AGU usa lei antifacção pela primeira vez e pede confisco de R$ 190,3 milhões de integrantes do PCC e do CV
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 14:40h

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
O governo federal usou pela primeira vez a lei antifacção para pedir à Justiça o confisco de R$ 190,3 milhões de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). As ações foram apresentadas na terça-feira (20) pela Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo nos tribunais. Os alvos são suspeitos de tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram quatro ações, apresentadas pela Procuradoria-Geral da União, setor da AGU, em varas da Justiça Federal de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Segundo nota da AGU, três dessas ações tentam recuperar R$ 82 milhões e atingem 87 réus investigados por participação em grupos criminosos ligados ao PCC. Entre as atividades apontadas está um esquema de contrabando de cigarros e agrotóxicos vindos do Paraguai para o Brasil.
PF encontra sala oculta com máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 12:27h

Foto: Divulgação / Willer Tomaz Advogados Associados
A Polícia Federa (PF) encontrou uma sala oculta em um hangar no Aeroporto de Brasília utilizado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O local tinha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, mas os agentes não encontraram cédulas durante a inspeção.
A existência do espaço foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. Segundo as informações divulgadas, a PF chegou à sala em agosto, após receber uma denúncia anônima sobre a estrutura escondida atrás de um painel de madeira, com uma porta aparentemente blindada.
Em nota, a defesa de Tomaz confirmou a existência da chamada “sala-cofre” e afirmou que o ambiente é utilizado para atender empresas de transporte de valores que são clientes das companhias de aviação do advogado. Os representantes negaram qualquer irregularidade e classificaram como “fantasiosa” a suspeita de que o espaço serviria para guardar ou contar dinheiro ilícito.
A busca ocorreu no âmbito da operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Tomaz foi um dos alvos da investigação. Na residência dele, os agentes também encontraram uma máquina de contar dinheiro e apreenderam quatro aeronaves vinculadas às suas empresas.
Além desse caso, o advogado e Flávio Bolsonaro são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a investigação, a Polícia Federal identificou e-mails que indicariam o cadastro de Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Tomaz.
O caso foi encaminhado ao STF em razão do foro especial do senador e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e já afirmaram não manter negócios em conjunto.

Mensagens de Vorcaro apontam negociação de contrato de R$ 1,8 mi com CEO da Quaest
- Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 10:20h

Foto: Reprodução / Instagram @professorfelipenunes
Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontam negociações para contratar Felipe Nunes, CEO da Quaest, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. O acordo discutido previa pagamentos mensais de R$ 150 mil durante um ano, totalizando R$ 1,8 milhão.
Os diálogos, divulgados pelo Metrópoles, ocorreram em setembro de 2024 e envolvem Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banco. Em uma mensagem enviada no dia 9 daquele mês, ela perguntou se estava alinhada a contratação de Nunes, por meio da empresa Quaest, pelo valor previsto.
Vorcaro respondeu que acreditava que Augusto havia fechado o acordo e orientou Ana a alinhar os detalhes com ele. Na sequência, ela confirmou que daria continuidade ao processo.
Até o momento, não há informação sobre quantas parcelas do contrato teriam sido efetivamente pagas. Felipe Nunes negou ter relação pessoal com o ex-banqueiro e afirmou que o contato com o Banco Master ocorreu de forma “estritamente técnica”.
STF leva ao plenário em novembro possível terceiro mandato de Muniz na presidência da Câmara de Salvador; veja detalhes
- Por Paulo Dourado/Bahia Notícias
- 22 Out 2026
- 08:02h

Foto: Reginaldo Ipê / CMS
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar entre 6 e 13 de novembro se o vereador Carlos Muniz (PSDB) pode disputar mais uma vez a presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS), agora para o biênio 2027-2028. O pedido foi feito pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e o julgamento será no plenário virtual, sistema em que os ministros registram seus votos pela internet ao longo de uma semana. O relator, ministro Gilmar Mendes, já negou o pedido em uma decisão provisória.
A data foi marcada na terça-feira (20). A ação foi apresentada em 23 de setembro e é uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), tipo de processo usado para questionar no STF atos que violariam princípios da Constituição.
O PDT argumenta, em parecer jurídico produzido pelo escritório de um ex-ministro do STF, que a primeira passagem de Muniz pela presidência da Câmara, no biênio 2023-2024, não deveria contar no limite de mandatos seguidos. Segundo o partido, ele não foi eleito para o cargo naquela ocasião. Muniz assumiu automaticamente, como prevê o regimento da Casa, depois da renúncia do então presidente, Geraldo Júnior (MDB), que deixou a Câmara para assumir o cargo de vice-governador da Bahia.
Gilmar Mendes rejeitou essa tese. Na decisão, o ministro destacou que Muniz comandou a Câmara durante todo o biênio 2023-2024 e depois foi eleito para o período de 2025-2026, também cumprido por inteiro. Uma nova eleição, segundo ele, permitiria que a mesma pessoa ficasse seis anos seguidos à frente do Legislativo municipal, em três mandatos consecutivos, o que a jurisprudência do STF proíbe.
O relator diferenciou a situação de Salvador dos casos em que alguém assume a chefia de um Legislativo por pouco tempo ou por força de uma decisão judicial provisória. Nessas hipóteses, o período pode não ser contado para efeito do limite de reconduções. Para Gilmar, o caso de Muniz não se encaixa nessa exceção, já reconhecida pelo STF em julgamento anterior com efeito para todo o país.
O ministro negou a liminar, que é o pedido de decisão urgente e provisória, por não ver os requisitos necessários. Ele indicou que vai propor ao plenário uma decisão definitiva sobre o tema.
Segundo apurou o Bahia Notícias, a ação foi inicialmente distribuída ao ministro Kassio Nunes Marques, mas precisou ser sorteada novamente porque ele preside o TSE. De acordo com essa apuração, o cargo impede que o ministro relate no STF casos com pedido de urgência nos três meses anteriores e posteriores às eleições.
O resultado do julgamento pode ter impacto também na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), assumiu o cargo em março de 2025. Ela era primeira vice-presidente e chegou ao comando depois que o próprio STF barrou, por considerar inconstitucional, o terceiro mandato consecutivo de Adolfo Menezes. Ivana é favorita para ser reconduzida no biênio 2027-2028. Se for reeleita e tentar um novo mandato para 2029-2030, ela poderá enfrentar uma situação parecida com a de Muniz.
Nordeste concentra 40% das mudanças nos locais de votação no segundo turno
- Por Anna Júlia Lopes | Folhapress
- 21 Out 2026
- 18:45h

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, anunciou na sessão desta terça-feira (20) que os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) registraram para o segundo turno, que será realizado no domingo (25), alterações em 102 locais de votação em todo o Brasil.
Das mudanças, a maioria se concentra na região Nordeste, com 41 endereços alterados.
Com 102 mudanças nos endereços de votação, o Nordeste concentra 40% das alterações, seguido do Sudeste (25,5%), do Norte (17,6%) e do Sul (14,7%). O Centro-Oeste foi a região que menos registrou alterações, com apenas duas, totalizando 2% dos casos.
O estado mais afetado foi Minas Gerais, com 17 alterações. Em seguida está o Maranhão, com 13.
Na segunda-feira (19), os presidentes dos TREs assinaram nota conjunta para dizer que as mudanças eram "excepcionais" e representam número menor do que em 2022. Segundo Kassio na sessão desta terça, a alteração foi 94% menor do que nas eleições gerais passadas.
A seção eleitoral é a unidade em que o eleitor vota, geralmente uma sala dentro do local de votação, com uma urna eletrônica e uma mesa de mesários. Já o local de votação é um estabelecimento que pode abrigar várias seções eleitorais, como uma escola, universidade ou prédio público.
Nesta noite, Kassio decidiu esclarecer a decisão quanto às alterações. Segundo ele, o tribunal identificou uma série de desinformações a respeito do tema.
"O TSE não tem nenhuma participação na alteração de endereço de local de votação, ele não solicita e não autoriza", destacou o ministro. Ele reiterou que os TREs são os responsáveis pelas alterações nos locais de votação em todo o Brasil e que, ao longo da semana, a corte manterá contato com os tribunais.
Conforme o magistrado, as alterações ocorrem principalmente por conta de condições climáticas extremas. Kassio citou como exemplo as chuvas no Sul do país.
O ministro destacou que, no entanto, mudanças ainda podem ocorrer. De acordo com ele, esse era o número apresentado até esta terça, porém, se houver algum novo episódio climático em algum dos locais, podem surgir novas alterações.
Apenas cinco seções terão mudança de local de votação em três municípios da Bahia; confira
- Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 16:40h

Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) publicou uma nota informando sobre as mudanças dos locais de votação para o segundo turno das Eleições Gerais de 2026. Segundo o TRE, no Estado, apenas cinco seções de votação, em três municípios do interior, passaram por alterações. As mudanças decorrem de inadequações estruturais dos imóveis utilizados no primeiro turno, com o objetivo de assegurar mais conforto e segurança ao eleitorado no dia do pleito.
A Bahia possui 199 zonas eleitorais, sendo 19 delas em Salvador e 180 no interior do estado. Destas, apenas a 63ª zona (município de Lagoa Real); 184ª (Conceição do Almeida); e 185ª (Itanagra) promoveram algum tipo de mudança, feita pelo próprio Cartório. Ainda assim, as distâncias entre os locais antigos e os novos são próximos, sejam eles imóveis vizinhos, ou com distâncias que variam de 5 a 350 metros.
COMO CONFERIR
É importante que a eleitora e o eleitor consultem o local de votação com antecedência, especialmente aquelas pessoas que não votaram no primeiro turno, e dessa forma evite contratempos e deslocamentos desnecessários. A consulta pode ser feita pelo e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral, baixado gratuitamente; site do TRE-BA, no autoatendimento eleitoral; e WhatsApp, por meio da assistente virtual Maia no contato (71) 3373-7000, que também funciona como central de atendimento telefônico.
ALTERAÇÕES
- Em Lagoa Real, as seções 64 e 65 passaram do PSF - Unidade de Saúde da Família – Riachão para o Grupo Escolar Donerio Aguiar.
- Em Conceição do Almeida, as seções 50 e 51 mudaram da Escola Dr Djalma Rocha Galvão - sede - para a Creche Antonio Ribeiro Falcão.
- Já em Itanagra a seção 86 saiu do Colégio Angelina Garcia Avena e foi para a Escola Municipal Recanto do Saber.
As mudanças ainda podem ocorrer até 25 de outubro, data do segundo turno, caso surjam situações excepcionais, que exijam providências da Justiça Eleitoral.
Pesquisa da Palver, a única que cravou Flávio com 47% no 1º turno, mostra o senador com 50% contra 48% de Lula
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 16:36h

Foto: Reprodução Band Youtube
O instituto Palver, que no primeiro turno foi o único que acertou o percentual de 47% dos votos válidos para o candidato Flávio Bolsonaro, divulgou sua nova pesquisa nesta quarta-feira (21), e o resultado mostra o senador do PL com dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo turno.
Segundo a pesquisa do Palver, Flávio Bolsonaro registra 50% das intenções de voto, enquanto Lula marca 48%. Eles estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,4 pontos percentuais.
Na rodada anterior da Palver, divulgada na última quinta (15), Flávio tinha 50%, e Lula, 49%. Seis dias depois, o senador do PL ficou estável e o líder petista oscilou um ponto para baixo.
Na véspera da votação em primeiro turno, a Palver mostrava Flávio com 47% e Lula com 43%. Nas urnas, no dia 4 de outubro, o senador teve 47,03% e o presidente, 45,16%.
A pesquisa Palver também mediu a rejeição de ambos. Questionados em quem não votariam “de jeito nenhum”, 49% dos eleitores apontam Lula, e 47% citam Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, 49% afirmam que votariam “com certeza” no candidato do PL, ante 47% que garantem o voto no atual presidente. Os que dizem que “poderiam votar” somam 2% para Flávio Bolsonaro e 1% para Lula.
Outro ponto abordado pela pesquisa Palver foi a certeza do voto no segundo turno. Questionados sobre o que poderia fazê-los mudar de candidato, a grande maioria respondeu que nada alteraria a escolha.
Entre os eleitores de Lula, 79% dizem que nada os faria mudar de voto. Entre os de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 80%.
O levantamento foi realizado com cinco mil entrevistados pela Palver de 18 a 20 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,4 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-04612/2026.
MPE cobra medidas do TSE para garantir voto de indígenas no segundo turno
- Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 14:09h

Foto: Agência Pública / Divulgação
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, providências para garantir o direito ao voto da população indígena no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). O órgão recebeu relatos de dificuldades de transporte e falta de mesários que falem línguas indígenas durante a votação do primeiro turno.
Segundo o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, os problemas foram registrados em Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Amazonas e Pará. O MPE solicitou apoio institucional para corrigir os obstáculos e evitar novas restrições ao exercício do voto. Um dos casos envolve a Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas.
A Justiça Eleitoral negou um pedido da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) para disponibilizar transporte fluvial gratuito, água e alimentação a eleitores de 43 aldeias durante o segundo turno. Na decisão, a juíza Dálethe Borges Messias, da 42ª Zona Eleitoral do Amazonas, reconheceu a importância de garantir o voto dos indígenas em condições de igualdade, mas afirmou que a solicitação foi apresentada fora do prazo necessário para organizar a operação.
A magistrada também apontou falta de recursos da Justiça Eleitoral para custear o transporte e a alimentação. A Univaja afirmou que, em eleições anteriores, houve articulação com a Justiça Eleitoral para viabilizar o deslocamento dos eleitores, mas que a logística não foi garantida neste ano. Segundo a entidade, a abstenção indígena no primeiro turno ficou entre 30% e 35%, e a negativa preocupa diante das dificuldades de acesso às seções eleitorais.
A Terra Indígena Vale do Javari tem cerca de 8,5 milhões de hectares e abriga mais de 6 mil indígenas, distribuídos em 74 aldeias e sete povos. Localizada no oeste do Amazonas, na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, a região também concentra povos indígenas isolados e enfrenta ameaças como narcotráfico, garimpo ilegal e extração clandestina de madeira.
Doações a Flávio quase triplicam no 2º turno e chegam a 26 vezes o valor recebido por Lula
- Por Luana Lisboa | Folhapress
- 21 Out 2026
- 12:21h

Foto: Vittor Sales / Divulgação
As doações à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) somaram R$ 20,3 milhões de 5 a 16 de outubro no segundo turno. O valor é quase o triplo dos R$ 7,5 milhões recebidos em todo o primeiro turno.
No mesmo período, a campanha à reeleição do presidente Lula (PT) recebeu R$ 772,5 mil em doações. O montante arrecadado pelo senador é 26 vezes o do petista.
Os dados foram extraídos às 15h desta terça-feira (20) do Divulgacand, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e incluem receitas lançadas até sexta-feira (16). A conta considera doações feitas diretamente por pessoas físicas e por financiamento coletivo.
Todas as doações a Flávio no segundo turno vieram diretamente de pessoas físicas. Lula recebeu R$ 678,9 mil por financiamento coletivo e R$ 94 mil diretamente de eleitores.
Na arrecadação total, no entanto, que inclui os recursos públicos repassados pelos partidos, o petista lidera. Lula soma R$ 118,4 milhões, e Flávio, R$ 95,5 milhões. A diferença vem do fundo eleitoral, do qual o PT transferiu R$ 115 milhões à campanha do presidente, e o PL, R$ 47 milhões à do senador.
Flávio terminou o primeiro turno, em 4 de outubro, à frente de Lula. O senador obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista. Os dois disputam o segundo turno neste domingo (25).
A maioria das doações a Flávio se concentrou nos últimos dias do levantamento. De 13 a 16 de outubro, a campanha recebeu R$ 17,5 milhões de pessoas físicas, 85,6% do total do segundo turno. Não há receitas registradas entre os dias 10 e 12.
Ao longo de toda a campanha, Lula teve mais doadores, 571, ante 462 de Flávio. As contribuições ao senador, porém, são maiores. Metade dos doadores de Flávio deu até R$ 5.000, e metade dos de Lula, até mil reais.
As doações ao candidato do PL também são mais concentradas. Dezessete doadores deram R$ 500 mil ou mais cada um e somam R$ 12,9 milhões, 46% de tudo o que o senador recebeu de pessoas físicas. Na campanha de Lula, apenas uma pessoa física doou mais de R$ 100 mil.
O maior doador de Flávio é o empresário do agronegócio Elói Vitório Marchett, com R$ 2 milhões, em 15 de outubro. Nelson José Vigolo, também empresário do ramo, doou R$ 1,1 milhão no dia 13.
Angela Cristina Cattozatto Fortunato, esposa de Francisco Fortunato, presidente e acionista do Grupo OCQ, do setor químico, doou R$ 1 milhão.
O maior doador de Lula é o empresário Erasmo Carlos Battistella, fundador e CEO da Be8, empresa de biodiesel, que deu R$ 500 mil ainda no primeiro turno, em 4 de setembro. O valor equivale a um quarto de tudo o que o petista recebeu de pessoas físicas. No mesmo dia, ele doou o mesmo valor a Flávio.
No segundo turno, os maiores doadores do petista foram Guido Mantega, ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos do presidente, e Luis Alberto de Mendonça Sabanay, pastor presbiteriano e militante, com R$ 20 mil cada. A doação de Sabanay foi estimável em dinheiro, ou seja, feita em bens ou serviços. Os demais aportes do período foram de até R$ 10 mil.
Na arrecadação total, liderada pelo petista, o valor vem dos fundos públicos repassados pelos partidos. A maior vantagem do mandatário vem do fundo eleitoral, verba pública distribuída aos partidos em anos eleitorais.
O PT transferiu R$ 115 milhões do fundo à campanha, 97% de tudo o que o presidente arrecadou. Desse valor, R$ 30 milhões chegaram depois do primeiro turno, em repasses nos dias 8 e 16 de outubro.
O PL repassou a Flávio R$ 47 milhões do fundo eleitoral, todos antes do primeiro turno, além de R$ 13,7 milhões do Fundo Partidário. Somados a outros R$ 7 milhões em recursos da sigla, os repasses do partido representam 71% da arrecadação do senador.
Desses R$ 7 milhões, R$ 6 milhões foram registrados como doações estimáveis da direção nacional do PL. A prestação de contas não informa a que bens ou serviços eles correspondem. Os valores não incluem doações feitas diretamente aos partidos.
Desde 2015, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), empresas não podem doar a campanhas eleitorais. Pessoas físicas podem contribuir com até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior à eleição.
Segundo o TSE, os recursos arrecadados podem ser usados em despesas como produção de material gráfico, propaganda eleitoral, aluguel de espaços para eventos, deslocamento de candidatos, funcionamento de comitês, contratação de pessoal e uso de carros de som.
AGU busca recuperar R$ 190 milhões de integrantes do PCC e do CV
- Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 10:24h

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou quatro ações civis, nesta terça-feira (20), para recuperar bens, no valor de R$ 190,3 milhões, de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho. Segundo a Agência Brasil, as ações são baseadas na Lei 15.358 de 2026 (Lei Antifacção), que permite o perdimento civil de bens de origem ilícita independentemente de condenação criminal prévia.
“A iniciativa representa uma nova frente de atuação do Governo brasileiro no combate ao crime organizado, com o objetivo de identificar, bloquear e recuperar patrimônio de origem ilícita.”, destacou o governo federal, em nota.
Três das ações envolvem 87 réus e estão relacionadas a investigações sobre organizações criminosas vinculadas ao (PCC), especialmente em esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e agrotóxicos proibidos. As investigações ocorreram no âmbito das operações Marola, Delivery e Contaminatus.
A quarta ação decorre da Operação Hinterland e busca recuperar patrimônio relacionado ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de capitais. As investigações identificaram movimentações financeiras vultosas além da comercialização de aeronaves, veículos de luxo, empresas e pedras preciosas.
“A estratégia da AGU busca ultrapassar a responsabilização individual dos autores dos crimes, alcançando também financiadores, beneficiários econômicos, empresas de fachada, familiares e terceiros utilizados para ocultar patrimônio ilícito. Para isso, a AGU atua no rastreamento de ativos, na identificação dos verdadeiros beneficiários dos bens”, destacou o governo, em nota.
As ações foram propostas pela Procuradoria-Geral da União (PGU/AGU) em varas da Justiça Federal nos estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Os recursos e os bens recuperados ou confiscados das organizações criminosas serão investidos principalmente no fortalecimento do aparato de segurança pública por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública ou dos fundos de segurança pública estaduais.
Roger Waters chama Jair e Flávio Bolsonaro de "babacas" e pede que brasileiros votem em Lula "por Marielle"
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 21 Out 2026
- 08:37h

Foto: Ricardo Stuckert
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (20), o músico britânico Roger Waters, fundador da banda Pink Floyd, manifestando seu apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
O músico disse no vídeo que adora o Brasil, que conheceu Lula e que ele “é um homem que trabalhou por você a vida toda e deveria continuar trabalhando”. Waters incentivou os brasileiros a votarem no líder petista e pediu que haja um forte comparecimento nas urnas no próximo domingo (25).
“Se você tem uma avó que não consegue levantar de uma cadeira para ir votar, a carregue, a coloque num burro, num carro, e leve ela pra uma seção eleitoral e vote, vote, vote! Só você pode salvar o Brasil dos gangsters que querem ser presidente”, afirmou.
Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, Roger Waters falou dos vínculos do candidato do PL com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O músico também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando-o de “asshole”, ou “babaca”.
“[Flávio] Bolsonaro, filho de um babaca, ele mesmo é um babaca. Ele vem de uma longa linhagem de babacas, está em conluio com os EUA e querem roubar tudo o que vocês têm no Brasil. Não apenas a Floresta Amazônica, mas também os minerais e outras coisas”, disse.
Waters ainda citou a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 pelos milicianos Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. O músico fez uma vinculação entre o assassinato com o candidato Flávio Bolsonaro.
“Eles mataram minha amiga Marielle Franco. Eles assassinaram ela. Vocês se lembram disso? Eu me lembro, eu nunca vou me esquecer. Por Marielle Franco, vá e vote no domingo. Vote em Lula”, declarou Roger Waters.
Justiça do Rio encerra recuperação judicial da Americanas após fraude
- Por Diego Felix | Folhapress
- 20 Out 2026
- 16:28h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (19) o encerramento da recuperação judicial da Lojas Americanas, quase três anos após a varejista pedir proteção contra credores na esteira de um dos maiores escândalos de fraude contábil do varejo brasileiro.
O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio, considerou cumpridas todas as obrigações do plano de recuperação que venciam em até dois anos após a homologação, ocorrida em fevereiro de 2024. A administradora judicial e o Ministério Público do Rio apoiavam o fim da recuperação da rede, que ainda incluía as subsidiárias B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações.
Segundo o magistrado, o encerramento da recuperação não afasta a insatisfação de credores, que ainda podem apontar descumprimento do plano ou pedir a falência da empresa.
Hoje, a principal resistência é de credores com títulos em moeda estrangeira, os chamados bondholders, que alegavam que seus créditos foram convertidos de dólares para reais sem autorização, o que teria resultado em pagamento menor.
O juiz, no entanto, rejeitou o argumento e disse que esses credores aprovaram o plano em assembleia sem ressalvas, assinando os documentos de adesão à modalidade de pagamento escolhida.
"Não se pode admitir que o credor se beneficie da modalidade e, depois de receber, conteste o critério que a viabilizou", disse Ferreira na decisão.
Credores menores, como fornecedores de tintas e medicamentos, reclamavam de não ter recebido ou pediam informações sobre os pagamentos. Para o magistrado, esses casos seguem as regras gerais do plano e não impedem o encerramento, com disputas sobre o valor dos créditos correndo normalmente na Justiça.
Em fato relevante ao mercado, a Americanas disse que o encerramento da recuperação judicial representa um "marco importante na trajetória da companhia" e inaugura uma nova etapa de seus negócios.
CEO da Americanas S.A., Fernando Soares afirma que nos últimos dois anos a companhia implementou um plano de readequação e apresentou indicadores crescentes de rentabilidade. No período, o ganho operacional subiu R$ 500 milhões, com crescimento de 9,3% no primeiro semestre de 2026 e aumento de 10,3% na receita bruta por m² no mesmo período.
"A Americanas sofreu com todo o processo, mas sai mais forte e com fôlego renovado para retomar a posição de relevância no varejo físico brasileiro", disse Soares.
No pregão desta segunda-feira na B3, a Americanas encerrou o dia com as ações negociadas a R$ 5,97, alta de 6,99%
RELEMBRE O CASO
Quando pediu recuperação, em janeiro de 2023, a Americanas reportou uma dívida de cerca de R$ 43 bilhões, sendo mais de 16,3 mil credores. A ação foi protocolada dias após a revelação de "inconsistências contábeis" de R$ 20 bilhões em seu balanço.
À época, o então CEO do grupo, Sérgio Rial, anunciou seu desligamento da empresa menos de duas semanas após assumir o posto e revelou o tamanho da fraude. Desde então, uma investigação de mais de três anos teve início e seus desdobramentos seguem movimentando o judiciário brasileiro.
Com dificuldades decorrentes da alta dos juros, as fraudes contábeis eram uma forma de manter linhas de crédito abertas junto a bancos e governo. Essa maquiagem de balanço era feita através da criação de créditos fictícios em contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que reduziam a contabilização de obrigações com fornecedores.
Ao mesmo tempo, a companhia também operava com um grande volume de operações de risco sacado, em que um banco antecipa ao fornecedor o valor que a varejista deveria pagar e se torna o credor da loja, cobrando um juro por isso.
Como as operações de risco sacado foram ficando cada vez maiores, a diretoria do grupo foi, ao longo dos anos, maquiando os balanços divulgados ao mercado.
Só com os contratos de VPC, a Americanas manipulou mais de R$ 21,7 bilhões. Com o risco sacado foram outros R$ 18,4 bilhões, além das operações de financiamento de capital de giro (R$ 2,2 bilhões).
As investigações apontam que as fraudes foram "executadas e mascaradas" pela diretoria da companhia, que apresentava relatórios maquiados aos conselheiros. Na semana passada, a Justiça do Rio de Janeiro acolheu denúncia do MPF (Ministério Público Federal) e tornou réus 12 ex-executivos da companhia por envolvimento na fraude.
Segundo os procuradores, nenhuma das delações ou provas obtidas nos mais de três anos das investigações apontava que os acionistas tivessem ordenado ou tomado ciência do cometimento de fraudes.
O trio de bilionários Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, acionistas de referência, nunca foi denunciado formalmente.
Em junho deste ano, no entanto, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Sicupira, Paulo Alberto Lemann (ex-conselheiro e filho de Jorge Paulo) e Eduardo Saggioro (atual presidente do conselho de administração) por suposto conhecimento das fraudes.
Na ocasião foram bloqueados bens em até R$ 54 bilhões, porém um grupo de procuradores do MPF pediu o desbloqueio alegando que nenhuma delação ou prova obtida apontava que os acionistas soubessem do cometimento de fraudes da diretoria, liderada pelo ex-CEO Miguel Gutierrez -o que ele sempre negou.
Filho de Daniela Mercury oferece pix para quem apresentar proposta de Flávio Bolsonaro a favor do trabalhador
- Bahia Notícias
- 20 Out 2026
- 14:15h

Foto: Instagram
O cantor e compositor Gabriel Mercury, filho da cantora Daniela Mercury, viralizou nas redes sociais com um desafio para virar votos em Salvador. O artista escolheu um dos lugares mais movimentados da capital baiana para propor aos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) que mostrassem um projeto do candidato à favor do trabalhador.
Com uma placa em uma das escadarias da Estação da Lapa, o artista oferecia um pix de R$ 150 para quem conseguisse apresentar um projeto do filho de Jair Bolsonaro, que disputa com Lula (PT) o cargo de presidente do Brasil no segundo turno das eleições.
Nos comentários da postagem feita no Instagram, os seguidores de Gabriel pontuaram a falta de participação dos eleitores. "É mais fácil o Saci-Pererê cruzar as pernas!", escreveu uma internauta. "Mais fácil tirar na mega-sena", comentou outro.
Gabriel integra o grupo 'Estação Vira-Voto', que tenta conseguir mais votos para Lula. "Faço parte de um grupo que vai as ruas conversar com as pessoas com o intuito de trazer a verdade para o eleitor. Estamos precisando de mais pessoas com urgência para atuarmos a semana inteira", convocou o artista em uma outra postagem.
Assim como a mãe, Gabriel se engajou em causas políticas. O artista participou do Ato Pela Democracia, que foi realizado no último domingo (18), em Salvador, e também participou da campanha em vídeo com artistas de todo o Brasil a favor da reeleição de Lula.
Fátima Bernardes surpreende, revela posicionamento político nas redes sociais e faz apelo: "Eu tô preocupada"
- Bahia Notícias
- 20 Out 2026
- 12:21h

Foto: Multishow
A jornalista Fátima Bernardes revelou nas redes sociais seu voto para o segundo turno das eleições. Após 37 anos de Globo, respeitando uma regra da própria emissora de não se pronunciar politicamente, a ex-âncora do Jornal Nacional e apresentadora do 'Encontro', declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente.
Por meio de um vídeo publicado no Instagram, Fátima defendeu seu voto e explicou o motivo pelo qual escolheria Lula.
"Oi, o vídeo é longo, mas eu peço que você fique comigo até o fim. Afinal, somos amigos e, principalmente, amigas de longa data. Sempre me senti respeitada e tive grande respeito pelo que nós construímos juntos na TV e, agora, nas diversas plataformas. Você não precisa ser lulista nem petista para votar no Lula e no Alckmin. Basta você ser um defensor da democracia, das liberdades, dos direitos que já conquistamos, do respeito a todas as famílias e credos”, afirmou.
A apresentadora pontuou ainda que sua escolha era baseada nos ensinamentos recebidos dos pais. “Diante de tudo que eu aprendi com meu pai militar e com a minha mãe dona de casa, eu tô preocupada. Com eles aprendi sobre respeito ao próximo, sobre trabalhar pela minha independência, pela minha liberdade, sobre viver e resolver os problemas na base da conversa sem violência”, declarou.
Fátima não foi a única ex-jornalista da Globo a se posicionar politicamente. O ex-apresentador do Bom Dia Brasil declarou apoio ao presidente e participou do Ato Pela Democracia no último domingo (18).
Os posicionamentos só puderam ser feitos após deixar a emissora. Entre os princípios editoriais da Globo está escrito de forma explícita:
"Os jornalistas do Grupo Globo na?o podem se engajar em campanhas poli?ticas, de forma alguma: nelas trabalhando, anunciando publicamente apoio a candidatos ou usando aderec?os que os vinculem a partidos. Em seus manuais de redac?a?o, os vei?culos devem criar normas de quarentena para receber de volta jornalistas que tenham pedido demissa?o a fim de trabalhar para partidos, candidatos ou governos."
Big Data: Flávio mantém liderança no segundo turno, marcando 52% contra 48% de Lula em votos válidos
- Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
- 20 Out 2026
- 10:06h

Foto: Reprodução Band Youtube
Faltando apenas seis dias para o segundo turno das eleições 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue liderando a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora com margem no limite da margem de erro. É o que mostra a nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (20), que apresenta o candidato do PL com 52% das intenções de voto contra 48% do líder petista.
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a diferença de quatro pontos percentuais entre Flávio e Lula representa um empate técnico no limite da margem de erro do levantamento Big Data.
Na modalidade estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro alcança 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Os votos brancos e nulos representam 5% das respostas, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Já na pesquisa espontânea, quando os eleitores indicam seus candidatos sem receber uma lista de nomes, o senador também aparece numericamente à frente. Flávio Bolsonaro registra 47% nas menções espontâneas, enquanto Lula alcança 44%.
Nessa modalidade da pesquisa Big Data, 5% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto. Outros 4% não souberam responder.
O levantamento revela que, entre os homens, o candidato Flávio Bolsonaro registra 52% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 41%. A vantagem numérica do senador nesse segmento é de 11 pontos percentuais.
No eleitorado feminino, entretanto, este cenário se inverte. O presidente Lula alcança 49% das intenções de voto, contra 45% do candidato do PL, uma diferença de quatro pontos percentuais favorável ao petista.
A renda dos entrevistados também apresenta relação com as preferências eleitorais. Lula obtém seu melhor desempenho entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, segmento no qual registra 54% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 39% nesse grupo.
Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, o senador do PL apresenta uma vantagem numérica mais expressiva. Flávio alcança 61% das intenções de voto, enquanto Lula registra 33%, uma diferença de 28 pontos percentuais.
A pesquisa também avaliou a rejeição aos dois candidatos que disputam a Presidência da República. Nesse indicador, Lula registra 35%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. A diferença é de dois pontos percentuais.
Outros 28% dos entrevistados afirmaram rejeitar tanto o presidente quanto o senador. Já 4% declararam não rejeitar nenhum dos dois candidatos.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o território nacional entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02952/2026.









