Brumado Urgente

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Redes sociais viram campo de batalha para os candidatos às eleições de 2014

Segunda | 31.03.2014 | 07h36
Autor: porLílian Machado

A campanha eleitoral começa oficialmente em julho, após as convenções partidárias, mas os pré-candidatos aos cargos majoritários já encontraram uma arma forte para potencializar o contato com os eleitores. O uso das redes sociais tem se intensificado entre os postulantes ao governo da Bahia: o deputado federal, Rui Costa (PT), que se desincompatibilizou esse final de semana do cargo de secretário estadual da Casa Civil, a senadora Lídice da Mata (PSB), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e o ex-governador Paulo Souto (DEM). Nesta pré-campanha, eles empregam cada vez mais tempo em redes, como o twitter e o facebook, onde mostram desde atividades diárias aos pontos de vistas sobre variados assuntos. Apesar de não ter ainda a confirmação de que será candidato, Souto que se comportava timidamente nas redes tem surpreendido este ano. “Todos os textos sou eu quem faz. Se acertar ou se errar sou eu mesmo”, frisa. O democrata diz que é difícil responder a todos os comentários, devido ao grande volume, mas que ele faz questão. “É um instrumento a mais. Todo mundo conclui que será muito mais usado agora que no passado”, disse, comparando com as eleições de 2010, quando se candidatou ao governo.

Lídice também tem demarcado terreno ao usar as ferramentas. A senadora costuma demorar mais tempo nas páginas à noite, quando termina a agenda no Senado, mas também conta com a contribuição de sua equipe. Lídice cita a interatividade e a possibilidade de esclarecer situações, como fatores interessantes. “De negativo é que algumas pessoas, poucas é bem verdade, não querem o debate, aproveitam a rede para baixar o nível, ofender, xingar.”, afirma. Segundo a socialista, as pessoas aproveitam para pedir para ela votar ou rejeitar determinados projetos. “Isso é muito importante porque permite uma participação direta no mandato”.  Rui Costa também exalta. “O ponto mais positivo é você se tornar mais acessível ao um número grande de pessoas, além de ter informações mais rápidas e em tempo real”. O petista diz não saber dimensionar ainda a força do ponto de vista do eleitorado, mas acredita que as redes “aproximam e são um termômetro, tendo muito a dizer”. Desde 2009 Geddel usa e projeta suas posições nas mídias sociais. De lá pra cá, também não deu mais intervalo. Geddel confessa que ele próprio alimenta as páginas e que só busca ajuda “em casos técnicos”. Ele destaca como pontos positivos o contato direto e “a resposta imediata e de forma direcionada às críticas que por vezes ocorrem, sendo possível esclarecer o ponto de vista de cada um”. Geddel concorda que o ambiente digital promove o “empoderamento do cidadão”. “Tanto os cidadãos podem ver o que eu penso sobre as situações da política e da vida, quanto posso perceber e avaliar o sentimento dos interlocutores”. Ele aposta que o crescimento do acesso à internet, sobretudo nas classes “C” e “D”, assim como o aumento da compra de computadores e smathphones mostra que haverá uma campanha mais intensa esse ano. O olhar mais direcionado de alguns políticos para as redes se ampliou após as manifestações de rua, em 2013, quando houve a convocação para protestos. O professor em comunicação política da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Roberto Gondo, lembra que anos atrás a aproximação era via comícios em praças, depois passou a ser com panfletos, outdoors, mas neste ano, a disputa promete ser em terrenos virtuais. Para ele, essas tecnologias podem contribuir, mas é preciso lembrar que o uso tecnológico no país nem sempre transita pela reflexão política. O especialista ressalta que “a evolução constante das redes contribui para o gerenciamento de campanha, unindo mensagens e diretrizes com mais rapidez e eficácia”.

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