Brumado Urgente

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Sudoeste: Jovem de 2,20 m volta à escola após bullying e busca diagnóstico de doença

Quinta | 20.04.2017 | 07h09


Rodrigo tem 18 anos e 2,20 metros de altura (Foto: Arquivo pessoal)

O Jovem baiano Rodrigo Santos Motta, de 18 anos, que chegou a abandonar a escola no município de Ipiaú, no sudoeste da Bahia, por sofrer bullying devido ao fato de ser muito alto, retornou às aulas, recebeu doações de roupas e calçados ideiais para o seu tamanho e até ganhou uma casa. Em uma foto ao lado da avó, dá para perceber como o garoto é alto -- a cabeça da idosa fica na altura da citura do neto. Em setembro de 2016, quando a história de vida de Rodrigo foi contada pelo G1, ele estava com 2,18 metros de altura. Hoje, já passa dos 2,20 metros. Os familiares do jovem dizem que ele passa regularmente por exames, mas que ainda não teve um diagnóstico preciso dos médicos sobre a doença que o faz crescer de forma anormal desde os 12 anos de idade. A prima de Rodrigo, Thaís Cerqueira, diz que uma médica que acompanha o jovem suspeita que ele tenha acromegalia, doença causada pelo excesso de produção do hormônio de crescimento. No entanto, segundo Thais, ainda não há comprovação. "Ele faz faz exames regulares e chega a viajar para Salvador de três a quatro vezes no mês. A médica disse que pode ser acromegalia, mas não é certo isso ainda. Ele precisa de mais exames para diagnosticar o problema. Também já falaram de um suposto tumor, mas esse tumor ainda não foi encontrado", afirma Thaís.

A prima conta que o rapaz realiza alguns exames laboratoriais na cidade de Ipiaú, mas que outros mais complexos só são feitos na capital. O jovem é atendido gratuitamente por médicos do Hospital das Clínicas e também do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). Mas precisa arcar com o valor de exames que, segundo a família, não são disponibilizados pelo SUS. Para arcar com os custos dos exames, os familiares de Rodrigo fazem campanha para arrecadar dinheiro. "A prefeitura arca apenas com o transporte. Alguns exames a gente não acha pelo SUS [Sistema Único de Saúde]. Então, a gente que tem que pagar. Ele, agora, está precisando fazer um que custa R$ 330, mas a gente ainda não conseguiu arrecadar. Geralmente, pedimos aos vizinhos e fazemos campanha pelo WhatsApp, divulgando a foto dele. Esperamos reunir esse dinheiro o mais rápido possível", afirma a prima. Thaís também diz que, segundo os médicos, Rodrigo pode crescer ainda mais. "Ele tem tendência de crescer e, se não for diagnisticado logo o que ele tem e não começar logo um tratatamento, vai ficar maior", disse.

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