Filhos de Michael Jackson travam disputa judicial por fortuna bilionária do cantor, diz site
- Por Leonardo Volpato | Folhapress
- 19 Jul 2026
- 14:18h

Foto: Kevin Mazur/WireImage/Getty
A disputa pela herança de Michael Jackson, morto em 2009, ganhou novos capítulos e teria abalado de vez a relação entre seus três filhos. Segundo informações publicadas pelo site Radar Online, Paris Jackson, Prince Jackson e Bigi Jackson estão em uma batalha judicial envolvendo o controle do espólio do cantor, estimado em cerca de US$ 789 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões).
De acordo com a publicação, o estopim da crise foi a autorização para o pagamento de um bônus de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) a Paris Jackson, após uma decisão judicial relacionada aos honorários de advogados que atuam em nome do espólio.
Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que Prince e Bigi passaram a enxergar a disputa como uma tentativa de controle sobre o patrimônio deixado pelo pai.
Ainda segundo o Radar Online, a relação entre os irmãos se deteriorou a ponto de eles praticamente não conversarem mais. Quando precisam tratar de assuntos ligados à herança, toda a comunicação acontece por meio de advogados, consultores e representantes.
O desgaste também teria sido intensificado durante a produção da cinebiografia "Michael". Prince participou do projeto como coprodutor ao lado dos executores do espólio, enquanto Paris fez críticas públicas ao roteiro. Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que leu versões iniciais do texto e apontou trechos que considerava desonestos ou imprecisos.
No centro da disputa também está o advogado John Branca, responsável pela administração do espólio desde a morte do cantor. Representantes de Paris afirmaram que a artista está "lutando com unhas e dentes" para proteger o legado do pai e criticaram a forma como os recursos vêm sendo administrados. A equipe do advogado, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
Documentos citados no processo mostram ainda que, em 2022, Paris recebeu cerca de US$ 3,2 milhões do espólio, Prince teve repasses de aproximadamente US$ 3,1 milhões e Bigi recebeu quase US$ 1 milhão. Até o momento, nenhum dos três herdeiros comentou publicamente as informações sobre o suposto rompimento familiar.
Dom Basílio recebe um novo marco em desenvolvimento e qualidade de vida
- Brumado Urgente
- 19 Jul 2026
- 12:15h

Foto: Divulgação
A Blaack Empreendimentos segue expandindo sua história de sucesso e anuncia, com grande entusiasmo, a chegada ao município de Dom Basílio, a 8ª cidade a integrar nosso plano de expansão.
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Estados Unidos lançam novos ataques aéreos contra o Irã após morte de militares americanos
- Bahia Notícias
- 19 Jul 2026
- 10:07h

Foto ilustrativa: Reprodução / Getty Images
O comando militar dos Estados Unidos informou, neste sábado (18), que realizou novos ataques aéreos contra o Irã. De acordo com Washington, a ação tem o objetivo de punir a Guarda Revolucionária Islâmica após um ataque com drones e mísseis na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), que causou a morte de dois militares americanos, deixou um desaparecido e outros quatro hospitalizados.
Segundo o Comando Central dos EUA, os bombardeios foram projetados para reduzir a capacidade do Irã de obstruir o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O local é uma das principais rotas de escoamento de combustíveis do planeta e respondia por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo antes do início do conflito.
Enquanto o Irã reivindica o controle da rota marítima, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou recentemente cobrar pedágio para a passagem de embarcações pelo estreito.
Drake aposta mais de R$ 7 milhões em vitória da Argentina sobre a Espanha na final da Copa
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 19 Jul 2026
- 08:09h

Fotos: Ilustração Argentina feita de I.A / Redes Sociais via @champagnepapi
Drake, 39, está confiante na vitória da Argentina na Copa do Mundo. Tanto é que ele compartilhou nas redes sociais o comprovante de uma aposta milionária que fez em uma plataforma online da qual é embaixador.
O rapper canadense apostou US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,66 milhões no câmbio atual) que o resultado do jogo contra a Espanha será de 2 a 1 para os "hermanos". Ele ainda disse acreditar que ao menos um dos gols será nos acréscimos.
Caso o resultado se concretize, Drake pode ganhar U$S 5,1 milhões (mais de R$ 26 milhões), de acordo com a publicação. "Como é mesmo aquele ditado? Mais sorte na próxima vez", escreveu na legenda.
Apesar da torcida pela Argentina, foram os torcedores da Espanha que ficaram animados com a publicação. Isso porque o astro do rap tem a fama de ser pé-frio nesse tipo de aposta esportiva.
"Com esse pé frio que ele tem... agora a Espanha tem mais chance", comentou o apresentador Felipe Andreoli. "Vai perder dinheiro", escreveu o perfil Goat BR.
Recentemente, Drake apostou US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões) na vitória de Conor McGregor sobre Max Holloway em uma luta do UFC. McGregor perdeu.
O mesmo valor foi apostado por ele na final do Super Bowl, em fevereiro. Ele achava que o New England Patriots venceria, mas o jogo terminou em 29 a 13 para o Seattle Seahawks.
Apesar da fama, o rapper também já ganhou em algumas ocasiões. Na própria Copa, ele acertou que o Canadá perderia para o Marrocos na Copa. Contudo, dessa vez ele apostou apenas US$ 1 (cerca de R$ 5), o que fez com que o ganho fosse bem modesto.
Mortes por terremotos na Venezuela ultrapassam 5 mil após novo balanço
- Bahia Notícias
- 18 Jul 2026
- 14:06h

Foto: Prensa Presidencial
O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho ultrapassou a marca de 5 mil. De acordo com o novo balanço divulgado nesta sexta-feira (17), já são 5.069 vítimas fatais, um aumento de 139 mortes em comparação com o levantamento de quinta-feira (16), quando haviam sido confirmados 4.930 óbitos.
Segundo as autoridades venezuelanas, 16.740 pessoas ficaram feridas, enquanto 17,9 mil permanecem desabrigadas em consequência dos tremores. Desde o início das operações, 6.462 sobreviventes foram resgatados com vida. As equipes de emergência, no entanto, não localizam novos sobreviventes desde o dia 2 de julho.
O governo informou ainda que 856 edifícios sofreram danos, dos quais 190 desabaram completamente, principalmente no estado de La Guaira. Apesar da atualização dos números de mortos, feridos e desalojados, as autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial sobre desaparecidos. Organizações da sociedade civil estimam que mais de 29 mil pessoas seguem sem paradeiro conhecido.
Sob relatos de tortura em MG, preso pede transferência para a Bahia, mas tem pedido negado pelo STF
- Bahia Notícias
- 18 Jul 2026
- 12:03h

Foto: Imagem gerada por IA
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou o pedido de habeas corpus de um detento do sistema prisional de Minas Gerais que pediu sua transferência imediata para uma unidade prisional no Estado da Bahia. O preso, que redigiu e enviou o pedido de próprio punho (em causa própria), alega estar sofrendo graves episódios de violência e tortura na prisão mineira.
No pedido de socorro enviado à Suprema Corte, o homem argumentou que sua permanência em Minas Gerais prolonga uma situação de constrangimento ilegal e o expõe a risco iminente de morte. Ele sustentou que já existem autorizações judiciais anteriores para a sua mudança de estado e que a Bahia possui estabelecimentos compatíveis com o seu perfil.
Além do risco de vida, o detento apelou para fatores humanitários e laços familiares em solo baiano. Segundo a petição, sua mãe, que tem deficiência visual, e seus filhos menores de três anos moram na Bahia. Um dos filhos possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte, grau que exige maior nível de assistência e dependência.
Apesar do forte apelo do caso, a decisão do ministro Edson Fachin foi fundamentada por critérios técnicos de competência jurídica. Por ter sido enviado diretamente ao STF, sem passar antes pelas instâncias inferiores da Justiça de Minas Gerais, o processo foi extinto sem que o mérito da tortura ou da transferência fosse julgado.
"Verifico que o impetrante não aponta ato coator concreto imputável à autoridade diretamente sujeita à jurisdição do STF", explicou o ministro na decisão, apontando que o caso descumpre os requisitos do artigo 102 da Constituição Federal para atuação originária do Supremo.
ALERTA A DEFENSORIA PÚBLICA
Sensível à gravidade das denúncias de violação dos direitos humanos e ao fato de o preso não contar com a assistência de um advogado, o ministro Fachin adotou uma medida de salvaguarda antes de arquivar o caso.
O presidente do STF determinou a comunicação imediata do teor do processo à Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) para que o órgão tome as medidas urgentes cabíveis na fiscalização do estabelecimento prisional e na proteção da integridade física e psicológica do detento.
Entenda em 5 pontos a Lei da Reciprocidade, instrumento do governo contra tarifaço
- Por Tamara Nassif | Folhapress
- 18 Jul 2026
- 10:01h

Foto: Ricardo Moraes/REUTERS
O tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos poderá ser respondido pelo governo Lula (PT) com a implementação da Lei da Reciprocidade Econômica, conforme aventado por membros do Executivo e pelo próprio presidente nesta semana.
O dispositivo permite que o país responda com celeridade caso seja submetido a medidas protecionistas que gerem impacto no comércio internacional.
Entenda em cinco pontos o que é a Lei da Reciprocidade e as possíveis consequências de sua implementação.
ENTENDA A LEI DE RECIPROCIDADE ECONÔMICA EM CINCO PONTOS
COMO SURGIU A LEI DE RECIPROCIDADE?
Proposta no começo do ano passado, a Lei da Reciprocidade inicialmente surgiu como um dispositivo que tratava de questões ambientais. O objetivo, segundo o texto original do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), era criar mecanismos para responder às restrições impostas pela União Europeia a produtos brasileiros, no contexto das negociações UE-Mercosul.
O que surgiu em reação à lei europeia antidesmatamento ganhou mais contornos comerciais ainda em fevereiro, quando medidas preliminares anunciadas pelo presidente Donald Trump geraram incerteza no comércio global.
Até aquele ponto, Trump ameaçava colocar barreiras a produtos de países que, segundo ele, adotavam práticas comerciais injustas em relação aos EUA. Os parceiros mais visados eram México, Canadá e China, mas, quando o republicano citou os Brics como possível alvo, o governo brasileiro se viu instado a criar instrumentos que permitissem celeridade em uma eventual retaliação.
Como mostrou a Folha à época, o Brasil tinha um conjunto limitado de normas jurídicas para responder a medidas do tipo. Diante da incerteza, uma versão turbinada do projeto de Zequinha Marinho foi apresentada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), ampliando o escopo do texto para retaliações comerciais em geral.
O texto teve uma tramitação acelerada no Congresso Nacional, com apoio de ruralistas e governistas. Em julho, na mesma semana em que Trump anunciou sobretaxas de 50% a produtos brasileiros, o presidente Lula sancionou o decreto que regulamentava a Lei de Reciprocidade, abrindo uma janela jurídica de resposta a um eventual tarifaço, confirmado na noite de quarta-feira (15).
O QUE DIZ A LEI DE RECIPROCIDADE?
A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais e diplomáticas proporcionais quando países ou blocos econômicos impuserem barreiras injustificadas aos produtos brasileiros.
Os mecanismos previstos só poderão ser adotados quando houver impacto à competitividade internacional brasileira ou interferência direta na soberania.
Para cada caso, será criado um Conselho Estratégico na Camex (Câmara de Comércio Exterior) –órgão vinculado à Presidência e ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que passa a ter papel central na aplicação de medidas. Isso, segundo o governo, garante uma abordagem mais técnica e menos suscetível a distorções políticas.
Em vez de barreiras automáticas, o texto também prevê consultas diplomáticas coordenadas pelo Ministério das Relações Exteriores, possibilitando a resolução de conflitos de forma negociada antes da aplicação de contramedidas. O governo também pode recorrer a organismos multilaterais, como a OMC (Organização Mundial do Comércio), para evitar a aplicação da lei.
COMO É A APLICAÇÃO DA LEI DE RECIPROCIDADE?
O texto prevê que a reciprocidade ocorra por meio da limitação de importações de bens e serviços, pela retaliação direta por meio de tarifas, pela reavaliação de obrigações em acordos de propriedade intelectual e pela suspensão de concessões comerciais e de investimentos.
A lei estabelece que essas contramedidas devem, na medida do possível, ser proporcionais ao impacto econômico causado pela medida estrangeira. Além disso, a aplicação deve buscar minimizar danos à atividade econômica interna e evitar custos administrativos excessivos.
Segundo o decreto do presidente Lula no momento da regulamentação, estão previstos dois ritos distintos para a aplicação da lei.
No rito ordinário, para situações que não são urgentes, os casos serão remetidos à Camex. Esses processos serão mais longos e incluirão a realização de consultas públicas junto a associações e partes interessadas.
Haverá também um rito expresso, que poderá ser acionado em casos excepcionais para a aplicação de medidas consideradas mais urgentes. Os processos serão avaliados por um comitê interministerial presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, com a participação de Fazenda, Itamaraty e Casa Civil.
QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DA APLICAÇÃO DA LEI DE RECIPROCIDADE?
Especialistas têm alertado que, embora a Lei de Reciprocidade seja um instrumento legítimo de defesa da soberania nacional, ela pode desencadear uma escalada de sanções e um "efeito bumerangue" para a economia.
"O ano que se passou desde o anúncio do tarifaço sobre o Brasil ilustra bem o estilo do governo de tentar ao máximo uma solução negociada. Mas, ao insistir em pontos que não são negociáveis, como decisões do STF no ano passado ou o Pix, o governo americano vai reduzindo o espaço para negociação", diz Adriana Dupita, economista-chefe para mercados emergentes na Bloomberg Economics.
"Como ceder nestes temas não é uma opção, o governo terá que escolher entre aceitar as novas tarifas sem uma maior reação ou enfrentar os custos para o próprio país de uma retaliação. Retaliar pode fazer sentido como resposta, mas pode encarecer produtos americanos no Brasil em um momento de inflação já pressionada, como também pode levar a uma escalada indesejável do outro lado."
O Brasil importa dos Estados Unidos, majoritariamente, máquinas, equipamentos eletrônicos, insumos, químicos e combustíveis. Aumentar a tarifa sobre esses produtos encarece a produção doméstica e pressiona o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país.
A pressão sobre a inflação, já sob efeito do conflito no Oriente Médio e do El Niño, pode levar o Banco Central a mater a taxa Selic em patamares elevados.
"Uma retaliação que empurre preços de importados para cima trabalha exatamente contra o afrouxamento monetário. Pode adiar cortes de Selic, encarecer crédito e, no limite, ampliar o próprio dano ao PIB", afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.
Ele ressalta que a reciprocidade faz sentido como "instrumento de barganha e sinalização de soberania, não como retaliação tarifária ampla e espelhada".
"O desenho inteligente é mirar itens em que o Brasil tenha fornecedor alternativo barato, para não importar inflação, e produtos onde a dor seja sentida por setores politicamente sensíveis nos EUA, preservando insumos críticos. Retaliação bem desenhada é cirúrgica. Retaliação simétrica é autogol inflacionário."
O QUE DIZEM AUTORIDADES DO GOVERNO LULA?
O ministro Dario Durigan (Fazenda) afirmou que o governo não fala em retaliação aos EUA por meio de tarifas, mas de "avaliar os mecanismos de reciprocidades" e a situação dos setores afetados antes de adotar medidas.
"Tem uma preocupação de algumas pessoas do mercado, em especial no momento que o país vive pré-eleitoral e com medidas de aumento de despesa. Já garanto que vamos fazer tudo com muita cautela, de modo a não prejudicar a trajetória fiscal, que segue bem", afirmou.
"A gente vai garantir o cumprimento das metas e um bom resultado macroeconômico no país como um todo, em que pese a gente sabe que alguns setores específicos precisam de atenção", completou.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas, e terá um programa de apoio aos setores afetados do país.
Duplamente/Bahia Notícias: Argentina é favorita entre soteropolitanos para vencer a Copa do Mundo
- Por Sara Santos I Bahia Notícias
- 18 Jul 2026
- 08:27h

Foto: Reprodução/Instagram/@afaseleccion
A Argentina chega à final da Copa do Mundo de 2026 como favorita ao título entre os soteropolitanos. O levantamento realizado pela Duplamente Inteligência, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado neste sábado (18), mostra que mais da metade dos entrevistados acredita que a seleção sul-americana conquistará o título diante da Espanha.
Segundo a pesquisa, 54,5% dos soteropolitanos apontam a Argentina como campeã do Mundial, enquanto 45,5% apostam no título espanhol. Quando o assunto é torcida, a vantagem argentina também aparece: 48% afirmam que vão torcer pela Scaloneta, contra 29,5% que declaram preferência pela Fúria Espanhola. Outros 22,5% dizem não torcer por nenhuma das seleções.
O levantamento também perguntou qual seria o placar mais provável para a final. A vitória da Argentina por 2 a 1 foi a resposta mais frequente, escolhida por 31% dos entrevistados. Em seguida, aparecem o triunfo da Espanha por 1 a 0 (24,5%), a vitória argentina por 1 a 0 (18%) e a decisão nos pênaltis (15%).
A pesquisa ouviu 400 moradores de Salvador no dia 17 de julho, antecedendo a grande final. A margem de erro é de 4,9%, enquanto o nível de confiança é de 95%.
A Argentina entra em campo sonhando com o tetracampeonato, enquanto a Espanha espera conquistar o bicampeonato após 16 anos longe das finais. A bola rola no domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey/Nova York, nos Estados Unidos.
Secretaria garante que nova portaria da SPU complementa autorização prévia para obras da Ponte Salvador-Itaparica
- Bahia Notícias
- 17 Jul 2026
- 18:35h

Fotos: Reprodução / Joá Souza / GovBa
A Secretaria Extraordinária para o Sistema Viário do Oeste (SVPonte) esclareceu, por meio de nota, que as obras em terra da Ponte Salvador-Itaparica, localizadas no município de Vera Cruz, região metropolitana de Salvador, já contavam com a devida autorização legal antes mesmo da cerimônia oficial de início dos trabalhos, realizada no dia 1º de julho com a presença de autoridades federais e estaduais.
O posicionamento do órgão estadual surge após a publicação de uma nova portaria da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (16), logo após parlamentares da oposição questionarem a real data de início das intervenções na área.
De acordo com as informações oficiais e os documentos publicados no Diário Oficial da União (DOU), o empreendimento conta com duas autorizações distintas e complementares emitidas pela SPU, que demonstram o avanço cronológico e técnico das obras:
- Portaria SPU-BA MGI nº 4.901 (Autorização Terrestre em Vera Cruz): Essa foi assinada em 12 de junho de 2026 pelo superintendente Otávio Alexandre Freire da Silva e publicada no DOU em 17 de junho de 2026 (Edição 110, Seção 1, página 64). Este documento permitiu que a SVPonte executasse as obras de implantação do Sistema Rodoviário no município de Vera Cruz, delimitando uma área de terreno de marinha de exatamente 35.608,44 m².
Essa poligonal foi dividida em três polígonos, conforme descrito nos memoriais descritivos:
- Área 1: terreno de 879,60 m²;
- Área 2: terreno de 27.211,38 m²;
- Área 3: terreno de 7.517,46 m².
Já a portaria de 16 de julho de 2026 (Autorização Complementar e de Ampliação) surge como uma medida que não substitui nem invalida o ato anterior, tratando-se de uma expansão do licenciamento original. Ela amplia significativamente a poligonal sob jurisdição federal para um total de cerca de 446.000 m². A nova autorização engloba os seguintes pontos:
- Intervenções diretas no espelho d'água da Baía de Todos-os-Santos (necessárias para a sustentação e pilares da ponte);
- Áreas terrestres adicionais situadas nos municípios de Salvador e de Vera Cruz.
- Tanto a portaria original (nº 4.901) quanto as atualizações emitidas pela SPU estabelecem critérios rigorosos que a gestão estadual precisa cumprir para a continuidade das obras:
- Proibição de Uso Comercial: Fica expressamente vedada a construção de quiosques, abrigos, lanchonetes e quaisquer outras benfeitorias que importem em uso exclusivo por terceiros ou exploração comercial na área pública da União.
- Garantia de Acesso: É obrigatório garantir o livre e franco acesso do público às áreas caracterizadas como bens de uso comum do povo.
- Licenciamento e Custos: O Governo do Estado da Bahia, por meio da SVPonte, assume integralmente a responsabilidade por obter todas as licenças ambientais, aprovação de projetos, alvarás e pelo pagamento de eventuais indenizações a terceiros, sem que o processo resulte em transferência definitiva da propriedade federal para o estado.
- Fiscalização Visível: O Estado fica obrigado a fixar no canteiro de obras, em local visível ao público, placas confeccionadas segundo o padrão da SPU, informando à população sobre a jurisdição federal e a legalidade do serviço com base na portaria autorizativa.
- Sanções: O descumprimento de quaisquer normas técnicas, ambientais, urbanísticas ou jurídicas estabelecidas resultará na revogação imediata da permissão de construção, sem necessidade de aviso prévio.
QUESTIONAMENTOS DA OPOSIÇÃO
Dúvidas sobre o cronograma surgiram após críticas do deputado de oposição, Leandro de Jesus (PL). Em uma fiscalização ao local de obras, o parlamentar divulgou um vídeo no qual engenheiros afirmavam que as atividades ainda se limitavam à montagem das estruturas de apoio do canteiro e que a plataforma apresentada no evento de lançamento consistia em uma plataforma de trabalho.
Em resposta, a SVPonte enviou uma nota ao Bahia Notícias, reafirmando o compromisso do Estado da Bahia com a condução transparente de todas as etapas técnicas e cronológicas do projeto, garantindo o estrito cumprimento de todas as exigências legais vigentes para a consolidação do Sistema Viário Oeste.
OAB aciona Justiça contra gravação massiva de advogados em parlatório
- Por Lizzy Maria I Bahia Notícias
- 17 Jul 2026
- 16:22h

Foto: Divulgação / OAB-BA
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) e a seccional baiana (OAB-BA) impetraram um habeas corpus coletivo para barrar o uso de gravações indiscriminadas feitas no parlatório do Conjunto Penal de Serrinha. A ação contesta uma decisão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis, que inicialmente mirava apenas uma advogada investigada, mas acabou sendo usada para monitorar de forma massiva e interceptar conversas de dezenas de outros profissionais e detentos sem qualquer relação com o crime por cerca de 60 dias.
O monitoramento começou em setembro de 2025. Ao executar a ordem judicial, o Estado gravou e transcreveu todos os atendimentos jurídicos da unidade prisional. Parte do material sigiloso foi analisada pelo Ministério Público e serviu de base para pedidos de prisão, denúncias e buscas no âmbito da chamada Operação Sintonia de Gravata.
A OAB rebateu a tese do Ministério Público de que o caso se tratou de um "encontro fortuito de provas" (serendipidade). Para a instituição, a captação universal foi uma escolha deliberada para rastrear novos alvos, o que configura a prática ilegal de fishing expedition (pescaria probatória).
No pedido, as entidades requerem que a Justiça reconheça a ilicitude de todas as gravações, degravações e relatórios que envolvam profissionais e clientes que não eram alvos nominais da ordem de Eunápolis, exigindo o desentranhamento e a destruição do material. A Ordem pede ainda um salvo-conduto coletivo para proibir novas captações ambientais genéricas em parlatórios da Bahia.
“Quando o parlatório vira espaço de vigilância, o que se rompe não é apenas o sigilo profissional, é a própria confiança de que a Justiça atuará com respeito às garantias fundamentais”, declarou a presidenta da OAB-BA, Daniela Borges.
O procurador-geral da seccional baiana, Rafael de Medeiros Chaves Mattos, reforçou o impacto social da violação: "Esse sigilo não protege o advogado, protege quem confia nele. Quando o sigilo é preservado, todos confiam na Justiça; quando é rompido sem critério, todos passam a temê-la." O procurador nacional de Prerrogativas, Alex Sarkis, e o presidente em exercício do CFOAB, Délio Lins e Silva Júnior, também endossaram que a persecução penal não pode se transformar em um espaço de exceção.
Empreendedor Danubio Luan toma posse como novo membro do Rotary Club de Brumado
- Brumado Urgente
- 17 Jul 2026
- 15:19h

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O empreendedor Danubio Luan tomou posse como novo membro do Rotary Club de Brumado, passando a integrar uma das mais tradicionais instituições de serviço do mundo, reconhecida por reunir líderes comprometidos com o desenvolvimento da comunidade e com ações de impacto social.
Fundador da BLAACK Empreendimentos, Danubio vem se destacando pelo trabalho desenvolvido no setor imobiliário, com atuação em diversas cidades da Bahia e foco na geração de oportunidades por meio de empreendimentos voltados ao desenvolvimento regional.
Segundo o novo rotariano, a decisão de ingressar no Rotary foi motivada por três pilares: aprender, conectar e servir. Para ele, fazer parte da instituição representa a oportunidade de conviver com pessoas experientes, ampliar relacionamentos e contribuir ativamente com projetos que beneficiem a comunidade.
A chegada de Danubio ao Rotary Club de Brumado reforça o compromisso da entidade em integrar novos líderes que compartilham dos valores de ética, companheirismo, liderança e serviço, fortalecendo sua atuação no município e na região.
Campeões da Copa do Mundo receberão anéis exclusivos pela primeira vez; confira premiação
- Bahia Notícias
- 17 Jul 2026
- 12:28h

Foto: Divulgação / Fifa
Além da taça e das medalhas de ouro, os campeões da Copa do Mundo de 2026 receberão uma premiação inédita na história do torneio. A Fifa entregará anéis comemorativos exclusivos aos vencedores da final entre Argentina e Espanha, marcada para este domingo (19), no Estádio de Nova Iorque.
A novidade segue uma tradição comum no esporte dos Estados Unidos, especialmente em ligas como NFL, NBA e MLB, nas quais os campeões recebem anéis personalizados para marcar a conquista. Agora, o modelo será incorporado pela primeira vez ao protocolo de premiação da Copa do Mundo.
Os anéis fazem parte de uma edição limitada de 2026 peças, todas numeradas individualmente em referência ao ano do torneio. Desse total, 30 serão destinadas aos integrantes da seleção campeã.
As outras 1.996 unidades serão comercializadas como produto oficial licenciado da Copa do Mundo da Fifa de 2026, ficando disponíveis para torcedores de diferentes países.
Cada peça terá o Troféu da Copa do Mundo da Fifa em um dos lados. O outro lado será personalizado de acordo com a identidade da seleção campeã, que será definida após a decisão entre Argentina e Espanha.
Os anéis também serão confeccionados sob medida, numerados individualmente e acompanhados de certificado de autenticidade.
No momento da premiação, o capitão e o técnico da seleção campeã receberão anéis provisórios, apenas para marcar simbolicamente a conquista logo após a final. As 30 peças definitivas, personalizadas para os vencedores, serão entregues em uma data posterior.
A iniciativa amplia a presença de elementos ligados à cultura esportiva norte-americana na Copa de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A criação dos anéis, no entanto, também gerou críticas entre torcedores, que apontaram uma aproximação do Mundial com modelos tradicionais de premiação dos esportes dos Estados Unidos.
Antes da nova entrega, o protocolo da Fifa para a final seguirá com a cerimônia tradicional. Jogadores da Argentina ou da Espanha receberão as medalhas de ouro e levantarão a Taça Fifa após a decisão.
Alckmin diz que Brasil usará reciprocidade em 'momento adequado' após novas tarifas dos EUA
- Por Marcos Hermanson e Nathalia Garcia | Folhapress
- 17 Jul 2026
- 10:15h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descreveu nesta quinta-feira (16) o tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos como medida "injusta e descabida" e disse que o governo saberá usar a Lei de Reciprocidade, que permite retaliar barreiras comerciais injustas, no momento adequado.
"Os argumentos levantados na Seção 301 partem de uma base totalmente falsa, não tem a menor justificativa", disse Alckmin a jornalistas, citando os argumentos mobilizados pela Casa Branca para justificar mais uma tarifa de 25% contra o Brasil.
"Nós temos a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, que o governo, no momento adequado, saberá como implementar", afirmou o pessebista. Como adiantou a Folha de S. Paulo, o governo já estudava aplicar as medidas previstas na lei na véspera do anúncio americano.
Alckmin também aproveitou a oportunidade para espetar a oposição, fazendo uma referência indireta à família Bolsonaro. "Contra os que sabotam o Brasil lá fora, o presidente, o governo do presidente Lula, trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro, quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia", disse.
Também presente na entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descreveu a nova rodada de tarifas como um ato de "interferência externa indevida" utilizado pela oposição como muleta eleitoral. Ele prometeu que o governo vai reforçar o plano Brasil Soberano, que oferece crédito a exportadores afetados pelo tarifaço, após ouvir os setores prejudicados pelas medidas.
O governo calcula que a medida anunciada pelo governo Trump vá afetar 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos e colocar em risco cerca de US$ 7,4 bilhões (R$ 38 bilhões) em mercadorias exportadas, considerando dados de 2024.
Trump diz que China interferiu na eleição de 2020 dos EUA em discurso repleto de teorias da conspiração
- Por Isabella Menon e Gabriel Barnabé | Folhapress
- 17 Jul 2026
- 08:50h

Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House
A poucos meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, consideradas cruciais para a capacidade de Donald Trump de manter a sua agenda no Congresso, o presidente fez um discurso à nação na noite desta quinta-feira (16) repleto de teorias da conspiração em que ataca o sistema eleitoral do país e, sem apresentar provas, acusa a China de ter interferido no pleito de 2020, quando ele foi derrotado pelo democrata Joe Biden.
Trump acusou Pequim pelo que chamou de "a maior violação de dados eleitorais da história" e afirmou que o país teria obtido, de forma ilegal, informações de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. O republicano também pediu que o FBI abra uma investigação sobre o caso.
"Os EUA estão de volta e indo muito bem, mas ainda temos desafios que precisam ser resolvidos porque nenhum país pode ser correto sem eleições justas", disse ele. Sem apresentar quaiquer evidências, voltou a dizer que o sistema eleitoral americano é vulnerável e que pode ser "fraudado e roubado".
O presidente afirmou que suas declarações estão respaldadas em documentos que foram divulgados no site da Casa Branca durante a exibição do pronunciamento.
A página reúne arquivos que, segundo a Casa Branca, tratam de "áreas-chave da integridade eleitoral" nos EUA. O material está dividido em quatro temas: supostas vulnerabilidades dos sistemas de votação, exploração de dados eleitorais pela China, uma investigação sobre registros de eleitores no estado de Michigan e a presença de "não cidadãos" americanos em cadastros eleitorais.
Na seção dedicada aos sistemas de votação, o governo diz publicar documentos que revelariam "uma ameaça cibernética direcionada ao próprio cerne da democracia americana". Nem os textos publicados nem o discurso de Trump, porém, apresentam evidências de que votos tenham sido alterados ou manipulados em eleições nos EUA.
Em paralelo, o material sustenta que a eleição presidencial de 2020 na Venezuela foi fraudada. Já na área dedicada à China, o governo afirma que o país obteve de forma ilegal informações de milhões de eleitores americanos.
O site classifica o episódio de um "pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral". A pasta sobre o tema reúne 22 documentos, entre eles trocas de emails e relatórios da CIA contendo informações sensíveis, além de diversos trechos e nomes ocultados.
Trump afirmou que pretende adotar medidas para reforçar a segurança das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. Segundo ele, o governo federal ajudará autoridades locais a fortalecer seus sistemas eleitorais.
A promessa, entretanto, contrasta com ações recentes de seu próprio governo. Nos últimos meses, o governo esvaziou a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, órgão federal responsável por auxiliar os estados na proteção de suas eleições contra ataques cibernéticos e tentativas de interferência.
O governo Trump também desmontou, na prática, a Comissão de Assistência Eleitoral, órgão independente e bipartidário que atuava como braço federal de apoio à organização das eleições --cuja condução cabe aos estados, conforme estabelece a Constituição americana. O presidente demitiu os três últimos integrantes da comissão, eliminando a capacidade operacional do órgão.
Trump aproveitou o pronunciamento para renovar a pressão sobre o Congresso em favor da aprovação da Save America Act. Entre outras medidas, o projeto exige a apresentação de documento de identificação para votar e comprovação de cidadania americana para o registro eleitoral. Críticos da proposta dizem que restrições desse tipo podem dificultar a participação de minorias e outros grupos de eleitores no pleito.
Segundo o presidente, não haveria razão para que os parlamentares rejeitassem a proposta "a não ser que queiram roubar".
Trump afirmou que a divulgação das supostas irregularidades não tem como objetivo minar a confiança no sistema eleitoral, mas justamente fortalecê-la. Segundo ele, a iniciativa busca "conquistar essa confiança enfrentando as vulnerabilidades e corrigindo-as muito, muito rapidamente" --algo que, de acordo com o presidente, seu governo já estaria fazendo.
Em mais um momento de tom conspiratório, o republicano também disse que o regime chinês teria tentado identificar jornalistas americanos responsáveis por reportagens críticas à sua gestão e que teria oferecido dinheiro a esses profissionais para que publicassem ainda mais conteúdos negativos sobre ele.
"Eles não se importavam com o que seria dito", afirmou Trump. O presidente, no entanto, não apresentou evidências para sustentar as acusações nem especificou quais jornalistas ou veículos de comunicação estariam envolvidos.
"O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a eleição seguinte. E a razão pela qual queriam que eu perdesse era porque sabiam que eu conhecia seus métodos, impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas contra eles e construí as Forças Armadas mais fortes do mundo", disse.
Trump ameaçou veículos de comunicação que optaram por não transmitir o discurso ao vivo. De acordo com a Reuters, redes como CNN, NBC e ABC não exibiram o pronunciamento em suas principais plataformas. Durante a fala, o republicano afirmou que as emissoras que se recusaram a transmitir seu discurso deveriam ter suas licenças revogadas.
O presidente também retomou temas frequentes de sua agenda política, fazendo críticas a políticas relacionadas à população trans e à imigração. Trump afirmou ainda que, antes de seu retorno à Casa Branca, os EUA eram alvo de piadas.
"Tínhamos a pior fronteira da história do mundo e agora temos a melhor", disse, em referência às políticas migratórias de seu governo. Também sem apresentar provas, disse nenhum imigrante em situação irregular entrou no país nos últimos meses.
Ao abordar a política externa, Trump afirmou que a Venezuela está trabalhando em conjunto com os EUA para fornecer "milhões e milhões" de barris de petróleo. Ele também mencionou a guerra envolvendo o Irã, conflito que prometeu encerrar, mas que continua em andamento. Segundo o presidente, porém, os EUA "estão vencendo".
Moraes assume presidência do STF durante recesso e decidirá sobre questões urgentes
- Por Isadora Albernaz | Folhapress
- 16 Jul 2026
- 18:04h

Fotos: Reprodução / Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes assumirá na sexta-feira (17) a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) e ficará à frente da corte até o fim do recesso, em 31 de julho. Ele decidirá sobre questões urgentes durante o período, como determina o regime interno.
Moraes é atualmente vice-presidente do Supremo. O tribunal é chefiado pelo ministro Edson Fachin, que comanda o plantão judicial desde 2 de julho até esta quinta (16). Os dois tomaram posse nos postos em setembro de 2025, reeditando a dobradinha do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de 2022.
Tradicionalmente, o STF tem dois períodos de recesso: entre o fim e o início do ano, de dezembro a janeiro, com a abertura oficial do ano judiciário em fevereiro, e na metade do ano, em julho. As sessões plenárias e os prazos processuais são suspensos, mas há um regime de plantão para decidir medidas urgentes.
A diretora-geral do STF, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, suspendeu os prazos processuais de 2 a 31 de julho de 2026, prorrogando as datas para 3 de agosto.
Durante a pausa de janeiro, Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de dados fiscais de ao menos dois ministros. O objetivo era apurar se houve quebra de sigilo na Receita Federal ou no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de integrantes da corte e familiares.
A decisão se deu, segundo apurou a reportagem, após a divulgação de informações no âmbito do caso Banco Master envolvendo Moraes e o colega Dias Toffoli, então relator do processo sobre o banco na corte e depois afastado por sua ligação com a instituição de Daniel Vorcaro.
Segundo documentos da Receita, o Master declarou pagamentos ao escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de R$ 80,2 milhões em dois anos.
É comum durante o recesso que alguns ministros decidam não interromper o trabalho em ações de sua relatoria. André Mendonça, que está à frente dos casos do Master e das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilmar Mendes, Flávio Dino e Kassio Nunes Marques, trabalham normalmente.
Já Dias Toffoli decide apenas em processos que sejam reclamações, petições, inquéritos e mandados de segurança, enquanto Cristiano Zanin responde em inquéritos, ações penais e naquelas que, por prevenção, estejam a eles vinculados.
Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux estão de férias.
Moraes já tomou decisões durante este recesso judicial. Na segunda (13), o relator da trama golpista proibiu Jair Bolsonaro (PL) de receber por 90 dias visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, durante a prisão domiciliar.
Dino, que é relator da ação no Supremo que trata da transparência de emendas parlamentares, também deu decisões para determinar o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG) por suspeita de que eles atuaram para direcionar emendas mesmo sem mandato no Congresso Nacional.
O magistrado ainda mandou os presidentes de 21 partidos explicarem se têm cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo que permita que decidam sobre o destino de emendas parlamentares de senadores e deputados.








