Baiana de 20 anos faz história e se torna a mulher mais jovem a entrar no ranking do UFC
- Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 18:02h

Foto: Divulgação / UFC
A lutadora baiana Alice Pereira, de 20 anos, passou a integrar o grupo das 15 melhores atletas da categoria peso-galo (até 61 kg) do Ultimate Fighting Championship (UFC). Natural de Feira de Santana, a brasileira apareceu na 12ª colocação dos Meta UFC Rankings, divulgados na última terça-feira (13), após conquistar sua segunda vitória consecutiva na organização. Com o resultado, se tornou a mulher mais jovem da história a entrar no ranking do Ultimate.
A entrada na classificação ocorreu após a vitória sobre a russa Daria Zhelezniakova, no último sábado (10), durante o UFC Vegas 122, realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos. Alice venceu o confronto por nocaute técnico ainda no primeiro round e recebeu um dos bônus de Performance da Noite concedidos pela organização.
O resultado deu à baiana o seu segundo triunfo consecutivo em 2026. Em abril, Alice havia derrotado a norte-americana Hailey Cowan, também por nocaute técnico, conquistando sua primeira vitória no UFC.
A brasileira estreou na organização em setembro de 2025, aos 19 anos, quando foi derrotada por Montse Rendon em decisão dividida dos juízes. Desde então, recuperou-se com duas vitórias consecutivas e passou a figurar entre as principais atletas de sua divisão.
Com a atualização do ranking, Alice superou a marca de Maycee Barber, que havia alcançado a classificação feminina do UFC aos 21 anos, em dezembro de 2019. A feirense também passou a integrar uma divisão que conta com outras representantes brasileiras, como Norma Dumont, Luana Santos, Jacqueline Cavalcanti, Karol Rosa e Bia Mesquita.
A atualização dos Meta UFC Rankings também registrou mudanças em outras categorias. Brendan Allen, que venceu Christian Leroy Duncan na luta principal do UFC Vegas 122, subiu para a quarta colocação entre os pesos-médios. Já Loopy Godinez avançou três posições e passou a ocupar o oitavo lugar no peso-palha feminino, após superar a brasileira Ketlen Souza.
Câmara aprova projeto que amplia limite de faturamento do MEI e perdoa dívidas; texto vai ao Senado
- Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 16:16h

Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento no Microempreendedor Individual (MEI) e perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contrários.
Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, e o perdão das dívidas do MEI foi a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana, numa tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno.
O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028. Atualmente, o valor de faturamento está em R$ 80 mil.
Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.
Governo do Peru proíbe cabelo comprido, unhas pintadas e celular nas escolas
- Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 14:12h

Foto: Reprodução / Redes Sociais
A presidente do Peru, Keiko Fujimori, anunciou um conjunto de medidas de conduta e disciplina para a rede pública de ensino do país. Conforme o comunicado oficial na última segunda-feira (12), o pacote prevê o combate ao bullying e ao assédio sexual, restrições à aparência dos estudantes e a possibilidade de expulsão em casos graves de violência, sob a justificativa de restabelecer a ordem no ambiente escolar.
Segundo informações do jornal Metrópoles, o regulamento estabelece restrições estritas como a proibição de maquiagem, unhas pintadas, cabelos tingidos ou compridos, além de vetar o uso de telefones celulares durante as aulas sem autorização do docente. “A ordem não é apenas nas ruas, ela também precisa retornar às nossas escolas, às nossas salas de aula”, afirmou a presidente ao apresentar as medidas.
O governo informou que o texto ainda passará por uma consulta pública com a sociedade civil antes de sua implementação oficial.
O endurecimento das normas ocorre após a forte repercussão de um caso de violência sexual envolvendo estudantes do Liceo Naval Almirante Guise, instituição administrada pela Marinha de Guerra do Peru, durante uma viagem escolar. O episódio gerou comoção nacional, motivou a internação preventiva de seis adolescentes e trouxe a público uma série de novas denúncias de agressões, racismo e intimidação na comunidade escolar do país.
“Temos que entender que há limites, que existem direitos, mas também obrigações”, declarou Fujimori. A presidente afirmou ainda que o governo não tolerará casos de bullying, violência ou assédio sexual nas escolas. Fujimori pediu que os estudantes denunciem episódios desse tipo às autoridades educacionais e disse que os suspeitos serão encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Nacional.
Limitação ao Starlink afeta militares da Ucrânia, e Zelenski se diz traído por acordo Trump-Putin
- Por Igor Gielow | Folhapress
- 15 Out 2026
- 12:09h

Foto: Reprodução / EFE / EPA / State Emergency / Service of Ukraine
Um dia após denunciar a falta de alerta antecipado dos Estados Unidos sobre ataques com mísseis balísticos da Rússia, a Ucrânia afirmou nesta quarta-feira (14) que operações militares em toda a linha de frente da guerra foram afetadas por restrições no uso do Starlink.
A operação da rede de satélite do empresário Elon Musk foi limitada, com terminais falhando se transportados a mais de 160 km/h —algo comum para movê-los de forma rápida pela frente de batalha, coordenando o trabalho de drones e da artilharia de Kiev.
"Nossas Forças Armadas não receberam nenhum aviso dessas restrições, e isso levou ao fracasso de uma série de missões", afirmou Serhii Beskrestnov, assessor do presidente Volodimir Zelenski para tecnologia militar.
"Está claro que essa ação não é uma coincidência e está conectada à situação política atual", afirmou o assessor, que é um popular blogueiro conhecido como Flash.
Ele se refere à pressão renovada do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre Zelenski. O americano quer que o colega suspenda ataques a refinarias russas, campanha que levou a uma crise de abastecimento no vizinho e que Trump credita como responsável pelo aumento do preço do diesel em seu país.
Na realidade, a inflação é atribuída por especialistas mais à guerra que o próprio Trump não consegue encerrar com o Irã, que travou o comércio de petróleo com efeito-cascata na economia mundial. Mas o republicano já escolheu sua desculpa.
O republicano corre o risco de ver seu partido perder o controle do Congresso nas eleições de novembro, e busca um remendo rápido para a crise inflacionária. Na sexta (9), causou ultraje na Europa ao anunciar um acordo para voltar a comprar diesel da Rússia, algo que está vetado por sanções desde o fim de 2022, primeiro ano da guerra lançada por Vladimir Putin.
"É doloroso quando Trump escolhe um lado que não é o nosso", afirmou Zelenski em uma entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan. Questionado se se sentia traído pelo acordo do diesel, disse: "Sim, mas é complicado".
O arranjo ainda precisa ser detalhado e sofre oposição até entre aliados domésticos de Trump. Para piorar, após pedir a renúncia de Zelenski, no domingo (11) o presidente anunciou o cessar-fogo de ataques à infraestrutura energética por Kiev e Moscou, que disseram ignorar a trégua.
Putin seguiu bombardeando os ucranianos, e vice-versa. Na esteira de diversas reportagens relatando a ameaça de Trump de cortar o acesso de Kiev a informações de inteligência que ajudam a prever ataques russos, temor que se materializou em duas ações com mísseis contra a Ucrânia na terça (13).
Trump veio a público dizer que não havia suspendido a colaboração, que inclui o envio de dados coletados por satélites e sensores diversos, em terra e no ar. Nesta quarta, o secretário-geral da aliança militar Otan, Mark Rutte, afirmou acreditar no americano.
Em público, Zelenski preferiu não fazê-lo e queixou-se da falta de ajuda. Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de uma pessoa próxima do Kremlin, a pressão de Trump é vista com cautela pelo governo russo, que de todo modo celebra o acordo do diesel.
Esse observador lembra que Trump já foi agressivo e carinhoso com Zelenski, e que cortou a ajuda militar direta a Kiev, mas não a venda de suas armas por meio de europeus. Assim, há a visão de que a renovada posição pró-Rússia de Trump só dure até as eleições.
Houve novos bombardeios russos nesta noite e madrugada, com três mortes registradas em Kiev. Apenas 4 de 39 mísseis balísticos foram derrubados. Cerca de 30 instalações energéticas foram atingidas, e 600 mil pessoas ficaram sem luz. Outras seis pessoas morreram já à tarde em Lutsk (oeste).
Eventuais cortes de informações são graves para os ucranianos, que dependem deles para emitir alertas de ataques à população e posicionar suas defesas antiaéreas e caças. No caso do Starlink, a limitação afeta mais as linhas de frente, dado que não há registro de perda de sinal de terminais estáticos.
Se isso ocorrer, há risco de colapso para Zelenski. A Ucrânia foi salva por Musk no começo da guerra, quando perdeu de saída boa parte de sua capacidade de coordenar tropas. O americano posicionou satélites de sua rede para garantir internet de alta velocidade e transmissão segura de dados a Kiev.
Musk foi criticado quando restringiu a cobertura, evitando ataques de precisão da Ucrânia contra a Crimeia ocupada, por temer uma escalada nuclear do conflito. A Rússia chegou a dizer que iria atacar satélites da constelação, mas, na prática, fez uso do sinal deles, roubado por terminais adquiridos por contrabando.
No começo deste ano, contudo, Musk mandou a SpaceX, sua empresa que opera o Starlink, cortar o sinal para antenas não credenciadas junto às Forças Armadas da Ucrânia na região.
Isso gerou uma crise que afetou por meses as comunicações russas na linha de frente, levando Putin a acelerar a criação de uma rede própria de microssatélites de órbita baixa para servir a seus militares.
A SpaceX e Musk não comentaram o episódio. O chanceler polonês, Radoslaw Sikorski, postou no X uma provocação: "Ei, @elonmusk, grande homem, você está fazendo política com seus produtos de novo".
Em 2025, Musk havia chamado Sikorski de "pequeno homem" numa discussão pública. A Polônia é o país que paga o serviço do Starlink à Ucrânia, como parte do pacote de apoio a Kiev na guerra.
De seu lado, Zelenski promoveu um mega-ataque com drones contra a Rússia nesta madrugada. Segundo os militares de Moscou, 902 aviões-robôs foram abatidos, 180 deles lançados contra a capital. Um número incerto atingiu alvos.
O principal foi o prédio do maior data center em construção na Europa, que pertence ao principal banco russo, o Sberbank. Houve danos à estrutura, que deverá começar a operar no próximo ano. Na semana passada, a Ucrânia havia alvejado três data centers da Iandex, gigante digital do país.
O ataque provocou cerca de 500 desvios e atrasos de voos nos quatro aeroportos de Moscou. Ao longo do dia, os russos acusaram os ucranianos de terem alvejado duas refinarias do país, o que Zelenski negou —ele sustenta que respeita a trégua parcial proposta por Trump e que Putin "zomba" do americano.
Porto de Salvador: Terminal SSD-A3 vai a leilão na B3 com investimento de R$ 39,1 mi
- Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 10:06h

Foto: Divulgação
O terminal portuário SSD-A3, situado no Porto de Salvador, será concedido à iniciativa privada em leilão agendado para o dia 9 de dezembro na Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A concessão integra o plano de investimentos do governo federal para a infraestrutura de transportes prevista para o ciclo de 2027 a 2030.
Segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, apresentadas durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026, em Brasília, o projeto estabelece um contrato de arrendamento de 10 anos. A estimativa é de um valor global de R$ 39,1 milhões, acompanhado por investimentos obrigatórios na ordem de R$ 6,4 milhões para a recuperação operacional e modernização da estrutura física.
Com uma área total de 3.985 metros quadrados localizada na região dos Armazéns 3 e 4, o espaço será destinado à movimentação e armazenagem de cargas gerais não conteinerizadas. De acordo com as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), as operações do terminal focarão no recebimento e estocagem de produtos químicos inorgânicos, adubos e fertilizantes.
A empresa vencedora do certame ficará responsável pela adequação dos pavimentos, renovação das instalações e implementação de novos equipamentos de movimentação.
Palver, a que mais se aproximou do resultado do 1º turno, coloca Flávio com 50% contra 49% de Lula no 2º turno
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 15 Out 2026
- 08:00h

Foto: Reprodução Redes Sociais e Ricardo Stuckert
O instituto Palver divulgou na manhã desta quinta-feira (15) a sua primeira pesquisa no segundo turno das eleições 2026. Os números da Palver mostram os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados dentro da margem de erro do levantamento.
De acordo com a Palver, Flávio Bolsonaro teria 50% dos votos totais, enquanto o presidente Lula aparece com 49% das intenções de voto. Votos brancos e nulos estariam em 1%.
Entre todas as 11 pesquisas divulgadas na véspera da realização do primeiro turno, em 4 de outubro, a Palver foi a pesquisa que mais se aproximou do resultado das urnas em votos válidos. O levantamento do instituto marcou 47% para Flávio Bolsonaro e 43% para Lula (o resultado final foi de 47% a 45% a favor do senador do PL).
A Palver foi o único instituto a prever um percentual de 47% para Flávio Bolsonaro. O segundo instituto que mais acertou no primeiro turno foi o Gerp, que deu 46% para Flávio e 44% para Lula.
A margem de erro da nova pesquisa da Palver é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou 5.000 eleitores por questionário online entre os dias 10 e 13 de outubro. O nível de confiança é de 95% e o número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-08028/2026.
Motta reage ao PL e procura centrão e esquerda para viabilizar reeleição à presidência da Câmara
- Por Augusto Tenório e Raphael Di Cunto | Folhapress
- 14 Out 2026
- 18:09h

Fotos: Reprodução / Agência Brasil / PL
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), procurou lideranças de partidos do centrão, seu grupo político, e de esquerda para garantir a permanência no cargo a partir de fevereiro de 2027. Trata-se de uma reação ao PL, que terá a maior bancada de deputados e busca eleger um nome alinhado ao bolsonarismo para comandar a Casa.
- Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno das eleições
O PDT declarou apoio à candidatura nesta quarta-feira (14), após ele encontrar o presidente do partido, Carlos Lupi. "Ele é um presidente que mantém um bom diálogo com os parlamentares, tem respeitabilidade na Câmara dos Deputados e cumpre os compromissos legislativos assumidos. Por isso decidimos apoiar a reeleição do Hugo", disse à Folha o líder da bancada pedetista na Câmara, André Figueiredo (CE).
A declaração de apoio do PDT deve se seguir a adesão de outros partidos de esquerda, enquanto o centrão prepara um relançamento do bloco parlamentar que une Republicanos, União Brasil, PP, PSD, MDB e outras siglas menores nesta quarta (14) para mostrar unidade em torno de Motta. O bloco funciona para atuação no Legislativo desde a eleição dele para comandar a Casa.
Motta aproveitou a retomada dos trabalhos da Câmara nesta semana, com a presença de líderes em Brasília, e intensificou as articulações em busca de apoio. Ele recebeu formalmente a adesão do PSD nesta terça-feira (13). O líder da sigla, Antônio Brito (BA), era visto como possível rival do atual presidente. O gesto deve destravar o apoio das demais siglas do grupo.
O atual presidente convocou lideranças na noite desta terça e recebeu outros representantes de partidos na manhã desta quarta (14). Seis deles relataram à reportagem que conversaram ou conversariam com Motta sobre o futuro da presidência da Câmara. Aliados afirmam que a Residência Oficial do presidente virou uma espécie de QG de campanha antecipada.
Os novos deputados e senadores eleitos tomarão posse somente em fevereiro de 2027, quando elegerão os presidentes do Legislativo. Tanto Motta quanto o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), podem tentar a reeleição. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial ameaça o atual comando de ambas as Casas.
Segundo interlocutores que acompanham as conversas, Motta obteve sinalizações de alas do PP e do União Brasil. Os partidos, que estão federados, são vistos como mais suscetíveis ao assédio do PL. O partido de Flávio obteve 121 das 513 cadeiras da Casa, tem forte resistência ao atual chefe da Câmara e defende uma troca no comando.
Uma ala da federação União Brasil-PP entende que a reeleição de Motta seria importante para contrapor a força de um eventual governo Flávio Bolsonaro. O grupo avalia que, se eleito, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro precisa enfrentar algum tipo de resistência na Câmara, principalmente diante da perspectiva de o PL eleger o presidente do Senado.
Um entrave é o desejo do União Brasil de reeleger Alcolumbre na presidência do Senado. Por isso, o partido tem feito movimentos duplos, sinalizando apoio a Motta, mas também tentando construir com o PL um acordo para manter o atual presidente do Senado –a bancada do PL somará 28 dos 81 senadores na próxima legislatura, dificultando essa negociação.
Parlamentares da federação citam o deputado reeleito Doutor Luizinho (PP-RJ) como cotado, mas apontam que ele não tem se movimentado para angariar apoios contra Motta. A inércia facilitou o contato do atual presidente da Câmara com os parlamentares dos partidos, sob discurso de união do centro. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é um dos padrinhos políticos de Motta.
Após receber o apoio do PSD, Motta afirmou que o centro precisa entender como sobreviver na "selva política" após onda de direita. O crescimento do bolsonarismo na Câmara se deu, majoritariamente, sobre partidos que formam o centrão.
Ainda extraoficialmente, Motta também conta com apoio do MDB, liderado por Isnaldo Bulhões (AL). O atual chefe da Casa tem uma relação próxima com o emedebista, que vai liderar uma bancada de 36 deputados a partir de 2027.
O PT também sinalizou apoio à reeleição do parlamentar. Deputados do partido indicaram adesão em reunião da bancada nesta terça, mas o tema ainda será discutido novamente antes de ser oficializado. O apoio deve ser seguido pelos demais partidos da federação governista, o PCdoB e o PV.
Juntas, as siglas que formam o núcleo duro da base contam com 88 deputados. É de interesse do Planalto, segundo congressistas da base, garantir que o próximo presidente da Câmara não seja eleito na esteira do bolsonarismo, para assegurar resistência a um eventual governo Flávio Bolsonaro ou governabilidade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reeleito.
Interlocutores indicam que Motta conseguiu contornar divergências no próprio Republicanos, que tem uma ala bolsonarista, incomodada com a proximidade do presidente da Câmara com o presidente Lula. O PL chegou a sinalizar apoio ao presidente nacional do partido, o deputado reeleito Marcos Pereira (SP), mas o gesto não foi bem recebido na sigla e acabou gerando unidade em torno do paraibano.
Dessa forma, Motta deve contar com o apoio do Republicanos, MDB, PSD e, possivelmente, da federação União Brasil-PP. Além disso, o presidente da Casa caminha para assegurar o apoio da base do governo, composta pelo PT, PCdoB, PV e PSB. Segundo aliados, ele ainda mantém conversas com o Solidariedade, Podemos e PSDB.
Motta foi eleito com o apoio do PL, mas enfrentou sucessivos desgastes com a sigla. O principal foi não pautar a anistia aos envolvidos com o 8 de Janeiro, o que poderia dar liberdade ao ex-presidente Bolsonaro. Os deputados votaram um projeto paralelo, com redução de penas, suspenso por decisão de Moraes.
Além disso, Motta atendeu ao governo em diversas pautas, como o fim da escala 6x1, aprovada na Câmara em maio. A gota d'água para os bolsonaristas foi a campanha eleitoral. Ele apoiou efusivamente Lula na Paraíba, estado tradicionalmente petista. Até mesmo lideranças de centro viram o uso de um boné com o nome do petista como inadequado, pelo posto de presidente da Câmara.
Seis em cada 10 imigrantes brasileiros detidos nos EUA pelo ICE são deportados
- Por Mayara Paixão | Folhapress
- 14 Out 2026
- 16:07h

Foto: Canva
Seis em cada dez brasileiros detidos pelo ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos, são deportados. Dois terços deles não são acusados de nenhum crime -o status imigratório irregular, por si só, não é considerado crime no país. Em média, esperam 37 dias entre a apreensão e a decisão judicial sobre seus casos.
Os dados, inéditos, foram organizados pelo Observatório das Deportações, projeto ligado à Universidade Estadual de Montes Claros, em Minas Gerais, e obtidos pelo Deportation Data Project em um pedido feito ao ICE por meio da lei de acesso à informação americana.
As informações se referem a 2023 e 2024, os dois últimos anos do governo de Joe Biden, e 2025 e 2026, os dois primeiros do segundo mandato de Donald Trump. Para o último ano, os números estão disponíveis até agosto, mas ainda incompletos.
O número de pessoas detidas nos dois primeiros anos do governo republicano é mais do que o dobro das apreendidas nos últimos dois anos da gestão democrata. Até agosto de 2026, 3.650 brasileiros foram presos, a maior quantidade em julho passado (709). O ICE não informa quantos desses imigrantes entraram no país de forma irregular, cruzando a fronteira com o México, por exemplo.
As detenções estão concentradas na Costa Leste dos EUA, onde vive a maior parte da comunidade brasileira no país, em especial nos estados de Massachusetts, Flórida, Nova Jersey, Pensilvânia e Nova York, nesta ordem. A média de idade dos brasileiros presos é 34 anos.
Quase 60% dos detidos pelo ICE nos últimos dois anos não foram acusados formalmente de nenhum crime. Em sua maioria, os brasileiros são detidos por estarem no país em situação irregular, sem um visto válido, o que constitui uma infração civil, não penal.
Outros 30% são acusados de algum crime, mas ainda não tiveram a sentença emitida pelo juiz. Os 10% restantes já foram considerados culpados.
A base de dados pública não especifica de quais crimes são acusados esses brasileiros, mas a reportagem ouviu de pessoas que acompanham esses casos que delitos ligados a tráfico de drogas e violência contra a mulher costumam ser os mais comuns.
Fruto do aumento exponencial no número de detenções, que exigiu maior celeridade do sistema judicial, o tempo médio para a emissão de uma sentença judicial, no caso dos acusados de crime, ou uma ordem de deportação, no caso dos que cometeram infrações civis, caiu. Neste ano, a média é de 37 dias. No último ano de Biden, em 2024, era de 161 dias. Em geral, o imigrante pode pedir um habeas corpus para responder em liberdade ou também pedir para retornar voluntariamente ao seu país.
Grande parte dos detidos neste ano, em torno de 30%, fica em liberdade condicional, o que inclui as possibilidades de ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica ou de se apresentar uma vez por mês à Justiça enquanto se espera uma decisão judicial. Essa porcentagem cresceu em 2026, o ano recorde de detenções de imigrantes, o que desafia a capacidade do sistema prisional.
Ainda que a maioria dos detidos seja maior de idade, há também 569 crianças que foram presas nos dois primeiros anos do governo Trump 2. Neste aspecto, a administração não se difere do que era feito na gestão democrata, dado que nos últimos dois anos de Biden foram presos 625 menores de idade do Brasil.
Em geral, as crianças são levadas com os pais, sob a justificativa de que ficariam sozinhas, e liberadas poucas horas ou dias depois, sem serem levadas para as prisões de longa estadia do ICE.
Em média, nos últimos quatro anos, 75% dos brasileiros presos eram homens, um perfil que cresceu ligeiramente (para 80%) durante o governo Trump.
O pesquisador Julio D'Angelo Davies, antropólogo e coordenador do projeto que organiza os dados, explica que o perfil de gênero revela um movimento do governo de priorizar a deportação de homens adultos que são, muitas vezes, os provedores do lar.
Na sequência, muitas outras pessoas da família, como mulheres e crianças, buscam a autodeportação para se reunir com o familiar deportado no Brasil, dado que já não contam com fonte de renda nos EUA.
Os dados sobre os que se autodeportam não são contabilizados, o que significa que não é possível ter um panorama real de quantos imigrantes se viram forçados a deixar os EUA devido à política migratória de Trump. Ainda assim, a reportagem ouviu de autoridades que a busca da saída voluntária cresceu nos últimos três meses, justamente quando o número de apreensões do ICE para todas as nacionalidades atingiu consecutivos recordes.
Como a Folha revelou, houve uma disparada nas solicitações de certidão de nascimento para crianças nascidas nos EUA filhas de brasileiros. Foram mais de 21 mil em 2025, ante 5.600 quatro anos antes. Autoridades consulares relacionam a cifra à procura de famílias que temem ter de se autodeportar e ainda não tiraram a documentação dos filhos, como o passaporte.
Setores consulares brasileiros tiveram de aumentar o número de funcionários dedicados a cuidar de temas migratórios. No Consulado-Geral do Brasil em Boston, por exemplo, a cada dia, em média, surgem dois novos casos, seja de prisões de brasileiros, seja de brasileiros em liberdade condicional com tornozeleira eletrônica, seja de mulheres com crianças que precisam de ajuda.
O número real de brasileiros detidos é ainda maior. A base de dados organizada pelo Observatório das Deportações trabalha somente com as apreensões feitas pelo ICE. Ainda que hoje a maioria das detenções seja feita pelo ICE, há, ainda, alguns imigrantes apreendidos na fronteira dos EUA com o México por outra agência de controle ligada ao Departamento de Segurança Interna, o CBP.
De janeiro a maio, por exemplo, 176 brasileiros foram detidos pelo CBP na fronteira com o México. É um número muito menor do que o observado em anos anteriores, fruto da política restritiva do governo Trump para a fronteira. No mesmo período de 2024, por exemplo, foram mais de 10,7 mil brasileiros. Naquela época, diferentemente do que ocorre agora sob Trump, a enorme maioria dos pegos na fronteira não era detida, mas sim liberada sob o chamado "parole", uma autorização de entrada e permanência temporária.
PF elabora relatório sobre envolvimento dos ministros no Caso Master e deve encaminhar para Fachin em novembro
- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 14:57h

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, está produzindo um relatório com todas as menções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram encontradas na investigação do caso Master e deve encaminhar a Edson Fachin, presidente da Corte, no mês de novembro.
Após a entrega das informações, o plenário da Corte se manifestará sobre a possível abertura de investigações contra os ministros mencionados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá fornecer um parecer preliminar antes da deliberação pelo plenário.
Essa ação foi motivada por pedidos de membros da Corte ao presidente do STF para que sejam analisadas as referências a todos os ministros presentes nas mensagens.
Fachin e Rodrigues reuniram-se nesta terça-feira (13) para discutir o andamento dos inquéritos relacionados ao Banco Master e ao INSS. O magistrado explicou que a eventual abertura de investigação contra membros do STF depende de autorização direta do Plenário da Corte, observadas as disposições constitucionais, legais e regimentais aplicáveis.
Advogado de filho de Maradona pede até 16 anos de prisão para acusados pela morte do ex-jogador
- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 13:06h

Foto: Reprodução / Eltrece TV
O advogado Mario Baudry, representante de Diego Fernando Maradona, filho mais novo de Diego Armando Maradona, solicitou penas de até 16 anos de prisão para profissionais de saúde acusados de envolvimento na morte do ex-jogador argentino. O pedido foi apresentado na última terça-feira (13), durante as alegações finais do julgamento realizado em San Isidro, na Argentina.
De acordo com informações da agência AFP, o advogado pediu 16 anos de prisão para o neurocirurgião Leopoldo Luque, que acompanhava Maradona, e para Nancy Forlini, coordenadora da assistência médica. Para a psiquiatra Agustina Cosachov, a pena solicitada foi de 14 anos, enquanto o psicólogo Carlos Díaz poderá receber 12 anos, caso o pedido seja acolhido pela Justiça.
As solicitações são superiores às apresentadas anteriormente pelo Ministério Público argentino, que havia pedido 12 anos para Luque, dez para Forlini e oito para Cosachov. Baudry também requereu a prisão imediata dos quatro profissionais em caso de condenação.
Durante sua manifestação, o advogado sustentou que os responsáveis pelo atendimento domiciliar tinham conhecimento dos riscos enfrentados pelo ex-jogador e que a morte poderia ter sido evitada. A acusação foi apresentada sob a classificação de homicídio com dolo eventual, quando há consciência do risco de provocar a morte.
Além dos quatro profissionais, Baudry solicitou quatro anos de prisão para integrantes da equipe de enfermagem. O advogado também pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação de Matías Morla, ex-representante de Maradona, e de pessoas ligadas a ele, por suspeita de abandono de pessoa seguido de morte.
Maradona morreu no dia 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória e um edema pulmonar. Na ocasião, o ex-jogador estava em recuperação domiciliar de uma cirurgia realizada no início daquele mês para tratar um hematoma na cabeça.
O julgamento envolve sete profissionais de saúde que participaram do atendimento prestado ao ex-camisa 10 da seleção argentina. Os acusados negam responsabilidade criminal pela morte. O processo segue na fase de alegações finais, antes da decisão judicial.
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- 10:49h

Foto: Reprodução/ Redes sociais
Depois de Lula declarar em sua primeira fala pública após o primeiro turno que estava convencido de que iria vencer as eleições, o que parece é que seu eleitorado e parte dos indecisos ou ausentes, mas nem tão anti assim, compreenderam o contrário, projetado para o futuro: a direita bolsonarista vai vencer se não se fizer alguma coisa. Algo perto dessa percepção explica o que vem acontecendo do final de semana para cá nas ruas de várias metrópoles brasileiras.
As imagens da Avenida Paulista, da Praia de Copacabana, da Barra, de Recife ou da UnB, em Brasília, não são apenas a ilustração de uma campanha do segundo turno bem diferente da primeira, na rua. O telejornalismo, os feeds das redes, a imprensa estrangeira mostram uma reação que estremeceu e trincou o tom de vitória visto nos discursos da campanha de Flávio Bolsonaro. Antes deste final de semana Flávio se comportava como o quase eleito, falando de medidas, mudanças e nomes para seu governo, não como o candidato com votos a serem conquistados.
Como em tempos de redes todo mundo precisa de uma imagem do dia, da semana ou do fenômeno descrito, os movimentos de rua deram à campanha de Lula no domingo uma imagem e tanto para chamar de sua: o homem sem camisa e com uma calça de moletom sobre marquise de metrô na Avenida Paulista. De “muita massa magra” a “gostoso da campanha” e “meu homem, minha vida”, Israel Augusto (segundo informações que circulam nas redes esse é o seu nome) foi chamado de tudo e catapultado para o posto de dono da imagem indiscutível da campanha do segundo turno nas ruas. Além de muso indiscutível dos memes.

Ponte sobre rio Capiberibe, em Recife, tomada por apoiadores de Lula no último domingo (11) | Foto: Paullo Almeida / Folha de Pernambuco
Até ontem nada se sabia, além deste nome, do personagem anônimo mais reproduzido da campanha eleitoral no segundo turno nacional. Mas em seu perfil nas redes, com raras publicações, já estava lá o @ da assessoria. De campanhas de marcas de moletom a sites gays e academias, o que não deve estar faltando são convites de todos os tipos econômicos e morais para o moço. Nem os recém-saídos do BBB durante o Carnaval, disputados por currais vips Brasil afora, jamais foram içados de modo tão rápido à fama nacional.
DE BARRIGA A VERBO
Mas como não só de barriga de tanquinho pode viver a crônica eleitoral, começamos a semana com um verbo disputado a tapa entre esquerda e direita: prosperar. Quando há algum tempo se falava em teologia da prosperidade em algumas denominações evangélicas, esse pacto com a fé que substituía o futuro bem-aventurado no reino dos céus pelo aqui e agora, não imaginaríamos que prosperar e prosperidade fossem alçados ao vocabulário dos palanques como hashtags valiosas.
Após tomar uma surra de votos dos pobres empreendedores que foram ridicularizados com a pecha de “CEO de MEI”, a esquerda fez muito rápido o contorcionismo no vocabulário. Agora, assume o comprometimento com a prosperidade de quem não quer estudar e passar o resto da vida numa sala de telemarketing ou sem chances de sair do emprego no comércio do bairro periférico onde vive.
Do seu até então conforto sobre os milhões de votos de vantagem no primeiro turno, Flávio também tem se contorcido e adotado novos pontos de vista, forçado pelas circunstâncias e pelo crescimento do engajamento de Lula nos últimos dias. Após defender a flexibilidade de as pessoas trabalharem e serem remuneradas por horas trabalhadas, foi atingido pela reação negativa e anunciou que vai votar a favor do fim da escala 6x1. Gente na rua e queda de engajamento produzem efeitos colaterais muito rápido quando se tem pouco mais de uma semana para ganhar ou perder uma eleição.
Seja por conta de um moletom sem camisa numa marquise, seja pela adoção forçada do tema da prosperidade ou da ideia de introduzir a remuneração por horas trabalhadas, o fato é que o embate Lula versus Flávio passou por uma transformação inesperada e desfavorável para a campanha bolsonarista. O engajamento da campanha de Lula quadruplicou em uma semana e o candidato ganhou duas vezes mais seguidores que seu concorrente no mesmo período. Até o dia 25, ninguém vai ter vida fácil. Nem nas ruas nem nas redes.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora do Curso de Jornalismo da UFBA
@maluzes [email protected]
Senado articula votação em dois turnos para acabar com a escala 6x1 nesta quarta-feira
- Bahia Notícias
- 14 Out 2026
- 08:05h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O Senado pode votar nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta terça-feira (13) que o requerimento para acelerar a tramitação já reúne assinaturas suficientes para ser analisado em plenário.
"Vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial. Já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã", disse Alcolumbre.
A medida busca dispensar o intervalo regimental entre as duas votações. Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno. Caso passe sem alterações, seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional. O texto prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
A mudança substituiria o modelo atual, em que o trabalhador cumpre seis dias de atividade para ter um de folga. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e limitar a jornada a 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, o teto cairá para 40 horas semanais.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O texto também prevê regras específicas para determinadas categorias e permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam condições diferenciadas de trabalho.
Selma Blair é presa após agredir comissários em voo para Nova York
- Bahia Notícias
- 13 Out 2026
- 18:17h

Foto: YouTube
A atriz norte-americana Selma Blair, de 54 anos, foi detida na noite do último domingo (11) a bordo de um voo da Delta Air Lines que fazia o trajeto entre Los Angeles e Nova York, nos Estados Unidos, após tentar ferir comissários da companhia aérea.
De acordo com a agência Associated Press (AP), e os sites Page Six, a atriz Selma foi presa após tentar abrir a porta de um avião durante um voo. De acordo com a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, a polícia foi acionada após relatos de comportamento agressivo de uma passageira no voo 938.
Na ocasião, o piloto pediu que profissionais de saúde e policiais aguardassem a aeronave no aeroporto JFK (John F. Kennedy). Quando o avião pousou, os agentes detiveram a atriz.
Segundo relatos dos veículos, Selma teria agredido dois comissários de bordo, atingindo um deles com um soco e mordendo o outro. Os dois profissionais relataram ferimentos e foram atendidos em um hospital. A atriz também foi encaminhada para atendimento médico após o episódio.
Em declaração à imprensa, um representante de Selma afirmou que ela passou por uma emergência médica que teria provocado o comportamento relatado. A Delta Air Lines, linha aérea em que aconteceu o incidente, também se manifestou e ressaltou que não tolera comportamentos indisciplinados ou ilegais, destacando que a segurança dos passageiros e da tripulação é prioridade.
Vale lembrar que este não é o primeiro episódio agressivo de Selma em um voo. Em 2016, durante uma viagem de Cancún, no México, para Los Angeles, a atriz precisou de atendimento e foi retirada da aeronave em uma maca. Na época, afirmou que havia misturado álcool com medicamentos, combinação que, segundo ela, provocou uma perda de controle e a levou a fazer declarações das quais se arrependeu.
Carreta pega fogo em trecho da BR-116 no Sudoeste baiano
- Bahia Notícias
- 13 Out 2026
- 16:42h

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Uma carreta que transportava uma máquina pegou fogo na manhã desta segunda-feira (12), na altura do km 643 da BR-116, na Serra do Mutum, em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. O incêndio ocorreu durante a descida no sentido Jequié, no Sudoeste.

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, não houve registro de feridos. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foram acionadas para atender à ocorrência. As chamas destruíram a cabine do veículo.
O incêndio provocou alterações no trânsito, com lentidão até o final da tarde. A situação foi normalizada após a remoção da carreta, com atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também foram registradas queimadas às margens da rodovia ao longo do dia.
Área técnica do TSE diz a Kassio não ter achado conteúdo citado por Flávio em canal de Janones
- Por Catia Seabra, Luany Galdeano e Luísa Martins | Folhapress
- 13 Out 2026
- 14:21h

Foto: Rosinei Coutinho/STF
A área técnica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou não ter identificado no canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), conteúdo que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) citou para denunciar o grupo de WhatsApp à corte.
A análise da área é uma resposta a pedido feito nesta segunda (12) pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, para que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do órgão investigasse o conteúdo.
"Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos", afirmou o relatório.
O documento pondera, por outro lado, que mensagens veiculadas entre 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas a partir do dia 7 de outubro, o que leva a uma "lacuna" para a análise dos riscos -que só pode ser suprida pelos registros originais sob a guarda do provedor.
Além disso, o relatório diz que o canal exprime um "potencial de acirramento de antagonismos políticos em um momento de alta polarização, embora seus efeitos não possam ser precisamente dimensionados".
O assessor especial de enfrentamento à desinformação do TSE, Frederico Alvim, afirma que o canal tem "elevada audiência potencial, volumes expressivos de encaminhamento em publicações isoladas, emissão de orientações sincronizadas de mobilização e dificuldade de reconstituir integralmente o histórico por consulta pública".
A campanha de Flávio afirmou, em nota, que o apagamento de mensagens faz parte da estratégia de Janones para burlar os mecanismos de controle do WhatsApp e do próprio TSE. Anunciou, ainda, que vai encaminhar à corte eleitoral um novo relatório técnico sobre o canal, "com a conservação de grande parte do conteúdo que Janones apagou".
"Proibir a disseminação de fake news e combater canais que deliberadamente se comportam de forma a burlar os mecanismos de controle não é nem nunca foi censura. É obrigação legal", diz a nota.
Atendendo a um pedido da campanha de Flávio, que acusa Janones de utilizar o canal para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura, Kassio mandou censurar o canal no domingo (11), o que gerou uma série de críticas internas à sua atuação.
Depois disso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, derrubou a censura de Kassio e determinou que o canal voltasse a funcionar. Além disso, pediu que o tema seja incluído na primeira sessão virtual regimentalmente disponível, com apreciação urgente, preferencialmente em até 24 horas.
Na noite desta segunda-feira, o canal de Janones já reunia quase 4 milhões de seguidores e é uma das apostas da campanha de Lula para mobilizar a tropa digital, área em que a direita costuma ter protagonismo.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, Kassio deu a decisão contra o canal de Janones sem ter indícios ou documentos de que as fake news apontadas na ação da campanha de Flávio circulavam no grupo. A ação relatava notícias falsas sobre Nossa Senhora, ligação de Flávio com milícias e lavagem de dinheiro na Kopenhagen, além de cortes no INSS. O jurídico de Flávio, entretanto, não anexou nenhum documento relativo a isso.
Nesse contexto, Cueva pediu esclarecimentos e documentos que comprovassem a circulação do conteúdo no canal. No entanto, 40 minutos depois desse pedido, a campanha de Flávio encaminhou pedido a Kassio e juntou alguns documentos, obtendo uma decisão favorável do presidente do TSE.
Procurada, a advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianneri, afirmou ter informado ao tribunal que não havia notas atuariais das postagens no grupo devido ao grande volume de material e que o próprio TSE deveria ter feito isso.
Nota da campanha afirma ainda que a ação tinha sido movida em segredo de Justiça, com pedido para que assim se conservasse até que a Meta conservasse os dados. E acrescenta que o corregedor não determinou a conservação de dados e retirou o segredo do processo.
A guerra jurídica entrou no discurso dos candidatos. Nesta segunda, Lula cobrou Kassio e disse que presidente do TSE "não pode ter lado".
"Para ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento", afirmou.
"Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível, isso já foi denunciado", disse ainda.
Durante ato da esquerda na Paulista, Lula criticou a decisão de Kassio, que considerou "absurda", e disse estar "desconfiado do comportamento da corte eleitoral".
Ministros de uma ala do TSE diziam extraoficialmente no domingo haver indícios de engajamento de Kassio na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem também questionaram a postura do magistrado.
O ministro Kassio já havia convocado uma reunião a ser realizada nesta terça-feira (13) para reunir as campanhas de Flávio e Lula. O encontro deve contar com a presença de Bucchianeri, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha, e o advogado Angelo Ferraro, da campanha do presidente Lula.








