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Municípios têm até junho para solicitar o Canal da Cidadania

  • Informações da UPB
  • 06 Fev 2014
  • 20:19h

O Canal oferece possibilidade de os movimentos sociais falarem diretamente à população por meio da TV aberta Segundo o Ministério das Comunicações apenas 160 dos 5570 municípios realizaram pedido de outorga para receberem o canal da cidadania, que integrará numa só rede emissoras mantidas por órgãos públicos e por instituições comunitárias. O prazo limite para as prefeituras solicitarem o Canal é 18 de junho de 2014. O Canal da Cidadania fará parte do conjunto de canais explorados por entes da administração pública dentro do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Com isso, poderá usar a multiprogramação possibilitada pela TV digital, com uma faixa de conteúdo específica para os poderes municipais, uma para os estaduais,e duas para associações comunitárias, responsáveis por veicular programação local. Dentre os principais objetivos a serem atendidos pelo Canal estão a busca pelo exercício da cidadania e da democracia, a expressão da diversidade social e o diálogo entre as diversas identidades culturais do Brasil, e a universalização do direito à informação, comunicação, educação e cultura. Além disso, pretende-se incentivar a produção audiovisual independente, de caráter local e regional e atuar na prestação de serviços de utilidade pública. Passado o período da outorga aos entes públicos, o Ministério das Comunicações vai abrir avisos de habilitação para selecionar as associações comunitárias, que ficarão responsáveis pela programação em cada localidade. 

Eduardo Coutinho e Philip Seymour Hoffman: Perdas lamentáveis para o cinema, aqui e lá

  • por Orlando Margarido
  • 03 Fev 2014
  • 06:19h

(Foto: Reprodução)

A essa altura vocês já devem saber: morreu nosso maior documentarista, Eduardo Coutinho. A perda não é menos dolorosa, mas também se foi o ator Philip Seymour Hoffman. As notícias dão conta de possível overdose no caso deste. Mas vamos esperar pelas averiguações. No caso de Coutinho, a tragédia já parece estar esclarecida. Foi morto a facadas e o suspeito é seu filho, ao que tudo indica com problemas mentais, e que está internado depois de ser operado. Teria tentado se matar a facadas. A mulher de Coutinho também foi atacada e está em estado grave. Lamentável para um realizador que aos 80 anos vivia uma fase muito produtiva. Ele que redefiniu nossa veia documental com Cabra Marcado para Morrer e ainda era original o suficiente para produzir um longa como Um Dia na Vida, o último trabalho dele a que assisti, em sessão lotada na última Mostra de Cinema de São Paulo. No ano anterior ele fez a estréia do filme, que de tão procurado não consegui lugar. Coutinho filmou durante um dia inteiro a programação dos canais abertos de TV. Postos numa montagem com seu olhar tão atento os programas se tornam absurdos, quase surreais. Parece simples, e assim era o seu cinema. Somente ele sabia arrancar depoimentos impactantes e emocionantes de seus entrevistados. Lembram do aposentado que dizia ter conhecido Frank Sinatra e cantava My Way para a câmera? Inesquecível. Em todo projeto, Coutinho se renovava e nos impressionava, como em Jogo de Cena, uma nova virada.Ainda sob o impacto de sua morte, fica difícil fazer a homenagem que merece. Amanhã sigo a Berlim e vou rabiscar algo no caminho que faça jus ao talento. Quanto a Hoffman, não vou esconder que tinha pouca simpatia por seus trabalhos, algo um tanto gratuito, mas o loiro gordinho, de jeito boa praça, estava amadurecendo na carreira e fez bons trabalhos recentes, como em The Master. Também se mostrou talentoso diretor e pelo que sei preparava novo filme. Hollywood por vezes me parece uma máquina angustiante e enlouquecedora, e nem sempre todos aguentam. Teria sido esta a situação de Hoffman? Ou um mero vacilo? Domingo de cão este.

(Foto: Reprodução)

Novo jornalismo entrega-se ao véu da liberdade

  • Por Leandro Marshall / OI
  • 02 Fev 2014
  • 11:14h

(Foto: Reprodução)

Não é mais nenhuma novidade o fato de que todo cidadão pode ser produtor de informação neste mundo de tecnologias digitais e de redes sociais. O tempo do jornalismo governado pelos jornais e pelos jornalistas profissionais deu lugar a um sistema descentralizado, desterritorializado e multifacetado, em que qualquer indivíduo pode atuar como protagonista do processo da informação e da comunicação. A verdade dos tempos está na evidência de que o novo imperativo transforma, de maneira radical, os pressupostos e os fundamentos do modo clássico do fazer jornalístico. Isto posto, verificamos que, além de instituir o regime de liberdade no sistema de codificação e de codificação dos discursos, o jornalismo-cidadão estabelece uma mudança generalizada na estrutura dos sistemas de lógica, de causalidade e de conhecimento. A partir do momento em que qualquer indivíduo pode dizer qualquer coisa para qualquer audiência – do sujeito ao grupo ou à massa indeterminada –, a essência da nova ordem informacional deixa de ter o compromisso formal com a ética, com a verdade e com qualquer nexo causal. A realidade transforma-se no discurso da realidade e a veracidade dos fatos é substituída pelo discurso de verossimilhança. Não há, em linhas gerais, necessidade de obediência a um sistema de causa ou de consequência na construção das narrativas.

O mais importante neste processo passa a ser falar, contar, revelar, comunicar, compartilhar. Não há, portanto, dentro deste sistema de construção social dos discursos, qualquer tipo de ligação ou de relação entre o produtor da informação com os princípios lógicos da dialética, ao modo como Hegel, Marx, Kant e tantos outros pensadores defendiam. Em sua essência, na forma clássica, a dialética pressupunha (a) contradição, no sentido de que tudo existe, ao mesmo tempo, em um estado de ausência e de permanência. Compreende, ainda, ao modo grego antigo, (b) a arte do diálogo, e o natural processo de (c) transformação de todas as coisas, no sentido de que nada permanece sempre como é, mas que vive em uma condição de (d) fluidez, onde o ser é sempre um vir-a-ser. Além disso, existem os pressupostos universais (e) da passagem da quantidadeàqualidade, (f) da interpenetração dos contrários (g) e da negação da negação. O comum entre todos estes princípios ativos da dialética envolvem os fenômenos da transformação, do movimento e da fruição, onde a conexão entre causa e efeito vive em um estado intransitivo de ebulição, de tensão e de inquietação. A tese pressiona e exaspera a antítese que pulsa, freme e se alarga, com todas as forças, até gerar uma síntese líquida, fluída, incandescente, pronta para misturar e combinar todas as causas e consequências e, com isso, acender e reacender a dinâmica viva da contradição. Isto corresponde, de modo muito intenso, ao que a nova ordem comunicacional e informacional das mídias digitais e virtuais oferecem à sociedade humana. A priori, podemos dizer que as TICs estabeleçam um universo sem totalidade (Levy), sem centro e sem origem e organicidade. Não há uma estrutura que funcione de maneira sistêmica para todos os indivíduos e para a sociedade, à medida que não é mais a mídia que governa e controla o acesso, a mediação e o consumo dos discursos sociais. O cidadão pode fazer ou desfazer o que quiser, da forma que melhor julgar, os caminhos da informação e da comunicação neste novo universo tecnológico.

As estruturas das verdades mais profundas

Desta forma, não podemos mais falar, dentro de uma visão escatológica moderna, numa organização fundada no princípio da origem, da causa ou determinação. Tudo está assentado na lógica da dispersão e está sempre à disposição para ser trabalhado de acordo com os pressupostos inalienáveis da liberdade, segundo a percepção e a vontade do produtor da informação e da comunicação. Note-se, aliás, que não há absolutamente nenhum pecado nesta prática. Todos sonhamos, afinal, com o dia em que os impérios midiáticos e a tirania da comunicação seriam mortalmente abalados pela insurreição da tecnologia e da sociedade, empoderada pelo exercício irrevogável da liberdade de expressão e da liberdade de comunicação.Não podemos esquecer McLuhan. A tecnologia transformou este sonho em realidade. O que antes estava nas mãos de poucas pessoas, no totalitário sistema de um-para-todos, assistiu a assunção e a vingança do modelo do todos-para-todos. Neste sentido, mais uma vez a tecnologia ditou o rumo da história humana, apesar de todos os paroxismos que possa ter gerado na estrutura social, cultural e comunicacional. Como diria o velho ditado, não há almoço grátis. Tudo tem seu preço. Não há inovação sem transformação assim como não há movimento histórico sem reformas na própria essência do indivíduo e da sociedade. A universalização da informação e da comunicação, com sua lógica de democratização e de socialização, mexe com as estruturas das verdades mais profundas da sociedade. Uma delas parece ser aquela que prioriza a geração e a distribuição da informação em detrimento da compreensão e do sentido desta mesma informação. O pêndulo da realidade oscila do governo, do controle e da administração da verdade para o polo da emissão da informação.

A lógica interna de cada pequena realidade

Em poucas palavras, podemos dizer que, ao que parece, não há mais zelo ou cuidado no relato social da realidade. Qualquer um diz o que quer dentro daquilo que ele acredita ser a verdade objetiva ou subjetiva dos fatos. A necessidade da explicação, da contextualização, do detalhamento e do respeito ao nexo causal em todas as coisas do mundo deixou de ser um fundamento da informação. O efeito mais imediato é o desaparecimento do porquê na estrutura da informação jornalística, formal ou informal. Nem o jornal nem o cidadão buscam orientar a informação a partir de uma organização lógica e orgânica dos fatos sociais. O que importa agora é utilizar e exercitar o poder da fala e, com isso, participar do universo da informação e da comunicação. A necessidade da causalidade, da origem e da natureza ontológica dos fatos foi abolida de forma quase universal e absoluta. Os fatos passaram a falar por si próprios. Não há mais sentido ou qualquer tipo de explicação para os fatos terem emergido, no espaço humano, de uma hora para outra do modo como emergiram. O porquê deixou de ser uma prerrogativa e passou a ser uma mera circunstância. A inclusão do porquê na informação demandaria, afinal de contas, a necessidade da busca da contextualização e da explicação para os acontecimentos humanos. Num mundo sem paradigmas, sem referências e sem verdades universais, os novos produtores da informação dedicam-se coerentemente apenas a informar. A razão dos fatos não diz respeito, em tese, ao comunicador. Ele já está encarregado de comunicar. Gerar lógica e explicação não lhe dizem mais respeito. Vê-se que há uma nítida obsolescência do jornalismo interpretativo em razão do triunfo social do jornalismo informativo e do jornalismo opinativo. Ninguém precisa mais interpretar nada, isto é, ninguém está interessado em aprofundar, detalhar, contextualizar e explicar a origem e a natureza dos discursos sociais. Não há mais porque buscar-se o sentido das coisas e dos fenômenos sociais. O jornalismo clássico mal conseguia fazer isso. Não será agora o cidadão que tratará de anunciar os fatos e de, ao mesmo tempo, explicá-los para a sociedade. Isto agora é da conta apenas do receptor das mensagens. Na nova ordem comunicacional e informacional, se o cidadão quiser, ele que trate de buscar entender a lógica interna de cada pequena realidade empacotada pela informação. Senão a informação valerá apenas como informação. Sem qualquer compromisso com a lógica da verdade.

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Sem Limite da Bahia estará no bloco 'O jardim musical da turma do cebolinha' Bom Jesus da Lapa

  • Izidy Ramel Comunicação
  • 31 Jan 2014
  • 09:08h

(Divulgação)

Nessa sexta-feira, 31 de janeiro, o bloco “O jardim musical da turma do cebolinha” realizará uma grande festa em Bom jesus da Lapa-BA,  a partir das 18h, e a Sem Limite da Bahia é quem vai comandar a alegria, com as suas canções para lá de animadas.O evento, que é denominado pré-carnaval 2014, reúne um público enorme, e a banda que é sinônimo de agitação já se prepara para mais uma vez garantir a diversão das pessoas nesse evento grandioso. Sem Limite da Bahia, os meninos que não fazem só uma festa, e sim um verdadeiro espetáculo!

Músico Caçulinha é demitido após trabalhar 25 anos na Rede Globo

  • Blog da Fabiola Reiperts
  • 26 Jan 2014
  • 08:15h

(Foto: Reprodução)

Músico mais conhecido da banda do Domingão do Faustão, Caçulinha foi mandado embora da Globo. Segundo a coluna de Leo Dias, do jornal O Dia, o músico, que se chama Rubens Antônio da Silva, foi demitido da emissora após 25 anos de trabalho. Desde 2009, Caçulinha estava afastado do Domingão do Faustão, após se desentender com o apresentador. Amigo de Faustão, Caçulinha interagia com o apresentador e participava de brincadeiras ao vivo, além de comandar a banda do programa.

Sem Limite da Bahia fará super show em Caetité em Micareta nesse sábado (18)

  • Izidy Ramel Comunicação
  • 17 Jan 2014
  • 12:10h

(Foto: Divulgação)

A Banda que não para de agitar os diversos públicos por onde passa, Sem limite da Bahia, fará nesse sábado, 18, um super show em trio, no evento denominado “Lavagem da esquina do padre”. Uma festa tradicional na cidade que conta sempre com excelentes atrações, nesse ano não poderia ser diferente, e por isso, a mais do que animada banda de axé, cujo vocalista é Chris Pimenta, um rapaz cheio de energia e carisma, além de cantar muito bem, possui músicos seletos para deixar todos os eventos dos quais participam muito mais emocionantes, claro, só poderia ser Sem Limite da Bahia. Programe-se e esteja presente nesse show em Caetité amanhã, 18 de janeiro, veja de pertinho a alegria esbanjada por esses meninos que fazem a diferença quando iniciam o seu espetáculo.

Lançado em 2009, Vale Cultura começa a valer nesta sexta (17)

  • 17 Jan 2014
  • 07:04h

Quase cinco anos depois de lançado pelo ex-presidente Lula e quatro meses após o início do cadastro das empresas interessadas em conceder o benefício, o programa Vale Cultura começa a valer nesta sexta-feira (17), com a concessão dos primeiros cartões pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, a trabalhadores do Banco do Brasil. A cerimônia de entrega, marcada para acontecer no Centro Cultura Banco do Brasil, em São Paulo, tem por objetivo “fazer barulho” para que mais empresas se interessem em participar do projeto, aberto a todos os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos no país. Segundo levantamento recente do governo federal, apenas 340.141 empregados foram registrados até agora para receberem o auxílio mensal para consumo de livros, CDs, DVDs, ingressos para cinema e peças de teatro, cursos e outros produtos culturais. A quantidade é menos de 1% dos 42 milhões de trabalhadores potenciais que o Ministério da Cultura espera atingir. Para participar, o profissional precisa trabalhar em empresa cadastrada no programa. Até dezembro de 2013, apenas 1.246 CNPJs tinham solicitado o envio dos cartões. 

A pinga das luluzinhas: mistura de cachaça, mel e limão conquista fashionistas

  • POR LIFESTYLE
  • 03 Jan 2014
  • 20:28h

MARINA FUENTES

Não é de hoje que a cachaça deixou a pecha de bebida barata e popular para conquistar os copos de boêmios patriotas e connaisseurs. Uma movimentação mais recente levou a boa e velha pinga também para a balada, mais precisamente para as mesas e festinhas frequentadas pela alta-roda. Mas não se trata de uma pinga qualquer. Para horror dos puristas, a cachaça fashion, batizada de Busca Vida, já vem com mel e limão, num mix com teor alcoólico reduzido (cerca de 17%, contra 40% da cachaça convencional). O resultado é uma aguardente suave, que equilibra o doce e o cítrico, indicada para ser consumida gelada – em shots, on the rocks ou como base para coquetéis. Em geral avessas ao sabor forte e cortante da cachaça, as mulheres encontraram nela uma alternativa para aquecer a noite sem precisar fazer careta a cada gole. Criador da fórmula, o empresário baiano Carlos Oliveira não imaginava o sucesso que a bebida faria quando realizou os primeiros testes em 1993. Ele tinha uma cachaçaria no Pelourinho e não se conformava ao ver as pessoas torcendo a cara enquanto tomavamo destilado nacional por excelência. “Desenvolvi uma mistura na época para agradar aos amigos e foi um sucesso. Mas como fazia artesanalmente, perdia tudo o que sobrava no fim da noite. Quando fui morar no interior paulista, no sítio que era do meu avô, passei a fabricar a aguardente que hoje está no mercado”, explica. Foi um processo de quatro anos entre criar a fórmula e conseguir o registro, já que o empresário inaugurou uma nova categoria de bebida. Da fábrica em Bragança Paulista saem hoje 20 mil garrafas por mês, que são distribuídas por diversos pontos de venda, sobretudo em bares nada populares do eixo Rio-SP – e que neste verão terão roupagem especial em edição limitada by Lenny Niemyer, outra adepta da bebida. “Em um almoço ganhei uma garrafa de Busca Vida e a entreguei nas mãos do Bruno, meu garçom oficial, que logo inventou um mix da cachaça com gengibre e muito gelo. Amei e agora sirvo sempre”, conta Lenny.

A Busca Vida foi a primeira,mas já não é a única a explorar esse território. Depois dela surgiram a pernambucana Santa Dose e a mineira B (pronuncia-se “bee”), ambas destinadas ao público premium. Empreitada de Nelsinho Piquet com os amigos Eduardo Jorge e Hendrik Wolff, a aguardente B miroudireto nesse novo consumidor que caiu de amores pela prosaica fórmula quase por acaso. Produzida em um alambique em Araguari, Minas Gerais, a cachaça viaja até São Paulo para passar pelos processos de mistura com os outros ingredientes e envase nas garrafas-design da francesa Saverglass – a mesma fornecedora da vodca francesa Grey Goose. De lá, desembarca nas prateleiras de hot spots como o Bar Número, em São Paulo,e Londra e Forneria São Sebastião, no Rio. Nesse último endereço, é comum ver o garçom rodando com bandejas abastecidas com shots da bebida para rodadas de esquenta. “Percebemos que havia um público interessado nesse tipo de bebida, mas que não era atendido pelo que se encontra no mercado. Fizemos,então, um rótulo super premium, da cachaça ao design da embalagem”, explica Eduardo Jorge. Já a Santa Dose nasceu a partir das boas experiências com a mistura – feitas à mão mesmo – de um dos sócios do Zé Bonito, bar na Vila Nova Conceição. “Nosso objetivo nunca foi criar uma bebida para quem toma cachaça. Nosso público gosta de coquetéis, uísque e vodca. Hoje, 60% dos consumidores da bebida são mulheres”, avalia Bruno Siqueira, um dos nomes por trás da Santa Dose. Marcela Tranchesi foi uma das que adotaram o mix como seu drinque oficial. “É ótimo pois é docinho, gostoso de beber e também muito prático, porque não precisa misturar com nada, já vem pronto. Sempre tenho em casa para levar nos esquentas ou para presentear os amigos – gosto especialmente da B, que é menos doce”, elogia ela, que vive compartilhando cliques com o indefectível shot gelado no Instagram. Apesar de tecnicamente não se tratar de uma cachaça (que deve ter no mínimo 38% de teor alcoólico e não pode receber aditivos), não dá para negar que o sucesso da versão “party” do destilado faz bem para a moral da bebida nacional. É um movimento parecido com o da vodca, bebida que ganhou versões premium e outras aromatizadas ou “ice” que agradam também quem acha a versão pura forte demais. Depois de a cachaça aromatizada conquistar paladares brasileiros, o próximo passo é o consumidor internacional. A Santa Dose já é exportada para Portugal e França; a Busca Vida chega aos EUA, ao Caribe e à Inglaterra; e a B fez suas primeiras experiências na
última edição da conceituada feira Wine and Spirits. “A Copa será a grande oportunidade de apresentarmos a bebida aos estrangeiros”, diz Bruno Siqueira. Alguma dúvida de que os gringos vão amar? 

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Produção conquistense grava em várias regiões da Bahia

  • Blog do Fábio Sena
  • 02 Dez 2013
  • 19:10h

(Divulgação)

Depois de seis meses de pesquisa por 21 localidades baianas e mais de 50 horas de áudio de entrevistas, a equipe do curta documentário “Contra o Veneno Peçonhento do Cão Danado” já está na fase de produção, na qual serão registrados os depoimentos para a obra. A etapa prevê a gravação com estudiosos, memorialistas e, sobretudo, pessoas que ainda hoje mantém a tradição oral de causos, estórias, testemunhos e relatos sobre o “corpo fechado”. As gravações acontecem em várias localidades das regiões Sudoeste, Chapada Diamantina, Recôncavo e região metropolitana de Salvador. A produção é da TV Local e do Instituto Mandacaru e conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult). O projeto é um dos finalistas do edital 2012, setorial audiovisual, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), órgão da Secult. Na época, foi selecionado em quarto lugar na colocação geral, e em primeiro entre os projetos do interior do estado. O documentário conta ainda com o apoio da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

Muitos causos, filmes, novelas e inúmeros livros que relatam os sertões baianos da metade do século XIX e ao longo do XX dão conta da crença de que o corpo de algumas pessoas era “fechado”, ou seja, invulnerável tanto a armas de fogo quanto a golpes de arma branca. Geralmente, são relatos sobre pessoas famosas, sejam criminosos ou autoridades. “A crença no corpo fechado é mais que uma peculiaridade nordestina, faz parte da cultura popular brasileira”, detalha Marcelo Lopes, coordenador do projeto. Segundo Lopes, o curta pretende alinhavar as várias histórias e causos sobre o tema. “O documentário busca ser um espaço para esses relatos, sem a preocupação com a discussão sobre o que é verdade ou mito, queremos registrar o que, no passado, era transmitido oralmente e hoje vem se perdendo com o avanço da urbanização”, esclarece. Para ele trata-se de um universo histórico e mágico, que na crença do “corpo fechado”, materializa-se em narrativas de guerra e violência, disputas de poder político e mitos populares. Uma das histórias a ser retratada é a do subdelegado Afonso Lopes Moitinho, uma das figuras centrais da “Chacina do Tamanduá”, ocorrida no final do século XIX, na então Imperial Vila da Vitória – hoje a cidade de Belo Campo. Moitinho era tido por muitos como um homem de corpo fechado, uma imagem que reforçava seu papel de autoridade. Segundo a crença popular sua morte somente seria possível se tivesse sua cabeça cortada e pisada num pilão: a mesma crença afirmava que este foi o seu fim. A obra se destaca num cenário mais otimista para a produção audiovisual conquistense. Desde 2012, a cidade é palco de duas produções audiovisuais com o patrocínio da Secult. A produção local é maior, pois a essas duas somam-se obras de produtores independentes e produções dos alunos do curso de Cinema da Uesb. “Conquista tem uma relação íntima com o cinema, é a terra de Glauber Rocha, vem pensando cinema por meio de iniciativas como o Janela Indiscreta e a Mostra Cinema Conquista, e agora, eu acredito, chegou o momento de também produzir”, detalha Lopes.

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