Antes de dizer que conversa com Vorcaro era mentira, Flávio afirmou que Mendonça não iria "sacanear" Ciro Nogueira

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 18:06h

Foto: Reprodução Youtube

Na manhã desta quarta-feira (13), em conversa com jornalistas na porta do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), e disse ter certeza de que o ministro André Mendonça não iria “sacanear” o seu colega de Senado. A fala de Flávio se deu antes dele ser questionado pelo repórter do site Intercept sobre os pagamentos que ele negociou com Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“O Ciro é presidente de um partido importante, sofreu acusações que são graves e ele inclusive já começou a explicar. O que eu falo é o seguinte: pelo menos ele tem um relator no Supremo, que é o ministro André Mendonça, que não vai sacaneá-lo, que vai dar a oportunidade da defesa trabalhar, vai dar a oportunidade do Ciro se explicar, provar que é inocente”, afirmou Flávio.

 

A conversa com a imprensa aconteceu logo depois de o senador ter um encontro com o presidente do STF, Edson Fachin. Flávio Bolsonaro fez ainda uma comparação da condução do processo por Mendonça com a do ministro Alexandre de Moraes durante a relatoria do caso da trama golpista de 8 de Janeiro.

 

“O que não aconteceu com o presidente Bolsonaro, por exemplo, que provou que era inocente e, mesmo assim, foi condenado pelo seu perseguidor, que é o ministro Alexandre de Moraes, um relator muito ruim, uma pessoa que acaba trazendo um descrédito para a própria instituição Supremo Tribunal Federal por conta de uma atuação completamente parcial”, completou o filho do ex-chefe do Executivo.

 

Já ao final dessa entrevista, Flávio Bolsonaro foi questionado pelo repórter Thalys Alcântara, do Intercept, sobre conversas mantidas com Vorcaro para a produção do filme a respeito da vida de Jair Bolsonaro. O acordo envolveu o repasse de US$ 24 milhões de dólares – cerca de R$ 134 milhões.

 

Ao ouvir a pergunta do repórter, Flávio Bolsonaro gargalhou e foi categórico em sua negativa. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, afirmou o senador, antes de dar as costas à imprensa e dizer que a entrevista estava finalizada. Em tom de deboche, o senador ainda tentou desqualificar o trabalho do repórter, chamando-o de “militante”.

 

Poucas horas depois, o site Intercept divulgou a reportagem que caiu como uma bomba em Brasília, com áudios e prints de conversas que mostram que o pré-candidato a presidente negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto.

CBF renova com Carlo Ancelotti até a Copa do Mundo de 2030

  • Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 16:59h

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Carlo Ancelotti seguirá no comando da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo de 2026. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na tarde desta quinta-feira (14), a renovação contratual do técnico italiano por mais quatro anos, com vínculo válido até o ciclo do Mundial de 2030.

 

Anunciado pela entidade em maio de 2025, Ancelotti completou um ano no cargo e permanecerá à frente da Seleção dentro do projeto esportivo da CBF para os próximos anos. Em comunicado, o treinador afirmou que a decisão amplia o trabalho iniciado desde sua chegada ao Brasil.

 

"Há um ano cheguei ao Brasil. Desde o primeiro minuto, entendi o que o futebol significa para este país. Há um ano, estamos trabalhando para levar a Seleção Brasileira de volta ao topo do mundo. Mas a CBF e eu queremos mais. Mais vitórias, mais tempo, mais trabalho. Estamos muito felizes em anunciar que continuaremos juntos por mais quatro anos. Vamos juntos até a Copa do Mundo de 2030. Quero agradecer a CBF pela confiança. Obrigado, Brasil, pela calorosa recepção e por todo o carinho", disse Ancelotti.

 

O presidente da CBF, Samir Xaud, também celebrou a permanência do treinador e relacionou a renovação ao processo de fortalecimento da estrutura da Seleção e do futebol brasileiro.

 

"Hoje é um dia histórico para a CBF e para o futebol brasileiro. A renovação de Carlo Ancelotti representa mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à Seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva. Trabalhamos diariamente para manter o Brasil no mais alto nível do futebol mundial, sem deixar de olhar com atenção para o desenvolvimento das demais seleções, das competições organizadas pela CBF e o fortalecimento de clubes e federações em todo o país", declarou Samir Xaud.

 

Desde que assumiu a Seleção, Ancelotti comandou o Brasil em dez partidas. Em 2025, foram quatro jogos pelas Eliminatórias, com duas vitórias, um empate e uma derrota, além de quatro amistosos internacionais, também com duas vitórias, um empate e uma derrota.

 

Na atual temporada, o italiano esteve à frente da equipe em dois amistosos: derrota para a França e vitória sobre a Croácia. Ao todo, o treinador soma cinco vitórias, dois empates e três derrotas, com aproveitamento de 56,7%.

 

Antes da viagem da delegação brasileira para os Estados Unidos, Ancelotti ainda comandará a Seleção em amistoso contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã. 

 

Vale lembrar que a lista final com os 26 convocados para a Copa será divulgada na próxima segunda-feira (18), em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. 

Fim da escala 6x1 deve ser votado na Câmara dos Deputados em 27 de maio

  • Por Cristiane Gercina | Folhapress via Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 14:57h

Foto: Alessandro Dantas

A PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1 deve ser votada no plenário da Câmara dos Deputados no dia 27 de maio, segundo o presidente da comissão especial que debate a redução da jornada, deputado Alencar Santana (PT-SP).
 

O calendário prevê ainda votação do relatório na comissão um dia antes, em 26 de maio. Para isso, o governo fechou acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado autor de uma das propostas, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), aceitou alterá-la para tentar aprovação imediata.
 

Lopes propunha jornada de trabalho de 36 horas por semana com escala 4x3. Agora, emenda apresentada por ele prevê redução de 44 horas para 40 horas semanais, com escala 5x2, sem diminuição de salário.
 

A redução teria aplicação imediata, sem previsão de transição de dez anos, como propunha seu projeto original, de 2019, ou de 360 dias, como a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que trouxe luz ao assunto em 2024, ao lado do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), ao tratar da redução nas redes sociais.
 

Os deputados participam de audiência pública no Palácio do Trabalhador, na região central da capital paulista, nesta quinta-feira (14). A reunião faz parte das audiências itinerantes propostas pelos parlamentares para cumprir a cota de audiências necessárias para aprovação de PEC.
 

Além de Santana e Lopes, também estão presentes o relator das PECs, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva (Rede), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e os presidentes das centrais sindicais.
 

Em seu discurso, o ministro Luiz Marinho deixou claro que não haverá nenhuma compensação financeira ou de impostos a empresas pelo fim da escala 6x1. "Não há qualquer possibilidade de isenção tributária ou fiscal. Redução se discute falando de produtividade, falando de ambiente de trabalho. E qual ambiente que temos hoje? Muitas vezes é um ambiente hostil", disse.
 

O relator da PEC fez questão de destacar que não é de esquerda e que terá "longa agenda" com o setor empresarial antes de fechar o texto para votação. Segundo ele, no entanto, o debate sobre o fim da escala 6x1 tem a ver com um movimento mundial, em especial liderado pela juventude.
 

Trata-se de um debate mundial, especialmente entre os jovens. Na China, há o movimento 'fique deitado e não vá competir'. Não sou de esquerda. O relatório não será contra ninguém, mas nós temos lado, é o lado das pessoas" disse.
 

Para ser aprovada, a PEC precisa de 308 votos favoráveis dos deputados em duas votações e de 49 votos dos senadores em outras duas votações. Com isso, se for aprovada na Câmara no final de maio, a intenção é votar a medida no Senado no início de junho e, até o dia 15, ter a promulgação da nova jornada.
 

Se for aprovada na Câmara no final de maio, a intenção é votar a medida no Senado no início de junho e, até o dia 15, ter a promulgação da nova jornada.

Polícia Civil abre processo contra Douglas Pithon após críticas a investigação e exposição de bastidores em podcast

  • Por Paulo Dourado I Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 12:17h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Civil da Bahia (PCBA) abriu um processo administrativo contra o policial civil e influenciador Douglas Pithon para apurar a conduta dele após declarações em um podcast, feitas em 2025, nas quais ele levantou questionamentos sobre a condução de investigações oficiais e procedimentos internos da instituição.

 

O processo administrativo foi publicado nesta quarta-feira (13) no Diário Oficial do Estado da Bahia.

 

Nas declarações, o agente questiona a integridade de investigações conduzidas por setores da própria PCBA e cita o caso envolvendo o delegado Adailton Adam, exonerado em março de 2025 do cargo de coordenador técnico do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), após suspeitas relacionadas a um suposto esquema investigado internamente.

 

Entre os pontos levantados por Pithon está a chamada “carta sumida”, que, segundo ele, teria sido peça central da investigação, mas nunca teria sido apresentada de forma clara dentro do inquérito.

 

“O mais impressionante é que a carta sumiu no departamento dele... de Adam. Ele não tem essa carta na mão não. Sumiu. E não foi feito nenhuma apuração para verificar o sumiço dessa carta”, afirmou.

 

Ele também questiona a ausência de verificação sobre a origem do documento e diz que o suposto autor nega tê-lo escrito, além de classificar o inquérito como “extremamente hostil”.

 

Outro ponto citado nas falas é a investigação sobre o suposto desaparecimento de armamentos, que ele nega, chamando a narrativa de “fantasia” e questionando a consistência das apurações.

 

Em determinado momento, o policial ainda faz críticas a um perito envolvido no caso, com ataques diretos à atuação técnica do profissional.

 

Além disso, ele comenta divergências internas entre delegados e menciona episódios que envolveriam alinhamento de depoimentos e conflitos de atuação entre superiores, o que pode ter sido interpretado como exposição de procedimentos internos sob sigilo.

 

COMO FUNCIONA
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) é o instrumento utilizado pela administração pública para apurar a responsabilidade de servidores por eventuais infrações cometidas no exercício da função. No caso de policiais civis na Bahia, o procedimento segue as regras da Lei Estadual nº 6.677/1994 e é dividido em três etapas: instauração, instrução e julgamento.

 

A instauração ocorre com a publicação de uma portaria no Diário Oficial do Estado, que constitui uma comissão processante formada por três servidores estáveis. É nessa fase inicial que são definidos os fatos que serão apurados. No caso do policial civil e influenciador Douglas Pithon, o processo foi justamente aberto neste estágio, com a publicação, nesta quarta-feira (13), da portaria que dá início à apuração das declarações feitas por ele, agora sob análise da Corregedoria.

 

Em seguida, o processo segue para a instrução e defesa, etapa em que são reunidas provas, ouvidas testemunhas e realizadas eventuais perícias. O servidor investigado tem direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar defesa escrita, ser acompanhado por advogado e prestar depoimento.

 

Após a análise do material reunido, a comissão elabora um relatório final, com base nas provas produzidas, indicando se há ou não responsabilidade do servidor. O documento é encaminhado à Procuradoria Geral do Estado (PGE), que emite parecer jurídico, e posteriormente à autoridade competente, responsável pela decisão final.

 

O PAD deve ser concluído em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado em casos excepcionais. Se houver indícios de interferência na apuração, o servidor pode ser afastado preventivamente por até 60 dias, sem prejuízo da remuneração. As penalidades variam conforme a gravidade da infração, podendo incluir advertência, suspensão, demissão ou cassação de aposentadoria.

PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova operação

  • Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 10:13h

Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

A operação faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master, como nova fase da Compliance Zero. A ação foi realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF. 

 

Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.

Justiça Federal manda soltar MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei, investigados em operação de rifas e tráfico

  • Bahia Notícias
  • 14 Mai 2026
  • 08:06h

Foto: Divulgação

A Justiça Federal mandou soltar os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, e o dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, que foram presos no início de abril na Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a casas de apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

 

De acordo com o UOL, o Tribunal Federal considerou que ainda não havia denúncia formal apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra os investigados.

 

No entanto, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares aos cantores e influenciadores. Entre elas, informar à Justiça o endereço onde podem ser encontrados e comunicar qualquer mudança, além de não poder deixar a cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial e se apresentar mensalmente em juízo para comprovar suas atividades.

 

A decisão foi motivo de comemoração para a defesa dos investigados. Fernando Henrique Cardoso, advogado do MC Poze do Rodo, celebrou a soltura e considerou a prisão do funkeiro desnecessária e ilegal.

 

O advogado do dono da Choquei, Pedro Paulo, afirmou que ele seguirá colaborando com as autoridades no caso. "A revogação (...) reafirma a importância do devido processo legal, da presunção de inocência e das garantias constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito".

 

Ryan é apontado pela Polícia Federal como líder do esquema de lavagem de dinheiro, utilizando de empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos vindos das apostas ilegais e rifas digitais.

 

Operação bloqueou quantia bilionária e apreendeu veículos de luxo. O cantor, até o momento, não se pronunciou sobre o caso.

Justiça condena gestora de lar de idosos fechado após operação do MP-BA a 5 anos de prisão por maus-tratos

  • Bahia Notícias
  • 13 Mai 2026
  • 18:49h

Foto: Divulgação

A Justiça da Bahia condenou a gestora da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) “Lar Sagrada Família”, Luzania Silva Oliveira, a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão pelos crimes de omissão de assistência, exposição a perigo e maus-tratos contra pessoas acolhidas na unidade. A decisão, proferida no último dia 5, atendeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira Nascimento.

 

O lar, localizado no bairro de Alto de Coutos, em Salvador, foi fechado em outubro de 2025 após uma operação conjunta do MP-BA com a Vigilância Sanitária de Salvador, as secretarias de Promoção Social e de Saúde, além das Polícias Civil e Militar. Segundo a denúncia, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, a acusada manteve 19 pessoas — oito idosas e 11 com menos de 60 anos, algumas delas com deficiência — em condições classificadas como “desumanas e degradantes”. As apurações apontaram que os residentes eram privados de alimentação adequada, higiene e cuidados indispensáveis, o que resultou em lesões corporais e outras violações de direitos.

 

Conforme o MP-BA, Luzania também retinha cartões bancários vinculados a benefícios previdenciários e assistenciais dos acolhidos, apropriando-se indevidamente dos valores recebidos pelas vítimas.

 

Durante a operação realizada no dia 6 de outubro de 2025, por volta das 9h30, equipes do MP-BA, da Vigilância Sanitária e profissionais de saúde constataram graves irregularidades no local, como quartos em condições precárias, com camas e colchões impregnados de urina e fezes, ausência de fraldas e materiais básicos de higiene, escassez de alimentos, medicamentos vencidos e equipe técnica insuficiente para atender os residentes. Luzania Silva Oliveira foi presa em flagrante no dia da operação e permaneceu custodiada preventivamente durante toda a instrução criminal.

Depois da revogação da taxa das blusinhas, internautas exigem que governadores zerem o ICMS estadual

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 13 Mai 2026
  • 16:48h

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Um dia depois da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de revogar, por medida provisória, o imposto de importação de 20% cobrado sobre compras de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, internautas agora exigem que os governos estaduais cortam também o ICMS cobrado sobre produtos adquiridos em plataformas internacionais. 

 

Com o volume de comentários em toda a manhã desta quarta-feira (13), o tema “ICMS” chegou ao topo dos trending topics da rede X. A grande maioria dos internautas que estão se manifestando vem criticando governadores por não cortarem ou mesmo zerarem o imposto estadual. 

 

“Estamos vendo a direita - que se diz contra impostos - indignada com Lula zerando a taxa das blusinhas, mas caladinha sobre os governadores (maioria de direita) que mantém o ICMS (imposto estadual) sobre essas importações”, afirma um usuário da rede X, em comentário na mesma linha de muitos outros feitos nesta manhã.

 

A provocação aos governadores para redução do ICMS estadual também vem sendo feita por parlamentares. Foi o caso do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que em postagem nas redes sociais, questionou especificamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

 

“Eu desafio o governador Tarcísio de Freitas, tem que zerar o ICMS. Tarcísio, você vai zerar o ICMS estadual?”, questionou o deputado petista. 

 

Além dos pedidos de revogação do ICMS estadual, há na rede X quem critique o presidente Lula por não retirar a cobrança do imposto estadual. Internautas da Bahia também fazem apelos ao governador Jerônimo Rodrigues para zerar o imposto no estado.

Trump chega à China para discutir Irã, Taiwan e comércio com Xi Jinping

  • Por Folhapress via Bahia Notícias
  • 13 Mai 2026
  • 14:41h

Foto: White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta quarta-feira (13) à China, onde se reunirá com o líder chinês, Xi Jinping, para discutir assuntos considerados sensíveis, incluindo a guerra no Irã, tensões relacionadas à ilha de Taiwan e disputas comerciais e militares entre as duas potências.
 

O americano chegou a Pequim pouco antes das 20h locais (9h no horário de Brasília), segundo a imprensa estatal chinesa. Ao desembarcar, foi recepcionado por uma comitiva liderada pelo vice-líder chinês, Han Zheng, e jovens com bandeiras dos dois países. O encontro com Xi deverá ocorrer às 10h de quinta (14) no horário local (23h de quarta em Brasília).
 

Antes de deixar Washington, Trump minimizou a importância de Pequim para uma eventual solução do conflito com o país persa e afirmou que os EUA vencerão "de uma forma ou de outra, pacificamente ou não". "Não acho que precisamos de ajuda com o Irã", afirmou o líder republicano a jornalistas.
 

Mais de um mês após um frágil cessar-fogo entrar em vigor, americanos e iranianos continuam distantes de um acordo. Washington exige que Teerã abandone seu programa nuclear e reabra o estreito de Hormuz, enquanto o regime de Teerã cobra compensações pelos danos da guerra, o fim do bloqueio americano e a interrupção dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, onde Israel combate o Hezbollah.
 

Trump, contudo, já classificou as exigências iranianas de lixo.
 

O estreito de Hormuz, por onde passavam cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, tornou-se o principal foco de tensão do conflito. Nesta quarta, um superpetroleiro chinês carregando cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraquiano tentava atravessar o estreito, segundo dados de rastreamento marítimo. Caso consiga completar o trajeto, será o terceiro navio da China conhecido a cruzar a região desde o início dos ataques americanos e israelenses contra o Irã, em 28 de fevereiro.
 

No encontro, Trump deverá discutir o assunto com Xi na expectativa de que a China use sua influência sobre Teerã e a própria necessidade de abastecimento energético para pressionar o regime a reabrir Hormuz. Na véspera da chegada do republicano, o chanceler chinês, Wang Yi pediu ao Paquistão intensifique seus esforços de mediação entre Teerã e Washington, segundo a agência estatal Xinhua.
 

A viagem também ocorre sob forte tensão em torno de Taiwan. A China voltou a condenar, nesta quarta, as vendas de armas americanas para a ilha. A porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan da China, Zhang Han, afirmou que Pequim "se opõe firmemente" a qualquer cooperação militar entre Washington e Taipé.
 

Em dezembro, o governo Trump anunciou um pacote militar de US$ 11 bilhões para Taiwan, o maior já aprovado pelos EUA.
 

A questão ganhou ainda mais sensibilidade após o Parlamento taiwanês aprovar apenas dois terços de um orçamento especial de defesa de US$ 40 bilhões proposto pelo presidente taiwanês, Lai Ching-te. O corte atingiu programas domésticos, como drones, embora tenha preservado compras de armamentos americanos. Autoridades taiwanesas temem que Pequim use a redução do orçamento como argumento para convencer Trump a diminuir o apoio militar à ilha.
 

Para Pequim, a China continental e Taiwan são duas partes de uma só China.
 

Na terça (13), Lai afirmou na Cúpula da Democracia de Copenhague que Taiwan é uma "nação soberana e independente" e que não cederá à pressão chinesa. Pequim respondeu de forma dura. Zhang afirmou que Taipé "nunca foi e nunca será um país" e disse que a capacidade chinesa de esmagar o separatismo é inquebrável.
 

O clima eleitoral em Taiwan também aumenta a tensão política. O governista Partido Democrático Progressista, do presidente Lai, lançou nesta quarta a candidatura do deputado Puma Shen à Prefeitura de Taipei.
 

Shen foi sancionado pela China em 2024 por apoiar iniciativas de defesa civil e combate à desinformação em Taiwan. Ele é um dos fundadores da Kuma Academy, organização que oferece treinamentos de preparação civil para uma eventual ofensiva chinesa contra a ilha.
 

Ao apresentar o candidato, Lai afirmou que Shen compreende que "a maior ameaça à democracia e aos direitos humanos ainda vem da China".
 

Enquanto Trump se prepara para encontrar Xi em Pequim, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, pediu que o americano também discuta a invasão russa da Ucrânia durante a reunião.
 

Assuntos relacionados a comércio também entrarão na pauta. Na terça, Trump disse que pediria a Xi que abrisse o país asiático aos negócios americanos. "Pedirei ao presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que 'abra' a China para que essas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia e ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais elevado!", escreveu o presidente nas redes sociais, referindo-se aos CEOs de empresas americanas que o acompanham na viagem.

Motta fecha acordo com Lula e deve votar projeto de lei do governo sobre fim da escala 6x1

  • Por Raphael Di Cunto | Folhapress
  • 13 Mai 2026
  • 12:45h

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fechou um acordo para votar o projeto de lei do governo que acaba com a escala 6x1, uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para esta eleição, segundo fontes a par das negociações. A proposta deve ser aprovada junto com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) já em discussão.
 

Até então, Motta estava resistente a votar o projeto de lei, que foi enviado pelo governo sem seu conhecimento prévio e que tramita em regime de urgência. O presidente da Câmara preferia a PEC, que tem uma tramitação mais longa, exige mais negociação para ser aprovada e está sob relatoria de um aliado seu, o deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
 

Um dos panos de fundo é uma disputa de bastidores sobre de quem seriam os méritos da redução da jornada perante a opinião pública. A PEC teria Motta como principal ator, enquanto o projeto de lei é assinado por Lula. O presidente da Câmara está cada vez mais próximo do governo, o que ajudou a minimizar esse embate e dividir os ganhos políticos da proposta.
 

O projeto foi enviado por Lula após governistas acusarem a Câmara de protelar a decisão sobre a escala de trabalho para tentar votá-la apenas depois da eleição. Com o regime de urgência, a proposta passa a trancar a pauta de plenário a partir do dia 30 de maio, o que impede que outros projetos de lei sejam votados.
 

A intenção de Motta é votar a PEC na comissão especial e no plenário antes do projeto, que trataria das regras para categorias específicas, como os trabalhadores embarcados em navios, que fazem escala de 15 dias em serviço e 15 de folga corridos, e outras profissões com escalas diferenciadas.
 

Prates apresentará seu parecer na comissão especial da Câmara no dia 20, quarta-feira, com alterações em relação a PEC em discussão. Ele vai propor a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, com uma regra de transição que ainda está sendo negociada e sem redução de salários.
 

Além disso, o parecer incluirá na Constituição dois dias de descanso semanais, proibindo a jornada de 6 dias de trabalho para 1 de folga. O texto, no entanto, trará maleabilidade para que a legislação possa adaptar situações específicas de categorias ou acordos coletivos de trabalho para jornadas diferenciadas.

Shows de Maiara e Maraisa, Rey Vaqueiro e Léo Foguete em Paramirim entram na mira do MP-BA por suspeita de superfaturamento

  • Por Aline Gama I Bahia Notícias
  • 13 Mai 2026
  • 11:12h

Foto: Reprodução / Rede Sociais | Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata de contratos firmados pela Prefeitura de Paramirim para apresentações artísticas nos festejos de Santo Antônio de 2026, após apontar indícios de sobrepreço e possíveis irregularidades nas contratações.

 

A medida consta na Recomendação nº 003/2026, inserida no bojo do Procedimento Administrativo IDEA nº 210.9.233726/2026, assinada pelo promotor de Justiça substituto Victor de Araújo Fagundes. O documento, publicado nesta quarta-feira (13), integra atuação do Ministério Público voltada ao controle externo da atividade administrativa e à fiscalização de gastos públicos relacionados aos festejos juninos no estado.

 

Na recomendação, o MP-BA cita que os festejos juninos possuem relevância cultural e proteção constitucional, mas ressalta que os investimentos públicos destinados aos eventos devem observar os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, eficiência, razoabilidade e economicidade previstos na Constituição Federal e na Lei de Responsabilidade Fiscal.


A promotoria destacou ainda que as contratações artísticas precisam obedecer às exigências da Lei Federal nº 14.133/2021, especialmente quanto à justificativa de preços e à comprovação de compatibilidade dos valores com os praticados no mercado. O texto menciona também as Notas Técnicas Conjuntas nº 01/2025 e nº 01/2026, elaboradas pelo Ministério Público da Bahia, Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), que estabeleceram parâmetros para avaliação da razoabilidade dos gastos com atrações juninas.


CONTRATAÇÕES
Entre os contratos questionados estão as apresentações dos artistas Rey Vaqueiro e Léo Foguete, previstas para os dias 10 e 11 de junho, respectivamente, durante os festejos de Santo Antônio de Paramirim. Segundo o MP-BA, ambos os contratos foram divulgados no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP) pelo valor de R$ 450 mil cada.


De acordo com a promotoria, dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MP-BA apontam que a média das contratações de Rey Vaqueiro por municípios baianos nos festejos de 2025 foi de R$ 280 mil. Corrigido pelo IPCA, o valor chegaria a R$ 290.351,46 em 2026, o que, segundo o órgão, representaria uma diferença de 60,71% em relação ao contrato firmado por Paramirim.


No caso de Léo Foguete, o Ministério Público afirma que a média das contratações em 2025 foi de R$ 350 mil. Atualizado monetariamente, o montante alcançaria R$ 362.939,33, indicando uma diferença de 28,57% em comparação ao valor contratado pela prefeitura.


A recomendação também cita a divulgação da participação da dupla Maiara e Maraisa na grade da festa, embora, segundo o MP-BA, o contrato não tenha sido localizado no PNCP. O órgão afirma ter conhecimento de que os cachês cobrados pelas artistas em apresentações realizadas na Bahia em 2026 superariam R$ 700 mil, faixa considerada pela Nota Técnica nº 01/2026 como contratação de “alta materialidade”, exigindo instrução processual mais rigorosa e comprovação detalhada da capacidade financeira do município.


Além disso, o Ministério Público informou que outras atrações anunciadas nas redes sociais oficiais da Prefeitura de Paramirim, como Waldonys, Marcynho Sensação, Vitinho Forró, Xodó da Bahia e Bonde da 51, também não teriam sido localizadas no Painel Nacional de Contratações Públicas, o que, segundo o órgão, contraria o artigo 94 da Lei de Licitações.


Na recomendação, o MP-BA solicita que o município encaminhe cópia integral dos processos de inexigibilidade de licitação referentes às contratações artísticas dos festejos juninos, apresente justificativa para não adoção dos parâmetros previstos na Nota Técnica Conjunta nº 01/2026 e publique todos os contratos relacionados ao evento no PNCP.


O órgão também pediu documentos que comprovem a saúde financeira do município caso o contrato com Maiara e Maraisa ultrapasse R$ 700 mil, incluindo Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), Relatório de Gestão Fiscal (RGF), demonstrativo de disponibilidade de caixa e manifestação do controle interno.

 

A recomendação ainda requer declaração de que não haverá suplementação orçamentária para a área da cultura, salvo em caso de superávit financeiro comprovado, além de manifestação do prefeito atestando que o município não está em situação de calamidade pública nem possui atraso no pagamento de servidores.


O Ministério Público fixou prazo de cinco dias úteis para que a Prefeitura de Paramirim informe se irá acatar ou não as medidas recomendadas e encaminhe a documentação solicitada. O órgão advertiu que eventual ausência de resposta ou recusa injustificada poderá resultar na adoção de medidas judiciais e administrativas, inclusive para apuração de possíveis atos de improbidade administrativa ou crimes contra a administração pública.

Presidente da Câmara de Guaratinga é afastado por suspeita de ligação com facção criminosa

  • Bahia Notícias
  • 13 Mai 2026
  • 10:25h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, foi afastado do cargo nesta terça-feira (12) durante mais uma fase da Operação Vento do Norte, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A organização criminosa combatida seria o Comando Vermelho (CV).

 

Segundo as investigações, há indícios de que o vereador teria utilizado a função pública para beneficiar uma organização criminosa. Paulo Silva de Oliveira, conhecido como Paulo Chiclete (PSD), tem 39 anos e exerce o primeiro mandato como vereador no município.

 

De acordo com a Polícia Civil, o afastamento ocorreu após a identificação de possíveis repasses de informações privilegiadas, apoio logístico e uso de influência política em favor do grupo investigado. A organização criminosa é suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

Ainda segundo informações, a Justiça determinou inicialmente o afastamento de Paulo Chiclete da presidência da Câmara pelo prazo de 90 dias, medida que poderá ser prorrogada.

 

O vereador já havia sido preso em abril deste ano, durante uma fase anterior da Operação Vento do Norte, por posse ilegal de arma de fogo. Ele permanece detido desde então.

 

A operação ainda já resultou no bloqueio de R$ 3,8 milhões durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados às investigações. Procurado, o PSD informou que não irá se pronunciar sobre o caso. A defesa do vereador também não havia se manifestado sobre o fato.

Bahia recupera mais de R$ 72 milhões de organizações criminosas em 2026, diz juiz

  • Bahia Notícias
  • 13 Mai 2026
  • 08:28h

Foto: Divulgação

O estado da Bahia recuperou mais de R$ 72 milhões provenientes de organizações criminosas apenas neste ano. O dado foi divulgado pelo juiz titular da Vara de Organização Criminosa de Salvador, Waldir Viana, durante a abertura do Encontro Técnico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), realizado na manhã da terça-feira (12), no Senai/Cimatec, em Salvador. O evento segue até sexta-feira (15).

 

O encontro tem como objetivo fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no Brasil, com ênfase na recuperação de ativos por meio do aperfeiçoamento das etapas de identificação, localização, apreensão, administração e destinação de bens vinculados a infrações penais ou ao financiamento de atividades ilícitas.

 

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, compôs a mesa de abertura e afirmou: “Estamos juntos no propósito de servir à sociedade, de mostrar o poder que tem o Estado no combate às organizações criminosas”.

 

O juiz Waldir Viana explicou que a recuperação de ativos não apenas enfraquece os infratores, mas também reforça as estruturas legais. “Os recursos são reinvestidos no equipamento das forças de segurança para um melhor enfrentamento desse problema”, disse. Ele acrescentou: “Acredito que, até o fim do ano, vamos passar de R$ 100 milhões recuperados do crime organizado”.

 

Participam do evento, além de magistrados de Varas Especializadas, representantes dos Grupos de Recuperação de Ativos e Lavagem de Dinheiro (GRALs), da Polícia Federal, e dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECOs), vinculados aos Ministérios Públicos estaduais.

 

A promoção é da Secretaria Nacional de Segurança Pública, em parceria com a Polícia Civil da Bahia, o TJ-BA e o Ministério Público do Estado, entre outros órgãos. O objetivo é fomentar a integração e o intercâmbio de experiências entre as unidades de recuperação de ativos das polícias civis das 27 unidades da federação e as unidades especializadas no combate ao crime organizado.

 

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O supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do TJ-BA, desembargador Geder Luiz Rocha Gomes, destacou: “O dinheiro é a fonte de tudo. Então, um evento como este, que trabalha na ideia da recuperação dos ativos, no monitoramento do fluxo de capitais do crime, atinge o coração da criminalidade”.

 

Também estiveram presentes na abertura a desembargadora responsável pela Coordenadoria da Mulher do TJ-BA, Nágila Brito, a desembargadora Soraya Moradillo e o juiz Paulo Roberto Santos de Oliveira, da Vara de Auditoria Militar.

Ministro da Justiça detalha ações contra o crime organizado e pede união dos estados para combater facções e milícias

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 12 Mai 2026
  • 16:35h

Foto : Cadu Gomes/VPR

Durante a solenidade desta terça-feira (12) no Palácio do Planalto, para apresentação do programa “Brasil contra o Crime Organizado”, o ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima e Silva, apresentou os conceitos básicos do plano que está sendo implementado pelo governo federal. Na cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz a assinatura de um decreto e de quatro portarias para regulamentar a atuação governamental.

 

O ministro da Justiça detalhou como vai funcionar o novo programa do governo, que terá que é estruturado em quatro pilares básicos de ação: asfixia financeira do crime organizado; reforço na segurança no sistema prisional; aumento das taxas de esclarecimentos de homicídios; e enfrentamento ao tráfico de armas.

 

“Todos serão testemunhas do quão inteligente, racional e adequado é esse plano”, disse o baiano Wellington César Lima e Silva. 

 

O plano foi elaborado, segundo o ministro da Justiça, a partir de um diagnóstico de que o crime organizado sustentam o seu poder sobre esses quatro pilares fundamentais. Para o ministro, é a articulação entre esses eixos que produz o impacto real na sociedade, e não a atuação isolada de cada um, e, portanto, a ideia é oferecer uma resposta estruturada do Estado para combater as facções e milícias a partir desses quatro pilares.

 

Wellington César Lima e Silva detalhou na cerimônia os quatro pilares de combate ao crime e os quatro eixos de resposta:

 

  • Lucro - Combater os fluxos financeiros e lavagem de dinheiro;
  • Poder armado - impedir o mercado ilegal de armas;
  • Violência letal - Solucionar homicídios sem resposta;
  • Comando das prisões - Impedir que líderes comandem ações de dentro dos presídios.

 

O ministro Wellington destacou ainda que o pacote de medidas prevê um investimento direto de R$ 1,06 bilhão do Orçamento de 2026 e mais R$ 10 bilhões através de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos estados que aderirem. 

 

Do total de investimentos previstos, R$ 1,06 bilhão será de recursos da União, distribuídos entre: R$ 388,9 milhões para ações de asfixia financeira; R$ 330,6 milhões para o eixo do sistema prisional; R$ 201 milhões para esclarecimento de homicídios; R$ 145,2 milhões para ações de enfrentamento ao tráfico de armas.

 

“Isso aqui é fruto de um trabalho de equipe, muito sério, de muita articulação, de muito diálogo com todos os atores que estão aqui, e sem dúvida nenhuma, teremos resultados muito importantes contando com a participação de cada um, porque o risco na esquina, a vulnerabilidade de um ente querido, a vulnerabilidade do patrimônio diz respeito a todos, então o governo federal está cumprindo um papel como nunca antes foi possível viabilizar, induzindo essa medida estruturante”, argumentou o ministro da Justiça.

 

No final de sua fala, o ministro da Justiça fez um apelo aos agentes públicos para que participem do programa e contribuam com as iniciativas, principalmente nos estados. Wellington afirmou que o plano não é do governo federal, e sim do Brasil.

 

“É fundamental que cada um dos agentes de segurança pública tome o plano como seu. O programa é do Brasil, o programa não é só do governo federal. O programa é de cada um dos cidadãos, para que possamos viver sem medo, com muita paz e dominando o território brasileiro e devolvendo ele ao cidadão”, concluiu o ministro da Justiça. 

 

A cerimônia de lançamento conta com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), assim como do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu. 

Fachin pede ‘resiliência’ de juízes diante de ataques ao Judiciário e defende crítica institucional sem idolatria

  • Bahia Notícias
  • 12 Mai 2026
  • 14:14h

Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu nesta segunda-feira (11) que a magistratura brasileira adote uma postura de "resiliência" frente às críticas e ataques direcionados ao Poder Judiciário. Durante reunião preparatória do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro enfatizou a necessidade de proteger as instituições republicanas, alertando, contudo, que tal defesa deve ocorrer "sem idolatrá-las".

 

"Somos profissionais vocacionados. Não desconhecemos as adversidades do nosso tempo. Precisamos ser resilientes diante das incompreensões e dos ataques, por vezes infundados, dirigidos às nossas atividades e às prerrogativas da magistratura", declara Fachin perante representantes de tribunais de todo o país.


Para o ministro, o atual momento de crise exige que o Judiciário utilize as críticas como ferramenta de evolução interna. Segundo Fachin, é possível equilibrar a preservação do "patrimônio civilizatório" que as instituições representam com a admissão de que elas necessitam de melhorias.

 

"Podemos fazer mais e melhor, mesmo em tempo de crises, interrogações e dúvidas. Defender as instituições sem idolatrá-las, produzir confiança pública longe do cinismo ou ingenuidade", afirmou. O presidente da Suprema Corte pontuou ainda que o maior desafio atual é evitar que fatores como a morosidade e a desigualdade corroam a crença da cidadania no sistema de Justiça.

 


As declarações de Fachin surgem em um cenário de forte pressão sobre o STF. Recentemente, a imagem da Corte sofreu desgaste após revelações de ligações entre ministros e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Somado a isso, o tribunal permanece como alvo preferencial de alas do Congresso Nacional e da direita bolsonarista.

 

O reflexo desse desgaste é mensurado pela opinião pública. Dados da pesquisa RealTime Big Data, divulgados na última terça-feira, 5, indicam que 55% dos brasileiros afirmam não confiar no STF, enquanto apenas 36% mantêm a confiança na instituição. Outros 9% não souberam ou não responderam.

 

Internamente, Fachin também enfrenta obstáculos. Desde que assumiu o comando do tribunal, o ministro tenta viabilizar a implementação de um novo Código de Conduta para os magistrados do STF, proposta que tem encontrado resistência entre seus pares na Corte.