PM registra 147 ocorrências eleitorais durante primeiro turno na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 18:09h

Foto: Divulgação / PM-BA

A Polícia Militar da Bahia realizou, neste domingo (4), a primeira etapa da Operação Eleição 2026, realizada nos 417 municípios do estado para garantir a segurança dos eleitores e o regular funcionamento do processo eleitoral. Segundo a corporação, foram registrados 147 casos relacionados a crimes e irregularidades eleitorais. 

 

Entre as irregularidades identificadas, a ocorrência mais frequente foi a boca de urna, com 85 registros, seguida por compra de votos ou favorecimento de eleitores, com 17, e propaganda, passeata ou carreata irregular, com 13 casos. Além disso, também foram contabilizados dez registros de desobediência à autoridade eleitoral, seis conflitos entre grupos políticos, seis casos de desacato, seis agressões físicas e quatro ameaças a eleitores.

 

Segundo a PM, a Operação Eleição 2026 empregou mais de 26 mil policiais e contou ainda com 3.394 viaturas de quatro rodas, 347 motocicletas, nove embarcações, 32 semoventes, um avião e três helicópteros.

 

Como resultado dessa atuação policial, 17 pessoas foram conduzidas em situação de flagrante, além da lavratura de 21 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), enquanto as equipes também apreenderam três simulacros de arma de fogo e recuperaram dois veículos. 

 

Para o comandante-geral da PM-BA, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, a operação demonstrou a capacidade de capilaridade da corporação. “Em cada um dos 417 municípios do Estado, nossos policiais estiveram presentes para garantir ao cidadão o exercício do seu direito e o regular funcionamento do processo eleitoral. A cada policial militar que esteve nas ruas, meu reconhecimento e minha gratidão”, destacou.

Brasileiro é preso em Miami após usar fantasia de agente de imigração em local de votação

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 16:15h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um brasileiro de 46 anos foi detido no domingo (4) após circular fantasiado de agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) em um ponto de votação das eleições brasileiras no campus de Kendall do Miami Dade College, na Flórida. Trajando boné, jaqueta com a sigla do órgão federal, máscara e botas táticas, o homem abordava eleitores no local.

 

Segundo informações divulgadas pelo g1, relatórios do gabinete do xerife do condado de Miami-Dade apontam que a conduta de Danilo Silva visava causar intimidação nos votantes. Após denúncias, policiais à paisana monitoraram a área e intervieram durante uma discussão do brasileiro com outros eleitores. Questionado, Silva admitiu não integrar nenhuma força de segurança e afirmou ter adquirido o vestuário pela internet.

 

De acordo com as autoridades locais, o suspeito trocou o traje em seu veículo após votar e, durante a abordagem, ameaçou os investigadores e tentou subornar a equipe com transferências bancárias. Silva foi conduzido ao centro de detenção Turner Guilford Knight e responderá por intimidação de eleitores, tentativa de suborno, uso indevido de insígnias oficiais e conduta desordeira. 

 

Um vídeo divulgado pela NBC sobre durante a audiência de custódia, mostra que a juíza Mindy Glazer ressaltou a inadequação do traje ao lembrar ao acusado que a data "não se tratava do Halloween".

Kassio Nunes avalia atender pedido para libertar Jair Bolsonaro logo depois do segundo turno das eleições

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 14:02h

Foto: Reprodução Redes Sociais

O pedido de revisão criminal apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos advogados de Jair Bolsonaro, que tem o objetivo de buscar a anulação da condenação do ex-presidente, pode vir a ser julgado após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro. Além do julgamento, há a possibilidade de concessão de uma liminar para soltura de Jair Bolsonaro até a análise da decisão favorável pelo plenário do STF.

 

Segundo revela reportagem da Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes Marques tem dito a interlocutores que pretende emitir uma decisão sobre o pedido após o segundo turno, seja quem for o vencedor da eleição presidencial. Kassio teria expressado entendimento de que houve uma série de “exageros” no julgamento da trama golpista pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. 

 

A defesa de Jair Bolsonaro alega em seu pedido que a anulação da sentença proferida pela Primeira Turma do STF repararia o que consideram um erro cometido pelo Judiciário. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

 

Os advogados do ex-presidente sustentam que houve cerceamento de defesa, alegando dificuldades para acessar e analisar o grande volume de arquivos disponibilizados durante a investigação. Também foi anexado um parecer técnico que aponta supostas falhas na coleta e preservação de provas digitais, incluindo mensagens extraídas de aparelhos celulares.

 

Outro ponto salientado pelos advogados afirmam que a ausência de arquivos originais e a forma de registro de determinadas mensagens comprometem a possibilidade de auditoria e verificação da integridade das provas contra Jair Bolsonaro.

 

A interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes, que é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado. O ministro tem dito que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições.

 

A um auxiliar, o ministro afirmou a um auxiliar, segundo a Folha, que já refletiu sobre o pedido de revisão criminal e concluiu que houve excessos no julgamento, como, por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada. O ministro avalia que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação sobre a trama golpista a serem contestados.

 

Uma eventual decisão sobre a revisão do julgamento que condenou Jair Bolsonaro e outras pessoas ligadas ao governo anterior teria que passar pelo plenário do STF. Já uma medida liminar pela soltura do ex-presidente poderia continuar válida até que aconteça esse julgamento.

 

A eventual soltura do ex-presidente atenderia ao discurso do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tem dito que o seu pai “vai subir a rampa” com ele, caso vença as eleições no segundo turno. Uma eventual decisão favorável à revisão criminal poderia, nesse caso, acontecer antes do indulto prometido ao pai por Flávio, mas que só pode ser decretado após ele ser empossado como presidente.

Privatização parcial da Bahiagás: Governo da Bahia autoriza venda de ações minoritárias

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 11:40h

Foto: Reprodução / Bahiagás

O Governo da Bahia publicou na segunda-feira (5) o Decreto Nº 24.839, que autoriza a venda da sua participação acionária minoritária na Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás). O objetivo da medida é atrair investimentos privados para modernizar e expandir a infraestrutura de gás canalizado no estado, sem privatizar o controle da companhia, que continuará operando como sociedade de economia mista.

 

A operação não altera os prazos da concessão vigente, as regras tarifárias ou a regulação feita pela AGERBA.

 

COMO FUNCIONARÁ A VENDA

O primeiro passo será a contratação de uma empresa independente e especializada para realizar a avaliação econômico-financeira da companhia. É este estudo que determinará o preço mínimo de venda das ações ordinárias e preferenciais, valor este que não poderá ser inferior ao patrimônio líquido da empresa.

 

Em respeito ao Acordo de Acionistas em vigor desde 1993, os atuais sócios da Bahiagás terão o chamado "direito de preferência". Eles serão notificados e terão um prazo mínimo de 30 dias para decidir se desejam comprar a fatia do Estado pelas mesmas condições estipuladas na avaliação.

 

ABERTURA PARA NOVOS INVESTIDORES

Caso os atuais acionistas recusem a oferta ou não comprem a totalidade das ações, o Governo da Bahia publicará um edital abrindo a venda para terceiros, pelo mesmo preço oferecido aos sócios.

 

Poderão entrar na disputa empresas nacionais ou estrangeiras, mas as exigências são altas. O adquirente precisará comprovar:

  • Capacidade econômico-financeira compatível com a compra;

  • Experiência comprovada no setor de energia, gás natural ou infraestrutura;

  • Regularidade fiscal e trabalhista.

 

O decreto também impõe barreiras. Estão proibidas de adquirir as ações empresas em processo de falência, recuperação judicial, ou que tenham sido declaradas inaptas pelo poder público. Concorrentes diretos da Bahiagás no estado da Bahia também estão vetados, a não ser que recebam uma autorização expressa do Conselho de Administração da companhia.???????

 

FISCALIZAÇÃO

A entrada de um novo investidor não alterará as regras do jogo para o consumidor. O decreto garante a manutenção dos critérios tarifários, o papel fiscalizador da AGERBA e as obrigações de universalização do serviço. O novo acionista minoritário será obrigado a aderir integralmente ao atual Acordo de Acionistas e deverá garantir os investimentos proporcionais à sua fatia para o plano de expansão do gás no estado.

 

Todo o trâmite será monitorado de perto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), responsável por zelar pela legalidade da operação. O Governo do Estado também incluiu uma cláusula de segurança, reservando-se o direito de suspender ou revogar a venda a qualquer momento, sem que isso gere direito a indenizações aos participantes do processo.

 

MPF investiga irregularidades em contrato bilionário de software de gestão para hospitais na Bahia

  • Por Lizzy Maria I Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 10:34h

Foto: Joá Souza / GOV-BA

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis fraudes em um processo licitatório bilionário envolvendo o Governo do Estado da Bahia e a empresa Liberty Comércio e Serviços LTDA. O procedimento está sob responsabilidade do 8º Ofício do Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República no Estado da Bahia.

 

A portaria formaliza a conversão de uma Notícia de Fato em Inquérito Civil para apurar supostas irregularidades na celebração de um contrato voltado à aquisição do software de gestão hospitalar AGH. De acordo com o documento, há indícios de direcionamento do certame e vícios na composição da equipe de licitação para beneficiar a empresa.

 

O projeto é financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A empresa beneficiada é especializada em soluções de tecnologia da informação para a área da saúde.

 

Diante dos fatos, o MPF determinou o encaminhamento dos autos ao Núcleo Cível Extrajudicial (NUCIVE) da PR/BA para autuação e o envio de cópia da portaria à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF para publicação oficial. O NUCIVE acompanhará o prazo inicial de um ano para a conclusão das investigações.

 

Histórico de apurações

Segundo a portaria, o órgão também apura denúncias de fraudes licitatórias envolvendo a Liberty Comércio e Serviços LTDA e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

 

Além disso, em 2024, o Tribunal de Contas do Município (TCM) abriu uma investigação contra a Prefeitura de São Paulo para analisar denúncias de direcionamento em uma licitação de R$ 153 milhões em favor da mesma empresa. Na ocasião, apurou-se que a Liberty venceu a disputa mesmo apresentando uma proposta mais onerosa aos cofres públicos.

Cotado para assumir campanha de Lula, marqueteiro baiano João Santana teve duas derrotas com Ciro Gomes e ACM Neto no pleito de 2026

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 08:50h

Foto: Reprodução

O marqueteiro político João Santana, conhecido como “Patinhas”, concluiu o pleito eleitoral de 2026 sem obter sucesso nas disputas para o Executivo estadual no Nordeste. O publicitário comandou as campanhas de Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União Brasil), na Bahia, e de Ciro Gomes (PSDB), no Ceará, ambas derrotadas pelas chapas da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

As duas campanhas foram iniciadas com vantagens entre os dois candidatos na disputa eleitoral baiana e cearense. João recebeu as campanhas de Neto e Ciro no momento em que eles eram considerados como favoritos na disputa. 

 

Na Bahia, ACM Neto foi superado por Jerônimo Rodrigues (PT), que garantiu a reeleição ao governo do estado. No Ceará, a candidatura de Ciro Gomes também foi derrotada por Elmano de Freitas (PT), que assegurou um novo mandato à frente do Palácio da Abolição.

 

João Santana foi anunciado na campanha da oposição baiana ainda em março de 2026 e, durante o trabalho com ACM Neto, o marqueteiro priorizou um projeto voltado ao eleitorado jovem e às comunidades periféricas, recorrendo ao uso de influenciadores digitais, produções musicais e artistas populares. 

 

Santana ganhou projeção nacional ao liderar vitoriosas campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. Ainda este ano, ele foi mencionado como um dos possíveis marqueteiros a assumir a gestão da campanha de segundo turno de Lula. 

Primeiras pesquisas do segundo turno já saem na próxima quinta, com números do Datafolha e do PoderData

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 05 Out 2026
  • 18:19h

Foto: Reprodução Redes Sociais

Estão programadas para sair já na próxima quinta-feira (8) as primeiras pesquisas que avaliarão junto aos eleitores brasileiros os cenários de disputa em segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

 

A partir desta segunda (5), os pesquisadores do Datafolha e do PoderData já estarão nas ruas para saber em quem os brasileiros votarão no segundo turno. O PoderData deve sair na quinta pela manhã, e o Datafolha promete divulgar seus resultados à noite.

 

Para a sexta (9) já estão programadas pesquisas de segundo turno da disputa presidencial de outros dois institutos. AtlasIntel e Vox Brasil apresentarão seus resultados sobre os números do segundo turno, a aprovação do governo Lula, rejeição dos candidatos e questões relacionadas aos problemas vividos pela população.

 

Desses quatro institutos, apenas o Vox Brasil apresentou um resultado na reta final do primeiro turno com Flávio Bolsonaro à frente de Lula. O instituto apurou, na sua última pesquisa antes do primeiro turno, que o senador do PL ganharia de 45,8% x 44,9% do líder petista.

 

As pesquisas de segundo turno apresentarão um retrato de como estará a disputa presidencial já na largada do segundo turno, se Flávio Bolsonaro vai disparar na frente de Lula ou se ambos permanecerão empatados dentro da margem de erro, como vinha acontecendo antes do primeiro turno. Os levantamentos também vão investigar para onde se destinarão os votos dos candidatos Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. 

Justiça nega indenização de R$ 30 mil a fã após falha em sorteio de Virginia Fonseca

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2026
  • 16:15h

Foto: Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro negou uma indenização de R$ 30 mil pedida por uma fã que ganhou um sorteio da WePink para conhecer Virginia Fonseca, mas nunca teve o encontro. As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo'.

 

A mulher, identificada como Carla Ramalho, entrou com uma ação contra a influenciadora e a empresa pedindo o valor após ter sido sorteada em uma live da marca no Instagram. O prêmio consistia em um encontro com Virgínia com direito a transporte, hospedagem e alimentação.

 

A cliente alega, no entanto, que depois de meses de espera, recebeu uma proposta alternativa da marca: R$ 1,5 mil e 20 produtos da WePink. 

 

Como a oferta não foi cumprida na sua totalidade, Carla Ramalho recorreu à Justiça e pediu ainda indenização por danos morais. No entanto, ao longo do processo, a autora informou posteriormente que os 2 produtos faltantes chegaram em março deste ano e, de quebra, veio até um produto a mais.

 

Na sentença, a Justiça reconheceu que houve descumprimento contratual, mas entendeu que o episódio não passou de um “mero aborrecimento inerente ao cotidiano.” Com isso, o pedido de indenização por danos morais foi rejeitado, assim como a possibilidade de encontrar com a influenciadora.

Influenciadores de direita alcançam votação recorde para deputado em 10 estados brasileiros

  • Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
  • 05 Out 2026
  • 14:48h

Fotos: Reprodução / Alesp

Nas eleições para os Legislativos federal e estaduais, um perfil se repetiu entre recordistas de votação: parlamentares de direita com pelo menos 200 mil seguidores no Instagram. Esses influenciadores lideraram o ranking de deputados eleitos em nove estados.

 

Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) — seguidos por 22,6 milhões e 5,3 milhões de contas, respectivamente — se tornaram os deputados federais mais votados da história, ambos com mais de 3 milhões de votos.
 

Além deles, bateram recordes de votação para a Câmara dos Deputados em seus estados: Júlia Zanatta (PL-SC), Lucas Polese (PL-ES), André Fernandes (PL-CE), Delegado Caveira (PL-PA), Jeffrey Chiquini (Novo-PR), Mauricio Marcon (PL-RS), e Lucio Mosquini (PL-RO).
 

A deputada estadual mais votada no país foi Eduarda Campopiano (PL-SP), que recebeu mais de 1,955 milhão de votos e se aproximou do recorde de Janaína Paschoal —mais de 2 milhões em 2018. Para o Legislativo estadual, também atingiram patamares inéditos Ana Campagnolo (PL-SC) e Bruno Engler (PL-MG).
 

Embora eles se apresentem como políticos, todos são influenciadores. Segundo pesquisa de campo da socióloga Rosana Pinheiro-Machado, 44 anos, professora da Universidade de Dublin, na Irlanda, pessoas com mais de 200 mil seguidores estão entre as pessoas mais influentes do Instagram.
 

Do grupo com menos de 30 anos de idade —que inclui Pavanato, Polese, Campopiano e André Fernandes—, Nikolas se destaca nas redes sociais. O parlamentar mineiro é líder de audiência no TikTok, com 9,1 milhões de seguidores, e produziu o vídeo mais visto no Brasil da história do Instagram, sobre uma suposta vigilância do Pix. O conteúdo acumulou mais de 300 milhões de visualizações.
 

Para Pinheiro-Machado, o sucesso dos parlamentares influenciadores nestas eleições para o Brasil era esperado.
 

"Vivemos em um país com um dos maiores números de influenciadores autodeclarados do mundo. Esses candidatos estão no topo de uma pirâmide aspiracional de como as pessoas se representam e almejam ser", afirma a socióloga.
 

Segundo a pesquisadora, o conglomerado de redes sociais da Meta, dona também de Facebook e WhatsApp, redefiniu todo o jogo eleitoral a partir de uma política de visibilidade. "Aparecer se torna mais importante aparentemente do que os fatos em si", diz.
 

Neste novo tabuleiro, diz a socióloga, os parlamentares direcionam toda a sua atuação para se mostrar nas redes sociais e construir reputação, enquanto a projeção nas redes sociais se converte em sucesso eleitoral.
 

"Isso ficou muito claro nesta eleição: hoje, é possível se eleger só com rede social, mesmo sem ter base política", afirma Pinheiro-Machado.
 

Segundo a pesquisadora, o sucesso de Eduarda Campopiano nestas eleições é um exemplo dessa tendência. A jovem, antes vereadora por Praia Grande, município do litoral paulista de 368 mil habitantes, construiu sua reputação e carreira política em torno de participações em podcasts e publicações no Instagram, onde tem mais de 2 milhões de seguidores.
 

Para a socióloga, a Meta promove na política partidária uma transformação similar à que promoveu no mercado de trabalho. "Hoje, junto com as igrejas evangélicas, a lógica do marketing digital é a grande mola propulsora da criação de sonhos e de fantasias, muitas vezes deslocadas na realidade."
 

Esses sonhos são muitas vezes inalcançáveis, como o padrão de ostentação demonstrado em perfis com milhares de seguidores. A quebra de expectativa joga as pessoas em uma espiral de frustração, de acordo com Pinheiro-Machado.
 

A socióloga acrescenta que as plataformas também estimulam uma polarização afetiva, por serem um lugar propício para despejar raiva e ódio. "As pessoas precisam achar um culpado, e isso se torna um processo envolvente."
 

Ela pondera que a busca de voto nas ruas e o trabalho de base ainda funcionam. "Mas a visibilidade nas redes se reproduz sozinha e atinge muito mais pessoas."
 

*
 

Seguidores no Instagram de deputados federais recordistas de votos
 

Lucas Pavanato (PL-SP), vereador por São Paulo - 5.433.433

 

Sandro Filho (PP-BA), vereador por Salvador - 167.394 votos

 

Julia Zanatta (PL-SC), deputada federal por Santa Catarina - 1.139.150
 

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal por Minas Gerais - 5.492.878
 

Lucas Polese (PL-ES), deputado estadual pelo Espírito Santo - 297.089
 

André Fernandes (PL-CE), deputado federal pelo Ceará - 3.030.007
 

Delegado Caveira (PL-PA), deputado federal pelo Pará - 534.000
 

Jeffrey Chiquini (Novo-PR), advogado e influenciadoriadoriador - 2.423.771,000
 

Maurício Marcon (PL-RS), deputado federal pelo Rio Grande do Sul - 854.570,000
 

Lucio Mosquini (PL-RO), deputado federal por Rondônia - 264.301,000
 

Fontes: Instagram
 


 

Sufrágios nos candidatos a deputado federal mais votados
 

Lucas Pavanato (PL-SP) - 3.037.076
 

Julia Zanatta (PL-SC) - 560.170
 

Nikolas Ferreira (PL-MG) - 3.098.936
 

Lucas Polese (PL-ES) - 419.735
 

André Fernandes (PL-CE) - 681.193
 

Sargento Salazar (PL-AM) - 205.737
 

Delegado Caveira (PL-PA) - 414.338
 

Jeffrey Chiquini (Novo-PR) - 425.388
 

Maurício Marcon (PL-RS) -379.834
 

Lucio Mosquini (PL-RO) - 158.421
 

Fontes: TSE
 


 

Seguidores no Instagram de deputados estaduais mais votados
 

Eduarda Campopiano (PL-SP), vereadora por Praia Grande - 2.434.998
 

Ana Campagnolo (PL-SC), deputada estadual por Santa Catarina - 2.641.266
 

Bruno Engler (PL-MG), deputado estadual por Minas Gerais - 610.450
 

Fontes: Instagram
 


 

Sufrágios nos candidatos a deputado estadual mais votados
 

Eduarda Campopiano (PL-SP) - 1.956.238,000
 

Ana Campagnolo (PL-SC) - 387.523,000
 

Bruno Engler (PL-MG) - 675.932,000
 

Fontes: TSE

Estabilizar dívida pública requer ajuste de ao menos R$ 250 bi, dizem economistas

  • Por Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 05 Out 2026
  • 12:18h

Foto: José Cruz/Agencia Brasil

Estabilizar a dívida pública requer um ajuste nas contas de ao menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos, avaliam economistas ouvidos pela reportagem. Esse é o ponto de partida do desafio que o presidente eleito precisará enfrentar nos próximos quatro anos.

 

A depender da credibilidade do plano, do empenho pessoal do chefe do Executivo e até dos juros no mercado internacional, o esforço necessário pode ser maior, chegando a R$ 400 bilhões em algumas simulações.
 

O governo Lula (PT) prevê um déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano, ou 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Isso significa que a dívida bruta do governo geral, que bateu um recorde em cinco anos e está em 82,9% do PIB, vai subir ainda mais. Ela reúne débitos de União, estados e municípios e é um importante indicador de solvência do país.
 

Para os especialistas, o saldo das contas precisaria, idealmente, subir a 2% ou 2,5% do PIB até 2030, sem recorrer a subterfúgios ou descontos -ou seja, um resultado efetivo. O superávit poderia ser alcançado com expansão mais contida dos gastos públicos e ações pelo lado das receitas.
 

Mas os próprios economistas são céticos quanto à viabilidade de um ajuste dessa envergadura, dada a resistência da classe política a medidas consideradas impopulares, como a desvinculação de benefícios sociais do salário mínimo e a flexibilização dos pisos de Saúde e Educação.
 

Os temas são tão sensíveis que as equipes tanto de Lula como do senador Flávio Bolsonaro (PL) se esquivaram de detalhar seus planos durante a campanha, embora ambos tenham reconhecido a necessidade de reequilibrar as contas.
 

O atual governo prevê como meta um superávit de 1,5% do PIB em 2030. Mesmo esse resultado demandaria um ajuste próximo dos R$ 300 bilhões até o fim da década, segundo estimativas informais feitas por auxiliares do presidente que defendem algum aperto nos gastos.
 

Nas contas do Santander, chegar a esse resultado significaria um esforço próximo de R$ 250 bilhões.
 

Ter uma arrecadação superior às despesas (que resulta no superávit) cria uma poupança que ajuda o governo a pagar a conta de juros. Esse é um dos fatores que tornam a trajetória da dívida mais sustentável. Outros são a expansão mais forte do PIB e a inflação.
 

Por outro lado, um saldo pior das contas e o aumento da taxa de juros contribuem para a piora do indicador.
 

O economista Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional e sócio-fundador da Oriz Partners, alerta para uma "situação mais complicada" do país, uma vez que o juro real no mundo está mais elevado. Isso trava a redução das taxas no Brasil e mantém mais caro o custo de financiamento.
 

Segundo ele, estabilizar a dívida brasileira com um juro real (acima da inflação) de 4% por ano já demandaria um superávit de 1,9% do PIB. Se esse custo sobe a 5%, o esforço passa a ser de 2,7% do PIB.
 

Para Kawall, diante do cenário mais adverso, o presidente eleito deveria sinalizar compromisso firme com reformas que desacelerem a alta das despesas a 1% acima da inflação. Hoje, o arcabouço fiscal criado pela equipe de Lula permite expansão real de até 2,5% ao ano.
 

O ex-secretário ressalta, porém, que é necessário priorizar as mudanças concretas nas políticas públicas. "O erro seria sairmos da eleição com uma rediscussão da regra. É uma maneira de querer continuar esse jogo do 'me engana que eu gosto'."
 

O economista-chefe para Brasil no Banco Barclays, Roberto Secemski, estima que o ajuste necessário para estabilizar a dívida seja da ordem de R$ 350 bilhões. Mas ele reconhece que pouca gente espera que tal resultado seja alcançado rapidamente. Ainda assim, ele diz ser crucial que o presidente eleito deixe clara a direção a ser seguida.
 

"Ainda que não vá alcançar um ajuste dessa monta em seis meses ou um ano, talvez nem mesmo em dois anos, é importante que as medidas sejam ambiciosas o suficiente para perseverar nessa direção. Na ausência disso, a construção da credibilidade vai ficar afetada", afirma.
 

Para ele, o plano pode combinar medidas para conter despesas e elevar receitas, desde que sejam estruturais e duradouras, sem depender de ações pontuais, que valem num só ano.
 

"Uma vez estabelecidas essas credenciais, os preços dos ativos tendem a reagir bem mais rápido do que as variáveis econômicas, e isso sozinho já alivia o custo total do esforço fiscal, porque o juro imposto à dívida pública declina", afirma Secemski.
 

O economista Italo Franca, do Santander, avalia que será prioritário adotar medidas pelo lado das despesas. "Não estamos falando de corte, mas sim de redução do ritmo de crescimento", afirma. Desde 2022, a expansão média dos gastos está em 5,3% ao ano acima da inflação, bem acima do desempenho da atividade econômica.
 

Em suas estimativas, um superávit mínimo para estabilizar a dívida ficaria entre 1,5% e 2% do PIB, mas isso também vai depender da qualidade do ajuste. Se o governo eleito concentrar esforços em medidas de fôlego curto, sem mudanças estruturais, essa fragilidade pode cobrar um preço maior.
 

A economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting, avalia que alcançar superávit de 2% a 2,5% do PIB é improvável no próximo mandato, mas acredita na possibilidade de se alcançar um saldo positivo de 1% no primeiro ano da gestão. Segundo ela, o diagnóstico do que é necessário já existe, mas tudo vai depender do envolvimento do chefe do Executivo na aprovação das medidas.
 

Para a economista, as administrações de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador que agora concorre à Presidência, e de Lula provaram que a equipe econômica não consegue, sozinha, garantir a execução de um plano de ajuste.
 

"Não havia no governo Bolsonaro uma convicção da importância da disciplina fiscal. Ele chegou a dizer 'eu demito quem voltar a falar em desvincular salário mínimo'. Tem um aprendizado no mercado em relação a isso, de entender que não basta ter o ministro da Fazenda. Tem que ter um compromisso do presidente e capacidade política para isso", avalia.
 

É por isso que, segundo ela, Lula teria um déficit de credibilidade maior do que Flávio. Embora destaque em discursos o superávit alcançado em suas gestões anteriores, o petista disse, a menos de um mês das eleições, que "é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, de ter controle fiscal".
 

Por outro lado, Zeina diz que Flávio também tem "perfil populista" e, em sua atuação no Congresso, não defendeu disciplina fiscal de forma consistente.
 

"O desafio é muito grande, para quem quer que seja, em demonstrar capacidade de avançar no Congresso nessa situação, com o Executivo enfraquecido. As emendas parlamentares, que eram para ser moeda de barganha, inflaram e perderam esse papel", afirma.
 

O economista José Roberto Afonso, professor do IDP e um dos formuladores da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), ressalta a necessidade de Executivo e Congresso "dosarem o ajuste", para que seja consistente com o cenário e com as demais políticas. Segundo ele, não há política fiscal autônoma e independente do que se passa no restante da economia e na sociedade.
 

"Ajuste eficiente sempre combina medidas e depende muito mais do sucesso da gestão do que de leis, promessas e propostas genéricas", diz.
 

Afonso compara a formulação dessas medidas e a gestão das contas a um voo. "Ninguém entra no avião quando quer, nem decola e muito menos pousa como e onde quer. Sim, é possível programar o tempo de voo. Não há como garantir que será cumprido porque não há como assegurar que condições climáticas serão sempre as mesmas."
 

Segundo ele, como num voo, a gestão da política fiscal depende de uma série de tarefas e variáveis combinadas. "É preciso muita competência e, sobretudo, responsabilidade. Esta tem faltado muito em que não tem formação em finanças públicas e muito menos experiência na administração pública para propor metas de resultado fiscal, de gastos ou de dívida, ignorando seus diferentes impactos", critica.

Das dez maiores cidades da Bahia, Lula tem maior vantagem sobre Flávio Bolsonaro em Salvador, Camaçari e Juazeiro

  • Por Francis Juliano I Bahia Notícias
  • 05 Out 2026
  • 10:45h

Foto: Ricardo Stuckert/Campanha Lula; Raul Spinassé/Campanha Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou o primeiro turno das eleições presidenciais à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em 413 dos 417 municípios da Bahia, o que incluiu as dez cidades mais populosas.

 

Nessa lista, as maiores diferenças entre os dois candidatos foram registradas em Salvador, Camaçari e Juazeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

 

Na capital baiana, Lula alcançou 65,26% dos votos, contra 27,03% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 38,23 pontos percentuais. Foi a maior vantagem do petista entre os dez municípios analisados.

 

A segunda maior diferença ocorreu em Camaçari, onde Lula obteve 62,18%, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 30,81%. A vantagem foi de 31,37 pontos percentuais.

 

Em Juazeiro, Lula recebeu 63,30% dos votos, contra 31,96% de Flávio Bolsonaro, diferença de 31,34 pontos percentuais.

 

Outras duas cidades também apresentaram vantagens superiores a 20 pontos. Em Lauro de Freitas, Lula teve 59,06%, contra 33,07% de Flávio, diferença de 25,99 pontos. Já em Feira de Santana, o petista registrou 57,13%, contra 35,80%, uma vantagem de 21,33 pontos percentuais.

 

Em Ilhéus, a diferença foi de 20,35 pontos, com Lula alcançando 56,83% e Flávio Bolsonaro, 36,48%. Nas demais cidades, a disputa foi mais equilibrada. Lula ficou 12,27 pontos à frente em Vitória da Conquista, 7,46 pontos em Itabuna e 7,04 pontos em Barreiras.

 

MENOR DIFERENÇA

A menor diferença entre os dez municípios foi registrada em Porto Seguro, onde Lula teve 49,75% dos votos, contra 44,05% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 5,70 pontos percentuais.

 

No estado, o presidente bateu o principal opositor por 66,17% contra 28,53%.

 

VANTAGENS DE LULA

Salvador: +38,23 pontos percentuais

Camaçari: +31,37 pontos

Juazeiro: +31,34 pontos

Lauro de Freitas: +25,99 pontos

Feira de Santana: +21,33 pontos

Ilhéus: +20,35 pontos

Fim das bets ameaça orçamento do esporte olímpico e paralímpico e pode tirar R$ 2,6 bilhões até 2027

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2026
  • 08:43h

Foto: Divulgação / COB

Após a medida provisória que acabou com a operação das bets no Brasil, o esporte olímpico e paralímpico também terá de lidar com a perda de uma fonte importante de recursos.  Durante a preparação para os Jogos de Los Angeles-2028, a estimativa é de que o setor deixe de receber cerca de R$ 2,623 bilhões até 2027. A informação é da jornalista Carol Knoploch, do jornal O Globo, veículada no último domingo (4). 

 

De acordo com as informações, a conta considera aproximadamente R$ 497 milhões que deixariam de ser repassados entre outubro e dezembro de 2026, além de outros R$ 2,1 bilhões estimados para 2027. O cálculo ainda não inclui valores de contratos diretos entre empresas de apostas e confederações.

 

A interrupção dos repasses ocorre após a edição da medida provisória que determinou o fim das operações das bets no país. Segundo o governo, a iniciativa tem como objetivo proteger as famílias brasileiras diante do aumento do endividamento associado às apostas.

 

No Comitê Olímpico do Brasil (COB), a mudança já provoca uma revisão do planejamento financeiro. O presidente da entidade, Marco La Porta, afirma que o comitê recebeu aproximadamente R$ 200 milhões das bets entre 2025 e setembro de 2026 e ainda esperava mais R$ 25 milhões até o fim deste ano.

 

Para 2027, a previsão era de uma receita entre R$ 125 milhões e R$ 130 milhões. O valor representa cerca de 20% de um orçamento anual de aproximadamente R$ 600 milhões.

 

La Porta afirma que a preparação do Time Brasil para Los Angeles será preservada, mas outras áreas deverão sofrer cortes ou depender do fundo de reserva do COB. Projetos como a ampliação dos Jogos da Juventude também podem ser adiados.

 

"Nosso maior impacto será no ano que vem porque não terá arrecadação. Ou seja, são R$ 125 milhões a menos a dois anos dos Jogos Olímpicos, e claro isso terá consequências", afirmou o dirigente ao O Globo.

 

O diretor de Esporte do COB, Jorge Bichara, também admite que ainda não é possível garantir a manutenção de todas as iniciativas previstas para o próximo ciclo.

 

"Recebi a orientação de que a preparação para Los Angeles segue sendo nossa prioridade. Mas, se conseguiremos atender todas as frentes que tínhamos proposto, não sei dizer ainda", declarou.

 

A perda não ficará restrita ao COB. Modalidades que receberam recursos diretamente das apostas também precisarão reorganizar seus planejamentos. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), por exemplo, recebeu R$ 13 milhões em 2025 e aproximadamente R$ 6 milhões em 2026. Para o CEO da entidade, André Alvez, o fim dessa fonte de receita representa um impacto relevante para uma modalidade diretamente relacionada ao mercado de apostas.

 

"A NBA impulsiona muito (as apostas), e a temporada começa em outubro. Projetávamos um fim de ano melhor e 2027 melhor ainda", lamentou.

 

No tênis de mesa, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) recebeu aproximadamente R$ 5 milhões desde abril de 2025. O dinheiro estava previsto para projetos de alto rendimento e formação de atletas, mas ainda não havia sido utilizado enquanto a entidade aguardava regras para aplicação dos recursos.

 

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também terá uma redução significativa de receitas. A entidade recebeu R$ 57,4 milhões das bets em 2025 e outros R$ 54,1 milhões até setembro de 2026. Para 2027, a projeção era de aproximadamente R$ 82,1 milhões em recursos provenientes das apostas. Esse valor agora entra na lista de receitas que precisarão ser compensadas.

 

O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) estima uma perda de aproximadamente R$ 50 milhões. O presidente Paulo Maciel criticou a ausência de um período de transição para que as entidades pudessem adaptar seus planejamentos.

 

“Acho que tudo isso foi um desserviço. Justamente na hora em que os clubes estavam se organizando para grandes eventos, como Olimpíada, fazendo contratações, programando cursos, etc. Essa verba fará falta no futuro”, afirmou.

 

COMO FUNCIONAVAM OS REPASSES ?
A Lei nº 14.790/2023 estabelecia que 36% da arrecadação das apostas tivesse destinação relacionada ao esporte. O dinheiro era distribuído entre diferentes órgãos e entidades.

 

Do total, 22,20% eram destinados ao Ministério do Esporte; 2,20% ao COB; 1,30% ao CPB; e 0,70% ao CBC. Também havia percentuais para entidades do esporte escolar e universitário, clubes paralímpicos, esporte master e secretarias estaduais de esporte.

 

O COB adotou uma estratégia própria diante da insegurança jurídica em torno da regulamentação. Em vez de utilizar imediatamente os recursos das bets, a entidade direcionou o dinheiro para seu fundo de reserva técnica e ampliou os repasses às confederações por meio da Lei Agnelo Piva, abastecida pelas Loterias Federais.

 

Em 2026, o COB programou R$ 285 milhões para projetos das confederações. A intenção, segundo La Porta, é manter esse volume no próximo ano, mas sem aumentá-lo.

 

“Não devemos diminuir o repasse, mas também não vamos aumentar. Cortaremos no COB. Sei da dificuldade das confederações pequenas”, afirmou.

Deputados e senadores recebem 54% mais emendas e dificultam renovação no Congresso

  • Por Raphael de Cunto e Augusto Tenório | Folhapress
  • 03 Out 2026
  • 14:16h

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O pagamento de emendas parlamentares cresceu 54% em relação ao ciclo eleitoral anterior (2019 a agosto de 2022), de acordo com dados do Siga Brasil, portal do Senado. O volume de recursos torna mais difícil a eleição de quem não tem mandato e ajuda a blindar os atuais deputados e senadores por votos impopulares em projetos de lei e outras matérias em discussão no Congresso, segundo especialistas.

 

As emendas são verbas incluídas pelos parlamentares no Orçamento para destinar recursos a investimentos e custeio em suas bases eleitorais. Além do ganho político das obras entregues, o dinheiro também se transformou na principal forma de fidelizar o apoio de prefeitos, que dependem desses repasses para reforçar o caixa do município e melhorar sua própria aprovação.
 

Na atual legislatura, o volume de emendas pagas pelo governo federal chegou ao valor recorde de R$ 165,4 bilhões (de janeiro de 2023 a agosto de 2026). A conta inclui restos a pagar de anos anteriores, já que parte dos convênios demora a ser executada por entraves da burocracia estatal.
 

No mandato anterior, foram R$ 107 bilhões nos três anos e oito meses que antecederam as eleições, em valores já corrigidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). De 2015 a agosto de 2018, o governo pagou R$ 24,4 bilhões –número que, hoje, é menor do que o quitado pela União em um único ano.
 

Bruno Bondarovsky, gestor da organização Central das Emendas e pesquisador associado da PUC-Rio, afirma que esta eleição consolidou o modelo de cooptação de prefeitos pelos atuais parlamentares com base na distribuição de verbas e numa atuação que seria, na verdade, do Poder Executivo. "A imagem do parlamentar começa a ir para a de uma pessoa que entrega produtos e serviços para a população", diz.
 

Ele aponta ainda que mais de R$ 2 bilhões em emendas foram direcionados para organizações da sociedade civil e entidades do terceiro setor, nem sempre aplicados corretamente. "É muito dinheiro e tem muitas histórias que a gente encontra nas auditorias de ONGs usadas só como meio de contratação de cabo eleitoral ou de compra de voto", afirma.
 

O Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) projeta que a renovação da Câmara será de 35% a 40%, abaixo da média histórica de 46%, devido a emendas, ao fundo eleitoral concentrado em quem já tem mandato e à redução do número de candidatos e partidos, afirma o analista político Neuriberg Dias, que coordenou um estudo sobre as eleições para deputado federal.
 

Dias afirma que a campanha do governo Lula (PT) de "Congresso inimigo do povo" e a mobilização popular para rejeitar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que blindava os parlamentares contra investigações criminais terão pouco efeito sobre o resultado eleitoral.
 

"As emendas criam uma distorção. O voto não passa mais a ser vinculado a como ele vota nas matérias. É mais destinado a que benefício o parlamentar traz para a prefeitura", diz.
 

O pagamento de emendas em anos eleitorais também é um tópico sensível para deputados e senadores, que usam a verba para amarrar o apoio nas bases eleitorais. Nesse sentido, o de 2026 se destaca. De janeiro a agosto deste ano, foram liberados R$ 35,2 bilhões, um aumento de 21% em relação ao valor pago no mesmo período em 2022.
 

Em 2018, antes do crescimento explosivo no valor das emendas, o governo quitou R$ 10,6 bilhões de janeiro a agosto. Em 2019, com a eleição de Jair Bolsonaro (PL) para a Presidência, o Congresso criou a chamada emenda de relator ao Orçamento e passou a controlar um volume ainda maior de verbas, distribuídas sem transparência sobre o real autor e sem critérios técnicos.
 

Essas emendas de transparência opaca irrigaram municípios pelo país e fortaleceram os então deputados e senadores. Mas o crescimento maior no ritmo de pagamentos na atual legislatura indica que, em muitos casos, as obras demoraram a chegar para a população devido a entraves da burocracia estatal, e seus efeitos serão sentidos com mais força na atual eleição.
 

O valor empenhado (termo que significa que a despesa foi autorizada pelo governo) cresceu na metade do ritmo dos pagamentos. Foi de R$ 138,4 bilhões no período de janeiro de 2019 a agosto de 2022 para R$ 178 bilhões desde 2023, alta de 28%. No caso dos pagamentos, o valor cresceu 54%, reforçando seu uso como mote da campanha dos políticos do centrão, que destacam nas redes as obras entregues aos municípios.
 

O cientista político Fenelon Rocha, que atuou na comunicação de mais de 40 campanhas, afirma que as emendas também são hoje a principal fonte de caixa dois das candidaturas, com indícios de desvios das verbas para uso nas eleições. "O principal gasto é com a compra de lideranças. Aqui no Piauí, a estimativa é que as campanhas para deputado federal custarão R$ 30 milhões cada, dez vezes o teto [autorizado pela lei]", diz.
 

O volume de recursos deu impulso ainda a novas candidaturas: 503 parlamentares que foram autores de emendas individuais ao Orçamento concorrem a cargos eletivos neste ano, segundo levantamento da Folha com dados do Siga Brasil e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
 

As emendas individuais são uma das modalidades que existem, além das emendas de bancada estadual (em que não consta o nome do real autor) e das emendas de comissão (em que o nome do autor só passou a ser obrigatório a partir de 2024, e mesmo assim, com falhas na divulgação).
 

Só de emendas individuais, esses 503 parlamentares que disputam as eleições somam R$ 62,8 bilhões pagos na atual legislatura. São 44 senadores e 459 deputados. O levantamento considera titulares e suplentes, desde que tenham indicado emendas.

Embaixada dos EUA no Brasil fechou devido a ameaça de bomba em rede social

  • Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
  • 03 Out 2026
  • 12:13h

Foto: Reprodução / Vinícius Schmidt / Metrópoles

Um perfil em rede social dizendo que colocaria uma bomba na embaixada americana foi o motivo que levou os Estados Unidos a fecharem sua embaixada e consulados no Brasil, segundo apurou a Folha com autoridades envolvidas na investigação.

 

Uma operação policial chegou até o autor da ameaça e não encontrou nada.
 

Segundo diplomatas americanos ouvidos pela reportagem, é bastante comum que haja mensagens com ameaças nas redes sociais a consulados e embaixadas americanas ao redor do mundo e elas são levadas muito a sério, dado o histórico de atentados contra o país. Mas não necessariamente levam a fechamento de todas as unidades diplomáticas dentro de um país.
 

O governo dos Estados Unidos suspendeu o atendimento em suas representações no Brasil a partir desta sexta-feira (2). O comunicado, publicado na véspera, diz que a decisão se dá por questões de segurança, sem citar mais detalhes sobre a motivação da medida.
 

Não há, por ora, previsão para o retorno dos atendimentos presenciais.
 

"Cidadãos americanos que precisarem de assistência emergencial durante esse período não devem comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos", diz a nota divulgada. A orientação dada é entrar em contato com o oficial de plantão responsável pelo atendimento.
 

Em nota, aPolícia Federal disse não ter encontrado elementos que confirmem um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. A corporação cumpriu nesta sexta dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para apurar o caso.

Idosa processa hospital nos EUA após ter a perna errada amputada durante cirurgia

  • Bahia Notícias
  • 03 Out 2026
  • 10:11h

Foto: Reprodução / Google Street View

Uma moradora de Ohio, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra o Selby General Hospital após ser vítima de um erro médico grave. Sharon Jacks, de 74 anos, foi submetida à amputação de sua perna esquerda durante uma cirurgia programada na qual apenas a perna direita estava autorizada para remoção.

 

De acordo com o processo, a intervenção cirúrgica original estava agendada para setembro de 2025 e previa a amputação da parte inferior da perna direita, abaixo do joelho. O procedimento havia sido recomendado como parte do tratamento de um carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele. Contudo, a equipe cirúrgica realizou a amputação no membro errado.

 

Em decorrência do erro, 4 meses após a cirurgia inicial, a paciente precisou passar por um novo procedimento em outro hospital para remover a perna correta. Segundo o advogado da vítima, Brad Layne, a segunda cirurgia foi necessária "para completar o tratamento previsto".

 

FALHAS NO PROCEDIMENTO
A queixa detalha múltiplos danos físicos e emocionais sofridos pela vítima, incluindo lesão física, incapacidade permanente, dor e sofrimento, sofrimento emocional, humilhação, perda do prazer de viver e despesas médicas. A ação classifica a atuação do hospital e das equipes médica e cirúrgica como negligência grave e conduta imprudente, sustentando que os réus "agiram de forma intencional, irresponsável, imprudente, maliciosa e com desprezo consciente pela certeza substancial de uma lesão catastrófica".

 

O documento aponta ainda que as falhas ocorreram a despeito da realização de checagens prévias de segurança. O texto cita que a equipe cumpriu 2 "time-outs", pausas obrigatórias para confirmação da identidade do paciente, do procedimento e do local correto, mas, ainda assim, prosseguiu com a cirurgia no membro incorreto.

 

Em pronunciamento enviado à emissora WBNS-TV, o Selby General Hospital reconheceu a falha e declarou que o episódio deixou a instituição "triste e abalada". O hospital admitiu que "foi um evento evitável e que nossos procedimentos esperados de sala de cirurgia não foram seguidos".

 

A instituição informou também que adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos. "Os envolvidos foram responsabilizados por suas ações e não estão mais em seus cargos", diz o hospital em nota. As informações foram confirmadas pelo portal Uol.