Brumado Urgente

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Greve na construção civil completa uma semana nesta segunda (31)

De acordo com o sindicato da categoria, cerca de 95% dos canteiros de obra na Bahia estão parados.

Segunda | 31.03.2014 | 07h07
Autor: Da Redação


Em Brumado os operários da construção também aderiram ao movimento (Foto: Daniel Simurro / Brumado Urgente)

Nesta segunda (31), os operários da construção civil na Bahia entram no oitavo dia de greve. O Sintracon – sindicato que representa a categoria – marcou uma reunião com o patronato para às 14h. O encontro será mediado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), na sede do órgão (nas Mercês), na tentativa de solucionar o impasse.  Na terça (1º), às 15h, a categoria realiza uma assembleia no Largo de São Bento para decidir os rumos do movimento. De acordo com os sindicalistas, eles pretendem repetir a passeata que aconteceu na tarde da última sexta (28), “com cinco mil trabalhadores”. Os trabalhadores reivindicam um reajuste de 10% nos salários e em outros itens econômicos; acréscimo de R$ 40 na cesta básica com validade para todos os trabalhadores (hoje só recebem em canteiros com mais de 100 empregados); correção do piso salarial do cadastrista da Embasa; contrato de experiência de 30 dias e manutenção do aviso prévio indenizado, que consta da Convenção Coletiva da categoria, mas o patronato quer retirar A entidade patronal, Sinduscon, propõe reajuste de 5,56%, contrato de experiência de 90 dias, banco de horas e aviso prévio trabalhado. Diante do impasse, os sindicalistas ameaçaram continuar a greve caso não haja avanços nas negociações. Segundo o Sintracon, 95% dos canteiros de obra na Bahia estão parados e, em Salvador, mais de 38 mil operários aderiram ao movimento. No ato da última sexta, os trabalhadores pararam em frente ao Procon (na rua Carlos Gomes) e fizeram um ato em protesto contra as palavras do superintendente do órgão, Ricardo Maurício Soares, que deu uma entrevista numa rádio local sugerindo que as empresas contratassem mão-de-obra temporária para cumprirem o prazo de entrega das construções. De acordo com o Sintracon, essa é uma das irregularidades praticadas no setor.

 

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