Polícia Civil afasta escrivão acusado de importunar vítimas de violência doméstica dentro de delegacia

  • Bahia Notícias
  • 21 Mai 2026
  • 12:25h

Foto: Ilustrativa / Reprodução

O escrivão da Polícia Civil, Deomiro Silva dos Santos, foi preso preventivamente após ser denunciado pela prática de crimes sexuais nas dependências da Delegacia Territorial de Capim Grosso entre 2018 e 2024. O Bahia Notícias teve acesso à denúncia apresentada pelo Ministério Público que detalha as supostas condutas criminosas contra seis vítimas.

 

O servidor será julgado pelos crimes de estupro majorado e importunação sexual. De acordo com a investigação, Deomiro se valeria de sua função pública para abordar mulheres que buscavam a delegacia, muitas vezes por já serem vítimas de violência doméstica.

 

Em janeiro deste ano, foi decretada a prisão do suspeito. O juiz da 2ª Vara das Garantias de Salvador determinou a prisão preventiva de Deomiro e determinou seu afastamento imediato do trabalho. 

 

O magistrado que recebeu a denúncia destacou a "extrema reprovabilidade" das condutas, descrevendo que o servidor transformou o aparato estatal em cenário para "práticas predatórias contra mulheres vulnerabilizadas". Os relatos incluem olhares lascivos, propostas de encontros, exposição de órgãos genitais e o uso de ameaças físicas para a prática de atos libidinosos.

 

A decisão ressalta ainda que “os fatos criminosos persistiram por anos, desde 2018, persistindo mesmo após a instauração de investigações administrativas e ministerial”. Os casos de 2024 aconteceram após um afastamento do escrivão.

 

“Há informação nos autos de que já houve afastamento administrativo anterior do cargo pela Corregedoria da Polícia Civil; todavia, vê-se que tal medida não surtiu o efeito esperado, considerando que os atos supostamente ilícitos continuaram a ser praticados”, diz um trecho da sentença.

 

Em um dos casos, o denunciado também teria ameaçado dificultar o andamento das investigações das vítimas, utilizando expressões de cunho sexual para condicionar a resolução dos problemas das vítimas.

 

Nesta terça-feira (12), o Delegado-Geral da Polícia Civil da Bahia, André Augusto de Mendonça Viana, determinou a instauração de um novo Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que terá o prazo de 60 dias para a apuração. De acordo com a Polícia Civil, o servidor está afastado do cargo.

Otto Filho aciona Charles Fernandes e STJ trava mais de R$ 40 mi em emendas; ex-suplente mudou destino de verbas

  • Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira/Bahia Notícias
  • 21 Mai 2026
  • 10:48h

Fotos: Câmara dos Deputados

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão imediata de qualquer mudança, liberação ou pagamento das emendas parlamentares do ex-deputado federal baiano Otto Alencar Filho referentes ao orçamento de 2026. A decisão liminar, assinada pelo ministro Benedito Gonçalves, ainda na última quinta-feira (14), trava o remanejamento de R$ 40,2 milhões em recursos federais destinados a municípios pela Bahia.


A disputa começou após a renúncia de Otto Alencar Filho da Câmara dos Deputados para assumir o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) ainda em 23 de dezembro de 2025, logo após a nomeação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Com a saída do titular, o suplente e ex-prefeito da cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia, Charles Fernandes (PSD), assumiu a vaga de deputado federal e solicitou ao governo federal acesso ao sistema de orçamento (Siop) para alterar as cidades que receberiam os R$ 40.252.007 em verbas.

 

As emendas parlamentares individuais são uma ferramenta que permite aos deputados e senadores destinar uma parte do dinheiro do Orçamento da União para enviar diretamente a obras e projetos em suas bases eleitorais.


No caso de Otto Alencar Filho, os destinos e os valores exatos para as prefeituras baianas já haviam sido aprovados pelo Congresso Nacional e sancionados na Lei Orçamentária de 2026.


Ao assumir o mandato, no entanto, o deputado Charles Fernandes enviou um ofício à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, pedindo credenciais para acessar o sistema de emendas e modificar os municípios indicados por Otto.

 


A Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil chegou a emitir um parecer favorável à mudança, justificando que, por analogia, o suplente que assume a vaga de um parlamentar falecido ou cassado pode gerenciar essas verbas. 


Essa alteração foi realizada no sistema de orçamento, mas Otto Alencar Filho entrou com uma ação judicial (mandado de segurança) assim que soube da mudança, alegando que as alterações foram feitas sem o seu conhecimento e utilizando indevidamente o seu nome no sistema.


Dados do portal da transparência mostram que, entre 2025 até a data da assinatura da liminar (14 de maio de 2026), o parlamentar somou R$ 57,4 milhões em emendas individuais, sejam por transferências com finalidade definida ou transparência especial (conhecidas como as emendas pix). 

DISPUTA POLÍTICA?

A disputa judicial também escancara um embate interno no PSD. O Bahia Notícias apurou juntamente com fontes e políticos ligados à legenda que, nos bastidores, o clima teria ficado "tenso". Quem teria tentado mediar a situação, antes mesmo da judicialização do tema, foi o presidente estadual do partido e senador Otto Alencar, porém sem sucesso. 

 

"Existiu um acordo, dentro da bancada, para que Charles tivesse as emendas de legenda e bancada. Além do destino de outras dos senadores Otto e Coronel. Mas aconteceu isso", revelou um deputado em condição de anonimato.

 

A relação não seria das melhores há um certo tempo, desde o resultado das últimas eleições em 2022, passando pela escolha do nome para integrar o Tribunal de Contas do Estado, neste caso, sendo definido Otto Alencar Filho. 

 

DECISÃO MUDA ALGO?

Ao analisar o pedido de urgência, o ministro Benedito Gonçalves deu razão a Otto Alencar Filho. O magistrado, premiado pelo TJ-BA, destacou que a regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que permite a herança de emendas por suplentes é muito clara e restrita: ela só se aplica se o titular tiver perdido o mandato.

 

Como sustenta o ministro, de acordo com o Artigo 81 da Lei nº 15.321/2025, a alteração de emendas pelo novo titular só é permitida em casos de perda de mandato por decisão judicial ou por decisão legislativa (como cassações pelo próprio parlamento).

 

"Em caso de alteração do titular do mandato parlamentar decorrente de decisão judicial ou legislativa que importe em perda de mandato e convocação de novo parlamentar, as dotações oriundas de emendas individuais do parlamentar substituído", sustenta o texto constitucional.

 

Como Otto Alencar Filho não foi punido, mas sim renunciou voluntariamente para assumir um novo cargo público no Tribunal de Contas da Bahia, a regra de transferência das emendas não se aplica ao caso.


"A perda do mandato não decorre de decisão judicial ou legislativa, mas de renúncia", determina o ministro na decisão. Ele ainda destacou o risco de "execução irregular das emendas parlamentares e, portanto, da despesa pública" caso o dinheiro fosse enviado para municípios diferentes dos aprovados na lei orçamentária original.


Com essa decisão liminar:

  • Ocorre um bloqueio temporário: os R$ 40,2 milhões em emendas estão "congelados" e não podem ser pagos nem para os municípios antigos, nem para os novos indicados pelo suplente, até o julgamento final do processo;
  • E o Ministério das Relações Institucionais terá 10 dias, até o próximo domingo, 24, para prestar informações ao tribunal. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) também serão ouvidos antes que o STJ julgue o mérito da ação em definitivo.

 

Já Charles Fernandes, quando procurado pela reportagem para se manifestar sobre a decisão liminar do STJ, o pedido de acesso ao SIOP e os desdobramentos políticos da disputa envolvendo as emendas parlamentares, não respondeu aos contatos realizados até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para eventual posicionamento.

Grupo acusado de furto qualificado e estelionato é preso em operação policial em Senhor do Bonfim

  • Bahia Notícias
  • 21 Mai 2026
  • 08:45h

Imagem ilustrativa: Divulgação / Ascom PC-BA

Cinco pessoas foram presas na Operação Credinimigo, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quarta-feira (20), que investiga a prática de furtos qualificados e estelionatos em organização criminosa no município de Senhor do Bonfim, no interior baiano. A polícia estima que mais de 100 pessoas foram lesadas através de fraudes em concessões de crédito. 

 

De acordo com as investigações, a organização criminosa se utilizava de acessos facilitados ao sistema de concessão de crédito através de uma empresa correspondente bancária regular para burlar o sistema e solicitar microcréditos em nome de pessoas comuns. 

 

Essa modalidade, que é concedida apenas por instituição bancária estatal, tinha os valores liberados e eram creditados em contas criadas de forma fraudulentas em nome de laranjas. Após o crédito, os valores eram transferidos para outras contas regulares. 

 

Uma das suspeitas, apontada como uma das lideranças do grupo, possuía benefícios e acessos suficientes para a avaliação de clientes e concessão desses créditos junto à instituição bancária oficial, na modalidade de concessão de microcrédito. Os demais suspeitos, passaram a atuar com a captação de clientela e a simulação de concessão de empréstimos na modalidade "Crediamigo".

 

Os valores envolvidos nas transações fraudulentas chegam a R$ 1,5 milhão. A Polícia Civil informou que a principal suspeita de participação no esquema foi presa na cidade de Juazeiro, enquanto aguardava a abertura de agência bancária para efetuar outras operações. Uma outra investigada estava na cidade pernambucana de Petrolina. Os outros investigados que tiveram mandados de prisão cumpridos, foram localizados na cidade de Senhor do Bonfim. 

 

Além das prisões, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, com o confisco de 6 aparelhos celulares, uma motocicleta avaliada em R$ 30 mil e um imóvel, que foi objeto de bloqueio legal, tinha o valor avaliado em R$ 500 mil. Os suspeitos foram encaminhados ao Conjunto Penal de Juazeiro, logo após o cumprimento dos mandados, e permanecerão à disposição da Justiça Criminal.

Comissão do Congresso aprova novo piso de professores com reajuste acima da inflação

  • Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 18:25h

Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

Uma comissão mista do Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (19) a medida provisória que redefine o cálculo do piso salarial dos professores da educação básica pública e estabelece remuneração mínima de R$ 5.130,63 para 2026. O valor representa reajuste de 5,4% em relação ao piso atual. O texto aprovado teve parecer da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e ainda será analisado pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

 

A proposta altera a legislação do piso nacional do magistério para adequar a correção anual às regras do novo Fundeb. Pela nova fórmula, o reajuste passará a considerar a inflação medida pelo INPC somada a metade da média de crescimento das receitas do fundo nos últimos cinco anos. Segundo o Ministério da Educação, o novo modelo garante ganho real aos professores. Pela regra antiga, o reajuste previsto para 2026 seria de apenas 0,37%.

 

O parecer também estabelece limites para evitar oscilações bruscas. O aumento anual não poderá ser inferior à inflação nem superar o crescimento das receitas do Fundeb registrado nos dois anos anteriores. Outro ponto incluído no texto amplia o alcance do piso para professores temporários e exige maior transparência na divulgação da memória de cálculo utilizada pelo governo para definir os reajustes anuais.

 

A relatora afirmou que a mudança busca dar mais previsibilidade financeira para estados e municípios, além de fortalecer a valorização da carreira docente. O relatório cita ainda estudos que apontam dificuldades crescentes na reposição de profissionais da educação no país. Segundo os dados mencionados no parecer, o Brasil pode enfrentar déficit de até 235 mil professores da educação básica até 2040, especialmente nas áreas de matemática e ciências. 

 

A proposta aprovada também permite que novos recursos destinados à educação possam ser utilizados para financiar o pagamento do piso salarial. Atualmente, o valor mínimo nacional dos professores é de R$ 4.867,77. Com as alterações feitas pela comissão, a medida provisória passa agora a tramitar no Congresso como Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/2026.

Museu do Louvre anuncia reforma bilionária com espaço exclusivo para a Mona Lisa

  • Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 16:40h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governo da França anunciou um projeto de renovação do Museu do Louvre, estimado entre € 700 milhões e € 800 milhões (cerca de R$ 4,1 bilhões a R$ 4,6 bilhões), segundo assessores do presidente Emmanuel Macron. Já o Tribunal de Contas francês calcula que o custo total da obra possa chegar a € 1,15 bilhão (aproximadamente R$ 6,7 bilhões).

 

O projeto, batizado de “Louvre: Novo Renascimento”, prevê a criação de um espaço exclusivo para a Mona Lisa, além de uma nova entrada para o museu mais visitado do mundo.

 

Apresentado por Macron, o plano busca melhorar a experiência dos visitantes, preservar a estrutura histórica do prédio e reduzir os problemas de superlotação. A expectativa é que o Louvre passe a receber até 12 milhões de visitantes por ano.

 

No ano passado, o museu enfrentou uma série de crises, incluindo um roubo milionário de joias e paralisações de funcionários. A situação culminou no pedido de demissão de Laurence des Cars, em fevereiro.

 

O novo espaço dedicado à Mona Lisa ficará sob o pátio Cour Carrée e poderá ter acesso independente do restante do museu, inclusive com cobrança de ingresso separado.

 

A transformação será conduzida pelos escritórios STUDIOS Architecture Paris, Selldorf Architects e Base Landscape Architecture, reunindo arquitetos franceses, alemães e americanos.

Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB em meio a negociação de delação no caso Banco Master

  • Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 14:20h

BRB / Divulgação

O advogado Eugênio Aragão anunciou nesta terça-feira (19) que não integra mais a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), investigado no caso envolvendo o Banco Master. A saída acontece enquanto Costa negocia um possível acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-dirigente do banco está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

 

Em nota divulgada à imprensa, Aragão afirmou que atua apenas em “iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”. O advogado, no entanto, não detalhou o motivo concreto do rompimento com o cliente.

 

No comunicado, ele também declarou que uma eventual colaboração premiada só deveria ocorrer diante da existência de “provas consistentes e inequívocas”, além de respeito à legalidade e às instituições.

 

Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura supostas fraudes relacionadas ao Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.

 

Segundo os investigadores, Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, valor que seria repassado por meio de imóveis. A defesa do ex-presidente do BRB nega as acusações.

Ministério aprova prorrogação de concessão de malha ferroviária que passa pela Bahia

  • Por Maurício Leiro / Francis Juliano/Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 12:35h

Foto: Reprodução / VLI

O Ministério dos Transportes aprovou o Plano de Outorga da prorrogação antecipada da concessão da Malha Centro-Leste, concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI.

 

A medida, publicada nesta segunda-feira (18), considera os 4,1 mil quilômetros que a VLI continuará operando em vez do total de 7,2 km, uma vez que 3,1 mil km serão devolvidos à União, como indenização prevista de R$ 4,2 bilhões.

 

De acordo com a portaria, a aprovação ocorre com ressalvas que deverão ser observadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O primeiro deles é o Corredor Minas-Bahia, composto pelos trechos Corinto-Aratu e Aratu-Campo Formoso.

 

A devolução 3,1 mil km se refere exatamente a trechos que não teriam uma operação rentável, e envolveu fortes debates também sobre a Bahia. De acordo com a Agência Infra, no trecho de Campo Formoso, a manutenção da VLI será de três anos, para se reavaliar estudos que atestem a viabilidade do trecho e a que orientem eventuais investimentos.

 

O abandono do trecho em solo baiano passou a ser alvo de especulações, o que motivou reações do setor industrial do estado, que temia consequências negativas. Porém, em agosto do ano passado, o governo federal confirmou que havia um acordo de renovação. À época, o BN conversou com o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o baiano Marcus Cavalcanti, que já atuou como ex-titular da Secretaria Estadual de Infraestrutura da Bahia, que falou sobre a interlocução do estado para garantir o atendimento da região e uma negociação que beneficiasse os baianos.

 

Também integram a nova configuração o Corredor Centro-Leste e o Corredor Centro-Sudeste.

 

Em abril passado, a ANTT se posicionou favorável à prorrogação, por 30 anos, do contrato da concessão da FCA pela VLI. A expectativa é que a concessionária invista R$ 24 bilhões na malha.

Recém-criada, Secretaria da Ponte Salvador-Itaparica já gastou quase R$ 160 milhões apenas em 2026

  • Por Mauricio Leiro/Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 10:50h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Criada no final do ano passado, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte) já gastou quase R$ 160 milhões apenas nos primeiros meses de 2026, conforme dados disponibilizados de forma institucional pelo portal da transparência do governo da Bahia.

 

Os pagamentos, que somam R$ 159,96 milhões, foram realizados em março deste ano, conforme o sistema do estado. A verba, segundo a gestão Jerônimo, serviu para regularizar o primeiro aporte no contrato de concessão firmado entre o estado e as empresas CRCC e CCCC, ambas da China.

 

O valor milionário representa 96% dos custos com pagamentos realizados pela SVPonte, criada há menos de sete meses pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a fim de gerenciar o equipamento prometido desde 2009 pelo ex-governador petista Jaques Wagner (2007-2014).

 

O investimento é o primeiro dos R$ 3,3 bilhões em aportes públicos prometidos contratualmente pelo governo da Bahia. De acordo com o novo contrato avalizado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), a gestão baiana deve pagar, nos primeiros 10 anos de vínculo, até R$ 271,6 milhões anualmente. Desta forma, mais R$ 114,3 milhões devem ser depositados ainda em 2026 pela Bahia para construção da ponte, cujas obras ainda não iniciaram.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 3,3 bilhões serão apenas de investimentos públicos do governo da Bahia, e o restante da concessionária operada pelas empreiteiras CCCC e CR20. Durante os 35 anos de concessão, no entanto, os valores projetados são de R$ 8,9 bilhões em recursos privados, dos quais R$ 8,6 bilhões serão realizados nos seis primeiros anos.

 

O contrato anterior tinha valor estimado de R$ 7,6 bilhões, mas os aportes públicos eram menores: R$ 1,5 bilhão. 

 

MOVIMENTAÇÃO NA OBRA

Com isso, na manhã desta terça-feira (19), o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou a chegada dos materiais para o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica. O gestor estadual relatou que um navio vindo da China atracou no porto da capital baiana durante a madrugada, transportando os insumos para a construção. A previsão é que as obras da ponte sejam iniciadas em junho deste ano, a partir do estabelecimento de três principais canteiros de obras em Maragogipe, Vera Cruz e Salvador. 

 

Segundo Jerônimo, “esse material será transportado para Maragogipe, onde ali na enseada terá um canteiro de obras”. “Parte desse material também será encaminhado para Veracruz para que os canteiros de obras possam ser instalados, e a partir daí, o início da obra da ponte começa já a partir dessa chegada do material. As licenças ambientais, tudo cuidado. As tratativas estão sendo coordenadas pela Secretaria Estadual que cuida do SVO, do Sistema Viário e da Ponte”, garante. 

 

Com 12,4 km de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a estrutura será a maior da América Latina sob lâmina d’água e vai se conectar na região do Terminal Marítimo São Joaquim (Ferry-Boat). O projeto também conta com uma nova rodovia em Vera Cruz e a duplicação de trechos da BA-001. O prazo final de entrega é junho de 2031.

 

CONSULTORIA

Além dos aportes mencionados, a pasta da Ponte desembolsou outros R$ 673,5 mil para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em abril. O valor é referente à primeira "mediação do contrato de consultoria conforme entrega do plano de trabalho".

 

Esse não foi o único pagamento feito para a empresa. Em setembro de 2025, foi divulgado que a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) contratou a Fipe para prestar serviços técnicos especializados de consultoria e apoio multidisciplinar por R$ 4,95 milhões. À época, o governador tentou descredibilizar o próprio relatório contratado ao classificar como "ridículo e fake".

 

Já em janeiro de 2026, o governo baiano publicou uma nova movimentação referente ao projeto de implementação da Ponte Salvador-Itaparica. Na ocasião, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foi novamente contratada, através da Secretaria Extraordinária criada para o novo equipamento, para prestação de serviços técnicos especializados de consultoria para apoio e assessoria.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 18.347.448, com vigência prevista de 36 meses, e ele foi fechado por dispensa de licitação. O ato foi assinado, no dia 6 de janeiro de 2026, pelo secretário da SVPONTE, Mateus da Cunha Dias.

 

CEO FORA

Outro tema envolvendo a Ponte nos últimos meses foi a substituição do diretor-presidente da concessionária responsável pela construção do equipamento. Em paralelo, o projeto voltou ao centro do debate público após a autorização de uma dragagem de grande porte na Baía de Todos-os-Santos, alvo de questionamentos por especialistas e ambientalistas.

 

GARANTIAS DADAS

Para assegurar os recursos para viabilizar o equipamento, o ex-governador Rui Costa (PT) criou, em 2021, o Fundo Garantidor do Aporte da Ponte (FGAP) - conforme Lei Estadual n°14.290/21 -, com objetivo de prestar garantia de pagamento do aporte de recursos. O valor total máximo desde fundo, estipulado em lei, é de R$ 750 milhões.

 

Dados publicados no portal da transparência indicam que, entre 2021 e 2025, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues injetaram R$ 1,3 bilhão neste fundo garantidor. No entanto, parte dos recursos foi devolvida ao estado, segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O governo não detalha se os recursos do primeiro aporte são oriundos deste fundo, tampouco quanto, no momento, há investido neste mecanismo de crédito.

 

A plataforma institucional estadual aponta apenas os pagamentos realizados ao fundo. Somente na gestão de Jerônimo, foram aplicados R$ 748 milhões. Entre R$ 2021 e 2022, Rui Costa depositou R$ 500 milhões. No total, houve R$ 1,25 bilhão em aplicações no fundo garantidor da ponte. Não há detalhamento do quanto foi retirado neste período.

Disclosure: Operação investiga suposta ação de PMs em caso de desaparecimento de jovens no extremo sul da Bahia

  • Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 08:47h

Foto: Divulgação / SSP-BA

Uma operação, deflagrada nesta quarta-feira (20), investiga o desaparecimento de dois jovens no município de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. Os jovens seguem desaparecidos desde 9 de novembro de 2025. 

 

As investigações da Operação Disclosure apontam indícios da participação de quatro policiais militares nos crimes de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado das vítimas. As investigações são parte de uma ação colaborativa entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA). 

 

Dados de geolocalização obtidos durante as diligências indicam que a motocicleta utilizada pelos jovens permaneceu entre 22h35 e 1h13 em um galpão abandonado localizado nas proximidades da Avenida São Paulo. Imagens de câmeras de segurança registraram a presença de três veículos no local durante o mesmo período.

 

 

Segundo as investigações, os dois jovens foram abordados por uma viatura da Polícia Militar e colocados no compartimento traseiro do veículo. Após esse momento, não houve novos registros da movimentação das vítimas.

 

Segundo as forças de segurança, o nome da operação, “Disclosure”, faz referência à ideia de revelação e divulgação, simbolizando o objetivo central da ação: esclarecer os fatos e localizar as vítimas. As diligências seguem em andamento para identificar possíveis coautores e aprofundar a apuração sobre os demais fatos relacionados ao caso.

 

Recém-criada, Secretaria da Ponte Salvador-Itaparica já gastou quase R$ 160 milhões apenas em 2026

  • Por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
  • 20 Mai 2026
  • 08:00h

Foto: Divulgação

Criada no final do ano passado, a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte) já gastou quase R$ 160 milhões apenas nos primeiros meses de 2026, conforme dados disponibilizados de forma institucional pelo portal da transparência do governo da Bahia.

 

Os pagamentos, que somam R$ 159,96 milhões, foram realizados em março deste ano, conforme o sistema do estado. A verba, segundo a gestão Jerônimo, serviu para regularizar o primeiro aporte no contrato de concessão firmado entre o estado e as empresas CRCC e CCCC, ambas da China.

 

O valor milionário representa 96% dos custos com pagamentos realizados pela SVPonte, criada há menos de sete meses pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a fim de gerenciar o equipamento prometido desde 2009 pelo ex-governador petista Jaques Wagner (2007-2014).

 

O investimento é o primeiro dos R$ 3,3 bilhões em aportes públicos prometidos contratualmente pelo governo da Bahia. De acordo com o novo contrato avalizado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), a gestão baiana deve pagar, nos primeiros 10 anos de vínculo, até R$ 271,6 milhões anualmente. Desta forma, mais R$ 114,3 milhões devem ser depositados ainda em 2026 pela Bahia para construção da ponte, cujas obras ainda não iniciaram.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 6,9 bilhões, dos quais R$ 3,3 bilhões serão apenas de investimentos públicos do governo da Bahia, e o restante da concessionária operada pelas empreiteiras CCCC e CR20. Durante os 35 anos de concessão, no entanto, os valores projetados são de R$ 8,9 bilhões em recursos privados, dos quais R$ 8,6 bilhões serão realizados nos seis primeiros anos.

 

O contrato anterior tinha valor estimado de R$ 7,6 bilhões, mas os aportes públicos eram menores: R$ 1,5 bilhão. 

 

MOVIMENTAÇÃO NA OBRA

Com isso, na manhã desta terça-feira (19), o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou a chegada dos materiais para o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica. O gestor estadual relatou que um navio vindo da China atracou no porto da capital baiana durante a madrugada, transportando os insumos para a construção. A previsão é que as obras da ponte sejam iniciadas em junho deste ano, a partir do estabelecimento de três principais canteiros de obras em Maragogipe, Vera Cruz e Salvador. 

 

Segundo Jerônimo, “esse material será transportado para Maragogipe, onde ali na enseada terá um canteiro de obras”. “Parte desse material também será encaminhado para Veracruz para que os canteiros de obras possam ser instalados, e a partir daí, o início da obra da ponte começa já a partir dessa chegada do material. As licenças ambientais, tudo cuidado. As tratativas estão sendo coordenadas pela Secretaria Estadual que cuida do SVO, do Sistema Viário e da Ponte”, garante. 

 

Com 12,4 km de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a estrutura será a maior da América Latina sob lâmina d’água e vai se conectar na região do Terminal Marítimo São Joaquim (Ferry-Boat). O projeto também conta com uma nova rodovia em Vera Cruz e a duplicação de trechos da BA-001. O prazo final de entrega é junho de 2031.

 

CONSULTORIA

Além dos aportes mencionados, a pasta da Ponte desembolsou outros R$ 673,5 mil para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em abril. O valor é referente à primeira "mediação do contrato de consultoria conforme entrega do plano de trabalho".

 

Esse não foi o único pagamento feito para a empresa. Em setembro de 2025, foi divulgado que a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) contratou a Fipe para prestar serviços técnicos especializados de consultoria e apoio multidisciplinar por R$ 4,95 milhões. À época, o governador tentou descredibilizar o próprio relatório contratado ao classificar como "ridículo e fake".

 

Já em janeiro de 2026, o governo baiano publicou uma nova movimentação referente ao projeto de implementação da Ponte Salvador-Itaparica. Na ocasião, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foi novamente contratada, através da Secretaria Extraordinária criada para o novo equipamento, para prestação de serviços técnicos especializados de consultoria para apoio e assessoria.

 

O valor estimado do contrato é de R$ 18.347.448, com vigência prevista de 36 meses, e ele foi fechado por dispensa de licitação. O ato foi assinado, no dia 6 de janeiro de 2026, pelo secretário da SVPONTE, Mateus da Cunha Dias.

 

CEO FORA

Outro tema envolvendo a Ponte nos últimos meses foi a substituição do diretor-presidente da concessionária responsável pela construção do equipamento. Em paralelo, o projeto voltou ao centro do debate público após a autorização de uma dragagem de grande porte na Baía de Todos-os-Santos, alvo de questionamentos por especialistas e ambientalistas.

 

GARANTIAS DADAS

Para assegurar os recursos para viabilizar o equipamento, o ex-governador Rui Costa (PT) criou, em 2021, o Fundo Garantidor do Aporte da Ponte (FGAP) - conforme Lei Estadual n°14.290/21 -, com objetivo de prestar garantia de pagamento do aporte de recursos. O valor total máximo desde fundo, estipulado em lei, é de R$ 750 milhões.

 

Dados publicados no portal da transparência indicam que, entre 2021 e 2025, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues injetaram R$ 1,3 bilhão neste fundo garantidor. No entanto, parte dos recursos foi devolvida ao estado, segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz). O governo não detalha se os recursos do primeiro aporte são oriundos deste fundo, tampouco quanto, no momento, há investido neste mecanismo de crédito.

 

A plataforma institucional estadual aponta apenas os pagamentos realizados ao fundo. Somente na gestão de Jerônimo, foram aplicados R$ 748 milhões. Entre R$ 2021 e 2022, Rui Costa depositou R$ 500 milhões. No total, houve R$ 1,25 bilhão em aplicações no fundo garantidor da ponte. Não há detalhamento do quanto foi retirado neste período.

Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro em casa após primeira prisão do banqueiro

  • Bahia Notícias
  • 19 Mai 2026
  • 18:31h

Foto: Agência Brasil

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou Daniel Vorcaro em casa após sua primeira prisão. O banqueiro, dono do banco Master, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

 

Flávio já teria admitido a aliados que visitou Vorcaro. O senador alegou que foi informar o suspeito que não faria mais negócios com ele após a prisão. A confirmação da visita ocorreu depois de reunião com membros do PL no diretório nacional. O encontro foi motivado pela crise na imagem do presidenciável causada pela divulgação de áudios em que o senador negocia com  Vorcaro o financianciamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Segundo informações do portal Metrópoles, a visita aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025. Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior. Ele foi solto pouco tempo depois e preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.

 

Na última prisão, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

INSS passa a exigir biometria facial para empréstimos consignados a partir desta terça

  • Por Ana Paula Branco | Folhapress via Bahia Notícias
  • 19 Mai 2026
  • 16:22h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O governo federal endureceu as regras para a contratação de empréstimos consignados por aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em meio à pressão provocada pelo escândalo bilionário de fraudes em benefícios previdenciários e descontos indevidos em folhas de pagamento.
 

A partir desta terça-feira (19), quem quiser contratar um novo consignado terá de validar a operação por biometria facial no aplicativo ou no site Meu INSS. A medida passa a valer para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios assistenciais vinculados ao instituto.
 

A mudança cria uma etapa adicional obrigatória para a liberação do crédito. Após solicitar o crédito ao banco, o beneficiário recebe a proposta no aplicativo Meu INSS com o status "pendente de confirmação" e tem até cinco dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial. Se o procedimento não for realizado dentro do prazo, o contrato é automaticamente cancelado.
 

Além disso, a nova lei proíbe a contratação de consignado por telefone ou por meio de procuração de terceiros, numa tentativa de reduzir golpes contra idosos e operações realizadas sem consentimento do beneficiário.

 

Os consignados são valores descontados diretamente do benefício. A "anuência biométrica" está prevista na lei 15.327/2026, que teve o objetivo de aumentar a segurança dos cidadãos. A nova lei proíbe a contratação de consignado por telefone ou por procuração de terceiros.
 

O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito em que as parcelas são descontadas diretamente da aposentadoria, da pensão ou do salário.
 

Como o pagamento é automático e o risco de inadimplência é menor para os bancos, os juros costumam ser mais baixos do que os cobrados em linhas tradicionais, como cheque especial e cartão de crédito.
 

No caso dos beneficiários do INSS, existe um limite de comprometimento da renda —a chamada margem consignável— que define quanto pode ser descontado mensalmente do benefício.
 

A exigência de reconhecimento facial já vinha sendo defendida pelo governo desde o ano passado como forma de reforçar a segurança em serviços previdenciários. Em 2025, o Ministério da Previdência já havia anunciado planos para expandir o uso da biometria em operações ligadas ao INSS.
 

Além da biometria facial, as novas normas ampliam o prazo máximo de pagamento do consignado de 96 para 108 meses —equivalente a nove anos.
 

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VEJA O QUE MUDA
 


 

CARÊNCIA PARA PAGAR O EMPRÉSTIMO
 

O beneficiário do INSS poderá contratar um consignado e começar a pagar somente depois de até três meses. Esse prazo poderá ficar a critério do banco ou financeira Antes a carência estava proibida
 


 

PRAZO MAIOR PARA PAGAR O CONSIGNADO
 

O prazo para pagar o empréstimo consignado sobe de 96 meses (oito anos) para 108 meses (nove anos) As regras valem para novos contratos
 


 

CARTÃO CONSIGNADO
 

Se o aposentado ou pensionista não estiver usando toda a margem dos cartões, a parte que estiver sobrando poderá ser usada para contratar empréstimo consignado comum Nesses casos, não poderá ultrapassar o limite consignável de 40% para benefícios previdenciários e 35% para benefícios assistenciais
 


 

COMO SERÁ O PEDIDO PELO EMPRÉSTIMO
 

A partir de agora, o beneficiário, quando solicitar o consignado, receberá a proposta no aplicativo Meu INSS com o status "pendente de confirmação"
 

O segurado do INSS terá até cinco dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial. Se o procedimento não for realizado dentro do prazo, o contrato é automaticamente cancelado
 

Os beneficiários poderão ter mais tempo para pagar os empréstimos. O prazo aumentou de 96 meses para o limite de 108 parcelas (9 anos)
 

Depois de acertado o crédito, a pessoa pode começar a pagar depois de até três meses

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PF deflagra operação contra fraudes no INSS e cumpre mandados em Salvador, Nazaré e Vera Cruz

  • Bahia Notícias
  • 19 Mai 2026
  • 12:13h

Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação Colina. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Vera Cruz e Nazaré, no Recôncavo baiano.

 

A ação tem como objetivo desarticular um esquema de fraudes previdenciárias relacionadas à manutenção e prorrogação irregular de benefícios por incapacidade no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

De acordo com a PF, as investigações tiveram início após análises realizadas pela Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP/MPS). Os levantamentos apontam que um servidor do INSS, lotado em Salvador, estaria promovendo remarcações indevidas e sucessivos adiamentos injustificados de perícias médicas.

 

Segundo a apuração, a prática impedia que segurados fossem submetidos à avaliação de peritos médicos oficiais, o que possibilitava a renovação automática e contínua de auxílios-doença por incapacidade temporária de forma considerada irregular.

 

Ainda conforme as investigações, foram identificados casos em que perícias foram adiadas sob justificativas falsas, como suposta ausência de atendimento médico, mesmo em dias de funcionamento normal das agências do INSS.

 

Ainda segundo apuração, a suspeita é que intermediários recolhiam valores de beneficiários [alguns já investigados em operações anteriores da PF] e repassavam vantagens financeiras indevidas ao servidor responsável pelas inserções fraudulentas nos sistemas corporativos da Previdência Social.

 

As medidas cautelares foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.

Investigadores querem que Vorcaro devolva R$ 60 bi desviados sob risco de delação ser rejeitada

  • Por Ana Pompeu e José Marques | Folhapress via Bahia Notícias
  • 19 Mai 2026
  • 10:23h

Foto: Banco Master/Divulgação

Investigadores que apuram o caso do Banco Master afirmam que Daniel Vorcaro terá que devolver, em um curto período, cerca de R$ 60 bilhões que causou em prejuízos, sob o risco de o ex-banqueiro ter sua proposta de delação premiada recusada.
 

Vorcaro propôs às autoridades, segundo pessoas que acompanham as apurações, a devolução de cerca de R$ 40 bilhões em dez anos. Tanto o valor como o prazo desagradaram os integrantes da Polícia Federal, da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

Uma parte das autoridades aponta que o valor do dano é irredutível porque a legislação não permite que o prejuízo seja negociável, ao contrário dos Estados Unidos, por exemplo, onde há essa possibilidade.
 

Além disso, a entrega dos valores em um prazo alongado é vista de forma negativa diante do precedente de acordos com empreiteiras da Operação Lava Jato e com a J&F, dos irmãos Batista.

Depois desses acordos terem sido fechados, as empresas passaram a questionar as quantias negociadas ou trabalharam para reduzir ou suspender os pagamentos na Justiça. Alguns delatores também tiveram as provas decorrentes de suas colaborações anuladas, inclusive pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
 

O ministro André Mendonça chegou a afirmar a advogados de Vorcaro que era contra o prazo de 10 anos proposto pelo banqueiro e indicou que, nesse cenário, prefere até que haja a devolução de um valor inferior aos R$ 60 bilhões, desde que seja num prazo mais curto.
 

Outro problema que preocupa autoridades é que, ao contrário das outras empresas que fizeram grandes acordos, o Master foi liquidado. Ou seja, Vorcaro não tem mais uma fonte de entrada de recursos que banque esses pagamentos nos próximos anos.
 

Para demonstrar boa-fé, ele teria que indicar exatamente onde tem dinheiro —em paraísos fiscais, fundos, bens como imóveis e aviões, ou obras de arte, por exemplo— e como pretende devolvê-lo.
 

Vorcaro é considerado o líder do esquema investigado, e por isso as autoridades consideram que os termos aplicados a ele na negociação devem ser rígidos. Os custos da quebra do Master superam os R$ 57 bilhões até o momento, segundo dados divulgados.
 

Somente os recursos que terão de ser ressarcidos aos clientes pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos dos bancos, são estimados em R$ 51,8 bilhões.
 

O valor exato da perda total ainda é desconhecido.
 

A delação de Daniel Vorcaro é negociada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal. Os anexos da delação foram entregues pela defesa aos dois órgãos no último dia 6 e ainda serão analisados.
 

A entrega desse conteúdo, que detalha episódios diferentes de irregularidades cometidas pelo ex-banqueiro e por outras pessoas, precede a discussão sobre os benefícios da colaboração e a devolução de recursos.
 

Procurada pela reportagem sobre o posicionamento dos investigadores a respeito da devolução dos recursos, a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou.
 

A restituição dos valores dos danos é apenas um dos entraves que podem afetar a negociação para a assinatura da colaboração premiada.
 

Outro problema é a visão de autoridades de que, até agora, os fatos listados nos anexos da delação são fracos e não apontam irregularidades que vão além do material que a PF tem em mãos para conduzir suas próprias investigações.
 

Como a Folha mostrou, a sequência de novas fases da operação Compliance Zero, que mira o Master, é vista por autoridades como uma pressão extra para que a delação apresente novos e robustos fatos para ser validada pelo Supremo.
 

Na visão dessas pessoas, as novas fases mostram que a PF tem conseguido avançar bem nas apurações sem depender de acordos de colaboração. Além disso, há mais envolvidos no caso dispostos a negociar e colaborar com as investigações, como Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso —ele trocou sua equipe de defesa e mira conseguir fechar um acordo.
 

Um dos empecilhos que Vorcaro irá encontrar para emplacar a sua delação é a de uma restrição maior, especialmente da PGR, para fazer esses acordos.
 

O entendimento interno é de que os fatos que têm que ser relatados devem ser mais precisos e com mais provas do que as delações feitas na Lava Jato.
 

Além disso, descartam fechar uma delação como a de Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e colaborou nas ações da trama golpista.
 

Os investigadores consideram que Cid trouxe pouca informação nova ao material que já existia nas provas obtidas anteriormente, por meio de buscas e apreensões.
 

De acordo com esses investigadores, se Vorcaro apresentar apenas contexto sobre episódios já conhecidos pelas autoridades ou informações que já estão no material apreendido, ele correrá o risco de ter a sua delação rejeitada.
 

Caberá ao ministro André Mendonça, do STF, validar os termos acordados entre Vorcaro e os investigadores.
 

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado, quando tentava embarcar para o exterior, no aeroporto de Guarulhos (SP). A PF aponta que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Master.
 

Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central. Atualmente, Vorcaro está detido na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.
 

Até então, a equipe de defesa que atuava no caso recusava a possibilidade de uma delação. Nos bastidores, a informação era a de que Vorcaro insistia que poderia explicar todas as acusações contra ele no mérito do processo, ou seja, sobre as fraudes e os crimes financeiros.
 

Com a mudança de estratégia, ele terá de confessar condutas criminosas, explicá-las e indicar provas para embasar a narrativa feita aos investigadores.

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Após áudio enviado a Vorcaro, Flávio Bolsonaro tem queda em 2º turno contra Lula, diz Atlas/Bloomberg

  • Bahia Notícias
  • 19 Mai 2026
  • 08:19h

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O pré-candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registrou uma queda de mais de cinco pontos percentuais no primeiro turno e seis pontos em um possível segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

 

O atual presidente tem 48,9% contra 41,8% do senador. No mês de abril, o cenário de segundo turno apontava empate técnico, com o senador bolsonarista com 47,8% contra 47,5% do petista. 

 

A queda de votos de Flávio chega após a veiculação de áudios do senador ao empresário Daniel Vorcaro, onde ele pede dinheiro ao banqueiro. Depois disso, a maior parte dos votos que eram de Flávio passaram para os indecisos, brancos e nulos: o grupo saltou de 4,7% no último levantamento para 9,3%. 

 

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio, no mesmo dia em que os dados foram divulgados. A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio – ou seja, as entrevistas começaram no mesmo dia em que o site The Intercept divulgou o áudio com Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre o pai dele.

 

O petista lidera a disputa contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com uma vantagem ampliada também no primeiro turno, onde Lula foi de 46,6% do úlltimo estudo para 47%, enquanto Flávio registrou queda de 39,7% para 34,3%. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.  Já os outros candidatos, Renan Santos (Missão) tem 6,9%, Romeu Zema (Novo), 5,2% e Ronaldo Caiado (PSD), 2,7%. Augusto Cury (Avante) e Aldo Rebelo (DC) não alcançaram 1%.

 

Brancos e nulos somaram 1,4% e indecisos são 1,9%.