa de Deolane Bezerra afirmou nesta quinta-feira (18) que o recebimento da denúncia não representa qualquer conclusão sobre os fatos investigados. Em nota, os advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes disseram que a medida é apenas uma etapa inicial do processo e que a influenciadora irá se defender das acusações na Justiça.
 

Os advogados sustentam que Deolane é inocente e não possui qualquer vínculo com organizações criminosas. Também afirmam que os rendimentos da influenciadora possuem origem lícita e foram regularmente declarados aos órgãos competentes.
 

O advogado Bruno Ferullo -que defende Marcola, seu irmão e os dois sobrinhos- afirmou, também em nota em nota divulgada nesta quinta, que contestará as acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro atribuídas aos denunciados.
 

Segundo o advogado, Marcola e Alejandro Camacho estão custodiados em presídios federais de segurança máxima desde fevereiro de 2019 e submetidos a rígidas restrições de contato e comunicação. A defesa sustenta que essa condição "torna inviável qualquer participação nos fatos investigados" e demonstraria um equívoco da acusação.
 

A nota também nega as acusações formuladas contra Leonardo e Paloma Camacho. De acordo com Ferullo, o simples vínculo familiar entre os denunciados não pode ser interpretado como prova de envolvimento em atividades criminosas. A defesa afirma ser "inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude".
 

Após a prisão de Deolane, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, responsável pela denúncia, disse à reportagem que há uma relação direta e íntima entre Deolane e a família de Marcola.
 

Segundo ele, Deolane teria fornecido contas para a lavagem de dinheiro do grupo criminoso, o que é negado por sua defesa. Um dos indícios de atividade criminosa, segundo ele, seria um aumento repentino do patrimônio dela, com ganhos superiores a R$ 140 milhões de 2020 a 2022.
 

"Ela tem relação direta com a família Camacho, além de relação de amizade íntima com integrantes, como Paloma e Alexandro, filhos de Marcolinha [Alejandro Juvenal Herbas Camacho, irmão de Marcola] também indiciados", diz.
 

O promotor disse considerar que está praticamente comprovada a incompatibilidade entre as atividades profissionais de Deolane e seus ganhos financeiros.
 

Após ser presa, Deolane chorou durante a audiência de custódia ao afirmar que foi presa no exercício da advocacia.
 

"Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos, eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando, por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente", afirmou.
 

Ela não informou na audiência quem seria o seu cliente.

Copa do Mundo: com Brasil x Haiti, saiba onde assistir aos jogos desta sexta-feira

  • Bahia Notícias
  • 19 Jun 2026
  • 10:30h

Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF

Após o México se consagrar como o primeiro país classificado para a fase de 16 avos de final do Mundial de 2026, a Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19). O Brasil enfrenta o Haiti às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C.

 

A rodada do dia promete ser decisiva para os donos da casa. No Grupo D, os Estados Unidos buscam sua primeira vitória no torneio diante da Austrália. Ainda no Grupo C, Escócia e Marrocos fazem um confronto direto pela liderança. 

 

Na virada para o sábado, Turquia e Paraguai fecham os compromissos da noite.

 

CONFIRA OS HORÁRIOS E ONDE ASSISTIR AOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (19)

16h - Estados Unidos x Austrália
Local:
Lumen Field, Seattle (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

19h - Escócia x Marrocos
Local:
Gillette Stadium, Foxborough (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

21h30 - Brasil x Haiti
Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV, ge TV, SBT, NSports e CazéTV

 

0h (sábado, 20) - Turquia x Paraguai
Local:
Levi's Stadium, Santa Clara (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV e CazéTV

 

RESULTADOS DOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (18)

Tchéquia 1 x 1 África do Sul
Dando início à segunda rodada da fase de grupos, tchecos e sul-africanos continuam sem vencer no Mundial. A partida realizada em Atlanta terminou empatada em 1 a 1. Sadílek abriu o placar para a Tchéquia aos 6 minutos do primeiro tempo, mas Mokoena garantiu a igualdade para a África do Sul aos 38 da etapa final.

 

Suíça 4 x 1 Bósnia e Herzegovina
A Suíça pressionou intensamente até superar o bloqueio defensivo da Bósnia, mas só encontraram o caminho das redes após a entrada dos reservas no segundo tempo. Johan Manzambi, duas vezes, Rúben Vargas e Granit Xhaka marcaram para os suíços, enquanto Ermin Mahmic descontou para os bósnios nos acréscimos.

 

Canadá 6 x 0 Catar
Jogando em Vancouver, o Canadá aplicou uma goleada histórica de 6 a 0 sobre o Catar, registrando o placar mais elástico de uma seleção da Concacaf na história do torneio. O confronto foi marcado por uma atuação inspirada de Jonathan David (que marcou três gols), além de tentos de Cyle Larin, Nathan-Dylan Saliba e um gol contra de Almanai. A nota triste do jogo foi a grave lesão na perna do meio-campista canadense Ismaël Koné.

 

México 1 x 0 Coreia do Sul
O primeiro classificado para o mata-mata está confirmado. Atuando em Guadalajara, o México venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 com gol de Luis Romo logo no início do segundo tempo. Com o resultado, os donos da casa chegaram aos 6 pontos e carimbaram antecipadamente a vaga na próxima fase.

MPDFT faz operação no BRB, GDF e PicPay por fraude contra servidores

  • Bahia Notícias
  • 19 Jun 2026
  • 08:26h

Foto: Reprodução / Metrópoles

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A investigação envolve operações relacionadas a descontos realizados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF).

 

Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso. As medidas também alcançam atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas, entre eles Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

 

A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba, no Paraná, e em São Paulo, onde está localizada a sede do PicPay.

 

Segundo as investigações, o caso envolve possíveis irregularidades em operações vinculadas à folha de pagamento dos servidores distritais. De acordo com inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), o PicPay estaria efetuando descontos referentes a empréstimos consignados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do GDF de forma irregular.

 

Os valores estariam relacionados ao serviço de antecipação salarial oferecido ao funcionalismo público por meio de contrato firmado entre o PicPay e a Secretaria de Economia do Distrito Federal em setembro de 2024.

 

O relatório do TCDF apontou um “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento, referente à amortização do serviço contratado com a instituição financeira. Conforme os dados da Corte de Contas, os descontos consignados somaram R$ 11,7 milhões em 2024. Entre janeiro e agosto de 2025, o montante chegou a R$ 70 milhões.

 

Ainda segundo o relatório, o PicPay descontou R$ 81,7 milhões dos salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025. Em fevereiro, o TCDF determinou a suspensão de novos descontos diretamente em folha vinculados ao banco digital após identificar irregularidades relacionadas à cobrança de taxa sobre a antecipação salarial.

 

De acordo com a investigação, o PicPay é a única instituição habilitada, desde 2024, a realizar desconto compulsório na folha de pagamento do GDF. A operação é executada pela BRB Serviços, subsidiária do Banco de Brasília.