Magreza de Ariana Grande em novo clipe, 'Petal', chama atenção de fãs
- Por Folhapress
- 01 Ago 2026
- 16:34h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O novo clipe de Ariana Grande, "Petal", recebeu uma série de comentários de fãs preocupados com a saúde da cantora, devido à sua magreza, com cenas nas quais é possível ver os ossos da cantora em seu peito e costas.
No clipe, Ariana interpreta Pepper, uma cantora que participa de uma série de testes para conseguir um papel ou contrato na indústria do entretenimento. Diante de uma banca de avaliadores, ela recebe críticas sobre sua aparência, personalidade e potencial comercial.
Entre os comentários, ouve frases como "sentimos falta de quem você era antes" e é chamada de pouco atraente, inautêntica e sem apelo para o mercado.
As cenas foram interpretadas como uma referência a críticas reais feitas sobre a aparência da cantora e sobre os rumos da carreira de Grande, fazendo comparações com outras fases da artista.
Nos comentários do vídeo, porém, os fãs demonstraram preocupação com a magreza da cantora, algo que já era notado desde a época em que ela estrelou os filmes "Wicked".
"Querida, não queremos a 'você' de antigamente nem a sua música antiga, queremos você saudável, e não parecendo que um vento mais forte vai te levar pelos ares", postou um usuário do YouTube.
"Quem vai dizer a ela que sentimos falta de vê-la com uma aparência saudável, e não da música antiga?", escreveu uma fã.
"Em que momento alguém vai intervir para ajudar? Ela está definhando", postou outro usuário.
"Ela está mergulhada nessa questão do transtorno alimentar, aposto que ver esses comentários só vão motivá-la a piorar. As pessoas ao redor dela são horríveis", escreveu outra pessoa.
"Estou muito preocupada com a saúde dela. Isso não é normal. Por favor, que alguém a ajude", escreveu mais uma pessoa.
O caso da artista é apenas um, entre vários, que ilustram como o botox, cirurgias plásticas e medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro -as canetas emagrecedoras-, agora interferem na construção de personagens e afetam a percepção do espectador em relação à obra. Nomes como Jim Carrey, Anne Hathaway e Charlize Theron também sofreram críticas recentes na mesma linha.
Cantor gospel Welisson Manfiny lança a emocionante canção “Restaura-me” em todas as plataformas digitais
- Brumado Urgente
- 01 Ago 2026
- 14:07h

Foto: Divulgação
O cantor gospel Welisson Manfiny acaba de lançar sua mais nova canção, “Restaura-me”, disponível em todas as plataformas digitais. A música chega com uma mensagem de esperança, cura e restauração, levando uma palavra de fé para todos que enfrentam momentos difíceis e precisam reencontrar forças em Deus.
Com uma interpretação marcante e uma letra inspiradora, “Restaura-me” convida o ouvinte a refletir sobre o poder restaurador de Cristo. A canção fala sobre recomeços, transformação e a certeza de que Deus continua levantando aqueles que confiam em Sua Palavra.
O lançamento já começa a ganhar destaque nas redes sociais e em páginas de divulgação da música gospel, alcançando pessoas de diferentes regiões e despertando o interesse do público pela profundidade de sua mensagem.
Welisson Manfiny tem se dedicado ao ministério da música como uma ferramenta de evangelização, buscando tocar corações por meio de canções que fortalecem a fé e aproximam as pessoas de Deus. Com “Restaura-me”, o cantor reafirma seu compromisso de anunciar o Evangelho através da música.
A nova canção já está disponível nas principais plataformas de streaming. O artista convida o público a ouvir, compartilhar e incluir a música em suas playlists, para que essa mensagem de restauração alcance ainda mais vidas.
Ouça agora e acompanhe o trabalho de Welisson Manfiny:
Spotify:
https://open.spotify.com/track/1a9zY8s9Pc6WaCB4GedSV9?si=fZ4VNW52TOSQ9vbX6AFsjQ&utm_source=copy-link&context=spotify%3Aplaylist%3A37i9dQZEVXbiSWECwalfCx&rowId=63393733313462343532656635343732
YouTube:
https://youtu.be/XXSqrFxDOBE?is=oBbcT5rxCnnyvFl8
Instagram:
https://www.instagram.com/welisson_manfiny?igsh=YjZ0ZzV6aTg1Ymt4&utm_source=qr
“Restaura-me” já está disponível. Ouça, compartilhe e permita que essa mensagem de esperança e restauração alcance o maior número possível de pessoas.
Governo desapropria área de 384 hectares para implantação de porto na Bahia
- Por Maurício Leiro I Francis Juliano I Bahia Notícias
- 01 Ago 2026
- 12:40h

Foto: Reprodução / Revista OE
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) assinou um decreto que declara de utilidade pública áreas de terra destinadas à implantação do Complexo Portuário e de Serviços Porto Sul, em Ilhéus, no Litoral Sul.
Ao todo, o decreto abrange 384,34 hectares [o equivalente a 384 campos de futebol] de áreas particulares, o que inclui benfeitorias e acessos existentes nos imóveis. Bens de domínio público não fazem parte da desapropriação.
Segundo publicação do governo estadual da última quinta-feira (30), as áreas foram definidas com base em estudos e projetos elaborados pela Superintendência de Infraestrutura de Transporte da Bahia (SIT), vinculada à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). As coordenadas dos imóveis constam nos anexos do decreto.
Com a publicação da medida, a pasta de infraestrutura está autorizada a adotar os procedimentos administrativos e judiciais necessários para efetivar as desapropriações. Caso seja necessário, os processos poderão tramitar em caráter de urgência.
A pasta também ficará responsável por providenciar a imissão na posse dos imóveis e realizar o pagamento das indenizações aos proprietários, com apoio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). O decreto entrou em vigor na data de sua publicação.
O Porto Sul em Ilhéus é considerado uma extensão do projeto da Fiol [Ferrovia de Integração Oeste-Leste]. As obras do porto devem ficar sob responsabilidade da empresa portuguesa Mota-Engil que está finalizando a compra da Bamin [Bahia Mineração], companhia que tocava os trabalhos também da Fiol 1 [Ilhéus-Caetité] e suspendeu as atividades.
TJBA destaca medidas de combate à violência contra mulheres em mobilização nacional
- Bahia Notícias
- 01 Ago 2026
- 10:17h

Foto: Divulgação
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) participou, nesta sexta-feira (31), da cerimônia de mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, realizada no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador. O presidente da Corte, desembargador José Rotondano, integrou a mesa de honra do evento.
A solenidade reuniu a primeira-dama Janja Lula da Silva, ministros de Estado, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da Bahia e integrantes do Sistema de Justiça. A mobilização busca ampliar ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas desenvolvidas pelo Judiciário baiano, como o aplicativo TJBA Zela, que permite solicitar Medida Protetiva de Urgência pelo celular, sem necessidade de advogado. Outra frente é o Núcleo TJBA Protege, unidade virtual que dá suporte às varas em processos relacionados a crimes contra a dignidade sexual. Segundo o tribunal, 61 magistrados atuam de forma especializada na força-tarefa.
A atuação também teria contribuído para reduzir o tempo de análise dos pedidos de proteção. Atualmente, conforme o TJBA, uma solicitação de Medida Protetiva de Urgência leva, em média, cinco horas para ser apreciada. Além de Rotondano, participaram da cerimônia a desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro, da Coordenadoria da Mulher do TJBA, e magistradas que atuam em unidades especializadas de Salvador e Camaçari.
Ao discursar no evento, o presidente do TJBA defendeu a integração entre as instituições para ampliar a proteção às mulheres. “Desejo que possamos sair daqui com ações ainda mais integradas, consolidando as instituições parceiras como defensoras e integrantes da vida das mulheres. O que nós desejamos é paz e que haja respeito e proteção às nossas mulheres”, afirmou.
Farmacêutica recusa oferta do Brasil por injeção semestral contra HIV, e governo aguarda contraproposta
- Por Bruno Lucca via Bahia Notícias
- 01 Ago 2026
- 08:34h

Foto: Divulgação / SES-DF
A farmacêutica Gilead Sciences não aceitou a proposta apresentada pelo governo brasileiro para a compra do lenacapavir, medicamento injetável de aplicação semestral apontado como a principal inovação recente na prevenção do HIV.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (30), o Ministério da Saúde ofereceu pagar até US$ 400 por tratamento (cerca de R$ 2.037), valor até dez vezes superior ao praticado em países de perfil econômico semelhante, como Indonésia, Tailândia e África do Sul, segundo a pasta. Com a recusa, o ministério agora aguarda uma contraproposta da empresa.
Em nota, o governo afirma que as tratativas envolvem tanto a redução do preço como a possível transferência de tecnologia para o Brasil, com potencial de produção do medicamento para abastecer também outros países da América Latina.
As negociações incluem o uso do lenacapavir para profilaxia pré-exposição (PrEP) e para tratamento de pessoas vivendo com HIV.
Procurada, a Gilead confirmou a reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mas não comentou a proposta financeira apresentada pelo governo.
A empresa afirmou que permanece "comprometida em trabalhar de forma colaborativa" para ampliar o acesso ao medicamento no Brasil e disse continuar discutindo alternativas sustentáveis de longo prazo para o país, que ficou fora dos acordos de licenciamento voluntário firmados pela companhia com outros mercados de renda média e baixa.
A farmacêutica também destacou que assinou um memorando de entendimento com a Fiocruz para avaliar oportunidades de transferência de tecnologia e produção regional do medicamento.
A negociação ocorre paralelamente ao processo de definição do preço máximo de comercialização do lenacapavir no Brasil. Após a aprovação do medicamento pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) iniciou a análise do pedido de precificação, mas a Gilead entrou com recurso em 30 de junho.
Segundo a Anvisa, o processo deve ser concluído até 28 de setembro. Os pareceres técnicos só serão divulgados após o encerramento da fase de recurso.
A definição do preço pela CMED, porém, é diferente da negociação conduzida pelo Ministério da Saúde. Enquanto a Câmara estabelece o preço-teto para comercialização do medicamento no país, a pasta negocia o valor que poderá pagar para incorporá-lo ao SUS (Sistema Único de Saúde).
O impasse ocorre em um momento em que o governo tenta ampliar o acesso a novas tecnologias para prevenção do HIV. Nesta semana, o ministério anunciou um acordo para aquisição do cabotegravir, da GSK/ViiV Healthcare, primeira PrEP injetável de longa duração que poderá ser ofertada gratuitamente.
A pasta também firmou um acordo com a farmacêutica MSD para acompanhar o desenvolvimento do MK-8527, comprimido de uso mensal para prevenção ao HIV que ainda está em estudos clínicos e poderá ser produzido no país futuramente.
Apesar desses avanços, o lenacapavir é considerado hoje o principal medicamento na prevenção da infecção por combinar alta eficácia com apenas duas aplicações por ano, o que pode aumentar a adesão à PrEP entre pessoas que têm dificuldade em manter o uso diário dos medicamentos disponíveis atualmente.
Baianos nascidos em famílias abaixo da média de renda tem 75% de chance de permanecer entre os mais pobres, diz estudo
- Por Eduarda Pinto I Bahia Notícias
- 31 Jul 2026
- 18:40h

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Três a cada cinco baianos que nasceram em famílias abaixo da média de renda brasileira tendem a permanecer entre os 50% mais pobres do estado. Isso significa que há um baixo índice de mobilidade social no estado e no país. Essa consideração faz parte do Atlas da Mobilidade Social, estudo divulgado nesta sexta-feira (31), que mostra que gênero, raça e origem familiar são os principais condicionantes para a baixa mobilidade social no Brasil.
O Atlas é uma plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab. No Brasil, a mediana de renda (P50) domiciliar per capita fica próxima a patamares onde metade da população ganha valores inferiores à média geral de R$2.316.
Com base nisso, a origem familiar, no estudo, separa renda nos seguintes segmentos: “Abaixo da Mediana (P50)”, que separa os rendimentos pela metade e constam nesse segmento a metade inferior de toda a pirâmide de renda do país; “Classe Baixa (P1-25)”, os 25% com menor renda domiciliar da distribuição; “Classe Média (P26-75)”, o estrato intermediário que abrange os percentis 26 ao 75; e “Classe Alta (P76-100)”, como o quarto superior (os 25% mais ricos), incluindo o subgrupo de topo dos 10% com maior renda do país.
Na Bahia, 75,5% das crianças nascidas entre os 50% mais pobres do país tendem a permanecer nessa faixa de renda, o equivalente a três a cada quatro crianças. Já entre os 25% mais pobres, o índice de permanência dessas crianças é de 51,6%.
Quando avaliada a possibilidade de ascensão social, ou seja, que as crianças cheguem a “Classe Alta”, entre os 25% ou 10% mais ricos, o número é mínimo. Apenas 8,46% das crianças baianas nascidas abaixo da mediana de renda avançam para a faixa do quarto mais rico da população e apenas 1,36% chegam a ficar entre os mais ricos depois de adultos.
O estudo destaca ainda a disparidade regional de mobilidade social. O Atlas analisou que as maiores probabilidades de mobilidade concentram-se nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste. Já grande parte do Norte e do Nordeste apresenta as menores taxas de mobilidade, revelando territórios onde a pobreza tende a ser mais persistente entre gerações.
Entre os nordestinos, 76,7% das crianças nascidas entre os 50% mais pobres do país tendem a permanecer nessa faixa de rendimentos. Já no quarto mais pobre, considerando a Classe Baixa, o índice das crianças que permanecem na mesma faixa de renda enquanto adultos é de 51,62%.
Entre as crianças nordestinas que saem de uma faixa de renda abaixo da mediana para uma Classe Alta, entre os 25% mais ricos, o índice é de apenas 8,07%, ou seja, menos de um a cada dez. Em outro recorte da classe alta, considerando os 10% mais ricos do país, apenas 1,36% das crianças do Nordeste nascidas na metade da população abaixo da mediana conseguem avançar. O valor é equivalente a uma criança a cada 100.
Petrobras e governo travam embate sobre abertura do mercado de gás natural
- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 31 Jul 2026
- 16:33h

Foto: Reprodução / Agência Brasil
A ofensiva do governo para finalmente regulamentar a Lei do Gás, aprovada em 2021, gera um embate entre o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras, que tenta manter exclusividade sobre a infraestrutura de escoamento do combustível.
Nas últimas semanas, com apoio do ministério, a ANP tomou uma série de decisões que impactam a Petrobras. Primeiro, publicou regras para livre acesso a terminais de GNL (o gás natural liquefeito importado para abastecer térmicas), medida que afeta também outras empresas privadas.
Depois, decidiu mediar negociação com a estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo SA) para acessar gasodutos que ligam campos do pré-sal ao continente. Abriu ainda consulta pública para debater regras de livre acesso a esses gasodutos e a estações de tratamento de gás.
Por fim, a agência prepara consulta pública sobre um mecanismo chamado "gas release", que obrigaria a Petrobras a transferir ao setor privado parte de seus contratos de venda do combustível a distribuidoras de gás canalizado.
A abertura de infraestruturas ao setor privado é um dos pilares da Lei do Gás, aprovada no governo Jair Bolsonaro (PL) com a promessa de ampliar a competição no setor. A ideia era permitir que outros produtores e importadores entrassem no mercado, ampliando oferta e reduzindo o preço do produto.
É também uma bandeira do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Petrobras, por outro lado, diz que as regras em vigor penalizam quem foi responsável pelos investimentos na infraestrutura.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, tornou a oposição ao 'gas release" em um mantra na concorrida agenda de eventos que promoveu no primeiro semestre. No fim de maio, por exemplo, afirmou que "uma canetada para trocar o gás de mãos" não baixará o preço.
Ela repete que medidas que reduzam a proteção do investidor podem inviabilizar grandes projetos de produção, principalmente as duas plataformas previstas para o litoral de Sergipe, onde a Petrobras pretende investir R$ 60 bilhões.
O Ministério de Minas e Energia defende em nota que "está voltado à implementação integral do marco legal, para promover um ambiente concorrencial, ampliar o acesso às infraestruturas essenciais e favorecer o desenvolvimento do mercado de gás natural, conforme previsto na legislação".
A pasta defende ainda o acesso da PPSA aos gasodutos, para que essa estatal possa vender mais barato a parcela da produção de gás do pré-sal que pertence à União. Silveira contava com esse gás para tentar incentivar projetos de fertilizantes ou petroquímica.
O secretário de Petróleo e Gás do ministério, Renato Dutra, chegou a enviar um e-mail cobrando posicionamento da ANP antes de reunião que discutiu o tema, em julho. Nem Petrobras, nem PPSA ficaram satisfeitos com a abertura de mediação.
A PPSA afirma que "as empresas estão em negociação para que a Petrobras passe a atuar como agente comercializadora do gás natural da União", solução que não agrada ao ministério. A Petrobras não comentou o assunto.
Segundo a ANP, a Petrobras é responsável hoje por 70% das vendas de gás natural a distribuidoras de gás canalizado ou grandes consumidores industriais no país. É uma fatia menor do que no início da década, já que a empresa vendeu ativos de gás durante os governos Michel Temer e Bolsonaro.
Ainda assim, a área técnica da ANP entende que um ambiente adequado de competição teria o agente dominante com menos de 40% do mercado. Os 30 pontos percentuais a mais que a Petrobras tem hoje deveriam ser divididos entre quatro ou cinco novos agentes.
"A ANP só está tentando cumprir o que está determinado na Lei do Gás. Não deveria ser tão difícil", diz Adrianno Lorenzon, diretor de Gás Natural da Abrace Energia, associação que representa grandes consumidores industriais.
Mesmo com a regulamentação adequada, porém, a Lei do Gás não trouxe o efeito prometido pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes, que previa redução do preço à metade com o aumento da competição.
Segundo dados de Minas e Energia, pelo contrário, o preço médio do gás vendido às distribuidoras subiu de cerca de US$ 6 (R$ 31) por milhão de BTU (quantidade de energia térmica liberada quando o gás é queimado) para cerca de US$ 10 (R$ 51) por milhão de BTU entre abril de 2021, quando a lei foi sancionada, e setembro de 2025, quando o ministério publicou o último boletim mensal sobre o tema.
Idade fisiológica de quem vive com HIV pode superar a real em até 13 anos, aponta relatório
- Por Claúdia Colucci | Folhapress
- 31 Jul 2026
- 14:37h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O sucesso da terapia antirretroviral, que transformou o HIV de sentença de morte em condição crônica, criou um problema que os sistemas de saúde do mundo ainda não sabem enfrentar: uma geração inteira envelhecendo com o vírus, e com corpos que envelhecem mais rápido do que deveriam.
Até 2040, estima-se que haverá 20,2 milhões de pessoas com 50 anos ou mais vivendo com HIV, 51% de todas as pessoas com o vírus, ante 29% em 2025, aponta relatório de uma comissão da revista The Lancet HIV, formada por mais de 30 pesquisadores de instituições como Yale, Johns Hopkins, Fiocruz e OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgado durante o congresso internacional de Aids, que termina nesta sexta (31), no Rio de Janeiro.
A maioria dessas pessoas (96%) estará vivendo em países de baixa ou média renda, como o Brasil, e é fundamental que recebam cuidado integrado e abrangente. Em entrevista à Folha por email, Amy Justice e Keri Althoff, autoras principais do relatório, lembram que, à medida que a prevalência do HIV entre pessoas mais velhas aumenta, a incidência também aumentará.
Um dos achados mais contundentes do relatório é sobre a diferença entre idade cronológica e fisiológica: aos 65 anos, uma pessoa com HIV tem expectativa de sobrevida equivalente a alguém 13,5 anos mais velho (homens) ou 11,6 anos mais velho (mulheres).
Mesmo depois que o HIV é suprimido, essas pessoas são fisiologicamente "mais velhas" que sua idade real, correndo risco de doenças cardiovasculares, hepáticas, renais e câncer mais cedo. Outro método, baseado em "relógios epigenéticos" que estimam a idade biológica a partir de marcadores no DNA, mostra pessoas com HIV com 3,6 a 5,2 anos a mais de idade biológica que a real.
"A idade fisiológica provavelmente é um guia melhor para o manejo clínico do que a idade cronológica", afirma Justice, ressaltando que, quando a sobrevida restante é inferior a dez anos, uma avaliação geriátrica completa é indicada—e, abaixo de dois anos, o planejamento de fim de vida deve começar.
Para ela, é preciso reconhecer que as pessoas envelhecendo com HIV têm maior risco de morbidade associada ao envelhecimento, e em idades mais precoces e integrar essas evidências aos cuidados. Os principais mecanismos envolvidos são a inflamação crônica e a disfunção imunológica.
A maioria das pessoas com HIV hoje com mais de 50 anos se infectou ainda jovem, nas décadas de 1990 e 2000, quando os protocolos recomendavam esperar a contagem de células CD4 (glóbulos brancos de defesa que coordenam o sistema imunológico) cair antes de iniciar o tratamento, deixando o vírus circular sem controle por mais tempo.
Somam-se a isso os efeitos colaterais de longo prazo dos primeiros esquemas de tratamento —hoje considerados ultrapassados—, que só agora os médicos conseguem mapear com clareza.
Segundo o médico Draurio Barreto, que coordena o programa de HIV/Aids do Ministério da Saúde, esse grupo acumula décadas de uso de um esquema medicamentoso com maior toxicidade. "O grande problema do envelhecimento é que tem gente tratando há mais de 30 anos. Então as pessoas têm problemas de osteoporose, fragilidade óssea e problemas renais", afirma.
Na ponta da assistência, esse retrato já é rotina. "Cerca de 70% do público é de 50+, em torno de 60% são mulheres idosas, muitas já sequeladas. São pessoas que vivem com HIV há mais de 20, 30, 40 anos", diz Américo Nunes, presidente do Instituto Vida Nova, ONG que atua na zona leste de São Paulo.
Barreto afirma que, nos últimos dois anos, o ministério ampliou progressivamente o público elegível para migrar a um esquema mais moderno, de duas drogas em comprimido único, hoje estendido a qualquer paciente com carga viral indetectável. Cerca de 500 mil pessoas no país já usam esse novo esquema.
Na experiência de Nunes, o desgaste de décadas de tratamento aparece sobretudo como sequelas motoras e psicossociais.
O relatório trata o comprometimento cognitivo como uma das "síndromes geriátricas" mais comuns nessa população. "As pessoas têm perda de memória. Você conversa, dá uma orientação, daqui a meia hora ela já não se lembra do que foi dito", relata Nunes. "E tem o medo do abandono, o isolamento, porque nem todos revelam o diagnóstico. Ainda temem o preconceito."
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Para Justice e Althoff, esse é justamente um dos maiores desafios para a próxima década. "Será preciso abordar o estigma associado ao envelhecimento e ao HIV, que pode impedir que pessoas mais velhas acessem os recursos necessários em suas comunidades."
Nunes concorda: "A gente trabalha isso, empoderando essas pessoas para que, quando sentirem vontade, estejam fortalecidas para falar sobre isso". Esse cruzamento entre envelhecer e viver com HIV cria, segundo ele, uma camada dupla de discriminação —o que a comissão chama de "estigma composto". "A gente talvez comece a perceber que essa população vai viver um duplo preconceito", diz.
Um capítulo do relatório trata da saúde sexual de idosos: 73% das pessoas entre 57 e 64 anos relataram atividade sexual no último ano nos EUA, caindo para 26% entre 75 e 85 anos, mas menos da metade já conversou sobre isso com um médico.
"Os limites de idade para a triagem de HIV precisam ser eliminados, e as pessoas mais velhas precisarão de intervenções de prevenção ao HIV adequadamente adaptadas", defendem as autoras, já que o rastreamento hoje simplesmente para na faixa dos 49 a 64 anos na maioria dos protocolos mundiais — um padrão associado a diagnóstico tardio em 39 de 40 estudos revisados pela comissão.
A "polifarmácia" é outro problema concreto: 89% das pessoas mais velhas com HIV tomam cinco ou mais medicamentos simultaneamente.
"É preciso ter cuidado para evitar a prescrição desnecessária de medicamentos não relacionados ao HIV entre pessoas envelhecendo com HIV, com consideração cuidadosa das possíveis interações medicamentosas", alerta Justice. Também é preciso atenção para prevenir o ganho de peso excessivo, com orientações sobre dieta adequada e exercícios físicos.
O relatório dedica atenção a grupos pouco estudados: mulheres, migrantes mais velhos, pessoas trans e não-binárias, povos indígenas e pessoas que já passaram pelo sistema prisional.
A invisibilidade das mulheres mais velhas já aparece nos dados brasileiros, segundo a infectologista Beatriz Grinsztejn, uma das autoras do relatório. "A maior parte dos diagnósticos entre mulheres vem se dando entre mulheres que não estão na idade reprodutiva", afirma.
Historicamente, a resposta ao HIV foi construída em torno de programas "verticais", focados só em diagnóstico, tratamento e supressão viral —modelo que salvou milhões de vidas, mas nunca previu uma população envelhecendo dentro dele.
Para Justice e Althoff, ambas as abordagens precisam ser "diagonalizadas", de modo que as pessoas envelhecendo com HIV tenham um cuidado informado tanto pelas necessidades especiais do HIV como pelas do envelhecimento.
Elas lembram, porém, que envelhecer bem com HIV só é possível com um tratamento antiretroviral eficaz e sustentado, apesar das mudanças no financiamento global do enfrentamento da epidemia de Aids.
A jornalista viajou a convite da IAS (International Aids Society)
Caiado compara Lulinha a Flávio Bolsonaro: 'O rei protege o príncipe'
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 31 Jul 2026
- 12:35h

Foto: Divulgação
Opositores fizeram ataques ao presidente Lula (PT) diante da abertura de investigação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) contra o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Rival de Lula na disputa presidencial, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) comparou o caso com investigações que envolveram Flávio Bolsonaro (PL), também candidato a presidente, embora não tenha citado diretamente o nome do concorrente.
"Filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT", disse Caiado, que falou em "uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe".
"Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa."
A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), após pedido da Polícia Federal na última sexta-feira (24). Os investigadores da PF querem apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal, com elos no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência.
A defesa de Lulinha nega que tenha havido qualquer ilegalidade nas atitudes do filho do presidente.
Em transmissão nas redes sociais nesta quinta (30), Flávio Bolsonaro falou das investigações envolvendo Lulinha no caso do INSS. Ele acusou o governo petista de interferir na PF para frear as apurações e fez um paralelo com os inquéritos envolvendo bolsonaristas.
"Para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente."
Outros líderes bolsonaristas também criticaram Lula ao comentar a abertura do inquérito. Deputado mais votado do país em 2022, Nikolas Ferreira (PL-MG) postou uma notícia a respeito em rede social e acrescentou: "Filho de Lula.... Lulinha é."
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse em rede social: "Cada enxadada uma minhoca".
Também na internet, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que tudo deve ser investigado "doa a quem doer". "Enquanto você faz fila no SUS, tem gente usando o Ministério da Saúde como balcão de negócio da família."
Em participação em podcast nesta quinta, o presidente Lula afirmou que não usará o cargo para proteger o filho. "Ele não tem o direito de errar. Não vão usar meu cargo para proteger [Lulinha]. Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra."
Wagner Moura confirma participação em próximo filme da franquia 'Onze Homens e Um Segredo'
- Bahia Notícias
- 31 Jul 2026
- 10:33h

Foto: TV Globo
Wagner Moura está escalado para uma nova e grande produção. O baiano confirmou, em entrevista para a revista americana GC, divulgada na última quinta-feira (30), que fará parte do elenco do novo filme da franquia 'Onze Homens e Um Segredo'.
Sem muitos detalhes sobre a produção, Wagner afirmou que a escalação só poderia ter sido divulgada após o fim da campanha com 'O Agente Secreto', que levou o Brasil para a sua segunda indicação consecutiva ao Oscar.
"Só posso dizer que estou muito animado. Isso é algo que só poderia ter acontecido depois de 'O Agente Secreto", disse.
No longa, Wagner irá contracenar com estrelas como Margot Robbie e Bradley Cooper, que, além de atuar, irá dirigir a obra. O ator não poupou elogios a Cooper.
"Eu tive uma ótima conexão com Bradley Cooper. Ele é alguém que admiro bastante, é um ator e diretor fantástico. Conversando com ele, seu entusiasmo, a maneira como ele vê as coisas. Ele é um artista realmente incrível. Você pode ter certeza de que ele vai criar algo muito, muito interessante e com uma ótima fotografia."
Em turnê com o espetáculo 'Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo', Moura irá se juntar ao elenco do longa a partir do dia 11 de agosto.
"Eles já estarão filmando, mas vão esperar por mim. Então, assim que acabar essa peça, vou encontrá-los para gravar."
Relatório da PF cita Wagner, Jerônimo, Rui Costa e ACM Neto em "lista de vinhos" de empresário
- Bahia Notícias
- 31 Jul 2026
- 08:23h

Foto: Vaner Casaes / AL-BA
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, organizou no final de 2024 uma lista de presentes de luxo voltada à cúpula política da Bahia. O material faz parte do inquérito que investiga o senador Jaques Wagner (PT).
A informação foi revelada pelo jornal Metrópoles. Em diálogo com sua secretária registrado em 23 de dezembro, Lima aprova a compra de vinhos com preços variando entre R$ 2,5 mil e R$ 5,3 mil. A lista, batizada de "Lembranças de Final do Ano", reunia nomes de diferentes espectros políticos:
- Governo e PT: Jerônimo Rodrigues (governador), Rui Costa (ministro da Casa Civil) e Jaques Wagner (senador);
- Oposição e União Brasil: Bruno Reis (prefeito de Salvador), ACM Neto e Antonio Rueda (presidente do partido).
Para os investigadores, a dinâmica reflete uma busca por influência junto a agentes públicos. Em trecho do relatório, a PF pondera que, mesmo com valores individuais inferiores aos das fraudes apuradas na operação, o ato "pode caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública".
Até o momento, a perícia não confirma a entrega das garrafas à maioria dos citados. A única evidência de envio anexada ao relatório traz fotos de embalagens direcionadas a "Jaques" e a Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como "Tio Guiga", amigo do parlamentar.
Embaixador do Brasil no Paraguai deve receber nota de repúdio do país vizinho por falas de Lula
- Bahia Notícias
- 30 Jul 2026
- 18:08h

Foto: Reprodução / Agência Brasil
Amanhã (31), José Antonio Marcondes de Carvalho, o embaixador brasileiro em Assunção, capital do Paraguai, deve receber uma nota de repúdio como resposta do país às declarações realizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a guerra contra o Paraguai no final do século 19.
"O governo do presidente Santiago Peña e desta chancelaria sempre defenderão os mais altos interesses do Paraguai em todos os âmbitos", afirmou o ministro das Relações Exteriores da nação vizinha, Rubén Ramírez Lezcano, em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (30).
A declaração feita por Lula aconteceu sexta-feira passada (24), em uma visita à empresa de defesa Avibras Aeroco, em Jacareí (SP). O presidente disse que as Forças Armadas deveriam estar "bem preparadas e treinadas" devido a "loucos pelo mundo querendo fazer guerra".
"Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, certa vez, o Paraguai decidiu invadir o Brasil", disse o petista. "Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não seria grande coisa, durou cinco anos", continuou o presidente sobre o conflito armado que colocou a Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai) contra a nação vizinha.
"Temos um diálogo permanente e franco com o Brasil. É um aliado estratégico do nosso país, além desse evento lamentável. Temos interesses em comum muito amplos em comércio, em integração física, em investimentos, em questões relacionadas à segurança de nossa região. Toda essa agenda ampla permanece ativa", disse o chanceler a jornalistas.
Antes mesmo disso, a declaração de Lula já havia repercutido no país.
"Lula, você está falando com muita leviandade sobre a maior tragédia da nossa história, o maior genocídio do nosso continente", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, Raúl Latorre, em um comunicado divulgado no domingo (26). "A Guerra da Tríplice Aliança (que começou com a intervenção militar do Brasil no Uruguai) devastou o Paraguai e marcou para sempre o nosso povo."
"Você disse uma vez que iria acabar com a guerra na Ucrânia 'com uma cervejinha'. Hoje, você volta a falar levianamente sobre conflitos armados nas Américas. Se você ficou sem jabuticabas, podemos te mandar algumas", continuou o político, correligionário do presidente paraguaio, o direitista Santiago Peña.
A fala teve uma repercussão negativa na oposição também. No sábado (25), a senadora Esperanza Martínez afirmou que as declarações eram "remanescentes do imperialismo que tentam encobrir uma guerra criminosa e uma política histórica de dominação e abuso da elite brasileira" contra o Paraguai.
Aliado de Flávio Bolsonaro chama jornalistas de "prostitutas" e diz que Miriam Leitão "não merece ser estuprada"
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 30 Jul 2026
- 12:14h

Foto: Reprodução Rede X
Associações que representam jornalistas e veículos de imprensa divulgaram notas nesta quinta-feira (29) em repúdio às declarações dadas pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, em especial ataques misóginos dirigidos a Miriam Leitão. Durante uma live no Youtube na noite da última terça (28), Figueiredo, que é conselheiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que jornalistas seriam “putas pagas” com recursos públicos de publicidade estatal e “prostitutas de alma”.
Ao longo da transmissão, o influenciador, que atua nos Estados Unidos junto a Eduardo Bolsonaro para que Donald Trump aplique sanções a autoridades brasileiras, sugeriu que veículos e jornalistas dependeriam de verbas de publicidade estatal para existir. Ele citou nominalmente empresas de comunicação como Globo, Folha de S.Paulo e Poder360, e afirmou que, sem esse financiamento, profissionais estariam fora do mercado.
Em uma outra fala, Paulo Figueiredo elogiou declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando disse que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada por ser feia. O influenciador bolsonarista adaptou a declaração à jornalista Míriam Leitão, ao chamá-la de “Míriam Leitoa”.
“Não fossem esse dinheiro do governo Lula, elas estariam desempregadas, elas estariam catando lixo na rua, ou se prostituindo, algumas talvez tenham até aparência para se prostituir, outras não, não vou citar aqui nomes, mas tenho dificuldade de imaginar se, por exemplo, a Miriam Leitoa, caso não tivesse uma teta pra mamar na Globo, tenho dúvidas se haveria demanda caso se prostituísse. É mais uma que não merece ser estuprada, como todas as outras não merecem, mas essas talvez um pouco mais. Eu tenho desprezo por essas pessoas”, disse.
Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) disse repudiar os ataques proferidos por Paulo Figueiredo contra jornalistas e veículos de comunicação. A associação destaca que as ofensas ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidade de jornalistas.
“As ofensas, que incluem insultos e a banalização da violência sexual contra uma profissional da imprensa, ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidação de jornalistas. É inadmissível que profissionais da comunicação sejam alvo de discursos que buscam constrangê-los, desqualificá-los e estimular a violência em razão do exercício de sua atividade. Ataques dessa natureza representam uma afronta à liberdade de imprensa, à dignidade da pessoa humana e ao direito da sociedade de receber informação livre, plural e independente”, diz a nota.
A entidade também manifestou solidariedade à jornalista Miriam Leitão e aos demais profissionais atingidos e disse esperar que as autoridades competentes adotem medidas cabíveis para a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. A Abert reafirmou ainda seu compromisso permanente com a defesa da liberdade de expressão, do livre exercício do jornalismo e da integridade de todos os profissionais da comunicação.
Outra entidade que se manifestou foi a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que igualmente repudiou as declarações de Paulo Figueiredo. Em nota, a Abraji destacou que há frases do influenciar que guardam alta similaridade com ofensas pelas quais Jair Bolsonaro foi condenado a pagar indenização por danos morais.
“A escolha das falas indica que o objetivo da mensagem, além do ataque gratuito a jornalistas, é produzir engajamento e atenção”, afirma a entidade.
A Abraji também manifestou sua solidariedade com a jornalista Miriam Leitão e a todas as profissionais atingidas pelas declarações, e exigiu a responsabilização de Paulo Figueiredo nas instâncias cabíveis, considerando o uso de discurso de ódio e incitação à violência.
“Aproveitamos o episódio para cobrar também o compromisso de toda a sociedade, e em especial daqueles que disputam mandatos públicos, com a proteção de jornalistas — sobretudo mulheres — contra ataques que buscam silenciar a cobertura crítica por meio da violência simbólica e da ameaça. Este não é um episódio isolado. Há anos, jornalistas mulheres são alvo de violência por seu trabalho na imprensa brasileira. Em junho, Figueiredo já havia atacado a jornalista Andréia Sadi, e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República contra ele por declarações misóginas anteriores”, coloca a entidade em sua nota.
“Repudiamos veementemente qualquer tentativa de normalizar a violência de gênero como instrumento de intimidação contra a imprensa, e, em especial, nossas colegas jornalistas. Ataques digitais como esses contribuem para a estigmatização e descredibilização do trabalho jornalístico e servem de impulso para formas de violência ainda mais graves que têm se multiplicado no último período”, concluiu a Abraji no texto divulgado na noite desta quarta.
Além das entidades, deputadas federais também reagiram em suas redes sociais às declarações. Para as deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o conteúdo divulgado por Figueiredo incentiva o ódio contra as mulheres e reforça a necessidade de aprovação do PL da Misoginia.
Durigan discute com Lula aperto no arcabouço em 4º mandato e novos gatilhos para restringir despesas
- Por Adriana Fernandes, Guilher Pimenta e Bruno Boghossian | Folhapress
- 30 Jul 2026
- 10:09h

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discute com o presidente Lula (PT) uma proposta de aperto nas regras do arcabouço fiscal para um eventual quarto mandato, com uma redução do teto anual para o crescimento de despesas dos atuais 2,5% para 1,5%.
O plano em avaliação inclui a criação de novos gatilhos, mais restritivos, para controlar o crescimento de algumas despesas obrigatórias.
A sinalização das propostas foi dada pelo ministro em conversas, na semana passada, com representantes de três grandes instituições financeiras do mercado financeiro, de acordo com pessoas a par das discussões ouvidas pela Folha na condição de anonimato.
Hoje, já existe um gatilho que restringe o crescimento real do gasto com pessoal a 0,6% dois anos após o governo registrar um déficit primário. Uma medida estudada pela campanha à reeleição é repetir esse dispositivo para outras despesas obrigatórias. O governo também conseguiu em 2024 restringir a correção do salário mínimo aos limites do arcabouço fiscal.
Durigan foi escalado pela campanha do presidente como porta-voz do programa econômico da candidatura à reeleição de Lula.
O aperto da regra seria um sinal positivo de compromisso com o processo de consolidação fiscal, melhora dos resultados primários e redução da trajetória de crescimento da dívida pública.
Na avaliação desses integrantes da equipe econômica, um teto mais restritivo auxiliaria na contenção das despesas obrigatórias, sobretudo as vinculadas ao salário mínimo, como os benefícios previdenciários e assistenciais, hoje as maiores pressões no orçamento da União.
Como esses gastos consomem uma parcela crescente do Orçamento, um limite menor para a expansão das despesas reduziria a margem para acomodá-los e seria um bom vetor para a redução da dívida pública.
Embora Lula ainda não tenha indicado publicamente que o ministro será o responsável pela interlocução econômica na campanha à reeleição, ele já recebeu o respaldo de petistas influentes, como o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o presidente do PT, Edinho Silva.
Durigan não abriu uma proposta concreta das mudanças para os integrantes das três instituições financeiras, mas buscou sinalizar o compromisso em conter o avanço de gasto obrigatório nas próximas eleições como programa de governo, em caso de vitória do presidente Lula.
As conversas sobre economia também têm sido feitas com lideranças de partidos políticos, já que qualquer mudança na regra fiscal depende do Congresso.
O ministro vem apontando nessas reuniões que para atingir a trajetória de superávit das contas públicas traçada no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, encaminhado em abril ao Congresso, será preciso reduzir o crescimento do gasto obrigatório, e uma das formas de fazer isso é revisando o arcabouço fiscal.
Há uma queixa no governo de que integrantes do mercado têm orientado a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) a não entrar em pontos específicos e, ao mesmo tempo, vêm pressionando a campanha do Lula para se comprometer com uma proposta específica.
Durigan reconheceu nessas reuniões que o crescimento das despesas obrigatórias tem esmagado o gastos discricionários (custeio da máquina e investimentos) no Orçamento da União e que Lula aceitou reduzir os gastos obrigatórios para continuar no esforço de consolidação fiscal.
As conversas do ministro com a Faria Lima têm se intensificado depois que falas do coordenador-geral do programa de governo da campanha de reeleição, Sérgio Gabrielli, a representantes da Faria Lima terem provocado ruídos no mercado. O episódio ficou conhecido como "efeito Gabrielli" por ter aumentado as incertezas com um eventual governo Lula e impactado a curva de juros futuros de longo prazo.
Segundo relatos, o ministro disse nas conversas que não adianta dizer ao mercado que vai ter uma nova regra duríssima, um novo teto de gastos que eles sonham, porque isso não vai acontecer. Ele, inclusive, ponderou que o próprio Flávio Bolsonaro não vai propor isso na campanha.
Outra proposta que tem sido dita nas conversas com o mercado financeiro é a insistência do governo no fim da isenção dos títulos incentivados, como LCI e LCA. O ministro tem relatado que a proposta continua na sua mesa e que, embora o Congresso não tenha aceitado essa proposta em 2025, a equipe econômica deverá reapresentá-la.
Além disso, o governo tem dito que o aumento da produtividade na economia também será pauta de campanha do presidente.
Justiça obriga prefeitura de Conquista a concluir plano de saneamento básico
- Bahia Notícias
- 30 Jul 2026
- 08:12h

Foto: Divulgação / Prefeitura de Vitória da Conquista
A prefeitura de Vitória da Conquista, no Sudoeste, foi obrigada pela Justiça a concluir a elaboração e encaminhar à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).
A decisão, informada nesta quarta-feira (29), atende a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que apontou a omissão da administração municipal na finalização do processo. O prazo para a iniciativa é de até 180 dias.
Ajuizada pela promotora Karina Cherubini, a ação aponta que, embora as etapas técnicas para a elaboração do plano tenham sido realizadas, o Município permanece sem concluir o PMSB desde 2020 e não encaminhou o projeto de lei para apreciação do Poder Legislativo.
Segundo a promotora, a prefeitura contratou, em 2019, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para elaborar os estudos técnicos que serviriam de base ao plano. Os trabalhos foram concluídos e disponibilizados para consulta pública em 2020.
No entanto, o Executivo municipal não encaminhou o projeto de lei à Câmara de Vereadores, impedindo a formalização do instrumento de planejamento previsto na legislação. Além de concluir o plano e submetê-lo ao Legislativo, a sentença determina que o Município promova ampla divulgação do PMSB e de todos os estudos que o fundamentam, disponibilizando de forma integral o conteúdo na internet, especialmente no site oficial da prefeitura.
A decisão judicial também estabelece que, após a publicação da lei que instituir o Plano Municipal de Saneamento Básico, o Município deverá comunicar a conclusão e conteúdo do mesmo à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no prazo de até 30 dias, para inserção das informações no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa).
Outro ponto da sentença obriga a administração municipal a selecionar e delegar, em até 180 dias, a regulação dos serviços públicos de saneamento básico a uma entidade reguladora e fiscalizadora qualificada, em conformidade com as normas de referência estabelecidas pela ANA.
Ainda na ação, a promotora de Justiça Karina Cherubini argumentou que a ausência do Plano Municipal de Saneamento Básico compromete o acesso do município a recursos federais, afeta a validade de contratos relacionados aos serviços de saneamento e prejudica a proteção ao meio ambiente e à saúde pública.








