Ministério da Justiça pediu devolução de policiais cedidos ao gabinete de André Mendonça, afirmam colunistas

  • Bahia Notícias
  • 20 Jun 2026
  • 12:30h

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Ministério da Justiça enviou ofícios ao Judiciário solicitando a devolução de policiais federais cedidos para auxiliar magistrados. A informação foi publicada pelos jornalistas Roseann Kennedy e Aguirre Talento, do Estadão. Segundo a reportagem, a medida atinge diretamente a equipe do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável por conduzir investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no Banco Master.

 

Os documentos foram assinados na última quarta-feira (17) pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges. Nos bastidores do Judiciário e da Polícia Federal, a iniciativa é interpretada como uma possível retaliação do governo federal, já que as duas investigações conduzidas por Mendonça avançaram sobre pessoas próximas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

A apuração sobre os desvios no INSS citou Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Já a investigação envolvendo o Banco Master resultou, nesta semana, em uma operação contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

 

Um dos nomes que podem ser afetados pela medida é o do delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira, que integra a equipe de assessoria de André Mendonça desde o ano passado. Segundo a publicação, integrantes da PF avaliam que o governo optou por uma medida mais ampla porque não poderia determinar a retirada de apenas um integrante do gabinete do ministro.

 

Ademar Borges afirmou que a iniciativa faz parte de uma diretriz presidencial voltada ao fortalecimento do combate ao crime organizado. Segundo ele, cerca de 100 pedidos de retorno foram enviados a mais de 50 órgãos da administração pública federal, estadual e municipal. “O processo de retorno dos policiais federais, rodoviários federais e policiais penais, seguindo a diretriz presidencial amplamente divulgada, para reforço e valorização das atividades finalísticas e de combate ao crime organizado teve início no fim de abril e continua em curso”, afirmou ao Estadão.

 

Em abril, o presidente Lula já havia defendido publicamente o retorno dos delegados cedidos. “Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, declarou à época.

Justiça limita cachês de bandas contratadas para São João de Anagé após ação do MPBA

  • Bahia Notícias
  • 20 Jun 2026
  • 10:25h

Reprodução/Google Street View

A Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público da Bahia (MPBA) e determinou que a Prefeitura de Anagé não efetue, neste São João, pagamentos às bandas Magníficos e Cacau com Leite acima dos valores de referência calculados com base na média dos contratos firmados pelos artistas em 2025, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (19) em ação civil pública movida pelo promotor de Justiça Leandro Carvalho Duca Aguiar. O processo questiona os valores contratados para as apresentações no "Arraiá do Gaviões", programado para ocorrer entre os dias 21 e 23 de junho.

 

Segundo o MPBA, a Banda Magníficos foi contratada por R$ 413 mil e a Banda Cacau com Leite por R$ 160 mil. No entendimento do órgão, os valores ultrapassam os parâmetros considerados razoáveis pela Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, elaborada pelo Ministério Público da Bahia, Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA).

 

Além de limitar os pagamentos, a Justiça determinou que o município deposite em juízo, no prazo de 24 horas, R$ 107.711,42, referentes à diferença entre os valores contratados e os considerados compatíveis. Desse total, R$ 80.443,73 correspondem ao contrato da Banda Magníficos e R$ 27.267,69 ao da Banda Cacau com Leite.

 

De acordo com a ação, as justificativas apresentadas pela administração municipal não demonstraram fatos novos ou aumento de notoriedade dos artistas que justificassem os reajustes. A decisão também levou em conta a situação de emergência decretada em Anagé devido à estiagem prolongada que afeta a população rural.

Petróleo cai pela segunda semana consecutiva com acordo entre EUA e Irã em foco

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 20 Jun 2026
  • 08:22h

Imagem Ilustrativa: Divulgação / Petrobras

O petróleo encerrou nesta sexta-feira (19) a segunda semana consecutiva de queda de preços, com os investidores avaliando as perspectivas de uma trégua entre Estados Unidos e Irã, após o cancelamento das negociações e a intensificação dos ataques de Israel no Líbano.

 

O barril Brent, referência global, teve queda semanal de 7,96%, superando a desvalorização de 6,19% da semana anterior. No pregão do dia, houve alta de 0,66%, e a commodity encerrou a sessão cotada a US$ 80,38.
 

Durante a semana, o Brent chegou a cair a US$ 76,64 na quinta-feira (18), menor valor desde 2 de março -o primeiro dia de negociação após o início da guerra no Irã- quando atingiu US$ 75,75.
 

Após os novos ataques no Líbano ameaçarem os avanços das negociações de paz no Oriente Médio, Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo nesta sexta. A trégua foi confirmada pelas duas nações à agência Reuters.
 

As negociações entre EUA e Irã na Suíça, no entanto, já haviam sido canceladas. A Casa Branca não deu uma razão detalhada para o adiamento, mas disse em um comunicado na noite de quinta que a logística das negociações "nunca foi simples ou previsível".
 

A situação aumentou a incerteza quanto às perspectivas de uma trégua duradoura. O conflito no Líbano pode pesar nas negociações porque encerrar os combates na região é uma condição para o acordo mais amplo entre EUA e Irã.
 

"Isso deixa à mostra o caminho difícil que temos pela frente para alcançar uma retomada plena e ininterrupta do fluxo de petróleo pelo estreito [de Hormuz]", afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates. "Sem dúvida, as notícias sobre o acordo de cessar-fogo prolongado continuarão a moldar o sentimento do mercado".
 

Analistas esperam que o acordo libere mais de 85 milhões de barris de petróleo retidos no golfo Pérsico para os mercados globais. O acordo também inclui o fim das sanções dos EUA ao petróleo iraniano, o que aumentaria ainda mais a oferta.
 

Cerca de 20% da oferta global de petróleo e GNL (gás natural liquefeito) passa pelo estreito de Hormuz, mas a recuperação dos fluxos e da produção após o acordo entre os EUA e o Irã pode levar vários meses.
 

O Citi afirmou que seu cenário base, com 60% de probabilidade, prevê uma normalização sustentada nos fluxos, com os mercados de petróleo entrando em superávit e os preços apresentando tendência de queda nos próximos seis a 12 meses, para cerca de US$ 60 a US$ 65 por barril até o primeiro trimestre de 2027.
 

O Commerzbank afirmou que a oferta de petróleo deve se recuperar gradualmente, reduzindo sua previsão para o Brent de US$ 85 para US$ 80 por barril até o final do ano, embora espere que os preços permaneçam acima dos níveis pré-guerra durante a maior parte do próximo ano.
 

Os campos petrolíferos do Iraque estão prontos para retomar a produção, e a produção voltará gradualmente ao normal, restaurando os níveis anteriores, afirmou o ministro do Petróleo, Basim Mohammed.
 

No que diz respeito à demanda, a demanda mundial subirá de 105,1 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2025 para 113,3 milhões de bpd em 2030, informou a Opep em seu "World Oil Outlook 2026".
 

No entanto, Israel continua sua guerra contra o Hezbollah no Líbano, levantando dúvidas sobre se o acordo de paz entre os EUA e o Irã se manterá.

STF anula absolvição de empresário acusado de estuprar Mariana Ferrer, e caso será reiniciado em SC

  • Por Luísa Martins e Ana Pompeu | Folhapress
  • 19 Jun 2026
  • 16:24h

Foto: Divulgação

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, anular a sentença que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a influenciadora Mariana Ferrer, devido aos constrangimentos sofridos pela jovem durante audiência de instrução do processo. Com a decisão, o caso será reiniciado na primeira instância, em Santa Catarina (SC).

 

O relator, ministro Alexandre de Moraes, afirmou não ter dúvidas de que Mariana foi humilhada pelo então advogado do réu —sem que houvesse interferência do promotor ou do juiz para interromper o abuso— e que isso contaminou a produção de provas e, consequentemente, a elaboração do convencimento do magistrado.
 

Os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin seguiram o relator.
 

O ministro André Mendonça não participou da sessão por problemas de saúde. Já o ministro Cristiano Zanin se declarou impedido de votar no mérito, pois advogou para pessoas que foram processadas pelo promotor e pelo magistrado após críticas às suas posturas no episódio.
 

O plenário analisou o caso específico da influenciadora, mas fixou uma tese de repercussão geral para servir de parâmetro a todos os tribunais do Brasil. Como ponto central da decisão, ficou definido que, em processos sobre crimes sexuais, são nulas as provas obtidas mediante desrespeito aos direitos fundamentais da vítima, notadamente sua dignidade, honra, intimidade e integridade psicológicas.
 

Os juízes, promotores, advogados ou defensores públicos que violarem essa norma estão, a partir de agora, obrigatoriamente sujeitos a apuração disciplinar, civil e criminal.
 

As audiências em casos de crimes sexuais também precisarão ser gravadas, mediante concordância da vítima. A tese também estabelece que não serão anuladas sentenças amparadas em provas independentes ao depoimento da vítima.
 

Em audiência realizada em 2020, a defesa de Aranha tentou descredibilizar Mariana mostrando fotos do período em que ela trabalhou como modelo, sugerindo que as imagens mostravam a jovem em "posições ginecológicas".
 

O advogado também disse que "jamais teria uma filha do nível" dela e interrompeu seu depoimento diversas vezes, afirmando que seu choro era "dissimulado e falso".
 

Moraes disse que o juiz deu uma sentença baseada em provas nulas, pois Mariana teve o seu depoimento cerceado —sendo que as jurisprudências do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) são pacíficas no sentido de que a palavra da vítima tem grande relevância em investigações sobre violência sexual.
 

"Se cada vez que a vítima falava ela era humilhada pelo advogado, não houve depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes é o depoimento da vítima, temos aqui um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula, pois a prova do depoimento foi obtida em desrespeito total aos direitos fundamentais da vítima", afirmou o relator.
 

Segundo o ministro, houve conduta omissiva por parte do juiz do caso e do integrante do Ministério Público, que não agiram para reprimir a prática abusiva, o que comprometeu a integridade do processo.
 

Ao acompanhar o voto do relator, Toffoli sugeriu que o prazo de prescrição fosse suspenso, para que o empresário não pudesse ser favorecido por uma circunstância de ilegalidade que a sua própria defesa provocou. Porém, os ministros optaram por deixar esse ponto de fora da tese final, já que ainda faltam cinco anos para a prescrição do caso Mariana Ferrer.
 

Única mulher da composição do STF, Cármen afirmou considerar que as condutas foram dolosamente voltadas à fragilização da vítima, em desrespeito à dignidade da pessoa humana. "Não foi um descontrole eventual, não foi uma palavra, foi a reiterada prática de descrédito, de desvalor, que continuava e continuava e se repetia."
 

"[O advogado dizia] 'Pare de chorar', até porque homem não chora, quem chora são as mulherzinhas, é o 'mimimi' dessas mulheres, e é assim que é ainda hoje. E, por isso, quando a vítima naquele momento chora, há também uma desqualificação do choro. Quando a mulher chora, isso é motivo de deboche, de brincadeira. Nós, mulheres, temos o direito de chorar, como todo ser humano teria que ter o direito de chorar", continuou a magistrada.
 

Fux disse que "o que houve foi a realização de uma audiência em contrariedade aos dispositivos constitucionais", e que isso leva à anulação desse ato e à necessidade de devolver os autos à instância de origem.
 

O caso chegou ao Supremo pela defesa da influenciadora, que afirma ter sido tratada com sarcasmo, ironia, ofensas, humilhações e insinuações sexuais "do mais baixo nível" por parte do advogado de Aranha, sem que houvesse qualquer intervenção por parte do juiz, do promotor de Justiça ou do defensor público, presentes na audiência.
 

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) puniu o magistrado Rudson Marcos, do TJ (Tribunal de Justiça) de Santa Catarina, com advertência —a sanção disciplinar mais branda.
 

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) arquivou o PAD (processo administrativo disciplinar) contra o promotor Thiago Carriço de Oliveira. O advogado de Aranha na ocasião, Claudio Gastão Rosa Filho, não sofreu punição.
 

Mariana acusa Aranha de tê-la dopado e estuprado em uma festa no Café de La Musique, em Florianópolis (SC), em 2018. Ele foi absolvido tanto em primeira quanto em segunda instância. Com a decisão do STF, o processo vai ser reiniciado.
 

Após a conclusão do julgamento, a advogada do empresário, Dora Cavalcanti, afirmou à reportagem que a anulação da audiência pelo STF decorreu não do comportamento do réu, mas da atuação dos profissionais do sistema de Justiça.
 

"André Aranha aguarda serenamente a renovação do ato processual, reafirmando, uma vez mais, sua inocência, já refletida nas provas periciais, técnicas e testemunhais anteriormente produzidas", disse ela.
 

Em novembro do ano passado, a lei originada da repercussão do caso completou quatro anos em vigor. O texto leva o nome da ativista e foi criado para proteger a integridade de vítimas de crimes sexuais durante audiências, proibindo práticas de revitimização —ou seja, de repetição da violência sofrida. Atualmente, a influenciadora é assessora da presidência do STM (Superior Tribunal Militar).

 

Arraiá da Escola Artinfância lota salão da AABB em Brumado

  • Tradição, cultura e emoção marcaram mais uma grande festa junina da educação brumadense
  • Brumado Urgente
  • 19 Jun 2026
  • 14:19h

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente

O São João da Bahia é uma das manifestações culturais mais importantes do país, reunindo música, dança, gastronomia típica e tradições que atravessam gerações. Durante o mês de junho, cidades de todas as regiões do estado se transformam em verdadeiros arraiais, celebrando a cultura nordestina com alegria, cores e muito forró.

Em Brumado, a tradição ganhou ainda mais brilho com a realização do Arraiá da Escola Artinfância, que lotou o salão da AABB. O evento reuniu alunos, familiares, professores e convidados em uma noite repleta de emoção e encantamento. Cada apresentação foi cuidadosamente preparada pelas professoras, que se dedicaram aos ensaios e à valorização das tradições juninas junto às crianças.

No palco, os estudantes deram um verdadeiro espetáculo. Vestidos a caráter, eles apresentaram quadrilhas, coreografias temáticas e números culturais que arrancaram aplausos do público. O envolvimento das famílias também foi um dos grandes destaques da festa, demonstrando a parceria entre escola e comunidade na construção de momentos especiais para o desenvolvimento e a formação dos alunos.

Ao final do evento, a diretora Célia Regina agradeceu a presença e o apoio de todos que contribuíram para o sucesso da celebração. Em sua mensagem, ela destacou a dedicação do corpo docente, o empenho dos colaboradores, a confiança dos pais e responsáveis, além do entusiasmo dos alunos, verdadeiros protagonistas da noite. “Nossa gratidão a cada família, amigo, professor e colaborador que esteve conosco. O carinho, a participação e a união de todos fizeram deste Arraiá um momento inesquecível, fortalecendo os laços da nossa comunidade escolar e celebrando com alegria a riqueza da cultura nordestina”, afirmou a diretora.


Justiça aceita denúncia e Deolane vira ré sob acusação de lavar dinheiro do PCC

  • Por Rogério Gentile e Bárbara Sá | Folhapress
  • 19 Jun 2026
  • 12:32h

Foto: Reprodução / Record

A Justiça paulista aceitou a denúncia contra a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra sob acusação de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

 

Com isso, Deolane, que está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, passa a ser ré no processo e terá dez dias para apresentar resposta à acusação.
 

Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, principal chefe da facção criminosa, o irmão dele, Alejandro Herbas Camacho Júnior, e Everton de Souza, apontado como operador financeiro do esquema, também passaram a ser réus na ação, de acordo com a decisão judicial da 3ª Vara de Presidente Venceslau.
 

A denúncia é desdobramento da Operação Vérnix, realizada a partir de suspeitas de que uma transportadora de fachada era usada para lavar dinheiro do PCC. A operação resultou na prisão de Deolane e de Everton de Souza.
 

Também foram denunciados Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches, sobrinhos de Marcola, que estão foragidos.
 

A defesa de Deolane Bezerra afirmou nesta quinta-feira (18) que o recebimento da denúncia não representa qualquer conclusão sobre os fatos investigados. Em nota, os advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes disseram que a medida é apenas uma etapa inicial do processo e que a influenciadora irá se defender das acusações na Justiça.
 

Os advogados sustentam que Deolane é inocente e não possui qualquer vínculo com organizações criminosas. Também afirmam que os rendimentos da influenciadora possuem origem lícita e foram regularmente declarados aos órgãos competentes.
 

O advogado Bruno Ferullo -que defende Marcola, seu irmão e os dois sobrinhos- afirmou, também em nota em nota divulgada nesta quinta, que contestará as acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro atribuídas aos denunciados.
 

Segundo o advogado, Marcola e Alejandro Camacho estão custodiados em presídios federais de segurança máxima desde fevereiro de 2019 e submetidos a rígidas restrições de contato e comunicação. A defesa sustenta que essa condição "torna inviável qualquer participação nos fatos investigados" e demonstraria um equívoco da acusação.
 

A nota também nega as acusações formuladas contra Leonardo e Paloma Camacho. De acordo com Ferullo, o simples vínculo familiar entre os denunciados não pode ser interpretado como prova de envolvimento em atividades criminosas. A defesa afirma ser "inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude".
 

Após a prisão de Deolane, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, responsável pela denúncia, disse à reportagem que há uma relação direta e íntima entre Deolane e a família de Marcola.
 

Segundo ele, Deolane teria fornecido contas para a lavagem de dinheiro do grupo criminoso, o que é negado por sua defesa. Um dos indícios de atividade criminosa, segundo ele, seria um aumento repentino do patrimônio dela, com ganhos superiores a R$ 140 milhões de 2020 a 2022.
 

"Ela tem relação direta com a família Camacho, além de relação de amizade íntima com integrantes, como Paloma e Alexandro, filhos de Marcolinha [Alejandro Juvenal Herbas Camacho, irmão de Marcola] também indiciados", diz.
 

O promotor disse considerar que está praticamente comprovada a incompatibilidade entre as atividades profissionais de Deolane e seus ganhos financeiros.
 

Após ser presa, Deolane chorou durante a audiência de custódia ao afirmar que foi presa no exercício da advocacia.
 

"Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos, eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando, por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente", afirmou.
 

Ela não informou na audiência quem seria o seu cliente.

Copa do Mundo: com Brasil x Haiti, saiba onde assistir aos jogos desta sexta-feira

  • Bahia Notícias
  • 19 Jun 2026
  • 10:30h

Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF

Após o México se consagrar como o primeiro país classificado para a fase de 16 avos de final do Mundial de 2026, a Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19). O Brasil enfrenta o Haiti às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C.

 

A rodada do dia promete ser decisiva para os donos da casa. No Grupo D, os Estados Unidos buscam sua primeira vitória no torneio diante da Austrália. Ainda no Grupo C, Escócia e Marrocos fazem um confronto direto pela liderança. 

 

Na virada para o sábado, Turquia e Paraguai fecham os compromissos da noite.

 

CONFIRA OS HORÁRIOS E ONDE ASSISTIR AOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (19)

16h - Estados Unidos x Austrália
Local:
Lumen Field, Seattle (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

19h - Escócia x Marrocos
Local:
Gillette Stadium, Foxborough (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

21h30 - Brasil x Haiti
Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV, ge TV, SBT, NSports e CazéTV

 

0h (sábado, 20) - Turquia x Paraguai
Local:
Levi's Stadium, Santa Clara (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV e CazéTV

 

RESULTADOS DOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (18)

Tchéquia 1 x 1 África do Sul
Dando início à segunda rodada da fase de grupos, tchecos e sul-africanos continuam sem vencer no Mundial. A partida realizada em Atlanta terminou empatada em 1 a 1. Sadílek abriu o placar para a Tchéquia aos 6 minutos do primeiro tempo, mas Mokoena garantiu a igualdade para a África do Sul aos 38 da etapa final.

 

Suíça 4 x 1 Bósnia e Herzegovina
A Suíça pressionou intensamente até superar o bloqueio defensivo da Bósnia, mas só encontraram o caminho das redes após a entrada dos reservas no segundo tempo. Johan Manzambi, duas vezes, Rúben Vargas e Granit Xhaka marcaram para os suíços, enquanto Ermin Mahmic descontou para os bósnios nos acréscimos.

 

Canadá 6 x 0 Catar
Jogando em Vancouver, o Canadá aplicou uma goleada histórica de 6 a 0 sobre o Catar, registrando o placar mais elástico de uma seleção da Concacaf na história do torneio. O confronto foi marcado por uma atuação inspirada de Jonathan David (que marcou três gols), além de tentos de Cyle Larin, Nathan-Dylan Saliba e um gol contra de Almanai. A nota triste do jogo foi a grave lesão na perna do meio-campista canadense Ismaël Koné.

 

México 1 x 0 Coreia do Sul
O primeiro classificado para o mata-mata está confirmado. Atuando em Guadalajara, o México venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 com gol de Luis Romo logo no início do segundo tempo. Com o resultado, os donos da casa chegaram aos 6 pontos e carimbaram antecipadamente a vaga na próxima fase.

MPDFT faz operação no BRB, GDF e PicPay por fraude contra servidores

  • Bahia Notícias
  • 19 Jun 2026
  • 08:26h

Foto: Reprodução / Metrópoles

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A investigação envolve operações relacionadas a descontos realizados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF).

 

Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso. As medidas também alcançam atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas, entre eles Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

 

A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba, no Paraná, e em São Paulo, onde está localizada a sede do PicPay.

 

Segundo as investigações, o caso envolve possíveis irregularidades em operações vinculadas à folha de pagamento dos servidores distritais. De acordo com inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), o PicPay estaria efetuando descontos referentes a empréstimos consignados nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do GDF de forma irregular.

 

Os valores estariam relacionados ao serviço de antecipação salarial oferecido ao funcionalismo público por meio de contrato firmado entre o PicPay e a Secretaria de Economia do Distrito Federal em setembro de 2024.

 

O relatório do TCDF apontou um “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento, referente à amortização do serviço contratado com a instituição financeira. Conforme os dados da Corte de Contas, os descontos consignados somaram R$ 11,7 milhões em 2024. Entre janeiro e agosto de 2025, o montante chegou a R$ 70 milhões.

 

Ainda segundo o relatório, o PicPay descontou R$ 81,7 milhões dos salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025. Em fevereiro, o TCDF determinou a suspensão de novos descontos diretamente em folha vinculados ao banco digital após identificar irregularidades relacionadas à cobrança de taxa sobre a antecipação salarial.

 

De acordo com a investigação, o PicPay é a única instituição habilitada, desde 2024, a realizar desconto compulsório na folha de pagamento do GDF. A operação é executada pela BRB Serviços, subsidiária do Banco de Brasília.

Planalto e PT esperam que Wagner faça gesto de entregar liderança do governo para blindar campanha de Lula

  • Bahia Notícias
  • 18 Jun 2026
  • 14:09h

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Integrantes do Palácio do Planalto e do PT esperam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) entregue o cargo de líder do governo no Senado depois da operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (18), que mirou a relação dele com o ex-banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do banco Master.

 

As informações são da GloboNews.
 

Interlocutores do presidente Lula ainda aguardam uma reunião para avaliar a repercussão política do episódio envolvendo Wagner. O petista chegou essa madrugada em Brasília, depois de participar da reunião de cúpula do G7 na França.

 

A avaliação interna é de que será preciso blindar a campanha de Lula do episódio. O tom do Planalto é de se afastar ao máximo do escândalo, deixando a responsabilidade da explicação com o próprio Wagner.

 

Tanto no Planalto como no PT, a avaliação é que Jaques fará um gesto de entregar o cargo de líder, no governo, o ambiente é de surpresa. A avaliação é que Jaques deveria ter se antecipado e deixado a liderança sabendo do que poderia surgir na investigação. Há o reconhecimento de que a investigação da PF revela fatos graves envolvendo Wagner.

 

Além disso, que a resposta política precisa ser firme para se diferenciar dos casos do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro para Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro; e do senador Ciro Nogueira que recebeu mesada do ex-banqueiro de acordo com a PF.

 

A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro.

 

Entre as medidas citadas estão a chamada "Emenda Master" e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor onde o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta.

PF aponta pagamentos a enteada e imóvel de R$2,5 mi no Horto Florestal como propina à Jaques Wagner

  • Bahia Notícias
  • 18 Jun 2026
  • 12:48h

Foto: Reprodução/mouradubeux

A Polícia Federal realiza uma ação de busca e apreensão na residência do senador Jaques Wagner, na manhã desta quinta-feira (18), no Corredor da Vitória, em Salvador. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, do O Globo, as buscas visam aprofundar a investigação sobre indícios de que o líder do PT no Senado tenha recebido pagamentos do Banco Master. 

 

Entre as formas de pagamento estariam os valores pagos durante anos pela empresa da enteada, viagens em jatinhos particulares de Daniel Vorcaro e ainda um apartamento avaliado em R$2,5 milhões de reais no Horto Florestal, bairro de luxo em Salvador.

 

Entre esses indícios desses pagamentos estão mensagens trocadas por Wagner e o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, além de documentos que mostram os pagamentos feitos à enteada do senador, Bonnie Bonilha, que recebeu cerca de R$11 milhões do Master por meio de um contrato de consultoria. 

 

O marido de Bonnie Bonilha, Eduardo Sodré, que é secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, também foi um dos alvos da operação. A operação de hoje também coloca no centro das investigações o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, que segundo as apurações era quem manejava boa parte das relações com políticos, em especial com o Congresso Nacional.

 

A suspeita da PF ainda inclui informações de que o senador petista teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo BRB e no Senado pela aprovação da “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP). A emenda em questão propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

 

A emenda interessava diretamente ao Master porque seus negócios eram largamente lastreados em CDBs que rendiam acima das taxas médias do mercado.

Aposentados do INSS têm até sexta para pedir ressarcimento de descontos nos Correios

  • Por Cristiane Gercina | Folhapress
  • 18 Jun 2026
  • 09:40h

Foto: Reprodução

O prazo para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedirem a devolução de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios previdenciários termina nesta sexta-feira (19) no caso de quem pretende buscar atendimento nos Correios.
 

Para quem vai fazer a contestação dos valores no aplicativo ou site Meu INSS a data final é sábado (20). O governo federal já pagou, por meio do acordo administrativo, R$ 3,2 bilhões a mais de 4,7 milhões de segurados que contestaram os descontos.
 

Os Correios afirmam que atenderam, desde 30 de maio, mais de 8 milhões de segurados em cerca de 5.000 unidades no país. O horário de funcionamento varia conforme a unidade. Nas capitais, em geral, é das 8h às 18h.
 

A Previdência Social não informou se há possibilidade de adiar o prazo. Esse adiamento já ocorreu em outras ocasiões, a última delas em março deste ano. Segundo o INSS, dia 20 é a data-limite para fazer a contestação do desconto e tentar o ressarcimento. Há ainda outras etapas até que seja feito o depósito.
 

No Meu INSS, o pedido poderá ser feito até o fim do sábado. No caso da contestação por meio da Central Telefônia 135, haverá limitação de atendimento nesta sexta-feira (19), por conta do jogo do Brasil contra o Haiti, às 21h30. Neste caso, o atendimento humano será feito até 20h30. Depois desse horário, os segurados conseguem ser atendidos apenas por meio dos serviços automáticos.
 

O ressarcimento vale para descontos feitos entre março de 2020 e março de 2025. Para ter direito à devolução, o segurado deve verificar se houve cobrança de mensalidade associativa no benefício e informar ao INSS se autorizou ou não o desconto.
 

COMO PEDIR O VALOR DE VOLTA NOS CORREIOS?
 

Aposentados e pensionistas devem procurar agências dos Correios para buscar ajuda com a consulta e o pedido de devolução de descontos indevidos. É preciso levar um documento de identificação oficial com foto. O beneficiário não precisa levar extrato do INSS ou número do benefício.
 

COMO FAZER O PEDIDO DE RESSARCIMENTO NO MEU INSS?
 

Entre no site ou aplicativo Meu INSS Informe seu CPF e a senha cadastrada Siga para "Do que você precisa?" Digite: "Consultar descontos de entidades associativas" Na página seguinte, clique em "Consultar descontos - Meus benefícios" Caso tenha descontos, marque se foram ou não autorizados Informe email e telefone para contato Declare se os dados são verdadeiros Confirme as informações no botão "Enviar Declarações"
 

COMO FUNCIONA A DEVOLUÇÃO?
 

O primeiro passo é registrar a contestação do desconto. Depois disso, a entidade responsável pela cobrança tem até 15 dias úteis para responder. Caso não haja resposta ou se a documentação apresentada for considerada irregular -como assinaturas que o segurado não reconhece ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos- o sistema libera automaticamente a opção para o beneficiário aderir ao acordo de ressarcimento.
 

Após a adesão, o pagamento é feito diretamente na conta em que o benefício é depositado, em até três dias úteis. Em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", em 20 de maio, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz reforçou que a prorrogação do prazo em março e disse que o governo federal pretende pagar a todos até junho. Ele não informou se haverá nova prorrogação, mas por ser ano eleitoral, poderá haver limitações.
 

"Até 20 de junho, a gente está devolvendo a todo mundo que tiver direito e que nos procurar." Os descontos devem ser contestados por meio do Meu INSS, pela Central Telefônica 135 ou nos Correios.
 

O pedido de "busca ativa", segundo Wolney, foi feito pelo próprio presidente Lula (PT). "O presidente Lula, quando me escalou para ocupar o cargo no auge da maior crise do INSS e da Previdência Social, fez uma recomendação clara: cuidar dos aposentados, não deixar ninguém no prejuízo, não deixar ninguém para trás."
 

O QUE ACONTECE SE O SEGURADO NÃO ADERIR AO ACORDO?
 

O INSS informou que a adesão ao acordo é uma opção de segurado. Se ele não quiser aderir, é um direito. Neste caso, segundo especialistas, será preciso buscar o Judiciário para conseguir o valor de outra forma. O aposentado ou pensionistas precisará provar que teve descontos indevidos em seu benefício e não autorizou a entidade associativa a realizá-los. O pagamento, nestes casos, costuma demorar.
 

POR QUE O INSS ESTÁ PAGANDO VALORES A APOSENTADOS E PENSIONISTAS?
 

O pagamento dos valores descontados de segurados está sendo feito após o instituto fechar acordo no STF (Supremo Tribunal Federal) por conta da investigação envolvendo descontos ilegais em aposentadorias em pensões por sindicatos e associações.
 

O acordo judicial foi fechado em julho de 2025. Os descontos teriam sido realizados por meio de atos fraudulentos e destinados a entidades associativas. O ressarcimento deverá ser feito diretamente na conta em que o segurado recebe a aposentadoria ou pensão.

Justiça determina que SBT conceda direito de resposta a Erika Hilton após falas de Ratinho

  • Bahia Notícias
  • 18 Jun 2026
  • 08:40h

Foto: SBT

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), ganhou na Justiça o direito de resposta no SBT após falas transfóbicas do apresentador Ratinho. 

 

Na decisão da última quarta-feira (17), o juiz André Della Latta Cartaxo, da 2ª Vara Cível do Foro Central do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deferiu o pedido de Hilton, ponderando que as falas do apresentador não se limitaram a criticar o ato de nomeação da deputada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

 

O juiz ainda destacou que Ratinho excedeu o espaço de crítica sobre ato político e sustentou um discurso que ridicularizou e desqualificou a deputada.

 

“Não houve uma crítica aos seus projetos de lei, ao desempenho da autora como parlamentar ou ao seu preparo formal para assumir a presidência de uma comissão, mas, sim, uma desqualificação pessoal, expondo condições mais íntimas de sua identidade e atingindo-a não mais como autoridade, mas como pessoa”, afirmou.

 

Com isso, Hilton ganhou direito ao espaço na emissora com tempo de tela igual ao da fala original de Ratinho e no mesmo horário em que a declaração do apresentador foi exibida. Nas redes sociais, a deputada comemorou a decisão. “Defenderei a minha dignidade e a dignidade de toda a nossa comunidade”, escreveu. 

 

Além do pedido de Erika Hilton, o Ministério Público Federal processou Ratinho e o SBT e pediu indenização de R$ 10 milhões por danos coletivos, retirada do conteúdo e retratação pública. O Ministério das Comunicações encaminhou o episódio para análise técnica da área responsável pela fiscalização da emissora.

Datafolha está nas ruas para nova pesquisa que pode consolidar cenário de liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro

  • Por Edu Mota, de Brasília
  • 17 Jun 2026
  • 18:12h

Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Depois da divulgação das pesquisas de intenção de voto da Genial/Quaest, da BTG/Nexus e da CNT/MDA, nesta quarta-feira (17) os pesquisadores do Datafolha estão nas ruas de todo o país para apurar a opinião dos brasileiros a respeito da corrida presidencial. O levantamento registrado pelo Datafolha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que as entrevistas seguem até a próxima sexta (19), data da provável divulgação dos resultados. 

 

Além das intenções de voto para a presidência da República, o Datafolha vai avaliar a aprovação do governo Lula, a percepção dos eleitores sobre temas como economia e segurança pública, além da avaliação dos principais pré-candidatos, os índices de rejeição eleitoral e cenários de primeiro e de segundo turno. 

 

O questionário do Datafolha também inclui perguntas sobre o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a candidatos brasileiros. Os entrevistados responderão ainda se concordam ou discordam  que facções do crime organizado como PCC e CV devem ser classificadas como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

 

Sobre esse tema relacionado ao governo Trump, o Datafolha vai indagar da população se a influência do senador Flávio Bolsonaro na decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas foi positiva ou negativa para o Brasil. 

 

Em relação aos cenários de primeiro e segundo turno das eleições presidenciais, a perspectiva é para saber se o Datafolha alcançará resultados parecidos com as últimas pesquisas divulgadas. A Genial/Quaest, por exemplo, apurou que no primeiro turno, o presidente Lula abriu uma distância de dez pontos sobre Flávio Bolsonaro, e de seis pontos na simulação de segundo turno.

 

Números próximos foram apurados pela mais recente pesquisa BTG/Nexus. Segundo o instituto, Lula abriu vantagem de nove pontos sobre Flávio no cenário de primeiro turno e de seis pontos no segundo.

 

Já a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça (16) apresentou números ainda melhores para a candidatura de Lula. De acordo com o levantamento, o candidato à reeleição abriu 13,6% de vantagem sobre o senador do PL na simulação de primeiro turno, e 12,5% no cenário de segundo turno. 

Ex-diretor do BC disse a Vorcaro que mercado responsabilizaria Campos Neto pela “emenda Master”

  • Bahia Notícias
  • 17 Jun 2026
  • 16:09h

Foto: Divulgação - Banco Master / Raphael Ribeiro - BCB

O ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, alertou ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro que o mercado financeiro responsabilizaria o dono do conglomerado e do então presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, pela “emenda Master”. A emenda foi uma proposta apresentada em 2024 pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar de R$250 mil para R$1 milhão a cobertura de investimentos garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). 

 

A proposta foi rejeitada no Senado. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o texto da emenda foi produzido pelo Banco Master e reproduzido na íntegra pelo parlamentar. A proposição foi chamada de “emenda master” pois a instituição de Daniel Vorcaro tinha como estratégia vender CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com alta remuneração, usando a cobertura do FGC como atrativo. 

 

O objetivo era aumentar a captação de dinheiro por meio desse instrumento, o que poderia dar uma sobrevida à instituição. Segundo análise do material apreendido pela Polícia Federal, um trecho de conversa via WhatsApp no dia 13 de agosto de 2024, mostra uma conversa de Vorcaro com ex-diretor jurídico do banco Luiz Rennó, que disse: "Vc [sic] sextuplica seu negócio. Bora".

 

O material também traz trechos de uma conversa entre Paulo Sérgio e Vorcaro via WhatsApp em 14 de agosto de 2024, após a apresentação da emenda no Senado. "Mercado colocando a conta dessa MP em você [Vorcaro]", disse o ex-diretor do BC, que também questionou sobre repercussão ainda maior após o episódio.

 

O dono do Master, por sua vez, afirmou tratar-se de uma emenda e que tinha "muita gente achando positivo", à exceção dos grandes bancos. Ele achava difícil que o caso reverberasse ainda mais.

 

Adiante, Vorcaro afirmou: "Não fui eu quem pedi". Em resposta, Paulo Sérgio continuou: "Estão jogando também no Roberto. É amigo do senador e esteve com ele numa festa recente", em provável referência a Roberto Campos Neto, então presidente do BC.

 

Em nota, a assessoria de Campos Neto disse que o Banco Central atuou institucionalmente contra a emenda por determinação do próprio presidente. "Roberto Campos Neto somente tomou conhecimento da existência da tal emenda por meio do diretor Renato Gomes e, imediatamente, determinou que houvesse uma força-tarefa de diversas áreas do banco para que fundamentassem uma manifestação técnica contra a proposta, na mesma linha do que havia sido defendido pela Febraban [Federação Brasileira de Bancos]", disse.

 

Ainda de acordo com a assessoria, a atuação do BC para a elaboração de fundamentos técnicos contra a proposta foi alinhada à do FGC, que chegou a trabalhar de forma emergencial.

 

As investigações indicam que Paulo Sérgio prestava consultoria estratégica a Vorcaro, orientando sobre a atuação do BC em processos administrativos, sugerindo argumentos para reuniões e revisando relatórios que seriam enviados à autarquia. Procurada, a defesa de Paulo Sérgio ainda não se manifestou formalmente sobre o caso.

Vorcaro pagou R$ 400 mil ao mês e bônus a agentes da PF por informações sigilosas

  • Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
  • 17 Jun 2026
  • 14:46h

Foto: Reprodução

Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, repassava mensalmente R$ 400 mil ao agente aposentado Marilson Roseno da Silva para obter informações de investigações sigilosas, segundo relatório da Polícia Federal. Roseno é apontado como o responsável por criar um mecanismo de vazamento interno na corporação.

 

Segundo as investigações, Roseno ofereceu pagamentos via Pix, presentes e uma gratificação de fim de ano —descrita como "oferenda" de Vorcaro— para recrutar servidores da ativa da PF. Assim, ele cooptou o agente Anderson Wander da Silva e a delegada Valéria Vieira.
 

Também integrariam o esquema os policiais federais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, além de um terceiro agente da ativa não identificado.
 

A infiltração garantia a Henrique e Daniel Vorcaro acesso a dados mantidos em sistemas internos, como o e-Pol, onde são registrados os inquéritos em curso. Foi por meio desse esquema que o ex-banqueiro obteve um mandado de prisão contra si e o repassou a um site jornalístico com o objetivo de antecipar a informação e utilizá-la em sua defesa.
 

A reportagem procurou a defesa de Henrique Vorcaro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Também tentou contato com Marilson Roseno da Silva, hoje em prisão preventiva, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem não localizou a defesa do policial aposentado, que atuava em causa própria em litígios anteriores. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não comentaria.
 

Por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), os policiais federais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, o Chicão, além do agente da ativa Anderson Wander da Silva, foram alvos de mandados de prisão preventiva. Na mesma operação, a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada de suas funções no cargo público.
 

COMO ROSENO RECEBIA DINHEIRO
 

Segundo a PF, os pagamentos a Roseno eram mascarados como prestação de serviços da própria empresa, a Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial Ltda. Parte dos valores passava pela King Participações, de Luiz Phillipi Mourão, funcionário de Daniel Vorcaro mencionado no relatório como "sicário". Os repasses a Mourão eram feitos pelo cunhado de Daniel, Fabiano Zettel, de acordo com as investigações.
 

Mensagens obtidas pela corporação mostram que Roseno cobrou Henrique Vorcaro no dia 6 de janeiro, após atrasos nos repasses. "Estou segurando uma manda de búfalo [sic]. Não me deixe a deriva, por favor [sic]", escreveu.
 

Vorcaro respondeu que enviaria "imediatamente 400" a Roseno. O policial aposentado replicou que o ideal seria o envio de R$ 800 mil, argumentando que Mourão repassava apenas metade do valor combinado.
 

No dia 9 de janeiro, Vorcaro disse a Roseno: "No momento que estou é que preciso de vocês". "Nos ajude para podermos lhe ajudar, mestre", respondeu o policial aposentado. "Recurso já chegou aí, tá faltando boa vontade [sic]", emendou o agente de segurança.
 

Ainda segundo a PF, o contador de Roseno dava orientações sobre como ocultar a origem dos depósitos da família Vorcaro. Havia sugestões para o uso de CPFs de terceiros para fracionar os valores e evitar alertas das autoridades. A investigação cita Erlene Nonato Lacerda como suposta laranja de Roseno. Nos autos constam notas fiscais de dois pagamentos de R$ 50 mil da empresa de Vorcaro a Erlene.
 

Ela também era responsável por pagar despesas particulares do policial aposentado, que mantinha padrão de vida elevado em Belo Horizonte, onde tinha um apartamento em bairro nobre e uma caminhonete Hilux.
 

REPASSES A WANDER
 

A PF afirma que as ações de Roseno nos sistemas corporativos dependiam do agente da ativa Anderson Wander da Silva, qualificado no relatório como "longa manus" (expressão em latim para executor de ordens de outrem).
 

Wander acessou no e-Pol, ao menos em 2023, dados de investigações contra Vorcaro, segundo o relatório. Ele também recorreu a um colega para consultar informações de um passaporte a pedido de Roseno.
 

Além dos repasses mensais, Roseno acertou gratificações adicionais com o agente da ativa. "Mandar um presente pra filhota que passou no vestibular [sic]. Qual o Pix?", diz uma das mensagens.
 

O relatório não especifica o montante, mas identificou um repasse via Pix enviado a Wander em 31 de dezembro de 2025. Em áudio, o agente agradeceu o valor. "O pagamento é compatível com o bônus de final de ano pago por Daniel Vorcaro e repassado ao núcleo ‘a Turma’", aponta o documento da PF.
 

Mandar um presente pra filhota que passou no vestibular [sic]. Qual o Pix?
 

policial federal aposentado a Anderson Wander da Silva, em repasse de dinheiro de Henrique Vorcaro para obter informações sigilosas na PF
 

ATUAÇÃO DE VALÉRIA E FRANCISCO
 

A delegada Valéria Vieira Pereira da Silva também realizou consultas de interesse da família Vorcaro, diz a corporação. Em fevereiro de 2024, ela acessou um inquérito do qual Henrique Vorcaro havia sido alvo no ano anterior. Os documentos foram repassados a Roseno pelo marido da delegada, o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva.
 

Mensagens indicam que, após não conseguir documentos sigilosos com Wander, que tinha acesso restrito, Roseno avisou ao agente da ativa que procuraria "um colega". Menos de uma hora depois, a delegada Valéria acessou as peças do inquérito contra Henrique. No mesmo dia, 23 de fevereiro de 2024, as informações foram encaminhadas a Daniel Vorcaro.
 

O relatório, contudo, não identificou pagamentos feitos a Valéria e Francisco. Os investigadores constataram que muitas das mensagens enviadas ao casal foram apagadas.
 

SEBASTIÃO MONTEIRO JÚNIOR
 

A investigação também relata encontros entre Roseno e o também policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior, acusado de recrutar agentes da ativa para "a Turma". Em áudios interceptados pela PF, os dois combinam de falar sobre "uma ideia" em um local discreto.
 

"Você sobe, mas a gente conversa lá, porque aqui tô com uma turma que pode atrapalhar (sic)", disse Roseno a Monteiro Júnior. Imagens de câmeras de segurança comprovam o encontro.