Ortega volta de sumiço e diz que 'não haverá mais eleições' na Nicarágua
- Por Daniela Arcanjo / Folhapress
- 21 Jul 2026
- 12:19h

Foto: Reprodução
O ditador Daniel Ortega reapareceu em uma cerimônia de celebração da Revolução Sandinista neste domingo (19), após mais um período de ausência pública, para afirmar que "não haverá mais eleições" na Nicarágua, país que governa há quase 20 anos.
"Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder", afirmou, em referência ao que chama de "partidos políticos criados pelos ianques".
A estratégia, disse, sem entrar em detalhes, será impor limites aos partidos políticos. Para isso, trabalhará com a Assembleia Nacional, dominada por aliados, "para que ergam um muro, um bloqueio contra os golpistas, os traidores".
"A história de partidos instalados pelos ianques, instalados pelo regime de Somoza, chegando ao poder, acabou. [...] Não importa quanto dinheiro os ianques deem, eles não conseguirão", afirmou, em referência ao ditador Anastasio Somoza Debayle, derrotado pela revolução da qual participou em 1979 antes de se tornar ele mesmo um líder autoritário.
Na prática, a ausência de eleições não seria uma grande mudança. Fraudes nas votações são denunciadas desde 2008, e o último pleito presidencial, em 2021, ocorreu após todos os opositores com chances de derrotar Ortega serem presos. Atualmente, aliás, grande parte dos críticos do regime nem sequer está no país ou tem nacionalidade nicaraguense --uma punição por serem considerados "traidores da pátria".
Mesmo assim, a declaração representa uma nova escalada autoritária, aproximando ainda mais o país de regimes sem eleições, caso de Cuba ou da Coreia do Norte. A ameaça ocorre no momento em que o governo de Donald Trump aumenta seu poder de influência na América Latina.
A última medida dos Estados Unidos contra o regime de Ortega foi anunciada no início de junho: uma restrição de vistos a mais de cem autoridades nicaraguenses dias após a morte sob custódia do líder indígena Brooklyn Rivera. O ativista estava preso desde setembro de 2023.
"Os EUA estão ao lado do povo nicaraguense que, assim como Rivera, aspira a ver uma Nicarágua livre", afirmou Marco Rubio, secretário de Estado americano, na ocasião.
Nos últimos meses, Ortega viu o ditador Nicolás Maduro ser detido após um ataque dos EUA à Venezuela e Cuba ser estrangulada com um bloqueio de combustível, mas passou praticamente ileso por Trump, que parece ter outras prioridades na região.
Ainda não está claro se a declaração de domingo pode mudar esse cenário. As promessas que o ditador faz em seus discursos costumam orientar a aparelhada Assembleia Nacional da Nicarágua --foi assim com a reforma constitucional que deu à sua mulher e vice, Rosario Murillo, o cargo de copresidente.
A mudança, que entrou em vigor em 2025, também estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos e determinou que os dois líderes seriam responsáveis por supervisionar órgãos do Legislativo e do Judiciário, administrações regionais e municipais, e mecanismos de controle e fiscalização (incluindo os relativos às eleições), antes considerados independentes.
Dar o mesmo poder para ambos parece ser uma forma de manter a família de Ortega no poder. Os seguidos períodos de ausência do ditador de 80 anos costumam ser creditados à sua saúde frágil -antes da aparição deste domingo, ele havia sumido por 61 dias, de acordo com a imprensa local.
Vitória da Conquista recebe licença ambiental para construir novo terminal de cargas
- Por Bernardo Maia I Via Bahia Notícias
- 21 Jul 2026
- 10:15h

Foto: Divulgação / Socicam
Com a chancela do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a construção de um novo terminal de cargas no Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, município do Sudoeste Baiano, se encaminha para sair do papel. Em decisão publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia na última sexta-feira (17), o Inema concedeu a licença ambiental necessária para a implementação e operação do novo Terminal de Cargas Aérea (TECA) até 2029.
Com uma área total de 747,5m² e capacidade de armazenamento de 162 toneladas, o espaço deverá ser fundado próximo à rodovia federal BR-116, no trecho próximo a Iguá, distrito de Vitória da Conquista. A SPE Concessionária, responsável pelo aeroporto de Vitória da Conquista, ainda não deu uma previsão para a conclusão da obra.
Procurado pelo Bahia Notícias para tratar do projeto e dos critérios utilizados, o Instituto do Meio Ambiente E Recursos Hídricos não deu uma devolutiva até o encerramento da matéria.
MODUS OPERANDI
Sem uma rota exclusiva para aviões cargueiros, hoje o transporte aéreo de cargas para a capital regional do Sudoeste Baiano é feito em voos mistos, aproveitando os compartimentos de carga de voos de passageiros. Segundo dados levantados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 289,3 toneladas de carga paga e correio passaram pelo aeroporto no primeiro semestre de 2026.
Na segunda metade de 2024, o próprio aeroporto divulgou a primeira operação da Latam Cargo em Vitória da Conquista, com aviões comerciais que atuavam no transporte de passageiros no Aeroporto de Guarulhos, passando a transportar volumes em seus porões de carga. Além da Latam, Gol e Azul são companhias aéreas com forte atuação no transporte de cargas.
A construção do terminal de cargas também traz à tona um velho interesse de operar rotas de aeronaves cargueiras na região. Em dezembro de 2022, a companhia Gol chegou a afirmar que realizaria voos com aviões de transporte no ano seguinte, projeto que não se consolidou. Ao invés disso, a gigante do transporte aéreo alocou a aeronave cargueira em uma rota para Salvador, sem conexões para Vitória da Conquista.
Área queimada no Brasil cai 58% em 2025, um ano após incêndios históricos
- Por Jéssica Maes | Folhapress
- 21 Jul 2026
- 08:11h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um ano após os incêndios que se espalharam pelo Brasil e levaram a um patamar histórico, a área atingida pelo fogo em 2025 caiu 58%, para 127 mil km². Em 2024, quando meses de seca e queimadas irregulares arrasaram o país, foram 302 mil km².
Os dados são da segunda edição do Relatório Anual do Fogo no Brasil, lançado pela rede de pesquisadores MapBiomas na noite desta segunda-feira (20).
Mesmo com a melhora, o patamar ainda é alto. O total queimado em 2025 equivale à quase metade da área do estado de São Paulo (248 mil km²) ou à soma das áreas de Santa Catarina (95 mil km²) e Rio Grande do Norte (52 mil km²).
Os números foram puxados por uma redução expressiva nos incêndios florestais da amazônia, que chegou ao menor índice da série histórica da plataforma, iniciada em 1985. No último ano, o bioma perdeu 31,4 mil km² para as chamas, ante 158,2 mil km² registrados no período anterior.
Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Fogo, diz que a queda expressiva na região se deveu a uma soma de fatores.
"A questão climática importa muito. O período chuvoso atrasou de 2024 para 2025 e foi até abril, maio, em grande parte da região. Em algumas regiões, a chuva nem parou completamente. Isso foi importante para segurar o processo de queima", afirma ela.
A pesquisadora também cita a redução nos índices de desmatamento como outro ponto importante, já que diminuem as fontes de ignição. "Isso é muito mais visível num ano um pouco mais úmido. Em anos mais secos, às vezes você pode reduzir o desmatamento, mas, se está tudo seco, tudo inflamável, o fogo mesmo assim pode se propagar e queimar uma área muito grande."
Por fim, ela acrescenta à lista protocolos de controle, prevenção e controle de queimadas estabelecidos após 2024, operações de fiscalização e a pressão do STF (Supremo Tribunal Federal) para que os estados se planejassem.
O cerrado respondeu por 69% da área queimada em 2025, e a amazônia, por 25%. Em seguida vêm caatinga (4%), mata atlântica (2%), pantanal (1%) e pampa (0,1%).
Na análise das últimas quatro décadas, mais da metade (52%) das áreas com recorrência do fogo voltam a queimar em até quatro anos. A amazônia concentra os retornos mais curtos: 31,6% da área queimada volta a arder em até dois anos.
A pesquisadora Vera Arruda, que também atua no Ipam e integra o MapBiomas Fogo, destaca que o fogo se comporta de forma distinta nas diferentes regiões mais atingidas.
"A amazônia é um bioma mais florestal, que não é historicamente adaptado ao fogo e os incêndios florestais têm aumentado no bioma", diz. "Isso traz degradação para a floresta, deixa as áreas mais suscetíveis a novos incêndios."
O cerrado, por outro lado, historicamente evoluiu com o fogo de origem natural, proveniente de raios que ocorrem durante a estação chuvosa. "Porém, o que observamos hoje é que as fontes de ignição são majoritariamente de origem humana. Isso tem alterado o regime do fogo no cerrado, com áreas sendo queimadas cada vez mais frequentemente e também áreas queimadas mais extensas", afirma Arruda.
Outro bioma que tem o fogo em seu regime natural é o pantanal --que, ainda que seja o segundo bioma que menos queimou em números absolutos, foi o mais atingido pelo fogo proporcionalmente, com 69% de sua área queimada.
Em regiões onde a vegetação nativa é adaptada ou até dependente do fogo, caso ele ocorra no período e na intensidade adequados, o fenômeno não será danoso, e sim benéfico. Mas, quando as condições são mais severas ou recorrentes, nem mesmo as plantas resistentes às chamas conseguem sobreviver.
"Nos últimos anos, temos tido períodos de seca muito mais severos e isso acaba acarretando um fogo que, quando não é iniciado de forma natural, tem uma intensidade maior", diz Alencar.
Ela ressalta, ainda, que é possível observar pela série histórica o impacto da seca e do calor trazidos pelo El Niño na dinâmica do fogo no Brasil.
"Quando começa o El Niño, normalmente temos uma área queimada grande, mas o ano seguinte é o que tem o maior impacto na área queimada", diz ela, acrescentando que a preparação para o fenômeno é essencial para não repetir o quadro de 2023-2024.
"A inflamabilidade da paisagem é um dos elementos importantes para que o fogo aconteça e propague. Outro elemento importante é quem bota o fogo. Então, temos que ter atenção à questão da inflamabilidade, mas também controlar muito o uso do fogo para que a gente não chegue a ter números tão altos -neste ano, sim, mas principalmente no ano que vem."
Historicamente, pouco mais de dois terços do fogo (71,5%, na média de 1985 a 2025) no Brasil atingem áreas de vegetação nativa. O restante (28,5%) se espalha por áreas antropizadas, principalmente pastagens e lavouras.
Em 2025, porém, o percentual de florestas, campos, savanas e áreas pantanosas atingidas chegou a 79%, totalizando 100 mil km². A maior parte da queima de vegetação nativa, 74,6 mil km², se deu no cerrado --86% de tudo que queimou no bioma.
Exportações do Brasil para UE crescem US$ 2 bi após acordo com Mercosul entrar em vigor
- Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia | Folhapress
- 20 Jul 2026
- 18:22h

Foto: Reprodução / Agência Senado
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses de vigência provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à reportagem. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, ante igual período do ano passado.
O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela reportagem, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.
Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.
Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.
A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.
No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.
PF inicia esquema de segurança para presidenciáveis incluindo kit antibombas e carros blindados
- Bahia Notícias
- 20 Jul 2026
- 16:17h

Foto: Montagem / Bahia Notícias
A Polícia Federal inicia, nesta segunda-feira (20), o serviço de segurança aos candidatos à Presidência da República. Os candidatos homologados em convenção partidária devem fazer a solicitação formal do serviço junto a entidade para usufruírem de uma equipe específica de segurança, disponibilizada pela PF.
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição, a proteção durante o período eleitoral será feita pela Polícia Federal em conjunto pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Segundo informações da CNN, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) afirmaram que irão solicitar o serviço de segurança.
Já o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou à CNN que, por preferência pessoal e pela prerrogativa de exercer o cargo de senador, deve dispensar o suporte da PF e optou por manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado que já o acompanha.
AÇÕES DE SEGURANÇA
Os grupos que irão garantir a segurança dos candidatos são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades. Além disso, uma avaliação de risco foi realizada pela PF para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.
A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF informou que de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos candidatos. Destes, até 458 servidores serão recrutados. A estimativa do órgão é que R$95 milhões sejam empenhados para garantir a segurança de até dez candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026.
O orçamento previsto será utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e aquisição de equipamentos como:
- veículos blindados;
- coletes de segurança balísticos de alto desempenho;
- sistemas antidrones;
- kits antibombas.
Entretanto, o órgão ressalta que o tratamento será igualitário para todos, aplicando os mesmos critérios técnicos. As ações serão integradas com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando a menor interferência possível na dinâmica das campanhas.
TCU propõe ao Congresso elevar penduricalhos em até 40% após liberar supersalários fora do teto
- Por Guilherme Pimenta e Adriana Fernandes | Folhapress
- 20 Jul 2026
- 14:15h

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
No mesmo dia em que liberou remunerações acima do teto constitucional a servidores da Câmara, do Senado e do próprio tribunal que ocupam cargos de chefia e direção, o TCU (Tribunal de Contas da União) encaminhou ao Congresso um projeto de lei para aumentar em cerca de 35% a 40% o valor dos penduricalhos pagos a esses postos na corte.
A proposta prevê impacto anual de R$ 27,7 milhões a partir de 2027 e a maior gratificação chega a R$ 12,13 mil. Penduricalho é uma designação popular para as verbas extras, como gratificações, auxílios e indenizações adicionados ao salário-base, que ficam excluídas do cálculo do teto salarial constitucional do funcionalismo público.
O envio do projeto, cujo texto foi obtido pela Folha, amplia um movimento da corte para elevar a remuneração de seus servidores que exercem funções de confiança. Também na quarta-feira (15), os ministros decidiram que a parcela recebida pelo exercício de cargos de chefia e direção deve ser submetida ao teto separadamente do salário do cargo efetivo.
Na prática, a mudança permite que a remuneração final ultrapasse o limite constitucional em situações nas quais hoje a gratificação é absorvida pelo chamado abate-teto.
A decisão contrariou parecer da área técnica do próprio tribunal e atendeu a uma reivindicação defendida por lideranças do Congresso, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que pressionaram ministros do TCU por essa decisão, como revelou a Folha na semana passada. Para um integrante da corte de contas, que falou na condição de anonimato, a decisão abriu caminho para um novo superpenduricalho.
Pelo projeto, que é assinado pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, a gratificação mais alta (FC-8) subiria de R$ 8.987 para R$ 12.133, enquanto a menor (FC-1) passaria de R$ 1.554 para R$ 2.176. O reajuste alcança as 913 funções de confiança existentes na estrutura do tribunal e produziria efeitos financeiros a partir de janeiro de 2027. O nível com maior quantidade de verba extra é o FC-3 com 313 gratificações. O valor para esse grupo subirá de R$ 3.930,84 para R$ 5.503,18, caso o projeto seja aprovado.
Na exposição de motivos, o tribunal afirma que os valores pagos atualmente estão defasados em comparação com Câmara, Senado e Executivo. A corte sustenta que a atualização é necessária para tornar os cargos de chefia mais atrativos, reter servidores qualificados e adequar a remuneração ao aumento da complexidade das atividades desempenhadas pelo órgão, como fiscalizações de grandes contratos, governança, transformação digital e segurança da informação. Procurada pela Folha, a assessoria do TCU não fez comentários adicionais.
O TCU também argumenta que a proposta não cria novas funções nem amplia a estrutura do tribunal, limitando-se à recomposição dos valores atualmente previstos em lei, e afirma que a despesa é compatível com sua capacidade orçamentária e financeira.
A decisão do TCU desta semana já começou a produzir efeitos imediatamente. Também na quarta-feira (15), a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, determinou o cumprimento do acórdão a partir da folha de julho, com pagamento em folha suplementar. O despacho, obtido pela Folha, determina que a Secretaria de Gestão de Pessoas calcule o impacto financeiro da medida e encaminhe os valores para análise da disponibilidade orçamentária antes da liberação dos recursos.
Na última quarta-feira (18), o ministro-relator, Walton Alencar Rodrigues, votou para não levar a representação do sindicato dos servidores do Congresso e do TCU adiante. Decano do TCU, ele afirmou que entidades sindicais "não são legitimadas para representar ao tribunal, conforme no rol taxativo previsto no regimento interno do TCU". No entanto, foi derrotado pelos demais oito ministros que participaram do julgamento.
O julgamento ocorreu meses depois de uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que reorganizou o tratamento das verbas pagas à magistratura e ao Ministério Público. Ministros do Supremo viram a decisão do TCU como um retrocesso no debate.
Nos bastidores, a decisão do TCU foi vista como uma resposta do tribunal ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que visava elevar os salários dos servidores da corte.
Na exposição de motivos da lei encaminhada ao Congresso esta semana, Vital do Rêgo disse que a "disparidade" entre os salários dos técnicos da corte e do Congresso "foi agravada pelo veto parcial ao projeto, especificamente nos dispositivos onde se previa a correção sucessiva das funções de confiança do tribunal, o qual impediu a implementação da política de atualização escalonada das funções de confiança então proposta".
"Os ocupantes dessas funções assumem responsabilidades que transcendem as atribuições inerentes aos cargos efetivos, respondendo pela condução de equipes altamente especializadas, pela gestão de riscos institucionais relevantes e pela entrega de resultados que impactam diretamente a qualidade do controle exercido pelo Tribunal", escreveu o presidente do TCU na exposição de motivos.
O TCU tem a permissão para enviar projetos de lei sobre sua própria organização, funcionamento, criação de cargos e remuneração de seus servidores diretamente ao Congresso Nacional.
VEJA OS NOVOS VALORES
Nivel da função
FC-1 - passa de R$ 1.554,42 para R$ 2.176,19
FC-2 - passa de R$ 2.072,56 para R$ 2.901,58
FC-3 - passa de R$ 3.930,84 para R$ 5.503,18
FC-4 - passa de R$ 5.286,31 para R$ 7.400,83
FC-5 - passa de R$ 6.241,95 para R$ 8.738,73
FC-6 - passa de R$ 6.928,31 para R$ 9.699,63
FC-7 - passa de R$ 7.614,67 para R$ 10.660,54
FC-8 - passa de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98
Gusttavo Lima tem vitória na Justiça em processo de suposta agressão em show movido por fã; saiba mais
- Bahia Notícias
- 20 Jul 2026
- 12:18h

Foto: Instagram
O cantor Gusttavo Lima teve uma vitória importante na Justiça do Rio de Janeiro em um processo movido por um fã que alega ter sido agredido em um show do sertanejo em 2022.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a juíza da 5ª Vara Cível da Comarca de Duque de Caxias deu razão à defesa do sertanejo, na ação movida por Wallace de Sousa Beserra, que pedia uma indenização por danos morais pelo episódio ocorrido em uma casa de shows em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo o relato do fã, após o término da apresentação, ao tentar ultrapassar as grades de proteção na tentativa de tirar uma foto com o cantor, um segurança o abordou com violência e a agressão chegou a fazer com que ele perdesse a consciência.
Em sua defesa, Gusttavo Lima argumentou que não teve qualquer responsabilidade pelo episódio, esclarecendo que a contratação da equipe de segurança geral do evento não era de sua incumbência.
Na sentença, a magistrada destacou que não foram apresentadas provas suficientes para ligar os supostos agressores à equipe pessoal de Gusttavo Lima. Um ponto crucial mencionado na decisão foi o depoimento da própria esposa do autor que, em audiência, admitiu não ter presenciado as agressões.
“A segurança externa e interna de grandes recintos de espetáculos cinge-se à responsabilidade da empresa organizadora do evento e dos proprietários do espaço locado, e não do artista contratado para a estrita execução da prestação musical, salvo se demonstrada a participação direta da segurança pessoal deste, o que não ocorreu”, determinou.
Desta forma, o processo contra o cantor foi integralmente extinto.
Requerimento para solicitar voto em trânsito já está disponível; confira
- Bahia Notícias
- 20 Jul 2026
- 10:10h

Foto: Divulgação / TSE
Eleitores que estiverem fora de seu domicílio eleitoral no dia das eleições já podem solicitar, a partir desta segunda-feira (20), a alteração temporária do local de votação para votar em trânsito. O prazo para o pedido segue até o dia 20 de agosto e pode ser realizado por meio do Autoatendimento Eleitoral, na internet, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.
Por meio do voto em trânsito, o cidadão pode transferir seu colégio eleitoral para outro município, desde que a cidade escolhida seja uma capital ou possua mais de 100 mil eleitores. Caso o local informado pertença ao mesmo estado do domicílio de origem, o eleitor estará apto a votar para todos os cargos em disputa. Se a transferência ocorrer para um estado diferente, a habilitação será restrita apenas para a escolha de presidente da República.
Além de quem estiver viajando pelo território nacional, a legislação eleitoral prevê o benefício da transferência temporária para outros públicos. O grupo inclui presos provisórios, adolescentes em unidades de internação, militares e agentes de segurança pública em serviço no dia do pleito, além de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, assentados rurais, integrantes do Ministério Público Eleitoral (MPE) e servidores da Justiça Eleitoral.
Nos casos de detentos provisórios, jovens internados, militares, forças de segurança e servidores da Justiça Eleitoral, o requerimento será formalizado pelos órgãos responsáveis, que devem encaminhar os formulários e as listas com os nomes dos cidadãos aptos à Corregedoria ou cartórios.
Prazos para quem trabalha no pleito
Quem vai atuar diretamente na organização das eleições também tem direito à transferência temporária, mas deve se atentar a um calendário diferenciado.
Até o dia 28 de agosto, podem solicitar a mudança de seção os mesários, convocados para apoio logístico, pessoas designadas para os testes de integridade das urnas eletrônicas, além de agentes e policiais penais escalados para o dia da votação. A medida visa garantir o exercício do voto a quem desempenha atividades indispensáveis ao processo eleitoral.
Como solicitar
A habilitação para o voto em trânsito deve ser feita de forma virtual, através do portal de Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente em um cartório da Justiça Eleitoral. Vale destacar que a modalidade não contempla eleitores com domicílio no Brasil que estejam no exterior na data do pleito.
Exportações do Brasil para UE crescem US$ 2 bi após acordo com Mercosul entrar em vigor
- Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia | Folhapress
- 20 Jul 2026
- 08:23h

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu que entrou em vigor de forma provisória, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à Folha. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, em relação ao mesmo período de 2025.
O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.
Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.
Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.
A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.
No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.
Filhos de Michael Jackson travam disputa judicial por fortuna bilionária do cantor, diz site
- Por Leonardo Volpato | Folhapress
- 19 Jul 2026
- 14:18h

Foto: Kevin Mazur/WireImage/Getty
A disputa pela herança de Michael Jackson, morto em 2009, ganhou novos capítulos e teria abalado de vez a relação entre seus três filhos. Segundo informações publicadas pelo site Radar Online, Paris Jackson, Prince Jackson e Bigi Jackson estão em uma batalha judicial envolvendo o controle do espólio do cantor, estimado em cerca de US$ 789 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões).
De acordo com a publicação, o estopim da crise foi a autorização para o pagamento de um bônus de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) a Paris Jackson, após uma decisão judicial relacionada aos honorários de advogados que atuam em nome do espólio.
Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que Prince e Bigi passaram a enxergar a disputa como uma tentativa de controle sobre o patrimônio deixado pelo pai.
Ainda segundo o Radar Online, a relação entre os irmãos se deteriorou a ponto de eles praticamente não conversarem mais. Quando precisam tratar de assuntos ligados à herança, toda a comunicação acontece por meio de advogados, consultores e representantes.
O desgaste também teria sido intensificado durante a produção da cinebiografia "Michael". Prince participou do projeto como coprodutor ao lado dos executores do espólio, enquanto Paris fez críticas públicas ao roteiro. Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmou que leu versões iniciais do texto e apontou trechos que considerava desonestos ou imprecisos.
No centro da disputa também está o advogado John Branca, responsável pela administração do espólio desde a morte do cantor. Representantes de Paris afirmaram que a artista está "lutando com unhas e dentes" para proteger o legado do pai e criticaram a forma como os recursos vêm sendo administrados. A equipe do advogado, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
Documentos citados no processo mostram ainda que, em 2022, Paris recebeu cerca de US$ 3,2 milhões do espólio, Prince teve repasses de aproximadamente US$ 3,1 milhões e Bigi recebeu quase US$ 1 milhão. Até o momento, nenhum dos três herdeiros comentou publicamente as informações sobre o suposto rompimento familiar.
Dom Basílio recebe um novo marco em desenvolvimento e qualidade de vida
- Brumado Urgente
- 19 Jul 2026
- 12:15h

Foto: Divulgação
A Blaack Empreendimentos segue expandindo sua história de sucesso e anuncia, com grande entusiasmo, a chegada ao município de Dom Basílio, a 8ª cidade a integrar nosso plano de expansão.
Em breve, será lançado um empreendimento planejado para quem busca investir com segurança, conquistar seu patrimônio e transformar o sonho da casa própria em realidade. Com localização privilegiada, infraestrutura planejada e excelente potencial de valorização, o loteamento reúne tudo o que você procura para viver bem ou fazer um investimento inteligente.
Chegou o momento de dizer adeus ao aluguel e começar a construir um futuro com mais liberdade, estabilidade e qualidade de vida. Investir em um terreno é adquirir um patrimônio sólido, com parcelas acessíveis e valorização contínua, garantindo segurança para você e sua família.
A oportunidade que Dom Basílio esperava está chegando. Prepare-se para conhecer um empreendimento pensado para o presente e projetado para o futuro.
Blaack Empreendimentos. Quem facilita, está aqui!
Estados Unidos lançam novos ataques aéreos contra o Irã após morte de militares americanos
- Bahia Notícias
- 19 Jul 2026
- 10:07h

Foto ilustrativa: Reprodução / Getty Images
O comando militar dos Estados Unidos informou, neste sábado (18), que realizou novos ataques aéreos contra o Irã. De acordo com Washington, a ação tem o objetivo de punir a Guarda Revolucionária Islâmica após um ataque com drones e mísseis na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), que causou a morte de dois militares americanos, deixou um desaparecido e outros quatro hospitalizados.
Segundo o Comando Central dos EUA, os bombardeios foram projetados para reduzir a capacidade do Irã de obstruir o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O local é uma das principais rotas de escoamento de combustíveis do planeta e respondia por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo antes do início do conflito.
Enquanto o Irã reivindica o controle da rota marítima, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou recentemente cobrar pedágio para a passagem de embarcações pelo estreito.
Drake aposta mais de R$ 7 milhões em vitória da Argentina sobre a Espanha na final da Copa
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 19 Jul 2026
- 08:09h

Fotos: Ilustração Argentina feita de I.A / Redes Sociais via @champagnepapi
Drake, 39, está confiante na vitória da Argentina na Copa do Mundo. Tanto é que ele compartilhou nas redes sociais o comprovante de uma aposta milionária que fez em uma plataforma online da qual é embaixador.
O rapper canadense apostou US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,66 milhões no câmbio atual) que o resultado do jogo contra a Espanha será de 2 a 1 para os "hermanos". Ele ainda disse acreditar que ao menos um dos gols será nos acréscimos.
Caso o resultado se concretize, Drake pode ganhar U$S 5,1 milhões (mais de R$ 26 milhões), de acordo com a publicação. "Como é mesmo aquele ditado? Mais sorte na próxima vez", escreveu na legenda.
Apesar da torcida pela Argentina, foram os torcedores da Espanha que ficaram animados com a publicação. Isso porque o astro do rap tem a fama de ser pé-frio nesse tipo de aposta esportiva.
"Com esse pé frio que ele tem... agora a Espanha tem mais chance", comentou o apresentador Felipe Andreoli. "Vai perder dinheiro", escreveu o perfil Goat BR.
Recentemente, Drake apostou US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões) na vitória de Conor McGregor sobre Max Holloway em uma luta do UFC. McGregor perdeu.
O mesmo valor foi apostado por ele na final do Super Bowl, em fevereiro. Ele achava que o New England Patriots venceria, mas o jogo terminou em 29 a 13 para o Seattle Seahawks.
Apesar da fama, o rapper também já ganhou em algumas ocasiões. Na própria Copa, ele acertou que o Canadá perderia para o Marrocos na Copa. Contudo, dessa vez ele apostou apenas US$ 1 (cerca de R$ 5), o que fez com que o ganho fosse bem modesto.
Mortes por terremotos na Venezuela ultrapassam 5 mil após novo balanço
- Bahia Notícias
- 18 Jul 2026
- 14:06h

Foto: Prensa Presidencial
O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho ultrapassou a marca de 5 mil. De acordo com o novo balanço divulgado nesta sexta-feira (17), já são 5.069 vítimas fatais, um aumento de 139 mortes em comparação com o levantamento de quinta-feira (16), quando haviam sido confirmados 4.930 óbitos.
Segundo as autoridades venezuelanas, 16.740 pessoas ficaram feridas, enquanto 17,9 mil permanecem desabrigadas em consequência dos tremores. Desde o início das operações, 6.462 sobreviventes foram resgatados com vida. As equipes de emergência, no entanto, não localizam novos sobreviventes desde o dia 2 de julho.
O governo informou ainda que 856 edifícios sofreram danos, dos quais 190 desabaram completamente, principalmente no estado de La Guaira. Apesar da atualização dos números de mortos, feridos e desalojados, as autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial sobre desaparecidos. Organizações da sociedade civil estimam que mais de 29 mil pessoas seguem sem paradeiro conhecido.
Sob relatos de tortura em MG, preso pede transferência para a Bahia, mas tem pedido negado pelo STF
- Bahia Notícias
- 18 Jul 2026
- 12:03h

Foto: Imagem gerada por IA
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou o pedido de habeas corpus de um detento do sistema prisional de Minas Gerais que pediu sua transferência imediata para uma unidade prisional no Estado da Bahia. O preso, que redigiu e enviou o pedido de próprio punho (em causa própria), alega estar sofrendo graves episódios de violência e tortura na prisão mineira.
No pedido de socorro enviado à Suprema Corte, o homem argumentou que sua permanência em Minas Gerais prolonga uma situação de constrangimento ilegal e o expõe a risco iminente de morte. Ele sustentou que já existem autorizações judiciais anteriores para a sua mudança de estado e que a Bahia possui estabelecimentos compatíveis com o seu perfil.
Além do risco de vida, o detento apelou para fatores humanitários e laços familiares em solo baiano. Segundo a petição, sua mãe, que tem deficiência visual, e seus filhos menores de três anos moram na Bahia. Um dos filhos possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte, grau que exige maior nível de assistência e dependência.
Apesar do forte apelo do caso, a decisão do ministro Edson Fachin foi fundamentada por critérios técnicos de competência jurídica. Por ter sido enviado diretamente ao STF, sem passar antes pelas instâncias inferiores da Justiça de Minas Gerais, o processo foi extinto sem que o mérito da tortura ou da transferência fosse julgado.
"Verifico que o impetrante não aponta ato coator concreto imputável à autoridade diretamente sujeita à jurisdição do STF", explicou o ministro na decisão, apontando que o caso descumpre os requisitos do artigo 102 da Constituição Federal para atuação originária do Supremo.
ALERTA A DEFENSORIA PÚBLICA
Sensível à gravidade das denúncias de violação dos direitos humanos e ao fato de o preso não contar com a assistência de um advogado, o ministro Fachin adotou uma medida de salvaguarda antes de arquivar o caso.
O presidente do STF determinou a comunicação imediata do teor do processo à Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) para que o órgão tome as medidas urgentes cabíveis na fiscalização do estabelecimento prisional e na proteção da integridade física e psicológica do detento.








