Bahia registra menor taxa de desemprego da série histórica, aponta levantamento

  • Bahia Notícias
  • 05 Mai 2026
  • 08:02h

Foto: Thuane MariaGOVBA

A Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A informação foi divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa anual de desocupação caiu para 8,7%, recuo em relação aos 10,8% registrados em 2024 e o quarto ano consecutivo de queda, sequência inédita no estado.

 

O resultado reflete a expansão do número de pessoas ocupadas, que atingiu 6.511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado. O crescimento de 3,4% superou o desempenho nacional e regional, enquanto o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, também o menor da série histórica. Houve ainda redução no desalento, que chegou a 500 mil pessoas, menor nível desde 2015.

 

O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, atribuiu o desempenho a uma combinação de políticas públicas e atração de investimentos. 

 

“Esse resultado é esforço de um trabalho em equipe liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tem buscado atrair investimentos com a instalação de novas empresas, fortalecendo as já existentes, além de um amplo programa de qualificação profissional que já certificou mais de 25 mil pessoas em todos os setores da economia. Também modernizamos a Rede SineBahia, que alcançou 125 unidades, e inauguramos a primeira Casa do Trabalhador no Brasil no Metrô de Pituaçu. Vale destacar também nosso programa Credibahia e as grandes obras de infraestrutura que impulsionam o desenvolvimento”, afirmou.

 

No campo da renda, os dados também apontam crescimento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.284, maior valor desde 2020, enquanto a massa de rendimento atingiu R$ 14,587 bilhões, recorde da série. De acordo com o diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, o cenário evidencia a consolidação da recuperação econômica. “A Bahia alcançou em 2025 a menor taxa de desocupação de sua história, com recorde de 6,5 milhões de pessoas ocupadas e crescimento superior à média nacional. O avanço simultâneo do emprego e da massa salarial reflete a consolidação da recuperação econômica no estado”, destacou.

 

Apesar dos avanços, a informalidade ainda é um desafio. A taxa chegou a 52,8% da população ocupada em 2025, acima do registrado no ano anterior, embora ainda figure como a terceira menor da série histórica. Para 2026, a SEI projeta um cenário mais desafiador, com expectativa de desaceleração econômica, mas manutenção da geração de empregos e renda, ainda que em ritmo mais moderado.

PM recupera carreta e carga de 45 mil litros de combustível roubados em Candeias

  • Bahia Notícias
  • 04 Mai 2026
  • 18:02h

Foto: Divulgação / PM

Policiais militares do Esquadrão de Motociclistas Fênix do 12º Batalhão recuperaram uma carreta com carga roubada no município de Candeias e prenderam um suspeito. A ação foi realizada na noite deste sábado (2), resultando na recuperação de 45 mil litros de combustível.

 

Os militares receberam a denúncia de que uma carreta de combustíveis roubada no município de Candeias, teria seguido para a cidade de Camaçari. Rondas foram realizadas, objetivando a localização do veículo e, após informações, o veículo foi interceptado e apreendido na Rua Beta do Polo Industrial.

 

Na verificação veicular, foi constatado que o caminhão trator que arrastava a carga ostentava placa divergente das características do veículo, pertencendo a outro veículo roubado.

 

Na ação, foram apreendidos dois semirreboques, dois caminhões tratores e duas placas frias.

 

O condutor do veículo foi detido e juntamente com a carga e o automóvel foram apresentados à delegacia para registro do fato e adoção das medidas cabíveis.

Lista de rejeitados ao STF antes de Messias inclui general espírita, médico e chefe dos Correios

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 04 Mai 2026
  • 16:59h

Foto: Arquivo histórico do Itamaraty

O adjetivo "histórico" acompanhou os relatos sobre a derrota do presidente Lula (PT) na quarta (29). Como se sabe, 42 senadores votaram contra a escolha de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto 34 se manifestaram a favor do advogado-geral da União.

 

O Senado não se contrapunha à indicação de um presidente da República para uma vaga no tribunal desde 1894, quando Floriano Peixoto comandava o país.
 

Floriano e Lula saíram chamuscados com o veto dos senadores, mas há uma diferença de grau entre esses dois momentos.
 

O "não" para o Marechal de Ferro, como o militar alagoano era chamado, soou mais veemente do que o recebido pelo líder petista, afinal cinco nomes da confiança de Floriano foram barrados no Senado em um intervalo de apenas três meses, de setembro a novembro de 1894.
 

Naquela década final do século 19, o Brasil enfrentava um período de transições, lembra Carlos Ari Sundfeld, professor titular da FGV Direito. Não apenas vivia ainda a passagem da monarquia para a república, proclamada em 1889; estava em meio à mudança de um cenário de poderes regionais consolidados para um quadro de forte centralização.

"Ao buscar essa centralização, Floriano vai se chocar com o Senado, que representava esses núcleos regionais", afirma Sundfeld.
 

Além disso, o estilo abertamente autoritário do segundo presidente do país provocava insatisfações crescentes entre os parlamentares.
 

Mas esse mal-estar entre o Executivo e o Senado não explica por completo as decisões tomadas 132 anos atrás. O Marechal de Ferro não se importava com o alcance do repertório jurídico dos seus escolhidos e foi castigado pela soberba.
 

Conheça os cinco indicados de Floriano, que foram rechaçados pelos senadores em três momentos.
 

UM MÉDICO, O PRIMEIRO REJEITADO
A Constituição de 1891 era pouco específica em relação aos atributos necessários para um ministro do STF, uma brecha usada por Floriano para indicar alguns nomes para o tribunal. A Carta apontava apenas "notável saber e reputação"; os textos seguintes, inclusive a Constituição atual, passaram a contemplar o notável saber jurídico.
 

Em outubro de 1893, o presidente escolheu para uma das vagas abertas o médico Cândido Barata Ribeiro, que assumiu a função no mês seguinte. Naquela época, como lembra a jurista Maria Ângela de Santa Cruz Oliveira, era possível ocupar o cargo provisoriamente, antes que o Senado avaliasse a nomeação.
 

Baiano formado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (hoje integrada à UFRJ), Barata Ribeiro havia dirigido instituições de saúde e se envolvido em campanhas pela abolição da escravatura e pelo fim da monarquia. Também tinha sido nomeado por Floriano prefeito do Distrito Federal, cargo que exerceu por seis meses.
 

Em setembro de 1894, quando Barata Ribeiro já completava 11 meses no cargo, o Senado colocou o nome dele em votação e o rejeitou por larga margem. A recusa se deu porque "era médico e não tinha formação acadêmica jurídica", registra Oliveira em seu estudo sobre o tema.
 

MAIS DOIS NOMES RECUSADOS PELO SENADO

Em decretos publicados em setembro de 1894, Floriano indicou outros aliados para cargos de juízes do STF. Dos seis nomes escolhidos por ele, dois saíram derrotados em votações no Senado no mês seguinte: o general Inocêncio Galvão de Queiroz e o subprocurador da República Antônio Sève Navarro.
 

A reprovação do baiano Galvão de Queiroz não foi uma surpresa. Engenheiro, havia sido condecorado pela atuação na Guerra do Paraguai e percorrido diversos estados ocupando funções militares estratégicas até se tornar general. Depois, foi eleito senador.
 

Era um expoente nas searas militar e política, mas nunca uma referência nas letras jurídicas. Para vetar o nome de Galvão de Queiroz, os senadores apontaram a mesma razão apresentada semanas antes para reprovar Barata Ribeiro.
 

O caso do pernambucano Sève Navarro parece menos óbvio. Bacharel em direito, ocupou cargos como promotor público e juiz em cidades do interior gaúcho. Atuou como advogado em Pelotas —na ilustração acima, lê-se, sob o nome dele, a frase "uma das glórias do foro pelotense".
 

Da carreira jurídica, saltou para a esfera política. Foi deputado provincial no Rio Grande do Sul e, mais tarde, federal. Sob a presidência de Deodoro da Fonseca, chegou a subprocurador da República.
 

Ao contrário de Galvão de Queiroz, Sève Navarro havia trilhado um caminho bem-sucedido no campo do direito. Ainda assim, sua indicação foi rejeitada. É provável que, neste caso, a decisão tenha sido motivada menos pelo currículo do advogado e mais pelos atritos entre Floriano e os senadores.
 

NÃO A GENERAL E A DIRETOR DOS CORREIOS

Em outubro de 1894, o Marechal de Ferro apresentou suas últimas indicações para o STF –ele deixou a presidência em meados do mês seguinte. Dos cinco nomes de Floriano, dois não receberam votação suficiente do Senado.
 

A recusa em relação ao general Ewerton Quadros seguiu as razões apontadas nos casos de Barata Ribeiro e Galvão de Queiroz. Formado em engenharia, o maranhense foi um dos comandantes militares com atuação decisiva durante a Revolta da Armada e a Revolução Federalista, conflitos que ocorreram durante o governo Floriano.
 

Era definitivamente um homem das armas, não da Constituição.
 

Uma curiosidade em relação a Quadros é que, paralelamente à carreira militar, foi um defensor enfático da doutrina espírita. Escrevia regularmente na imprensa ligada à religião e foi um dos nomes-chave na fundação da Federação Espírita Brasileira, da qual se tornou o primeiro presidente.
 

Há menos clareza sobre os motivos que levaram o Senado a recusar a indicação para o STF de Demosthenes da Silveira Lobo, então diretor-geral dos Correios. O prestigiado senador Campos Salles, eleito presidente quatro anos depois, defendeu a escolha de Silveira Lobo, mas o apoio resultou insuficiente.
 

Para a jurista Maria Ângela de Santa Cruz Oliveira, é possível que tenham pesado contra ele as acusações feitas na tribuna por dois outros senadores, Coelho Rodrigues e Coelho e Campos.
 

O que esses parlamentares disseram contra Silveira Lobo? As respostas estariam nas atas das sessões secretas dessa época, mas elas nunca foram encontradas.

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Inteligência artificial pode ajudar no treino de redação para vestibular; saiba dicas e cuidados

  • Por Lucas Leite | Folhapress
  • 04 Mai 2026
  • 14:23h

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Com a popularização da inteligência artificial, os estudantes buscam maneiras práticas de aliar as plataformas à rotina de estudos para os vestibulares e para o Enem. A presença dessas tecnologias também já entrou no modo como os candidatos encaram o planejamento e a escrita de uma redação.
 

O uso correto das IAs garante o equilíbrio entre a facilidade digital e o esforço intelectual exigido no dia da prova, o que afasta o risco de dependência passiva da ferramenta.
 

"O uso da inteligência artificial precisa ser encarado da mesma forma que se aprende a usar outras ferramentas ou oportunidades", explica Cláudio Hasen, professor e gerente pedagógico da plataforma Descomplica.
 

"IA de forma alguma pode escrever por você. Assim como quando um aluno cola na prova e não aprende nada do que colocou ali, por mais que a resposta esteja certa, pedir um texto pronto para a ferramenta é um erro idêntico", afirma Hasen.
 

A importância da escrita à mão no aprendizado
 

A facilidade da IA traz um ponto de atenção para o desempenho final do estudante. O candidato não deve abandonar a prática e o uso do lápis e do papel. O educador Sandro Bonás, CEO da Conexia Educação, empresa do Grupo SEB, compara o processo de aprendizado a um treino de alta intensidade.
 

"Já temos robôs humanoides, mas não os levamos à academia para fazer ginástica em nosso lugar. Se a IA fizer a redação, não é o seu cérebro que vai se desenvolver. O desenvolvimento cognitivo pressupõe estresse, desconforto e tensão", afirma Bonás.
 

Os especialistas ressaltam que o aluno não consolida o aprendizado caso peça à IA para escrever um parágrafo, por exemplo. Amanda Rassi, coordenadora pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, também alerta para o risco do bloqueio criativo no instante em que o estudante se depara com a folha de prova.
 

"O aluno não vai aprender a escrever só lendo. Lendo você aprende a ler. Escrevendo você aprende a escrever", afirma a coordenadora, que defende a prática no formato físico.
 

O uso da IA é para preparação e na correção da redação.
 

A tecnologia ajuda a potencializar os estudos quando o estudante adota a ferramenta nas fases que antecedem e sucedem a escrita.
 

Na etapa de estruturação, por exemplo, o uso da IA ajuda o estudante a organizar as ideias principais ao solicitar repertórios socioculturais pertinentes, como referências históricas e recomendações de livros e filmes.
 

Após a conclusão da escrita manual, o estudante tem a chance de buscar ajustes de vocabulário, correção de erros gramaticais e de ortografia.
 

"Vamos supor que o tema seja violência e o aluno acabe repetindo muitas vezes essa palavra. Ele pode, depois do texto pronto, enviar o material para uma IA e pedir sugestões de sinônimos", explica Rassi.
 

A variação das notas e a busca por erros
 

Apesar dos benefícios na revisão textual, a coordenadora adverte sobre uma possível "ilusão" das notas que plataformas abertas, não específicas para essa correção, atribuem. Um estudo interno do Redação Nota 1000 submeteu um mesmo texto cinco vezes à mesma inteligência artificial, como o ChatGPT, e o resultado revelou uma variação aleatória na pontuação.
 

"Enviamos a mesma redação com o mesmo comando e repetimos esse processo cinco vezes. Há modelos de linguagem que variam a nota nas cinco tentativas. O ponto central é que não dá para confiar", alerta Rassi.
 

A especialista reforça que depender dessa avaliação pode gerar falsas expectativas aos estudantes. "Sempre é preciso ter um pé atrás, principalmente quando falamos de nota."
 

Para contornar essa limitação técnica, Cláudio Hasen propõe uma mudança de foco na hora de avaliar os resultados. "Mais importante do que a nota final é perceber um padrão. A nota pode mudar, mas o candidato perde pontos nos mesmos critérios. Isso é uma informação valiosíssima.".
 

A identificação de uma falha recorrente em uma competência gramatical, por exemplo, possibilita ao estudante direcionar os estudos exatamente para aquela deficiência.
 

O papel dos pais no processo de estudo com a IA
 

O equilíbrio na adoção dessa rotina digital de estudos também demanda uma participação familiar. Sandro Bonás afirma que a IA de acesso livre atua como "batata frita" para o cérebro, enquanto o estudo tradicional representaria o "brócolis".
 

O educador sugere um modelo de estudo em conjunto entre pais e filhos para diminuir os riscos. "A recomendação é a do uso compartilhado. Costumo dizer que o adulto funciona como um córtex pré-frontal auxiliar --enquanto o do aluno ainda não se formou totalmente--, ajudando a atuar como um freio para esse estudante."
 

Os especialistas reforçam os cuidados ao lembrar que as ferramentas reproduzem vieses e preconceitos, como os raciais, de gênero e de classe presentes na rede. "A IA também traz preconceitos embutidos na linguagem. Por isso, mais uma vez, é necessária a capacidade de raciocínio crítico sobre as informações que ele está recebendo", explica a coordenadora.
 

O educador compara o acesso irrestrito ao ambiente virtual com o abandono de uma criança em uma grande capital. "Eu estou liberando meu filho numa metrópole, numa cidade livre, sem um adulto por perto. Eu não faria isso no mundo físico, não vou fazer isso numa IA", afirma Bonás.

Elefante ataca veículo e mata cuidador em templo na Índia

  • Bahia Notícias
  • 04 Mai 2026
  • 12:21h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um elefante causou destruição em um templo hindu no estado de Kerala, no sul da Índia, na última sexta-feira (1º). O animal matou seu tratador e, em seguida, utilizou as presas para investir contra um carro que estava estacionado nas proximidades. O elefante havia sido levado ao local para integrar uma cerimônia religiosa, mas tornou-se agressivo por motivos ainda sob investigação.

 

O incidente gerou mais de duas horas de caos no complexo do templo, assustando fiéis e moradores da região. Para interromper o ataque e garantir a segurança dos presentes, equipes especializadas foram acionadas. O animal só foi finalmente contido após ser atingido por dardos tranquilizantes disparados por veterinários e autoridades locais.

O caso levanta novamente o debate sobre o uso de animais de grande porte em eventos tradicionais e as condições de segurança oferecidas tanto para os tratadores quanto para o público.

Inteligência artificial transforma campanhas eleitorais de 2026 e desafia regras do TSE

  • Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
  • 04 Mai 2026
  • 10:18h

Foto: Reprodução / TSE

O uso de inteligência artificial já provoca um terremoto nas campanhas eleitorais deste ano. Com ferramentas de IA, equipes mandam mensagens cada vez mais segmentadas, marqueteiros substituem pesquisas qualitativas por "eleitores sintéticos" para testar a eficácia, vídeos e publicações na internet que levavam um dia e meio para ficarem prontos são finalizados em poucas horas.
 

Ao mesmo tempo, as campanhas pisam em ovos por causa da resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que restringe a utilização de IA. Está claro para elas que deepfakes eleitorais (vídeos e áudios não autorizados que emulam candidatos ou outras figuras públicas) estão proibidos. Mas existem dúvidas sobre a legalidade de certos recursos.
 

A Folha conversou com integrantes das equipes de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidatos à Presidência, de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), pré-candidatos ao Governo de São Paulo, e de deputados federais e estaduais. Alguns pediram para não se identificar, afirmando serem informações estratégicas.
 

Uma das campanhas majoritárias conta com uma equipe de 54 pessoas dedicadas a fazer impulsionamento com nanosegmentação. A campanha consegue customizar uma mensagem do candidato para, por exemplo, atingir mulheres da zona oeste de São Paulo sem plano de saúde e que têm probabilidade de passar a apoiar o político.
 

Softwares que usam IA monitoram a chamada "sentimentalização" --como as contas de redes sociais reagem a cada conteúdo. Milhões de perfis de redes sociais são "tagueados" para que sejam mapeados os temas que mais reverberam e como ressoam conteúdos do candidato e dos concorrentes.
 

Todas as campanhas ressaltam, porém, que é importante ter humanos no relacionamento direto com eleitores, porque as pessoas não gostam de interagir com robôs.
 

Uma campanha quis avaliar qual foi a repercussão do embate entre Romeu Zema, prê-candidato do Novo à Presidência, com o STF (Supremo Tribunal Federal). Em cinco segundos, conseguiu mapear nas redes sociais potenciais detratores e apoiadores, as teses-chave e ter sugestões de resposta.
 

Todas as principais pré-candidaturas têm IAs treinadas com discursos, reportagens, entrevistas e materiais do candidato e rivais.
 

"A IA vai 'aprendendo' o tom do discurso do candidato, suas expressões, como ele se posiciona em relação a temas", diz Nara Alves, sócia-diretora da Ela Marketing Político, que trabalha para candidatos de vários partidos.
 

Isso é usado para os briefings (a descrição do que se espera de cada peça de propaganda política) e para os roteiros, determinando o que seria adequado para falar em determinada cidade. Eles também conseguem ter versões do candidato mais irônico, sério ou agressivo -e depois testam o que funciona melhor usando software de "social listening", que mede reações nas redes sociais.
 

"A IA vem revolucionando cada processo das campanhas, da criação de conteúdo à segmentação de mensagens e mobilização de apoiadores", diz Bruno Bernardes, sócio da PLTK, agência do marqueteiro Pablo Nobel, responsável pela campanha de Tarcísio.
 

Os deepfakes, que estão proibidos por resolução de TSE desde 2024, são criticados por todos os marqueteiros.
 

Segundo Bernardes, a última eleição presidencial argentina mostrou o perigo. Vídeos falsos usando deepfake com a ex-primeira-ministra britânica Margareth Thatcher contestando Javier Milei e o candidato peronista Sergio Massa cheirando cocaína viralizaram a duas semanas do segundo turno em 2023.
 

As contas produzindo e disseminando esses conteúdos não são diretamente ligadas aos candidatos.
 

Para o advogado eleitoral Hélio Silveira, esse deve ser um dos principais problemas da eleição.
 

Silveira, que trabalhou na campanha da deputada Tábata Amaral (PSB) à Prefeitura de São Paulo em 2024 e na de Fernando Haddad (PT) ao governo em 2022, espera um uso massivo de contas falsas para distribuir mensagens atacando candidatos, muitas delas com IA.
 

Apesar de os deepfakes serem a faceta mais visível do uso eleitoral de IA, é nos bastidores que a tecnologia vem fazendo transformações radicais. Para além da segmentação, a criação do conteúdo ganhou muita agilidade.
 

Um vídeo de Ronaldo Caiado abre com uma imagem de IA de uma bandeira do Brasil tomando tiros e começa a sangrar como se fosse carne humana.
 

"O Brasil assiste indignado, assustado e impotente à morte de milhares de filhos seus, vítimas da criminalidade", diz o pré-candidato no vídeo.
 

Segundo o marqueteiro de Caiado, Paulo Vasconcelos, sem IA, levaria quatro dias para fazer a peça. Com IA, demorou algumas horas.
 

Os locutores dos vídeos foram 100% substituídos por IA, assim como a geração de imagens de apoio.
 

MANIPULAÇÃO DE CONTEÚDO
Durante a campanha, segundo a resolução do TSE, será preciso informar que o conteúdo foi manipulado. Além disso, no período entre as 72 horas que antecedem e as 24 horas que sucedem o término do pleito serão proibidos conteúdos alterados por IA que usem imagem ou voz de candidato ou pessoa pública, mesmo que rotulados.
 

Algumas campanhas estão recorrendo a chatbots para poupar gastos com pesquisas qualitativas, em que grupos de leitores opinam de forma mais aprofundada sobre temas.
 

O "eleitor sintético" da SVA Solutions-Galaxies cria, usando dados de grupos reais de eleitores, perfis que reúnem características de determinados segmentos. Por exemplo, "viúvas do PSDB", pessoas de centro-direita que costumavam votar nos tucanos e rejeitam Bolsonaro ou esquerdistas frustrados com o PT.
 

Esses perfis servem para testar mensagens ou mesmo gerenciar crises. "Quando temos pouca verba para fazer uma pesquisa ampla e entender como lidar com determinada questão do candidato, é uma opção", diz Andrés Benedykt, marqueteiro do candidato a deputado federal José Dirceu (PT).
 

Uma pesquisa qualitativa bem feita com mil entrevistados pode sair R$ 150 mil. O eleitor sintético custa R$ 65 mil por mês e pode ser acionado a qualquer momento.
 

Algumas ferramentas ainda suscitam dúvida nos departamentos jurídicos. A customização de mensagens usando IA, com a adaptação de vídeo ou áudio de candidatos para chamar eleitores pelo nome ou mencionar suas cidades de origem, ainda é zona cinzenta.
 

Alguns advogados acreditam que, desde que haja aviso de uso de IA, seja autorizado pelo candidato e não se trate de propaganda negativa, não há problema.
 

Newsletter FolhaJus A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha *** Outros acham que se trata de deepfake. Só seria possível usar IA para melhorar qualidade do áudio e vídeo. A resolução do TSE veda o uso "para prejudicar ou para favorecer candidatura" de conteúdo sintético em formato de áudio ou vídeo para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de uma pessoa.
 

De qualquer maneira, muitos marqueteiros advertem que certos usos de IA podem sair pela culatra. "Acho arriscado fazer customização com áudio, qualquer estranhamento pode acabar gerando rejeição no eleitor", diz o marqueteiro Felipe Pimentel.

Keno Marley vence Brasileiro de Boxe e chega ao sexto título nacional na carreira

  • Bahia Notícias
  • 04 Mai 2026
  • 07:51h

Foto: Divulgação

O boxe baiano voltou a subir ao lugar mais alto do pódio nacional neste domingo (3). Em Foz do Iguaçu, no Paraná, Keno Marley Machado conquistou o Campeonato Brasileiro de Boxe Elite 2026 na categoria até 90kg e ampliou sua trajetória vitoriosa na competição, chegando ao sexto título brasileiro da carreira.

 

A campanha do atleta começou nas quartas de final, por ser cabeça de chave do torneio. A partir daí, Keno precisou passar por três adversários para confirmar mais uma conquista nacional. Na decisão, o baiano derrotou o mineiro Davi Vitorino e garantiu o ouro.

 

Após a final, o lutador falou sobre o significado da conquista e citou o processo de preparação até o retorno ao topo.

 

"Esse título tem um significado muito grande pra mim. Só eu sei o que foi preciso passar pra chegar até aqui de novo. Cada treino, cada momento difícil, tudo isso passa na cabeça. Sou muito grato à minha família, à minha equipe e a todos que estiveram comigo nessa caminhada", afirmou.

 

Além da equipe técnica e da família, Keno também fez questão de mencionar o papel de quem contribui para a manutenção da carreira fora dos ringues.

 

"Aos patrocinadores e apoiadores, meu respeito e agradecimento. Eles são fundamentais para que eu continue evoluindo. Quando uma empresa investe em um atleta, ela ajuda a transformar o esporte e abrir caminho para muitos outros", completou.

 

Depois da conquista nacional, o calendário de Keno Marley já aponta para um novo compromisso internacional. O baiano tem luta marcada para o dia 13 de junho, em Orlando, nos Estados Unidos, onde fará sua segunda apresentação como boxeador profissional.

Sem Lula, esquerda fragmenta atos de 1º de Maio e reforça embate após veto a Messias

  • Por Juliana Arreguy | Folhapress
  • 01 Mai 2026
  • 10:11h

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Após uma semana de derrotas do governo Lula (PT) no Congresso Nacional, movimentos de esquerda apostam no apelo pelo fim da escala 6x1 para dobrar a pressão sobre o Legislativo nos atos de 1º de Maio, celebrados nesta sexta-feira.
 

Pelo segundo ano consecutivo, o presidente não deve participar dos atos sindicais da data. Em 2024, Lula criticou a baixa adesão ao ato realizado em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Para evitar expor o petista, pré-candidato à reeleição, a um novo desgaste de imagem caso os a sejam novamente esvaziadas, a opção foi por preservá-lo.
 

O receio de baixa adesão aos atos também fez com que as manifestações não sejam centralizadas em 2026, como vinha ocorrendo desde 2018. O Rio de Janeiro será exceção, com um grande ato marcado para iniciar às 14h na praia de Copacabana, na zona sul da cidade.
 

Em São Paulo, as frentes reunirão parte dos políticos mais próximos de Lula para enviar um recado ao Congresso, cuja relação de tensão com o governo foi agravada pela rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), na quarta (29), e à derrubada do veto ao PL da Dosimetria, na quinta (30).
 

Por isso, a principal aposta da esquerda será na defesa do fim da escala 6x1, que já havia sido uma das tônicas do 1º de Maio do ano passado e é aprovada por 71% da população, segundo o Datafolha.
 

Há duas semanas, o governo Lula enviou um projeto de lei propondo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem a diminuição de salário. O projeto próprio é mais flexível do que a PEC (proposta de emenda à Constituição) da escala 4x3, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e tramita de forma mais rápida no Congresso.
 

O governo quer aprovar o texto antes das eleições deste ano, algo que tem colocado os deputados e senadores em situação delicada –rejeitar a proposta, na visão dos políticos, pode custar a reeleição de muitos deles. Por isso, vários queriam evitar que o projeto fosse votado em ano eleitoral.
 

A irritação de governistas com o Congresso após a sequência de derrotas da última semana, em especial o veto à indicação de Messias, fez com que eles tenham se empenhado a aprovar o fim da escala 6x1 o quanto antes.
 

"A classe trabalhadora está fungando no pescoço dos deputados para que a lei passe", disse Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pré-candidato a deputado federal pelo PT-SP.
 

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, berço político do presidente Lula, organizará um dos principais atos desta sexta-feira, com início previsto para às 9h. A mobilização será no centro da cidade e contará com discursos e apresentações musicais –a principal será de Glória Groove, que emplacou o hit "Vermelho" em 2022 e teve a música adotada pela militância petista durante a eleição de Lula à Presidência.
 

A partir das 16h, o ato do ABC deve contar com a presença dos ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), além do presidente do PT, Edinho Silva, e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista.
 

Haddad se juntará às pré-candidatas ao Senado em SP, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), no ato promovido pela Força Sindical às 8h, na sede do movimento, no bairro da Liberdade. O trio é visto no PT como o possível palanque de esquerda no estado, que também tem Márcio França (PSB) pleiteando uma candidatura a senador.
 

Às 9h, na praça Roosevelt, no centro de São Paulo, o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) reunirá manifestantes em defesa da redução da jornada do trabalho. Devem participar Erika Hilton e o vereador do Rio de Janeiro, Rick Azevedo (PSOL), além da própria Marina Silva.
 

Presidente da Força Sindical, Miguel Torres disse que a data é importante para lembrar as conquistas dos trabalhadores e pressionar por novas, como o fim da escala 6x1, que classificou como "um clamor geral da classe trabalhadora brasileira".
 

Ele também defendeu a descentralização dos atos, acrescentando que eles valorizam as categorias na defesa de pautas próprias. "Acredito que o número de participantes em todo o país será muito expressivo, representativo e com muita consciência de classe", disse ele, negando que o objetivo de fragmentar as manifestações tenha sido por receio de que elas sejam esvaziadas.
 

De forma inusitada para o 1º de Maio, movimento que historicamente foi capitalizado pela esquerda, grupos de direita se reunirão na avenida Paulista, na região central de São Paulo, a partir das 11h.
 

O ato da Paulista será promovido por Patriotas do QG, Marcha da Liberdade e Voz da Nação, movimentos que integram o Projeto União Brasil, organização sem ligação com o partido de mesmo nome e que reúne grupos conservadores. O trio reservou o 1º de Maio na Paulista com antecedência, critério utilizado pela Polícia Militar para ceder a via aos movimentos, e não à esquerda.
 

Nas redes sociais, os movimentos alegam que o ato servirá para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pedir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado, e se posicionar contra o fim da escala 6x1.
 

O senador Marcos Do Val (Podemos-ES) confirmou presença no evento. No Instagram, o Patriotas do QG divulgou um vídeo feito com o auxílio da IA (Inteligência Artifical), na qual simula um convite feito pela ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália.
 

"Amigos patriotas, apesar de estar presa, faço um convite a todos os brasileiros: dia 1º de Maio vamos todos para as ruas manifestar. Flávio presidente, Bolsonaro livre e Supremo é o povo. Juntos somos mais fortes", diz a versão computadorizada de Zambelli.
 

ATOS DA ESQUERDA
 

São Paulo (SP)
 

- 8h: Sindicato dos Metalúrgicos de SP e Mogi e Força Sindical – Palácio do Trabalhador, na Liberdade
 

- 9h: CSP Conlutas – Praça da República, no centro
 

- 9h: Movimento VAT – Praça Roosevelt, no centro
 

São Bernardo do Campo (SP)
 

- 9h: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – Paço Municipal, no centro
 

Rio de Janeiro (RJ)
 

- 14h: Posto 5, praia de Copacabana
 

ATO PROMOVIDO PELA DIREITA
 

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Alcolumbre articula com oposição em votações recentes e mira impacto no Caso Master e reeleição ao Senado

  • Bahia Notícias
  • 01 Mai 2026
  • 08:08h

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem atuado nos bastidores com a oposição nos últimos dias em movimentos que, segundo relatos, buscam enfraquecer o chamado Caso Master e fortalecer sua projeção para uma eventual reeleição ao comando da Casa em 2027.

 

A estratégia teria passado por duas votações recentes consideradas relevantes: a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada, pelo Congresso Nacional, de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que trata das penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro.

 

De acordo com as informações, a rejeição de Messias convergia com interesses tanto da oposição quanto de Alcolumbre, ao representar um recado político ao governo federal. No caso do presidente do Senado, a movimentação também teria como objetivo atingir o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF.

 

Mendonça foi apontado como um dos principais articuladores da indicação de Messias, tendo feito contatos diretos com senadores da oposição em busca de apoio à aprovação do nome. A iniciativa seria parte de uma estratégia para ampliar sua base de alinhamento dentro da Corte.

 

Diante desse cenário, aliados avaliam que a articulação para a rejeição da indicação pode ter envolvido também o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o ministro do STF Alexandre de Moraes, cujos nomes já foram mencionados no contexto do Caso Master.

 

As informações são do Metrópoles.

Novo sistema da Receita leva 257 mil declarações do Imposto de Renda à malha fina

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 30 Abr 2026
  • 18:28h

Foto: Reprodução / Internet

O número de declarações do Imposto de Renda retidas na malha fina cresceu em 2026. O principal motivo é a mudança de sistemas para fontes pagadoras —como empresas, planos de saúde e outras— informarecem os dados à Receita Federal.
 

Segundo o Fisco, até o último dia 23 foram entregues pouco mais de 15,1 milhões de declarações, das quais 1,05 milhão (6,96%) ficaram retidas na malha, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando era de 5,22%. Desse total, 257,8 mil declarações estão retidas por causa de inconsistências geradas pelo novo modelo de cruzamento de dados.
 

A mudança ocorre após o fim da Dirf (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte), substituída por dois sistemas, o eSocial e a EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), que passaram a fornecer dados mais detalhados e mensais sobre rendimentos, pagamentos efetuados e IR descontado.
 

"A Receita Federal identificou, neste ano, um aumento pontual no número de declarações do Imposto de Renda retidas em malha fiscal, especialmente entre trabalhadores assalariados", diz o fisco.
 

Segundo José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, a mudança deveria ter ocorrido desde 2024, mas foi adiada por dois anos seguidos. Um deles porque os sistemas ainda não estavam adaptados e no outro, porque algumas empresas ainda não haviam se adaptado.
 

A alteração, neste ano, ocorre a pedido, segundo ele. "Muita gente reclamava que já envia os dados pelo eSocial e tinha de fazer a Dirf, então neste ano, fizemos a mudança", diz.
 

A nova estrutura, no entanto, expôs erros no envio e na classificação de informações por parte das fontes pagadoras, especialmente pequenas e médias empresas ainda em adaptação ao sistema, diz a Receita, o que seria algo normal, está em monitoramento e em fase de tirar dúvidas das companhias.
 

No início do prazo de entrega, 19,3% das declarações haviam caído na malha fina, cerca de dois em cada dez contribuintes. Esse índice recuou para 10,6% após a Receita identificar a origem do problema, concentrada principalmente em dados incorretos na declaração pré-preenchida.
 

Entre os erros mais frequentes estão classificações erradas de rendimentos como salário, 13º e férias, códigos incorretos referentes aos dados da folha de pagamento, valores informados em duplicidade e divergências envolvendo rendimentos isentos ou despesas médicas, como planos de saúde declarados duas vezes.
 

Esses problemas decorrem, em grande parte, de falhas técnicas na parametrização das chamadas "rubricas" salariais no eSocial, o que afeta o enquadramento correto do que é tributável e do que é isento.
 

Em nota, a Receita diz que "esses erros são esperados quando ocorre a transição de um sistema para outro", e orienta o contribuinte a seguir o informe de rendimentos enviado a ele pelo empregador, e não confirmar sem checar dados que estejam na declaração pré-preenchida.
 

O fisco diz ter verificado que as empresas estão se adequando à nova metodologia e enviando retificações de suas informações. "Estas retificações são processadas em um prazo de sete dias, e o efeito delas é retirar as declarações dos contribuintes que haviam caído na malha fiscal por estas divergências", afirma, lembrando que, na maioria dos casos, o contribuinte é retirado da malha fina automaticamente.
 

"É importante esclarecer que a malha fiscal não é punição, mas uma etapa normal de conferência. Todos os anos, milhões de declarações passam por esse processo, especialmente no início da campanha, quando informações ainda estão sendo ajustadas, confirmadas ou retificadas por contribuintes e fontes pagadoras. Historicamente, cerca de 80% das declarações retidas inicialmente são liberadas automaticamente até o final do ano, após a correção das informações", diz a nota.

Brumadense Rogério Miranda morre em trágico acidente numa colisão entre van e carro de passeio na BR-116

  • Brumado Urgente
  • 30 Abr 2026
  • 16:07h

Foto: Arquivo Familiar

Morreu num trágico acidente de trânsito na manhã desta quinta-feira (30), na rodovia BR-116, próximo a Feira de Santana, Rogério dos Santos Miranda, carinhosamente conhecido por “Roger ou Rogerinho”.

Conforme informações colhidas pela Redação do BU, Rogério, estava vindo para Brumado num Fiat Fiorino para na sequência ir passar o feriado do dia do trabalhador em Vitória da Conquista na companhia da esposa e do filho que é universitário e que reside lá.

Não há até o momento informações precisas do que realmente ocorreu na hora do acidente, apenas que o brumadense morreu no local.

Rogério era uma pessoa muita conhecida e carismática na cidade, pois, há muitos anos construía e vendia equipamentos para musculação a diversas academias de Brumado e região, tendo vasta experiência neste setor, inclusive, passando por empresas do ramo em São Paulo, Rio Grande do Sul, e, mais recentemente, há cerca de um ano, desenvolvia suas atividades na cidade de Castro Alves, próximo a Salvador.

No próximo dia 20 de maio, Miranda completaria 53 anos de idade, o que deixa a todos um sentimento ainda mais profundo de pesar. Conforme informações de amigos e familiares, “Rogerinho” era um pai zeloso, um marido amoroso, e um amigo fiel aos seus princípios.

Fica aqui os nossos sentimentos de pesar aos familiares e amigos de “Rogerinho”, pois, por diversos momentos, e por oportuno e também importante, o relato deste humilde redator que escreve estas breves linhas, e que por muitas vezes precisou dos serviços de solda de “Rogerinho”, e que o mesmo por muitas vezes sem hesitar nos serviu, e quando iríamos colocar a mão no bolso para pagar-lhes; -ele dizia, “deixa pra lá”, e, diante disso, fica aqui o nosso mais profundo muito obrigado a Rogério dos Santos Miranda, “Rogerinho”.

O Corpo será velado em horário a marcar pelos familiares no Memorial da Paz em Brumado.

Governo Lula mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

  • Por Catia Seabra e Mariana Brasil | Folhapress
  • 30 Abr 2026
  • 14:50h

Foto: Reprodução internet

Horas depois da derrota no Senado, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam traições na votação que culminou na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira (29).
 

Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
 

Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um pacto para impedir a nomeação de Messias.
 

Pacheco era o escolhido de Alcolumbre para pleitear a vaga no Supremo, enquanto Lula reiterava a intenção de ter o senador como seu candidato ao Governo de Minas Gerais, em busca de um palanque forte no estado. Lula acabou por indicar Messias após conversas com os envolvidos, mas ainda a contragosto do chefe do Senado.
 

O acordo, segundo interlocutores de Lula, teria sido selado durante um jantar na noite de terça-feira (28), na residência oficial do presidente do Senado, com intuito de evitar nova correlação de forças na corte. Messias teria contrariado ministros ao manifestar simpatia pela adoção de um código de ética no tribunal.
 

Entre aliados de Lula, suspeitas recaem sobre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, ambos do MDB de Alagoas. A desconfiança é que teriam votado contra a indicação de Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) que cobiçava a vaga do tribunal.
 

Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.
 

O AGU teve 34 votos a favor da indicação (sete a menos que o necessário) e 42 votos contrários. Essa foi a primeira rejeição a um indicado do presidente da República ao STF desde 1894.
 

Entre o fim da votação no Senado e convocação da reunião entre os membros do governo, Lula e Messias se falaram por telefone. Além da preocupação com o estado emocional de Messias, aliados do presidente contam que ele costuma repetir que "não se deve tomar decisões a 39 graus de febre".
 

Por conta disso, qualquer reação é esperada para a semana que vem, após o feriado e a identificação dos responsáveis pela derrota.
 

Ainda durante o encontro, a agenda do presidente com a programação para esta quinta-feira (30) foi publicada informando uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, como primeiro compromisso do dia. Embora aliado de Hugo Motta (Republicanos-PB), Feliciano é um indicado do partido de Alcolumbre, o União Brasil.
 

Na saída do Congresso, a caminho do Alvorada, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o momento é de agir com inteligência, não com fígado. Ainda durante a sabatina, Guimarães esteve no Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. No Congresso, chegou a dar como certa a aprovação do AGU com mais de 41 votos, o mínimo necessário.
 

Com a rejeição de Messias, Guimarães enfrenta uma derrota em uma de suas principais missões desde que assumiu a chefia da articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).
 

Durante a sabatina, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também visitou Lula. O presidente teria questionado ao senador como estaria o clima para a sabatina e para a aprovação, ao que Wagner informou que tudo corria bem.

Copom reduz Selic para 14,5% ao ano e cita guerra no Oriente Médio como fator de incerteza

  • Bahia Notícias
  • 30 Abr 2026
  • 11:46h

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano.

 

A decisão ocorre em um cenário de aumento das incertezas no ambiente internacional, especialmente em razão da guerra no Oriente Médio, apontada pelo colegiado como um dos fatores com potencial de pressionar a inflação global.

 

Em comunicado, o Copom destacou a necessidade de cautela na condução da política monetária diante do contexto externo.

 

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, informou.

 

A elevação nos preços internacionais do petróleo já impacta os combustíveis no Brasil, o que pode influenciar a inflação. Diante desse cenário, parte dos analistas avalia a possibilidade de interrupção no ciclo de cortes da taxa básica de juros.

Bahiagás alcança marca de 100 mil clientes e detalha plano de investimento de R$ 1,8 bilhão até 2031

  • Por Gabriel Lopes via Bahia Notícias
  • 30 Abr 2026
  • 10:07h

Foto: Reprodução / Google Street View

Um relatório divulgado pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) no início de abril aponta que a concessionária superou a marca de 100 mil usuários interligados à sua rede de distribuição. O número representa um crescimento de aproximadamente 12% em comparação ao exercício anterior, sendo que mais de 95% dessa base é composta por clientes do segmento residencial. No mesmo período, a malha de gasodutos da empresa ultrapassou 1.350 km de extensão construída, com atendimento em diversos municípios baianos.

 

Segundo o documento, publicado pelo Governo da Bahia e acessado pela reportagem, a consolidação da presença da companhia no mercado urbano incluiu a conexão dos primeiros usuários residenciais no município de Camaçari em 2025. Além da capital, a rede distribui o energético para segmentos em cidades como Lauro de Freitas, Alagoinhas, Eunápolis, Feira de Santana, Itabuna e Santo Amaro. Para o ano de 2026, a meta estabelecida é atingir 109 mil clientes por meio da ligação de mais de 9 mil novas unidades consumidoras.

 

Ainda conforme o documento, a companhia sinalizou o avanço do Gás Sudoeste, que será o maior duto de distribuição da região Nordeste. Em 2025, a companhia concluiu a construção da rede estruturada de Jequié e atingiu a fase final de testes de tubulação nos dois primeiros trechos do empreendimento, que ligará cidades entre Itagibá e Brumado. O projeto recebeu aportes de R$ 72,1 milhões no último ano e tem previsão de conclusão das obras da Estação de Distribuição de Brumado e dos ramais para mineradoras no primeiro semestre de 2026.

 

O fornecimento de gás para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia foi retomado após assinatura de contrato com a Petrobras, com previsão de movimentação de 1,2 milhão de m³/dia de gás por cinco anos. A interiorização do GNV também foi ampliada com lançamentos de programas de incentivo em Itabuna e Ilhéus, além da liderança no Programa GNV do Nordeste para infraestrutura em rodovias federais. No suprimento, a empresa expandiu seu portfólio para 12 supridores e 15 contratos ativos, atuando também no mercado spot para otimizar custos.

 

A receita bruta operacional da concessionária totalizou R$ 3,68 bilhões em 2025, valor que indica uma redução de 4,5% frente aos R$ 3,85 bilhões de 2024. O lucro líquido do exercício foi de R$ 182,3 milhões, uma retração de 8% em relação ao ano anterior, influenciada pelo aumento de despesas operacionais e custos financeiros de novas dívidas para investimentos. Contudo, o EBITDA cresceu 4%, chegando a R$ 233,3 milhões, o que a administração atribui a ganhos de eficiência e ao desempenho de outras receitas operacionais.

 

Inovações como o sistema HuBGás, para gestão estratégica de volumes, e a Plataforma Eletrônica de Gás, para negociação de excedentes, foram implementadas para modernizar os processos internos. Na área de sustentabilidade, o uso de um trio elétrico movido a gás natural liquefeito no Carnaval de Salvador serviu como demonstração de soluções para a transição energética.

 

O relatório também menciona o investimento de R$ 18,5 milhões em patrocínios socioambientais e culturais, além de programas como o Cresce com a Gente, que impactou mais de mil pessoas em comunidades vizinhas aos gasodutos.

 

PROJEÇÕES
O Plano Plurianual de Investimentos para o período entre 2026 e 2031 projeta a aplicação de R$ 1,86 bilhão na expansão da infraestrutura estadual. A estimativa é implantar 830 km de nova rede nos próximos cinco anos, visando alcançar um total de 2.189 km de dutos construídos até 2031. Para 2026, o orçamento previsto é de R$ 259,62 milhões, com foco na massificação do uso do gás, estudos para novas redes urbanas e atendimento a áreas industriais e de mineração.

Alcolumbre deve enterrar CPI do Master em acordo com oposição por redução de pena de Bolsonaro

  • Por Raphael Di Cunto | Folhapress
  • 30 Abr 2026
  • 07:55h

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve enterrar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Master e ignorar o requerimento da oposição para investigar os desvios no banco.
 

Para a CPI sair do papel, a leitura é obrigatória na sessão do Congresso marcada para esta quinta-feira (30), a primeira desde o protocolo do requerimento. Alcolumbre, no entanto, quer evitar o tema e fez um acordo com a oposição para não haver contestações a essa decisão, segundo congressistas ouvidos pela Folha de S.Paulo.
 

Em troca, Alcolumbre pautou o veto ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A tendência é que o veto seja derrubado pelo Congresso.
 

Como a Folha de S.Paulo mostrou, Alcolumbre e o relator do projeto da dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), empreenderam uma negociação com a oposição para que a votação do veto não implicasse na leitura do requerimento da CPI do Master.
 

A cúpula do Congresso quer evitar a repercussão do caso Master, que pode expor a classe política ainda mais -parte dos líderes de partidos, deputados e senadores tinha relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, que se tornou uma figura pública altamente impopular.
 

O acordo para analisar o veto da dosimetria sem a leitura da CPI foi selado quando Alcolumbre anunciou a sessão do Congresso há cerca de três semanas, junto com a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que acabou rejeitada nesta quarta (29) pelo Senado.
 

O governo Lula não deve fazer esforço para que a CPI do Master seja instalada, por entender que é uma pauta negativa, que mantém o tema da corrupção em debate e ofusca as entregas do governo -como a proposta de redução da jornada de trabalho e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
 

O requerimento do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para abertura de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, foi protocolado em 3 de fevereiro com apoio de 281 parlamentares. O foco são as relações de ministros do STF com Daniel Vorcaro.
 

Há também um pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) na Câmara dos Deputados, que mira nos desvios do Master com o BRB (Banco de Brasília). Na Câmara, o requerimento está engavetado por enfrentar uma fila de pedidos de CPI protocolados anteriormente.
 

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também propôs uma CPI sobre o Master exclusiva no Senado ainda no ano passado, mas Alcolumbre tampouco fez a leitura desse requerimento. O parlamentar recorreu ao STF, e o caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, ainda sem decisão.
 

Sem o andamento dessas CPIs específicas sobre o Master, parlamentares da base aliada e da oposição utilizaram outras duas comissões que estavam instaladas para acessar documentos, quebras de sigilo e relatórios de inteligência financeira envolvendo o banco de Vorcaro.
 

No entanto, as CPIs dos desvios no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e do Crime Organizado foram encerradas sem prorrogação do prazo pelo presidente do Senado. Nos dois casos, não houve votação de um relatório final para a tomada de demais providências.